Comportar-se como um animal ao volante é tão português como o fado e o chibanço. Ter ministros a 200 km/h na A1 sem pagar multa, comprar um Audi em 2ª mão, meter um aileron Matias na oficina do bairro e testar o bólide na ponte Vasco da Gama é português. E dizer mal dos outros também. E viva o blogue :)



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terça-feira, 17 de julho de 2007

E agora, o que fazer ao dinheiro?!





- Uma média de 200 multas por hora, ou se quiserem, 3,33 multas por segundo!
- 4.090 infracções, uma delas perpretada por um herói a 179km/h.
- Mais de 114 mil euros em nove horas. E sem preencher o boletim com as cruzes!

Mirabolante! Incha, Joe Berardo, desta não te lembraste tu, ó fanhoso de preto!

Quem é que estava à espera deste sucesso estrondoso?! (retirado do PortugalDiário). É fantástico! Lindo! Uma obra de arte! Estes moços são uns senhores! É uma verdadeira obra de engenharia chico-espertista esta que assistimos na segunda-feira, com a activação dos radares em Lisboa!.

Acredito que o próprio Sócrates e o Costa não estavam à espera deste dinheirinho extra para os Saldos! Dinheiro bem merecido, pois a colocação dos radares foi estudada ao pormenor para rentabilizar ao máximo as multas, cagando de alto para a segurança rodoviária. Não não sou só eu, o presidente da ACP, Carlos Barbosa, também não gostou muito dos locais dos radares.

Que interessa? Estes dois novo-ricos estão cheios de guito, e ao que consta, já andam a planear gastá-lo. O António Costa não gosta muito lá do Audi A8 W12 de 150.000 euros que o Santana Flopes deixou lá a apodrecer... está a pensar comprar um Hummer H2, para poder ver melhor a sua nova cidade. Quanto ao Sócrates, uma viagem a uma estância de ski deve estar nos seus horizontes... quanto aos tugas multados por andarem a 55km/h numa avenida que dantes andava-se a 80km/h, como no prolongamento da Av. dos EUA, AZAR! Ficam sem poder ir aos Saldos, ou então, vão à praia da Costa da Caparica, em vez de irem para o Allgarve (sim, com dois L).

Mas antes que estourem tudo nisso, vou cá dar as minhas dicas: passem pela lista de pontos negros da cidade de Lisboa, e arranjem de vez estas 117 aberrações de Lisboa! Ainda hoje, ao pé da Reitoria da UL, vi um peão aflito para atravessar a estrada. E com razão, pois estava numa zona onde a passadeira só era agora vestígios jurássicos!! E eu passei de carro lá, e podia ter acontecido um acidente grave!! De quem era a culpa? Minha, pois claro, pois não vi uma passadeira da mesma cor do alcatrão.

Arranjem o raio do bueiro no acesso ao eixo Norte/Sul em Sete Rios! Voltem a pintar as passadeiras e ponham lombas em passadeiras cruciais ao pé de escolas, universidades e hospitais, pois eu já perdi a conta de sustos que já apanhei a atravessar as ditas! Sejam homenzinhos crescidos e façam obras que se vejam! Novos-ricos da treta!

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Passadeiras: uma relíquia histórica.



Mmmm... as passadeiras são bem disputadas em Itália!


Se ainda me restavam algumas dúvidas sobre a utilidade de uma passadeira em Roma, acabaram por se dissipar na passadeira da fotografia, que atravessei. Dois carros obstruíam completamente a zebra, enquanto dois outros em segunda fila e sem condutor, encarregavam-se de tapar completamente o resto da passadeira.

Acho que as passadeiras, em Itália, devem ter uma função semelhante ao dos seus monumentos romanos: apenas curiosidade história, pois são inúteis na sua função. Se ainda conseguia ter alguma ilusão de protecção e de segurança ao atravessar uma, cada vez mais me convenço que é melhor mesmo atravessar uma rua a correr, e a olhar para todos os lados, não vá sofrer a humilhação de ver um Fiat 500 a passar-me por cima!

Também já reparei que os condutores italianos já desenvolveram um autêntico chip matemático no seu cérebro. Com esse chip, eles conseguem calcular eficazmente as trajectórias de dois corpos e, com base nas suas velocidades e acelerações, calcular os tempos de embate. Só assim é que consigo explicar como é que eles conseguem dosear a velocidade das suas máquinas para que, no preciso instante em que atravesso uma passadeira e deixo espaço livre, passa imediatamente um carro a razar o meu rabo, numa clara procura de optimizar o consumo de gasolina, evitando travar desnecessariamente.

Vamos olhar pela positiva: só a correr nas passadeiras, já perdi 1 kg desde que cheguei aqui.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Eu atravessei isto, e sobrevivi!!



Qual é o problema? Em Itália, nenhum! Há bons hospitais por aqui?


Acho que esta viagem a Itália vai retirar-me a inspiração e motivação para continuar a apedrejar os condutores portugueses (ou não...); é que são tantas as aberrações por m2, que enchia mais rapidamente o meu cartão de memória a fotografar carros do que se fizesse uma visita ao Vaticano...

Pois o motivo desta posta é, apenas, a aventura que foi atravessar esta passadeira! Começo por ficar deslumbrado pelo estacionamento fantástico deste Punto... mas vá lá, deixou meia passadeira livre. Começo a atravessar, e sinto claramente vários zumbidos no meu ouvido, como se mísseis 'pawn-seekers' me tivessem fixado e se preparassem para me atacar... eram os condutores italianos que se aproximam a velocidades próximos dos 80km/h, e não dão sinais que vão abrandar.

Fujo para passeio, mas um deles deixa-me passar. Já a meio dessa passadeira, o tipo arranca e passa a meio metro de mim, como que a dizer: "Rápido! Preciso de comer pasta! Vamos lá!". Já no resto do percurso, deparo-me com uma carrinha Volvo de quase 5 metros, que consegue obstruir COMPLETAMENTE a passadeira. Entro num dilema: Passo por cima dele, ou saio fora da passadeira? Se calhar, em Roma, um peão a abandonar a protecção (ou a ilusão de protecção) da zebra, dá direito a atropelamento por justa causa.

Como tal, caminhei em direcção da carrinha, e colei-me a ela até chegar ao passeio... foi uma experiência horripilante, acreditem. A percentagem de carros com faróis partidos e pára-choques todos rachados é assustadora, o que não me augura um futuro promissor em sobreviver Roma como um simples peão.

Um BMW série 3, em Portugal, é tratadinho com respeito, lavadinho e apresentado como objecto de inveja aos vizinhos. Pois acabei de ver um BMW série 3 com os pára-choques a denunciar já vários estacionamentos com contactos em 3º grau, que até metia pena ver. Já tou com saudades de Portugal. Sim, até dos sapinhos da EMEL já tenho algum sentimento agradável a surgir em mim... mas isso acredito que amanhã passa.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Atravessar uma passadeira: suicídio ou vontade de morrer?



Portuguese Pawns Chainsaw Massacre - the roadsign!


Qualquer dia, quando se fizer um seguro de vida, além das perguntas "Fuma quantos maços de tabaco por dia?", "Costuma fazer paraquedismo com paraquedas 'made in China'?" ou "Você é do Bloco de Esquerda e vive na Madeira?", haverá outra pergunta no formulário, tipo "Quantas vezes atravessa uma passadeira portuguesa por semana?" para calcular o prémio. É que se parece cada vez mais com um desporto radical, do que uma necessidade.

No entanto, os peões deviam emancipar-se nas passadeiras! O reles peão, frágil e vulnerável possui, pasme-se, prioridade nas passadeiras perante os possantes e agressivos condutores! Eu, sempre que atravesso uma passadeira e alguém não pára, costumo aplaudir a ousadia e agradeço a violação do meu espaço com um "Obrigado" bem sonoro (já expliquei aqui anteriormente porque prefiro agradecer do que insultar tais bestas ao volante). Sugiro que faça o mesmo.

É claro que há honrosas excepções, nomeadamente com belos exemplares do sexo feminino com micro-saias vestidas, que não só atravessam sem problemas qualquer passadeira do feudo, como até podem aumentar o seu ego com alguns piropos (a propósito de piropos, nunca vi uma rapariga a correr atrás de um condutor que mandou um piropo, completamente apaixonada por tal mensagem romântica. Se a taxa de sucesso é 0%, porque é que ainda há tipos que ainda se dão ao trabalho?!). Mas, como eu sou homem, acho que a única solução por vezes, é andar com uma folha A3 a dizer: "Páras ou levas com pontapé na porta!".

A figura de hoje é de um sinal de trânsito para os lados da Amora, o qual tive o privilégio de fotografar e partilhar com todos os leitores deste blogue. É, sem dúvida nenhuma, o meu sinal favorito. Gostaria de conhecer o tipo que meteu tal autocolante lá. E, já agora, será que há moto-serras em 2ª mão no Ocasião? Pelo menos, satisfazia um dos meus três objectivos na vida: plantar uma árvore, fazer um filho e aparecer na capa do 24 Horas.

Ah, e o que dizer das velhinhas na passadeira?

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Tuga rico... tuga arrogante.


Esta fotografia foi retirada do grupo flickr Estaciono que nem um cepo", cortesia do Carlos Jorge Andrade, e mostra o que acontece quando um tuga é podre de rico: apodrece também o respeito pelos outros condutores e peões. O carro em questão é um Mercedes McLaren SLR, e custa tanto como 10 moradias em Sintra. Ou o salário semanal do Figo. No entanto, o cérebro do seu condutor-troglodita, não tem preço.
Lá vai ele comprar tabaco, gastando 20L de zagolina no trajecto, no seu maquinão. Na hora de estacionar o bólide, na cabeça dele produziu-se o seguinte diálogo: "Ora bem, posso meter num parque de estacionamento, já que tenho dinheiro que até fede. Epá, assim tinha qaue andar e estragava os meus sapatos italianos... Ena, ali está um espaço uma passadeira numa curva! Mas vou tapar a visibilidade e atrapalhar quem vai atravessar a rua. E os pobres que andam de cadeira de rodas não podem atravessar a rua. E até posso apanhar um sapo EMEL e levar com uma multa. Mas qual quê? Acorda, Tozé! Tenho um carro de meter inveja! Sou o maior da zona! Todos tem de ver o que comprei! Podem meter 100 multas, não as pago! Se precisar, processo o tipo da EMEL, que tenho advogados! Sou bom, podre de rico, os outros que se f... Código da Estrada? Não se aplica a carros como o meu!"
Impressionante como o grande cro-magnon sujeita a sua caríssima aquisição a riscos de peões que podem querer manifestar a sua insatisfação pelo transtorno em atravessar a rua. Nestes casos, acho que um pouco de justiça popular era uma boa ideia, para que este tuga aprenda a ser mais humilde. Sim, porque humildade não se compra como um SLR.


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