Corrigir não é retirar!
O nosso colega TIFFOSI decidiu partilhar com a malta uma pérola que encontrou neste leilão do Miau!, que entretanto já foi removido. No entanto, uma pesquisa à cache do Google por "retirar KM" ainda produz resultados, que, para serem mais duradouros, converti nas imagens que estão aqui, no cantinho do costume. Para ler e chorar por mais.
Porquê honras de posta? Porque é um caso espantoso de mais uma iniciativa chico-espertice de um português, que tenta aproveitar a ganância de outros portugueses para adulterar os quilómetros de carros usados, que por sua vez irá lucrar com a imbecilidade do português médio, que deseja de todas as formas ter um carro melhor do que o do vizinho, nem que para isso compre uma carrinha da Alemanha em 2ª mão, que "só" tem 60.000km em 6 anos, um achado único. Eu tenho uma teoria de que o português não se importa de ser enganado, desde que o objecto que o enganou ainda mantenha as características de emanação de inveja para os outros...
Mas, numa filosofia semelhante a quem vende armas (é legal, o que se faz com elas é que não é da sua conta), o vigarista em questão, que dá pelo nome de Luís Subtil, de Paredes, recorre-se a um engenhoso subterfúgio, que é a nossa língua: ele realça que o sistema "corrige" os quilómetros, e que isso não é ilegal: ilegal seria retirar quilómetros. Esta engenharia linguística é uma necessidade premente de quem anda nestes negócios mesmo no limiar da legalidade, e é bem capaz de resultar numas situações hilariantes. A minha mente mirabolante já pensou numas tiradas geniais, a ver se potencio mais leilões fenomenais:
"- Olhe, eu vender isto, não posso porque é contra a lei. Agora, posso é fazer um contrato de aluguer por tempo indeterminado, por uma contrapartida que pode ser monetária."
"- Bem, ó xuning, posso instalar esta abufadeira quádrupla que faz mais barulho que um OzzFest. Legal, não é, agora, se olhar-mos para isto como uma ligação de um protótipo experimental de exaustão de gases de combustão numa óptica meramente científica, com o intuito de determinar uma correlação empírica e cálculo de constantes de proporção entre a emissão de ruídos em decibéis e os caudais de matéria gasosa, numa óptica ja disse, puramente científica, com vista à publicação de um artigo científico na Nature, deve passar na IPO".
"- Ó Senhor Guarda, eu sei que ia a 90, quando dizia na placa 50, mas eu assumi que era 50 metros por segundo, e como o meu velocímetro é a quilómetros por hora, fiz a conversão matemática e verifiquei que estava dentro dos limites."
Que espectáculo! E a pensar que ainda há malta que compra carros usados com menos de 100.000km, sem saber a origam do dito...














