Comportar-se como um animal ao volante é tão português como o fado e o chibanço. Ter ministros a 200 km/h na A1 sem pagar multa, comprar um Audi em 2ª mão, meter um aileron Matias na oficina do bairro e testar o bólide na ponte Vasco da Gama é português. E dizer mal dos outros também. E viva o blogue :)



sábado, 3 de novembro de 2007

"Portugueses ao Volante" em destaque no Jornal Labor





É com todo o gosto que o Vigoras, autor do blogue vigoras.blogs.sapo.pt, e que foi o primeiro a buzinar na blogosfera sobre o "Shopping 8ª Avenida-o-gate", me disse que este estaminé foi colocado em evidência no jornal Labor, da edição de 1 de Novembro. Aqui fica a notícia do destaque, em formato PDF. Se bem que fico obviamente satisfeito com a notícia, o crédito tem que ir para o Vigoras, pois foi ele que buzinou antes.

Sim senhora, o cantinho da folha teve direito a fotografia, transcrições de texto, e até de alguns comentários. Ó Torre, anda cá ver isto, hóme, que tás no jornal! Hoje estou cada vez mais convencido que foi apenas mais uma estratégia para publicidade não-paga nos noticiários e jornais portugueses. E, como ninguém quer chatear-se, lá tiveram os seus minutinhos de fama, os clientes lá param, e daqui a pouco ninguém se lembra disso. Provavelmente, até vão deixar lá os vergonhosos rectângulos rosinhas, até porque há sempre umas pessoas nada abençoadas com dotes intelectuais, que até acham que realmente é "uma gentileza".

Sim, porque quem viu a reportagem na TVI, como eu vi, notou-se claramente que as duas entrevistadas não deviam ser mais espertas do que crianças de 10 anos, e que devem ter sido as únicas que acederam a dar a opinião positiva. Sim, porque não vi ninguém na reportagem a achar mal. Mas prontos, é a TVI, o noticiário tem que ser ingerido como se um programa de ficção se tratasse...

Cá por mim, já estou um pouco farto dessas estratégias reles de andarem a fazer algo polémico para aparecer nas notícias, como se fosse publicidade não-paga; e ninguém os repreende nem nada. É claro que, num país civilizado, o noticiário resume-se a 30 minutos de notícias breves e bem contadas, e não como é aqui em Portugal, onde se inclui todo o lixo noticioso em 1 hora e 30 minutos(!), como a nova tournêe dos DZRT, ou a Maya que cortou as unhas, ou o palhaço da Peres.n'Partners mais os seus dísticos de risco zero da treta! É por essa e por outras que agora só vejo o jornal da 2, às 22h00.

Um abraço ao Jornal Labor e à Anabela Carvalho, pela boa peça que escreveram sobre esse masmarracho, e por colocarem opiniões REAIS de pessoas REPRESENTATIVAS da população que está indignada com tamanha ousadia e desrespeito pelas mulheres, só para poupar uns cobres em anúncios.

2 comentários:

Torre disse...

Carago, já estou famoso!! Hoje o Jornal Labor, amanhã, o Mundo! :D

Mas agora a sério, há que reconhecer ao Jornal Labor a publicação de opiniões isentas, cujas aparentemente não abundaram na reportagem da TVI, que não vi...

Também, face a uma câmara, convém é sorrir para ligar à família logo a seguir, para gravar o "jornal" e mostrar depois aos amigos! E ninguém quer ser o/a "mau feitio" que critica tudo, género oposição (qualquer que seja a facção política!)

Se é um golpe publicitário...

Acredito que seja possível, tiveram mais atenção do que a mera abertura de um shopping, que hoje em dia, face à proliferação dos mesmos, é um acto tão emocionante como cortar as unhas dos pés...

Se foi essa a intenção, de facto conseguiram. Mas de mim, como não me pagam para fazer publicidade a nada, nem aceito ser pago para fazer publicidade a algo do género, em limite, violador do artigo 13.º da Constituição da República Portuguesa, não terão nem mais uma linha. As acções que fiquem com quem as pratica.

E neste país, em que se contas boas anedotas (porcas, de preferência), fazem-te herói nacional, não podemos contar com muitas medidas, públicas/ associativas ou privadas, para regular/ reprimir este tipo de situações... Et sic transit gloria mundi!

Andre modesto disse...

De acordo, Por cá, o telejornal tem de tudo...e o essencial, como se sabe é mostrar desgraças de alguém, e comover as pessoas...

Que aconteceria se um homem estacionasse nos tais lugares rosa?
Se a discriminação é ilegal, não acontecia nada :D


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