Comportar-se como um animal ao volante é tão português como o fado e o chibanço. Ter ministros a 200 km/h na A1 sem pagar multa, comprar um Audi em 2ª mão, meter um aileron Matias na oficina do bairro e testar o bólide na ponte Vasco da Gama é português. E dizer mal dos outros também. E viva o blogue :)



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quarta-feira, 9 de julho de 2008

Comigo, eu não apanho nem uma gota de chuva!





Aqui vai mais uma posta fedorenta do Torre, direitinha para a gaveta da Série "Comigo". De facto, é impressionante como esta série prolifera com todo o tipo de atrocidades no transporte de passageiros ao volante. Para quem ainda fica pasmado com os números da sinistralidade rodoviária, e ainda mais como é que os radares não resolvem nada, aqui fica uma boa dica para resolver o mistério.

De facto, a ordem de prioridades daquele tipo roça a imbecilidade; se por um lado é verdade que aquela máquina não anda a velocidades maiores das que o Obikwelu está habituado a correr, por outro o fulano deve julgar que a santinha de Fátima colada em cima do capô do motor é que o vai salvar se alguém calha de não conseguir travar a tempo, ainda por cima em tempo de chuva e numa estrada de paralelos, que muitas vezes é como quem diz, pois mais parecem sabões. Mas o mais importante é não molhar o cabelinho.

Houve uma revisão há pouco tempo do Código da Estrada, e finalmente introduziram uma coisa parecidad com a "carta por pontos", embora não haja pontos; à portuguesa, portanto, só para ser diferente dos espanhóis). No entanto, eu já brinquei com uns colegas meus com a seguinte ideia: se, qualquer dia destes, algum governante decidir alterar o Código da Estrada e instituir a imbecilidade ao volante como contra-ordenação grave, a polícia vai facturar mais do que o radares de Lisboa! Já é tempo de haver leis que nos protejam da imbecilidade ao volante. E circular de pé num tractor, na cidade, e com piso molhado é a ilustração perfeita para a entrada "Imbecil" da enciclopédia luso-brasileira.

sábado, 10 de maio de 2008

Comigo, a família vai no atrelado em cima do moliço!



"Ouve lá, vem do moliço, ou foste tu que te largaste?"


Depois do estrondoso "Comigo, as tralhas espalham-se pela rua", seguido do êxito inebriante de "Comigo, os putos nem banco tem!", que sucede o êxito de Os velhos vão sempre atrás, que prosseguiu o "Já comigo, os adultos vão sempre atrás" e que por sua vez continuou a senda do original "Comigo, as crianças vão sempre no banco de trás", só me resta dizer: Porra, que a este ritmo nunca mais acabo a introdução deste tipo de postas! Assim sendo, criei uma etiqueta 'séries "Comigo"', para poder filtrar melhor esta especialização muito peculiar da estupidez ao volante: o acondicionamento parvo de pessoas e de bens no carro.

Há pouco para dizer, e muito para ficar pasmado. E temos de agradecer ao nosso colega José Tavares Almeida, que fez o grande sacrifício de andar a passear por Furadouro com uma máquina fotográfica à mão. Até o título vai tal e qual como ele sugeriu, e isso garanto-vos que o P@V deve ser até o momento o único site que possui uma página com o título contendo as palavras "moliço", "família" e "atrelado". Ora digam lá se não é um grande orgulho visitarem uma página única em biliões. Vocês estão numa esplanada com os amigos e tal, e nada desbloqueia melhor a conversa do que um 'eh pá, noutro dia vi uma página com "moliço" no título'... de nada pá, sempre às ordens.

E eu garanto que não ficarei por aqui! Em Portugal e com agentes ao volante como o José, não tardará muito e terei páginas do tipo "Comigo, a sogra vai num skate atado com uma corda à bola do reboque", ou "Comigo, o frigorífico cabe num Citroen AX mais um carrinho de mão preso", ou "Comigo, o gato vai atado no capô e pintado a cinzento, para dizer que tenho um Jaguar". A imaginação do português é linda, só nos resta andarmos atentos.

Bem, pelo que vejo, a única segurança que aqueles dois amantes de desportos radicais em cima do moliço é efectivamente o facto de aquilo não passar dos 40km/h. Bolas, mais uma prevaricação que os radares não apanham! Mas aquilo nas curvas deve ser cá cada descarga de adrenalina brutal, porque não há nada para agarrar a não ser um ao outro (e vejam como a velha até enterra as unhas na carne do outro...) Ora confessem, quem de vós é que gostaria de fazer uma viagem assim? Ah é? Ui ui, tou a ver que a velhota tem mais tomates do que você, caro leitor! Cá para mim, depois de descarregar o moliço os gajos ainda vão fazer touradas aos comboios que vão para Cacia e vão passear nas zonas de caça nas gafanhas, com máscaras de patos coladas na testa. Quero-vos ver a fazer isso!

Eu? Ah, eu tenho tomates para fazer aquilo. Só que eu tenho uma relação difícil com o moliço, não nos damos muito bem. E a palha, e o feno, etc. Ou seja, se não fosse isso, até fazia claro. E escrevia uma tese de mestrado sobre "As lesões psicológicas provocadas por desportos radicais praticados em cima de moliço". Ia ter uma nota bem jeitosinha na Faculdade de Psicologia...

Tinha que mandar a tacada ao mais recente troll deste blogue. É mais forte do que eu, desculpem a quem não percebeu. É que eu sei que ele vai ler...

quarta-feira, 26 de março de 2008

Comigo, as tralhas espalham-se pela rua...





Não sei se repararam, mas ultimamente parece que quanto mais restritivas são as regras do Código da Estrada, mais vontade dá em transgredi-las. Só assim é que se percebe como ainda vejo paletes de pessoas que se recusam a usar os respectivos coletes reflectores quando saem dos carros.

Quanto ao transporte de objectos, o cenário é ainda mais pitoresco. Imagens como a que mostro aqui (peço desculpa a quem me enviou, mas eu de momento não sei quem foi, por favor que reclame para eu dar o devido crédito) são sistemáticas dentro do universo de portugueses que optaram por pick-ups.

A cereja no topo deste bolo é precisamente aquela cadeira com as pernas viradas para cima, mesmo no topo da tralha toda, a gritar por um ramo de árvore mais baixo que a projecte para o pára-brisas do pobre diabo que se encontrar atrás. É que já temos o respectivo vídeo a ser imaginado nas nossas cabeças, não é? Pois é, mas na cabeça do condutor desta pick-up, só se deve ouvir é eco. Uma justiça poética para ele, seria encontrar um camião de mudanças com a porta aberta, e levar com um sofá de canto mesmo no capô, com naperons e tudo.

"Ah e tal, ó chefe, eu ando aqui a trabalhar e tal... já sabemos a lenga-lenga de cor e salteado. Sim, de certeza que a malta na Suécia ou na Dinamarca também anda com as cargas a descoberto, porque são coitados que trabalham. Eu próprio estou a pensar em meter uma máquina de lavar a louça no porta-bagagens do meu carro, sem nada a prendê-la, só porque também sou um daqueles que não vive de subsídios de desemprego. É que tem tudo a ver, não é?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Comigo, os miúdos vão no banco... mas qual banco?





Depois do verdadeiro sucesso do Já comigo, os adultos vão sempre atrás", que prosseguiu o êxito inebriante de "Os velhos vão sempre atrás, e que por sua vez continuou a senda do original "Comigo, as crianças vão sempre no banco de trás", só me resta dizer que mais vale parar com isto, senão não faço outra coisa! Dá-me a entender que para o condutor português típico, transportar passageiros de um modo bárbaro é tão banal como escarrar em público.

Estas fotografias foram partilhadas pelo Filipe Moreira (o tal que tem um puto que, com 1 ano, já escreve num blogue e tudo), que presenciou este verdadeiro desporto radical. Após olhar atentamente, podemos ver que não há hipótese de isto ser apenas uma brincadeira de chavalos, pois é preciso ser-se muito, mas mesmo muito burro, Elsa Raposo style, para não se notar um par de mânfios colados na janela de trás. Bem, só posso assumir que isto é mais uma desculpa esfarrapada de "ah e tal é só até ali, ou seja, de quem acha que tudo acontece aos outros. Depois travou porque o da frente estava a telemóvel, e que também 'ah e tal, era só um segundito, já ia desligar e tal', e é assim a mentalidade portuguesa.

Bem, posto isto, acho que já nada me escandaliza. Sogras amarradas no tejadilho, cães colados no capô, tipo o vídeo das rainhas da idade da pedra, ou putos num daqueles reboques pequenitos, acho que alguém deu início à competição do transporte de passageiros mais irresponsável de sempre!. É que há matéria prima para o seu própio blogue.

Mas não liguem ao que eu digo! Radares! Radares é a solução! Excesso de velocidade, sim, isso mata! É a calamidade! Há que multar, multar!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

E, para algo completamente diferente... os velhos vão sempre atrás!



Se havia dúvidas porque é que se chamam "mata-velhos" a estas coisas...


Depois do enebriante êxito do "Comigo, as crianças vão no banco de trás" e do não menos estupendo "Já comigo, os adultos vão sempre atrás", eis que isto agora de transportar malta como sacos de batatas parece que está a virar uma moda bem viral, tipo "Iran Costa - O Bicho"...

Ora os reformados, esses grandes malucos, parecem que também querem acompanhar estas tendências mais cool e recentes no transporte humano! Pudera, este estaminé é o centro nevrálgico para a aferição das tendências in e not in (se bem que, no caso do xuning, esse existirá sempre, para nosso gáudio e regozijo). Isto é comprovado pelo João Raposeira, que acaba de presenciar uma velhinha radical a ser transportada num mata-velhos ao lado das garrafas de cerveja para o vasilhame. Ah, malucos!

Ah, caro leitor, já o estou a ver em devaneios imaginativos sobre a sua sogra e as novas oportunidades de transporte que estas novas tendências portuguesas abrem...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Já comigo, os adultos vão sempre atrás!





O nosso coleguinha João Terrível (yup, ele é mesmo terrível!) acaba de me mostrar que há fortes evidências que não são apenas as crianças que viajam atrás como sacos de batatas. Folga-se ver como em Portugal, as empresas cuidam do bem-estar dos seus colaboradores e, por seu lado, como os mesmos trabalhadores exercem o seus direitos de serem tratados como seres humanos. O país do "ninguém vê, deixa lá".

Mas não há motivos de preocupação, pois enquanto esta carrinha não andar em velocidade excessiva, não há perigo. O perigo está na velocidade, não nas travagens bruscas. O perigo está nos que passam a 55km/h no túnel do marquês, e não na falta de cinto de segurança. Mais radares é que significa menos vítimas na estrada. Repitam isto 1008 vezes, e até dá para acreditar. É assim que o Governo nos impinge, é assim que temos de formatar as nossas cabecinhas.

Cá fico à espera de uma fotografia vossa de alguém a ser transportado no tejadilho, à lá Balas e Bolinhos. Em Portugal, acho que já nada me espanta.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

"Comigo, as crianças vão sempre no banco de trás"





O nosso colega VSilva presenciou esta situação surreal e teve o desprazer de registar na sua máquina fotográfica. Este é, infelizmente, mais um exemplar único da estupidez ímpar do português ao volante, tão escandaloso que até segue sem matrícula tapada.

De facto, nota-se que a besta que vai ao volante tem inteligência quanto baste para se desviar a todo o tipo de campanhas de sensibilização, e provavelmente até terá inteligência de sobra para inventar uma desculpa qualquer, tipo "a culpa é de todos menos minha", para quando tiver um acidente e a criança fôr uma vítima da sua crónica imbecilidade. A esta estirpe de portugueses, imunes à sensibilização e estúpidos que nem uma porta, só resta mesmo crivá-los de multas e cassar a carta. Sim, para estes, é a única medida a tomar, porque a inteligência deles deve dar para assimilar um episódio completo da Floribella, mas para perceber o perigo de ter a criança na mala, é que já é um pouco puxado.

Por curiosidade, fica aqui um link para um PDF sobre o estudo de transportes de crianças em carros, de 2006, da autoria da APSI - Associação para a Promoção da Segurança Infantil, que conclui (não surpreendentemente) que mais de metade das crianças não são transportadas correctamente nos carros! Assustador, não é? Mas infelizmente, é com esta matéria humana que Portugal é feito, e nós temos de cruzar nas nossas estradas.

Para quando o raio da carta por pontos, e polícia a andar atrás destas aberrações, em vez de atrás dos pilares das vias, com um radar a facturar? Este tipo claramente não vai nunca ser apanhado em excesso de velocidade - O Renault 5 desintegrar-se-ia antes de ultrapassar os 120km/h - mas é um verdadeiro assassino ao volante!


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