Ciganos ao volante em contra-mão dá nisto!
Vi anteontem na TVI, estou a ler a notícia no Correio da Manhã, de onde estou a retirar excertos, e acho tão ridículo, que tinha de partilhar com vocês todos!
«O sargento da GNR de Coruche, João Nunes, que em 2005 matou a tiro um jovem de 24 anos numa perseguição automóvel que terminou em Montemor-o-Novo, foi ontem condenando pelo tribunal desta cidade a um ano de prisão, suspenso por três anos, e ao pagamento de uma indemnização de 15 mil euros aos familiares da vítima.»
Quem viu a reportagem na TV como eu, viu a família do fulano (de etnia cigana), todos indignados a chorar e a reclamar da sentença aplicada. O advogado de acusação, claro, quer recorrer. Dito assim, até parece que o GNR merece realmente ser pendurado pelos pés e enchido de formigas carnívoras, enquanto ouve músicas do Pedro Abrunhosa até morrer. No entanto, não é bem assim a história!!
- A vítima, Luís Monteiro, seguia numa Ford Transit e foi interceptada numa operação stop em Santarém. Por não ter carta de condução, desobedeceu ao sinal de paragem e fugiu a alta velocidade.
- O indivíduo, que seguia na carrinha com uma mulher e uma criança, escapou às barreiras policiais, abalroou uma viatura da GNR e andou em contramão na A13 até ao nó de Coruche. Prosseguiu até Montemor, onde acabou por se despistar.
- Não satisfeito com a borrada, fugiu depois a pé em direcção a um acampamento (de ciganos, claro, à procura de protecção) e, sem que ninguém se tivesse apercebido, foi atingido por um tiro da arma do sargento. A vítima foi detida e só mais tarde começou a sentir-se indisposta. Morreu no Centro de Saúde de Vendas Novas.
Ou seja: Este pobre GNR tem de pagar 15 mil euros à família de um energúmeno que não tem carta, desobedece à autoridade, abalroa os carros da GNR e põe em perigo de vida a sua mulher e filhos, e que se está a marimbar para a vida dos que seguem na A13 enquanto ia em contra-mão na maioria do tempo dos seus 90km de fuga?! Mas está tudo maluco ou quê?
Junto-me à família do cigano: também eu estou indignado da sentença aplicada. Cá para mim, o GNR devia era ter metido uma bala mesmo na cornatura do cigano, com todos a ver lá no acampamento, terminando com a frase: "Isto é o que acontece com todos os ciganos sem carta de condução, que fogem à GNR em contra-mão!". Acredito que iam todos no dia seguinte inscrever-se na DGV (sim, porque 99% deles não deve ter carta), para poderem levar as suas Transit cheias de camisas Tommy Lero-lero-figer para as feiras, abaixo dos 50 km/h.
Adicionalmente, o sargento João Nunes devia ser condecorado com uma medalha de mérito e um abraço do Cavaco, por serviços prestados à pátria, eliminando um potencial assassino ao volante. Quanto à família do cigano, esses é que deviam pagar 15 mil euros a famílias com vítimas inocentes de energúmenos que conduzem em contra-mão.
Eu acho que o tipo morreu, e morreu bem! Não faz cá falta! Quem conduz em contra-mão a fugir à GNR, colocando em risco a vida da sua família e arriscando a matar mais uns inocentes ao volante como eu, não merece viver. Merece ouvir o Pedro Abrunhosa até morrer!













