Ó Sargento Tavares, copia-me o porpóinte, que eu quero lavrar o auto!
Esta nossa GNR é um poço de gargalhadas, patrocinado pelo caos que reina nas instituições deste País! E o que temos de fazer em relação a isto é: ou rir, ou emigrar. Segundo o Correio da Manhã, a nossa querida GNR anda a usar software ilegal no desempenho do seu trabalho. Mas tenham calma, que isto vai melhorar! Ora reparem neste enredo, digno de Bollywood (sim, com B):
Ao que parece, em acidentes de alguma gravidade (com vítimas), a maioria das polícias europeias elabora os respectivos croquis desses acidentes recorrendo a software especializado, o Smart Sketch, que permite o rigor necessário para apurar responsabilidades. Até aqui nada de novo, até porque a nossa GNRzita até recebe a dita formação para trabalhar com esse programa.
Agora, quando saem da formação e vão finalmente apanhar prevaricadores na estrada, não há licenças de software para ninguém!. Ou seja, a GNR já o pediu, mas ninguém o comprou até agora. Citando o Correio da Manhã (esta frase é tão deliciosa), " os oficiais da instituição foram a Espanha receber formação com a Guarda Civil e trouxeram o programa. " Mas que fabulosa missão, esta: foram a Espanha trazer um CD para começar a pirataria! Mais valia pedirem a um chavalito qualquer para ir ao eMule, mas enfim... caramelos e tal...
Continuando a citar o CM, o major Lourenço Silva, do Comando-Geral da BT-GNR, os militares têm ordens claras neste domínio: “O que está autorizado é que o croqui seja feito à mão, ou no computador em PowerPoint”. E aqui, perdoem-me, mas não acredito que ele disse isso! Um major, depois de anos na GNR, nunca poderia ter dito isso, mas sim algo: "O que está estipulado e lacrado nas normas vigentes da actual instituição é que o dito esquema especializado e elaborado, mais conhecido por croqui, seja efectivado com recurso ao desenho avançado elaborado por técnicas manuais autorizadas da BT, ou em alternativa, recorrendo a outro programa especializado de desenho automático assistido por computador, o póerpónte". Claramente, que foi uma tradução do jornalista.
Não há software nem computadores, e os nossos GNRs "recorrem aos seus próprios computadores e às cópias piradas dos softwares para cumprirem os prazos dados para a conclusão dos inquéritos.". Ou seja, não há dinheiro para ferramentas de trabalho, mas os resultados, esses, devem estar prontos! O cromo do major ainda tem o desplante de dizer: “Se estão a usar programas não autorizados, estão a fazê-lo por sua conta e risco”, como se não fosse tudo isto da responsabilidade da BT.
Para quando a inspecção da ASSOFT? Ah, verdade, esses tipos só andam atrás de Microsofts de empresas públicas, para a GNR dá-se o devido desconto. E a ASAE anda ocupada atrás dos restaurantes sem extractores de fumo, claro está... Estou mesmo a ver a nossa BT a adoptar o MS Paint para acabar com esta aberração! E assim vai o nosso país... quando tiver um acidente grave, pelos vistos vou ficar dependente da arte e da destreza do sôr agente Silva, que dá uns toques com o Powerpoint, e que até sabe meter texto dentro das bolinhas e dos quadradinhos!
Agora já percebo porque preferem ficar atrás dos arbustos com o radar calibrado para os 81km/h... não sabem mexer com o computador...


















