Comportar-se como um animal ao volante é tão português como o fado e o chibanço. Ter ministros a 200 km/h na A1 sem pagar multa, comprar um Audi em 2ª mão, meter um aileron Matias na oficina do bairro e testar o bólide na ponte Vasco da Gama é português. E dizer mal dos outros também. E viva o blogue :)



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quarta-feira, 6 de junho de 2007

Via Verde para quem quer ter problemas...





Eu sou um orgulhoso NÃO-ADERENTE da Via Verde, e tenciono manter-me assim. A minha cara-metade já me perguntou várias vezes porque não adiro, e a minha explicação envolve geralmente um sub-conjunto dos seguintes motivos:

1 - Há alguns meses/anos atrás, a Brisa lançou uma campanha nos mesmos moldes da campanha dos dois dedos de testa da Galp, em que vendia o aparelhinho a metade do preço e chamava "inteligentes" a todos os que aderissem. Eu adoro campanhas publicitárias onde me chamam de burro... mais vontade tenho de continuar a ser burro, pois ter tipos do Marketing a triar quem é inteligente e quem é burro, faz tanto sentido como colocar o José Castelo Branco a administrar a Associação Portugusesa de Machos Latinos. Já dizia o outro: a ignorância é uma bênção. Neste caso, quem é "inteligente" e mete-se na Via Verde, não sabe os transtornos que aí vem... e até nem sabe que, por vezes, é mais barato pagar manualmente!

2 - A Brisa não é propriamente uma empresa simpática ao seu cliente! Acompanho por vezes uma ou outra salgalhada sobre as classes 1 e 2 no portal das Queixas, onde há carros que são classe 1 mas que insistem em cobrar Classe 2. No outro dia, li na AutoHoje, que fez um ensaio ao novo Opel Antara. Nesse ensaio, diziam que pagava classe 2 nas portagens, mas que se optasse por um kit de rebaixamento da suspensão por 500 euros, já pagava classe 1. Pensei logo: "pois sim, estou mesmo a ver a paciência de jó a quem fizer isso, e ter de explicar / refilar / reclamar sempre que passar por uma portagem nacional".

3 - Mais: a Brisa não gosta muito dos seus clientes. A Brisa sabe muito bem que, se um carro que circule numa AE da Brisa bater num animal que se atravessou na faixa de rodagem, a Brisa é obrigada a pagar os prejuízos (vejam este acórdão. Pois bem, no entanto, a Brisa contesta sempre, à espreita de apanhar algum totó que não conheça a lei, baldando-se às suas responsabilidades. Junta-se isso à inutilidade total dos painéis da A1, que pelos vistos só servem para dar as horas (ainda bem, porque 1% dos carros que circulam em Portugal não possuem essa informação no tablier), identificadores Via Verde que debitam dinheiro sem estarem autorizados a tal, a assistência péssima ao utente e à teimosia em não baixar os preços das portagens quando há obras prolongadas nos troços... acho que já deu para perceber uma tendência aqui.

Mas o principal motivo porque não tenho Via Verde é, precisamente, para ter paz e sossego! É verdade: ao não ser assinante Via Verde, tenho a certeza (?) que não recebo em minha casa nenhum Kinder surpresa a mandar pagar-me uma conta de portagem de uma A-qualquer que nunca fiz. Todos nós já vimos nos noticiários das 8: "Fulano X recebe intimação para pagar uma batelada de euros de portagens por pagar; no entanto, o fulano alega que nunca lá esteve."

É claro que há matrículas falsas, a Brisa está no seu direito de andar à caça de prevaricadores, tudo bem. Só que há sempre um senão nestas histórias todas: quando a vítima claramente tem razão, eles não desistem!. Só assim é que se percebe esta aberração do tractor a circular pela Via Verde.

Como nestes casos, pelos vistos, a vítima é que tem de se desdobrar para provar que não lesou a Brisa, não contem comigo. Não estou com vontade nenhuma em justificar porque passei numa A69 três vezes enquanto estava com o carro na garagem. Não tenho Via verde, não tenho problemas. Isto sim, é ter três dedos de testa.


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