Comportar-se como um animal ao volante é tão português como o fado e o chibanço. Ter ministros a 200 km/h na A1 sem pagar multa, comprar um Audi em 2ª mão, meter um aileron Matias na oficina do bairro e testar o bólide na ponte Vasco da Gama é português. E dizer mal dos outros também. E viva o blogue :)



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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Zezé, o Terror dos Cemitérios!





Bem, se este país está a tornar-se numa verdadeira anedota, então o que dizer da comunicação social? Quero partilhar com vocês mais uma daquelas histórias que fazem-nos pensar que, realmente, Portugal é um sítio único deste planeta.

Ora parece que para os lados da Gafanha da Nazaré existe um fulano, nos seus 48 anos, operário fabril, orgulhoso dono de um Aixam, que é sempre receptivo a umas cargas etílicas. No Domingo, ao que parece, o fulano entusiasmou-se um pouco com o vinhinho e, enquanto circulava no seu bólide com a sua taxinha de 3,33 g/L de álcool no sangue, enganou-se na rua e entrou pelo cemitério dentro!.



E esta é a reportagem da SIC. Descubra as diferenças.

Agora é que a diversão começa: segundo a versão noticiada pela SIC, o tipo andou 20 a 30 metros, e não colocou ninguém em perigo. Limitou-se a sair do carro, curtir a ressaca e esperar que a bófia aparecesse. Ou seja, mais uma vítima de muitos anos a ler apenas jornais desportivos, certamente.

Ohhh, mas isto não tem piada nenhuma!! Não é? Há que apimentar a coisa! Entrar em modo "Correio da Manhã"! Ora, segundo a versão do fabuloso Correio da manhã e que podem ler aqui, a coisa passou-se mais ou menos assim:

  • O tipo entrou a rasgar pelo cemitério adentro, qual Batman pela avenida principal de Gotham, com o Aixam a ulular no pico dos seus 19 cavalos. As pobres idosas foram apanhadas de surpresa, e tiveram que até atirar-se para dentro dos masoléus, para evitar o bólide serpenteante!
  • Enquanto o tipo passava uns bons minutos a usar as campas como verdadeiras chicanes, arrifando no travão de mão do Aixam, prego a fundo, para aquelas power-slides entusiasmantes que só um mata-velhos consegue providenciar (quais Evos, quais Scoobys!), era possível ver diversos ossos, pedaços de campa, velas e flores a voar cemitério fora, tal como de um fogo de artifício se tratasse.
  • Ora enquanto "algumas ficaram encostadas aos muros rezando, outras subiram para cima das campas, e outras ainda tentaram até entrar para dentro dos mausoléus", o tipo saiu calmamente da sua montada, "com um chapéu na cabeça, calças de ganga, botas à cowboy e óculos escuros, sentou-se numa campa, estendeu os pés para cima de outra e acendeu um cigarro.” (ora façam agora um "ahahahaaaa" à lá Ennio Morriconi e imaginem um arbusto seco a rolar pelo cemitério, para uma imagem mais épica deste acontecimento).
  • Enquanto o nosso herói mandava a punch-line do momento, "Só vim visitar a campa da minha mãe, não vejo qual o problema", a nossa polícia de intervenção e de choque preparava a 'Operação Velório Dourado', ao pé da campa da dona Etelvina.

Confesso que sou fã do Correio da Manhã. Adoro as notícias servidas assim. Ou vejamos isto por outro lado: como é que é possível noticiar isto, sem nos desmanchar a rir? A brincadeira do fulano custou-lhe 550 euros, a carta por 8 meses, e um Aixam meio destruído, mas acho que sei porquê: ora uma pessoa premeia os portugueses ao volante de 2007, e logo no dia seguinte este tipo já faz tudo para ser o premiado para 2008! Irra, que começam cedo!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

1008!! fenomenal!





Em primeiro lugar, quero desejar um Feliz Ano Novo de 2008 para todos os viciados deste estaminé, que daqui a pouco vai fazer um aninho, e que já superou as minhas melhores espectativas. Um abraço especial a todos os que partilharam neste espacinho as suas imagens deprimentes do ser português ao volante.

E, já agora, um Feliz Ano de 2008 para os familiares e amigos das 1008 vítimas mortais nas estradas portuguesas em 2007, um número vergonhoso, e que só não percebe como é possível, quem não quer perceber, não é senhores ministros da administração interna e presidentes da câmara dos radares?!nestes 3 dias de Ano Novo, morreram 15 pessoas, o que é mesmo deprimente. Quantos estavam em excesso de velocidade?

Passei o ano novo em Londres, e como tal, fui vendo as notícias pelo Google News. Engraçado, as primeiras notícias eram sempre sobre a contagem de mortos e acidentes nas estradas... o que por um lado é bom, pois ajuda a sensibilizar as pessoas, mas eu gostava de lançar uma acha sobre as diferenças escandalosas que há entre um país desenvolvido (Inglaterra) e um que anda a ficar cada vez menos desenvolvido (Portugal). Um detalhe tão simples, que até chateia, mas que bem que poderia salvar algumas das vítimas deste Ano Novo.

Sabiam que o Metro de Londres não fechou durante a noite de Ano Novo?! Sim, fez quase 40 horas seguidas a funcionar em pleno, sem interrupção. Ah, e claro, houve autocarros durante 24 horas, para todos os pontos de Londres. Juntem isto ao facto de haverem centenas de polícias de pé e a cavalo atentos aos excessos e sempre prestáveis a aconselhar as pessoas a parar de beber e irem para casa, fez com que dezenas de milhares de foliões, incluindo alguns milhares de embriagados, pudessem ir para casa calmamente sem recorrerem o carro! Paa quê, se havia transporte a toda a hora e gratuito?! (sim, não se pagava nessa noite!) Apesar do número recorde de chamadas de ambulâncias, mesmo superando os festejos do Milénio, só ouvi notícias deste acidente, vitimando 3 adolescentes embriagados. Excelente resultado para uma capital com milhões de pessoas, e de gajos que não são nada meiguinhos na hora de virar loiras!

E em Portugal, como foi? O metro de Lisboa esteve aberto toda a noite? Havia autocarros toda a noite? A polícia esteve a acompanhar as pessoas a beber, e a aconselhá-los? Ou, pelo contrário, o metro esteve fechado durante a noite, obrigando as pessoas a recorrer aos carros, para depois no final da noite, apanharem uma operação STOP cuidadosamente montada pela PSP, para que não escape nenhum bêbado, e gerarem a melhor receita da noite?!

Pelo que li lá nos jornais, até o Zé Diogo Quintela foi apanhado na operação! Será que foi do licor Beirão?! Seja como for, toca a fazer trabalho comunitário, pois como não é do Benfica, quanto mais jogador do Benfica como o Luisão, não tens malta que te safe!!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Com mentalidades destas, não vamos lá...





Yup, este Natal fui uma das milhares pessoas que conduzi umas boas centenas de quilómetros pelas estradas e auto-estradas portuguesas para passar a consoada com a famelga toda. À ida, procurei alternativas para fugir do feudo ditatorial da Brisa, que cobra 18,65 euros na portagem da A1 (em 2004, lembro-me, era 17,15... dá 8,75% de aumento em 3 anos, pelas minhas contas), via A8 - A17 - IC1 - EN109 - A29; à vinda, por causa da ameaça de chuva intensa, lá fui pela A1. Com duas bicicletas no tejadilho, a velocidade raramente excedia os 100km/h. E, como é claro, não faltam histórias para contar:

- Vi este camião tombado a chegar a Mira. A parte interessante, e a fazer jus ao nome da terra, é que tal aparato estava cheio de...mirones, que não se abstinham de estar parados no meio da estrada para apanhar o melhor ângulo para ver aquela mastodonte de metal retorcido, arriscando a vida só para satisfazer a curiosidade mórbida. E, claro, os condutores como eu que se ponham a pau, e toca a contornar as excelências, pois sair dali é que está quieto, mesmo!

- Já a entrar em plena Ponte da Arrábida, vejo um Audi A3 a usar todo o espectro das faixas de rodagem para realizar as mais mirabolantes ultrapassagens! Isto, claro, sem piscas. Se bem que, no meu íntimo, aposto que o gajo deve ser daqueles que tem uma árvore de Natal com meia-dúzia de kits de lâmpadas, e uma marquise decorada com tanta luz a piscar, que até as pessoas epilépticas passam de olhos fechados, para não provocar ataques. É a velha teoria da manta da cama... puxa-se por um lado, descobre-se do outro.

- Li no JN a notícia de que um homem de 83 anos decidiu fazer meia-volta numa auto-estrada. Sim, ia para Amarante, mas deve ter-se esquecido da medicação, e toca a inverter a marcha, que não há problema nenhum. A gasolina está cara, e pagar mais outra portagem está fora de questão, e como tal, foi uma opção bem prática, que a BT decidiu estragar com uma «caça ao pensionista doido».

- Li também que a PSP apanhou este folião com 2,76 g/L de álcool no sangue, no Porto. Nota curiosa: o gajo conduzia e bebia champanhe pela garrafa! Bem, o homem não quis esperar pelo ano novo... mas não há problemas, pois neste país, ele não vê o ano novo na prisão; apenas vê o ano novo com a carteira mais leve. Daqui a uns meses está pronto para mais uma garrafita em pleno acto de condução.

- O Miguel Sousa Tavares, na sua intervenção na TVI do dia 26/12, na sua habitual perspicácia, pôs o dedo na ferida: quando fez a A1 para o Porto, em condições de chuva, viu inúmeros acidentes derivados de aqua-planning. É claro que, em tais condições, ninguém excedia os 120km/h (mas não ponho as mãos no fogo por isso...), mas houve vários acidentes. E inspeccionar os pneus dos carros? Não se faz isso, pois não? Ainda não inventaram "radares" para isso, nem dá tanto dinheiro como andar a controlar os assassinos em recta. E as escolas de condução ensinam os condutores a dominar os carros em aqua-planning?! Não deviam?! Quantos condutores sabem o que raio significa aqua-planning?!

Um país é o que as pessoas são. E, com pessoas destas, merecemos o país que temos. Quanto à famigerada barreira psicológica das 1000 mortes, que o Governo não quer exceder e que o meu colega Japh já colocou a nú a estupidez de tal coisa, temo bem que vá ser excedida e em grande... se não for este ano, para o próximo. Sim, porque com "material condutor" assim, e um Governo que insiste em ver excessos de velocidade, isto só vai dar m...ortos!

domingo, 9 de dezembro de 2007

"Como fazer de Portugal um campeão na sinistralidade rodoviária"





Viva, malta. Desculpem a semana sem postas fedorentas, mas estive em Oslo em trabalho, e por lá as micoses no escroto não se manifestam muito. Entre os intervalos, fui falando com alguns noruegueses e alguns portugueses radicados em Oslo e tentar perceber o porquê da Noruega apresentar das mais baixas taxas de sinistralidade do Mundo, apesar das ruas bem escorregadias e perigosas devido à neve. Como tal, tomei a liberdade e vou deambular sobre estas duas realidades bem diferentes, a ver se acende alguma lâmpada em cima do nosso toutiço...

Bem, em 2004, morreram na Noruega 257 pessoas, enquanto que em Portugal morreram 1135 pessoas. Sim, a população é cerca de metade da de Portugal, e estão mais concentrada nas áreas urbanas, mas eles têm estadas bem mais perigosas devido à neve. E olhem que pisar um passeio com gelo, com sapatos de sola lisa, não é uma coisa muito divertida de se fazer por lá...

Ora bem, para começar, a carta de condução norueguesa é de pontos! Uma ideia que já está em vigor há muitos anos em vários países e que tem provado ser muito eficaz em controlar os condutores reincidentes, só que cá em Portugal deve ser ainda considerada uma estrangeirice, e que deve precisar de, pelo menos, 3 estudos do LNEC e de outras entidades "independentes" para ser anunciado com pompa e circunstância nas campanhas para as eleições legislativas de 2009. Assim, tal como o dístico GPL, nós é que somos os espertos, o resto da Europa é que é mesmo tapadinha...

Alia-se isto ao facto de, lá, haver uma comissão que analisa os acidentes! Sim, não quis acreditar, mas uma investigação breve na net mostra que há estudos científicos e publicados em revistas da especialidade, que analisam detalhadamente a sinistralidade e as suas causas. Em Portugal, atalha-se este exercício científico inútil e dispendioso com uma conclusão genial, resumida em três palavras: "Excesso de Velocidade!" E é verdade: se todos os carros estivessem parados, não havia acidentes! Não está mal visto, não... Basta ver o vídeo que coloco ao lado, relacionado com um acidente na A24 com as primeiras chuvas em Portugal, onde se vê claramente que a causa foram os pneus carecas da carrinha, mas que todos os protagonistas não resistem em atalhar para a mãe das causas em Portugal: o Excesso de Velocidade!.

Ah, e esta é a minha favorita: lá, o limite de taxa de álcool no sangue é de 0,2 g/L. Tudo bem, mas a parte fantástica é que, se fores apanhado, tens direito a duas semanas, no mínimo, na prisão! Ah, e é verdade, não há lá "desculpe", ou "tome lá uma notinha de 50 euritos para si" ou "Sabes quem é o meu paizinho?!"... não há ses, é directo para a pildra, e vais com sorte, pois as prisões lá devem ser aquecidas. Em Portugal já sabemos como é... para cada operação stop realizada, encontra-se de tudo: condutores alcoolizados, sem carta, em excesso de velocidade, sem seguro, etc! Qualquer dia, atá apanham plantações de cannabis na mala...

E porquê? Porque em Portugal, se fores apanhado sem carta ou alcoolizado, não te acontece nada! Estive a ler, no avião, esta notícia no Correio da Manhã. Resumindo, um gajo foi apanhado a conduzir sem carta por duas vezes; das duas vezes saiu em liberdade. À terceira, teve um acidente e matou uma mulher. Na Noruega, um gajo que beba MEIA cerveja já sabe que tem de ir de táxi para casa, senão passa umas noites valentes na prisão. Para mim, é o suficiente para pensar duas vezes antes de arriscar conduzir... mas em Portugal, não te acontece nada.

Que venham mais radares para as estradas portuguesas! Quantos mais, melhor.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

O que está a dar é contramão... nem te tiram a carta!





Se dúvidas havia quanto à extrema peculiariedade do português ao volante, digna de um National Geographic, e ao contínuo autismo dos governantes portugueses e estupidez da justiça portuguesa, digna de um país tipo Zimbabwe, acho que se podem claramente dissipar com esta história mesmo à portuguesa! Sentem-se refastelados na cadeira, façam pipocas no micro-ondas, pois isto não anda muito longe de um verdadeiro filme à Faroeste, mas feito na Margem Sul. Produto nacional, portanto.

Segundo o Correio da manhã do dia 6 de Outubro (1 mês atrás), um energúmeno com 1,15g/L de álcool no sangue fugiu em contramão pela A2 acima. O fulano nos seus 40 anos de idade (física, não mental) é oriundo de Paio Pires, e andou 5 quilómetros no seu Ford Focus em sentido oposto à circulação, para fugir à GNR, e por sorte não abalroou um grupo de motards. O bicho ainda teve o desplante de agredir os GNR no momento da captura. Resultado: foi libertado e intimado a aparecer no tribunal no dia seguinte!

Pensamos todos nós, na nossa leve e doce inocência, que o gajo lerpou bem num quartinho escuro lá do posto, e que agora para ele é autocarrozinho até o Boavista ser campeão outra vez. Mas de certeza que está a suspeitar que vai haver um "senão"...

Pois bem, não é que o gajo gosta mais de andar a contramão do que de pastéis de nata!? O raio do teimoso voltou a ser apanhado em contramão na EN10, alcoolizado, esta manhã, dia 13 de Novembro, 1 mês depois!! Porque é que raio o gajo não prometeu ir a Fátima a pé, como se costuma fazer para pagar promessas?!

Ah, mas desta vez, o resultado foi de 1,95 g/l de álcool no sangue, segundo o alcoolímetro dos polícias! Mas este granda maluco pode ser imbecil para figurar no livro do Guinness, mas ainda lhe restam alguns laivos de artimanhas, bem lusitanas: recusou-se a fazer o teste de álcool no posto da BT, o único que serve como prova; como tal, acabou por ser apenas detido por desrespeito à autoridade! Toca a curar da ressaca, e a bebedeira desaparece no tribunal. É sempre melhor ser acusado de desobediência, pois assim ainda retém a carta, digo eu.

Mas mas... talvez o tipo tivesse repetido a graça sem carta... Não: o tribunal não cassou-lhe a carta da primeira vez! Qual é a lógica? Simples: os verdadeiros responsáveis por este flagelo de mortes em Portugal são os condutores em excesso de velocidade! Sim, precisamos de mais radares para apanhar esses assassinos (e as suas carteiras) a passar a 81km/h na radial de Benfica! Estes tipos em contramão não precisam de se preocupar; podem escolher a faixa que quiserem, desde que não excedam a velocidade!

Malta da Margem Sul, já sabem: daqui a um mês, tenham cuidado ao irem compar peúgas para oferecer aos sogrinhos no Almada Fórum! Estejam atentos a um Ford Focus com atitudes estranhas. E não adianta chamarem a bófia, que o tribunal despeja-o outra vez na rua. Faça um serviço cívico, ate-o e abandone-o no bar gay mais próximo, de preferência, brasileiro: é que, no Brasil, Cú de bêbado não tem dono.

P.S.: Esta história foi enaltecida por um colega forunista Excalibur. Ah, e estou de partida para o Porto, numa camioneta. Para NÃO variar, houve notícia de mais um acidente na A1, em Condeixa, esta manhã. Fé nos bombeiros...

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

A Sagres patrocina a nossa GNR!


GNR cerveja
Clique na imagem e receba grátis no seu PC uma imagem maior desta mesma imagem. Catita, hã? Quem é amigo, quem?


Esta image é bem velhinha, já percorreu a Internet umas valentes milhares de vezes, mas vale sempre a pena recordar. Fica para quem nunca viu. Obrigado ao LeloDasTshirts, um simpático user cigano que mandou também avisar que ainda tem DVDs do Paixão de Cristo a 2 euros cada.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Carro movido a tintol!



Ladies and gentleman, o carro do Leonel Nunes!


Este fim-de-semana, lá para os lados de Gondomar, tirei esta fotografia preciosa! Fiquei a pensar que o Leonel Nunes, o homem do garrafão (vejam o www.portalpimba.com), estivesse por perto. Ora, se o melhor amigo do tuga é o carro, porque não ir para os copos com ele? Se há pessoal que mete óleo para fritar no depósito, porque não deitar uns garrafões de tinto da terra em vez de óleo? Deve escorregar que nem ginjas!

Afinal de contas, o dono deste carro não deve ser assim tão parvo! ao meter tintol no carro, pode ser que o motor começe a ver tudo a dobrar, e portanto duplica a cavalagem do dito. Ao mesmo tempo, limpa toda a canalização e até deve dar um belo cheirinho na chaufagem. O problema deve ser pôr o carro a trabalhar de manhã, devido à ressaca...

Começo a pensar que, se calhar, era uma boa ideia fazer uma experiência, e meter um GPL no carro e depois atestar com um pouco de Super Bock. Até é capaz de funcionar, e se o carro até se portar bem, pode-se sempre dar-lhe uns tremoçitos no final da viagem.


segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

100 grandes portugueses. E o Leocádio?


Ontem estive a ver os gatos mal-cheirosos na RTP, quando de seguida está no ar o mirabolante "Os 100 maiores portugueses"! Ao ver a dita lista, pensei logo: e o Nuno Leocádio, não está na lista? Parece-me que muitos leitores não sabem quem é o Nuno Leocádio, ou podem questionar o porquê. Mas numa lista onde está o Alberto João Jardim, quer-se dizer,...

O Nuno Leocádio, agora com cerca de 31 anos, é o recordista de taxa de álcool no sangue em Portugal, batido em 18 de Julho de 2002. Ou seja, quase 10 vezes o limite máximo permitido por lei. E, pasme-se, ele é reincidente, pois há duas semanas atrás foi «apanhado» com um nível de 2,19 g/l. Estava a treinar para fazer melhor, portanto.
Segundo a Automotor e o Diário dos Açores, com tal taxa, "Leocádio só poderia estar em coma profundo e nunca conseguiria conduzir um automóvel, levantando-se, inclusivamente, a suspeita sobre a credibilidade dos alcoolímetros.
Segundo o livro Medicina Legal e Toxicologia, cerca de 10% da população sente já claros sintomas de embriaguez com 1,0 g/l; 20% com 1,2 g/l; 50% com 1,5 g/l; 75% com 1,75 g/l; 100% com 2,0 g/l." Em conclusão, o Nuno não é deste planeta! Só pode ser esta a cláusula que o impede de participar e ganhar o programa da Maria Elisa, a adida cultural fibromiálgica.
Também é verdade que ele tgem de se cuidar, não numa clínica, mas devido à concorrência de peso: o Centro do Fundão reclama que um homem de 48 anos, residente na localidade das Donas, concelho do Fundão, "terá aparentemente batido o recorde nacional de álcool no sangue durante a condução, com uma taxa de 7,1. Segundo fonte da GNR de Castelo Branco, o caso remonta a 21 de Dezembro de 2003, dia em que o visado foi interceptado por agentes da autoridade.". O Nuno teve sorte, pois o "recorde não pode ser homologado, porque, ao que parece, há a possibilidade de ter havido contaminação da colheita. O responsável adianta que a zona do corpo do condutor onde foi realizada a colheita de sangue tenha sido previamente limpa com algodão embebido em álcool medicinal".
Pá, eu processava o hospital de imediato, se fosse o tal homem. Não há direito, ele devia ter trabalhado muito para conseguir quebrar o recorde, e uma negligência destas deitam por terra o trabalho que teve?
Já o JN noticia que a GNR de Alijó deteve, em 30/11/2006 na EN 212, em Chã (Alijó), um homem de 42 anos, agricultor, que conduzia uma motorizada com a taxa de 4,2 gramas/álcool no sangue. "O que espantou os polícias foi o facto de o homem, ao contrário do que seria normal para a situação, revelava uma grande lucidez e na sua fala denunciava o que fosse de anormal". Por outras palavras, o corpo deste moço já tem álcool a levar o oxigénio às células. Mais um caso extraordinário de adaptação do nosso corto aos nossos excessos.

Em conclusão, o Nuno Leocádio é, para mim, um dos 100 maiores portugeses, e por vários motivos: Em primeiro, contribui decisivamente para comprovar a eficácia dos alcoolímetros da PSP e da GNR. Em segundo, mostra aos portugueses que não há problemas em ser reincidente ou a ter taxas criminosas de álcool no sangue, porque depois sais em liberdade! (À 3ª vez, acho que o Nuno finalmente visitou a desejada prisão durante... 6 meses). Em terceiro, porque mostra que até a beber se consegue ser famoso neste país! Foi entrevistado pelo Expresso, e o Herman queria-o no programa. Infelizmente recusou, alegando que o Herman o queria gozar. Não sei porquê...

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

É jogador de futebol, coitadinho...


Segundo uma notícia do Diário Digital, da Lusa de 12-01-2007 14:46:00, "Benfica: Luisão condenado a 40 horas de trabalho comunitário."
Luisão, do Benfica, foi hoje condenado a 40 horas de trabalho comunitário depois de ter sido detectado a conduzir com uma taxa de alcoolemia de 1,44 gramas/litro, adiantou fonte ligada ao processo. De acordo com a mesma fonte, por ser uma figura pública o internacional brasileiro foi condenado a uma sanção socialmente útil, não ficando inibido de conduzir.
Luisão foi interceptado numa operação da PSP na Avenida da Índia, em Lisboa, nas primeiras horas da madrugada, tendo acusado uma taxa de alcoolemia de 1,44 gramas/litro (10 por cento de margem de erro).
Depois de ter sido identificado, o jogador regressou a casa e apresentou-se de manhã no Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa, onde, de acordo com a mesma fonte, não chegou a prestar declarações, contrariando informações anteriores. À chegada ao centro de estágio dos encarnados, no Seixal, o defesa central referiu tratar-se «de um problema particular», acrescentando que não quer que este caso «atrapalhe a grandeza do Benfica».

SOCIALMENTE ÚTIL? Para quem? Para o Benfica, só pode! O juíz é do Benfica e deve estar com medo que a sua equipa perca o próximo jogo. Por isso, e como são 6 milhões, é claro que é uma decisão a favor da sociedade portuguesa. Mas está tudo louco, ou quê?! Eu não acho que seja socialmente útil! Quando foi o referendo? Ninguém me avisou?
Conduzir com mais de 1,2g/L de álcool no sangue é crime. Gosto muito de cerveja, especialmente Guiness, mas sei muito bem que se eu abusar do álcool, conduzir para casa e fôr caço numa operação stop com mais de 1,2g/l, não tenho desculpa! Por isso é que existe cerveja sem álcool. Sabe mal como cola sem gás, mas pelo menos conservo a carta, porque não sou jogador do Benfica.
Acho que o Luisão não percebeu bem: a ideia é que as outras pessoas bebam muita cerveja, para que ele comece a parecer mais atraente. Não é o contrário. Valeu, cara?

Acho que estou a começar mal. Queria fazer um blog divertido, com sátiras à nossa maneira peculiar de operar veículos automóveis. Em vez disso, estou a ser cilindrado com notícias/aberrações de jogadores de futebol ou de cantores pimba (vá-se lá saber qual o mais feio), que em vez de serem punidos exemplarmente como qualquer tuga no seu lugar, levam apenas com umas palmadinhas nas costas e um "vá, vê lá se te portas bem agora...". É que a intenção de fazer humor perde-se por completo.
Preciso de relaxar um pouco. Vou ver um pouco de Floribela. Er, pensando melhor, o que está a dar na 2: ?


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