Comportar-se como um animal ao volante é tão português como o fado e o chibanço. Ter ministros a 200 km/h na A1 sem pagar multa, comprar um Audi em 2ª mão, meter um aileron Matias na oficina do bairro e testar o bólide na ponte Vasco da Gama é português. E dizer mal dos outros também. E viva o blogue :)



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segunda-feira, 5 de maio de 2008

O Advogado Pressinhas.





Chegou até aos meus ouvidos uma novíssima moda que está a proliferar nos centros urbanos: o Advogado Pressinhas, e que possui uma técnica no mínimo deliciosa, bem ao gosto aqui da malta deste burgo, ou seja, chicho-espertice lusitana ao volante. Mas primeiro, os devidos créditos... sim, porque andam por aqui alguns blogues que parece que podem copiar imagens minhas e usá-las sem dar cavaco...

A posta original foi dada a conhecer no blog "Menos Um Carro" pelo seu autor António C.; o blogue costuma mandar postas bem mais sérias e menos avacalhadas do que aqui, e recomendo um saltinho até lá. Ora a posta em questão está devidamente ilustrada com um Porsche mal-estacionado e um envelope escrevinhado pelo imbecil em questão, que alegou falta de tempo para procurar um melhor lugar, e pela urgência de estar presente no Tribunal de Boa Hora. Um advogado, talvez.

Ora, o colega MC do mesmo blogue adicionou esta imagem aos comentários, que eu acho tão deliciosa que quis dar o devido destaque aqui, no P@V. Reparem, alguém não pagou o parquímetro, e justificou-se por não ter moedas e com uma lista de citações para leis, e intimando o batráquio a multá-lo depois de o avisar com quem se está a meter!. Note-se que a dita folha foi escrita em computador, impressa e já usada algumas vezes, o que mostra bem que o dono deste carro gosta muito de se esquecer de andar com moedas! Tanta inteligência, só faltava o devido acento em "possível" para ser a obra de arte do ano!

Como até tenho um tempinho, vamos lá entrar em modo "advogadês" para dissecar a missiva reportada pelo prevaricador. A lei 5/98 de 31 de Janeiro altera a lei orgânica do Banco de Portugal por causa do Euro. Não percebi nada das 23 páginas. Adiante.

Ora o Decreto-Lei nº 118/2001, de 17 Abril, Capítulo (ai estes acentos, ó advogado!) III, Artigo 6º já permite descortinar melhor esta fabulosa cláusula que é um verdadeiro achado para quem acha que nasceu superior aos outros, e que pagar parquímetros é só para os otários. Eis o tal decreto:

Mrmrm mrmrm (a limpar a garganta):

"1 -Nos termos do artigo 106.º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, o
Banco emite notas com curso legal e poder liberatório.
2 - O Banco põe em circulação as moedas metálicas, incluindo as comemorativas.
3 - As moedas metálicas são postas em circulação por intermédio e sob requisição do Banco.
"

É isto? Citar um parágrafo da Lei onde diz que é ao Banco que compete lançar moedas é que é o verdadeiro segredo? Epá, fiquei deveras desiludido! Já estava com pica de ir no próximo Domingo comprar o Jornal de Notícias, e em vez de dar 1,30 euros, de recitar um perágrafo legislativo tão intimidador que até me ofereciam umas chicletes pelo caminho! Mas pelos vistos a montanha pariu um rato, e acho que só consigo levantar o sobrolho da moça do balção se recitar este parágrafo fraquinho.

Bem, valeu pelo esforço. E acho que todos nós estamos a torcer para que o batráquio que tenha visto esta mensagem lhe tenha entregado o envelope da praxe, para não se armar em mais um advogadozito à Vale e Azevedo. Dá-lhe, sapo! Arrifa-lhe nos decretos que a malta está contigo!

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Há que dar o mérito... ao menos tentou!




Bem, valeu a pena tentar... mas eu estou convencido que
com um pouco mais de talões, o tipo conseguia safar-se!


Ah, a imaginação fértil do tuga! Esta verdadeira fonte inesgotável de criatividade, por vezes misturada com laivos de 'chico-espertismo', é o define melhor o nosso pequeno rectângulo! Estas fotografias foram retiradas do ForumBTT, uns colegas que pelso vistos curtiram esta posta que mandei há algumas semanas atrás.

Bem, vamos primeiro ser justos: o dono do Mégane, ao menos, deu-se ao trabalho de interagir com dezenas de parquímetros públicos, correndo o risco sério de ficar sem a moeda, talão e paciência, como já aconteceu com o
nosso Elton John da Chamusca, o José Cid
. Isso, meus amigos, não é coragem: é loucura.

Á primeira vista, podemos achar que o pobre moço é algo stressado, sem tempo para mariquices como limpar o carro (O meu, a última vez que foi limpo, o Sampaio ainda passeava por Belém), e que a colecção de talões é apenas um pouco de desleixo. Nada mais errado! Ninguém no seu estado mental são conduz com quatro talõezinhos em cima da consola a baloiçar entre curvas! Nem mesmo os fervorosos adeptos de pirilampos mágicos a baloiçar!! Não se engane, caro leitor: aquilo é mais um produto de puro chico-espertismo. A estratégia é sacar dos talões antigos que tem na gaveta, na esperança que os sapos fiquem impressionados com tanta contribuição para os seus salários.

Pois é, mas na prática, não funcionou... podemos ver na fotografia de cima, um sapinho a examinar meticulosamente cada um dos 24 talões usados na ilusão. Afinal, não lhe pagam à hora, pagam-lhe por multa passada, de onde tira alguma comissão. Contas feitas, uma cartinha bonita na escova. Bem, ao menos tentou. O que será que tem aquela carta?

A - Convite para adoptar as raspadinhas da EMEL?
B - Um papelzinho a dizer: "Boa tentativa." com a respectiva contra-ordenação
C - Um convite para a festa de Natal dos sapos da EMEL, por 'honoris causa' de contribuições batráquias?
D - Todas as anteriores.

Continuo persuadido que a técnica falhou porque o chico-esperto usou apenas 24 talões.... Se fossem 240 talões, espalhados por todos os bancos e vidros do carro, o que aconteceria? Será que o sapinho desiste ao 238º, ou será que chama outros batráquios para ajudá-lo na enfadonha tarefa? Invoco o dono deste carro para fazer esta experiência científica e publicar os seus resultados numa revista de mérito, tipo "Science" ou "Nature" (estamos a falar de experiências com sapos!), pois esta experiência reveste-se de grande importância para a qualidade de vida dos condutores portugueses, e em especial os lisboetas.

quarta-feira, 28 de março de 2007

A febre do "Coleccionando" faz mossa: Cartas da EMEL!


Depois da divulgação do programa 'Coleccionando' por parte dos Gato Fedorento, há que admitir: todos nós somos coleccionadores compulsivos de qualquer coisa... diria, diferente. Eu cá tenho uma caderneta de cromos dos Cracks de Futebol 86/87, com um cromo raro do Jaime Pacheco ainda com todo o cabelo. E isso é, no meu entender, uma coisa estranha.

Bem, um grande portugês ao volante chamado Luís Miguel tirou estas fotografias deste Renault 19 abandonado na Av. António José de Almeida, no cruzamento com a Av. Defensor de Chaves, em frente à Casa da Moeda, e acedeu a partilhá-las neste estaminé.



Desde já, o meu obrigado pela cedência das imagens (ah pois, porque eu pergunto antes de as usar...). Pelos vistos, o dono deste R19 colecciona... cartas da EMEL! Eu contei 11 envelopes batráquios, naquela que é, salvo erro, a maior colecção privada lusitana de multas por abrir da EMEL.


Mas atente-se: parece que os sapos sabem escrever! E comunicam através dos próprios envelopes! Vamos ver mais de perto (deu-me agora um feeling à David Attenborough):



Lá diz: "Veículo abandonado, não passar + avisos (distância passadeira inferior a 5 metros)", e uma assinatura de um tal de João Santos. Deixem-me ver se consigo reconstituir este verdadeiro momento deprimente:

- O primeiro sapo passa por lá e enfia um envelope na escova. O segundo sapo passa por lá, e mete-lhe um segundo envelope por cima do primeiro. A história continua até ao 11º envelope.

- Entretanto, os batráquios não se incomodam com o facto de o carro apresentar sinais de abandono; nem se queixam à Polícia, nem tentam contactar o dono. Que nada, é aproveitar que ali está uma verdadeira mina de ouro!

- Quanto ao dono do pobre Renault, que estacionou o carro a quase 1 metro do passeio e a menos de 5 metros da passadeira, só há duas explicações plausíveis: ou ele QUER MESMO coleccionar cartas da EMEL, ou fez recentemente uma lobotomia.

- O 11º batráquio é mais esperto que os outros (deve ter acabado a 4ª classe recentemente), e pensa que há alguma coisa de 'inútil' neste processo; por isso, toca a escrever no seu envelope, avisando os demais batráquios que, pelos vistos, os envelopes não resolvem o problema; tem que ser outra espécie animal, os tubarões (também conhecidos por advogados) a resolver o problema.

A pièce de resistance: Estava mais à espera de uma mensagem do tipo: "Colegas batráquios: não colocar mais envelopes nesta escova. Usar a escova do lado do condutor. Quando terminar, usem a escola do vidro de trás.".

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

É meu! Não, é só meu! É meu, eu vi-o primeiro!



Bem, se o dono deste carro foi foder um sapo, não sei. Só sei que, a partir de agora
tem de ter cuidado, pois só tem 33% de hipótedes de foder a mãe certa!


Pois é, este país é a terra das aberrações! Tente estacionar o seu carro em 2ª fila, que imediatamente verá a PSP a surgir pela esquina a toda a velocidade, a Polícia Municipal a assapar pela rua fora, e um EMEL a sair do esgoto e a rastejar até ao carro. Tudo para ver quem é o primeiro a multá-lo! Costuma-se dizer que a concorrência melhora a qualidade do produto; agora com a EMEL a ter competências para multar carros mal estacionados, em 2ª fila ou em cima de passeios, o cliente vai ser melhor servido! Quem sabe, com bloqueadores verdes e com um daqueles pinheirinhos para pendurar no retrovisor...

Eu até acho bem que multem todo o tipo de condutor que vive para estorvar o trânsito, mas é um pouco abusivo haver 3 entidades(!) competentes para o efeito, que raio! Há anos atrás, estacionei o meu carro no Bom Sucesso, no Porto, e vieram logo dois arrumadores (perdão, técnicos de parqueamento automóvel) atrás da tal moedinha. Enquanto os técnicos enveredam por um diálogo tipo "É meu, vi-o primeiro", "Não, é meu! Tu fazes aquela zona!", ainda vem um 3º técnico(!) meter-se ao barulho! Vou-me embora e não dei moeda a ninguém! (aliás, nunca dou) Mas este momento merecia constar no Youtube.

Será que podemos assistir a algo semelhante nos carros mal-estacionados por Lisboa fora? Tipo um sapo, um tipo fardado e de bigode, e outro bófia de barriguinha, aos empurrões e a puxar os cabelos uns dos outros, enquanto que o tipo entra no carro, encolhe os ombros e vai à sua vidinha?!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Sapos contra macacos! EMEL vs José Cid.



Depois deste disco de ouro, parece que é a vez da EMEL
ser fornicada por trás. Estejam atentos no porntube...


Pois é, o Jornal 24 horas conta que o José Cid quer sacar 600 contos à EMEL!!. Já agora, para quem não conhece a biografia alternativa do José Cid, pode consultar aqui, na Desciclopédia de José Cid (Atenção, é Desciclopédia, não é Wikipedia. Essa está cheia de falsidades!).
A história reza mais ou menos assim:

Assim que tirou o maço de notas do bolso para pagar os 60 euros de multa à EMEL, José Cid deixou escapar entredentes: “Esta brincadeira ainda vos vai sair bem cara”. O carro do mítico cantor português foi bloqueado na Avenida José Malhoa, em Lisboa, onde o músico esteve ontem três horas à espera que os funcionários da empresa municipal de estacionamento de Lisboa lhe pusessem o Nissan Terrano operacional – e sem que ele tivesse culpa no cartório, garante.
“Quando deixei aqui o carro, fui tentar pôr moedas no parquímetro, mas estava avariado. Como não tenho de andar 200 metros à procura de outro fui fazer a minha vida descansado. Qual não é o meu espanto quando chego aqui e tenho o carro bloqueado”, contou.
Ainda calmo, o cantor ligou para o número da EMEL, onde uma máquina lhe respondeu que o pedido tinha sido aceite e só teria de esperar pela chegada dos funcionários da empresa. E José Cid esperou, até ficar completamente passado."


Primeiro erro da EMEL: Deixar o José Cid passado. É que ninguém quer reviver o José Cid no passado, onde comia favas com chouriço. Adianteeeee....

"Depois de meia hora à porta do carro, o cantor voltou a telefonar, não obteve qualquer resposta e, à falta de melhor, resolveu ir deixando mensagens no gravador a... insultar a EMEL. «Deixei lá mensagens a dizer que tinha 70 anos, estava ao frio e que eram uns cobardes», explicou José Cid, que só viu o carro ser desbloqueado três horas depois do pedido."

É a primeira vez que ouço insultos do tipo "Sou velho, estou congelado, são cobardes". custa-me a acreditar que o homem do macaco e da banana não conseguia lembrar-se de insultos mais pornográficos... é que eles bem mereciam! Coitado do Cid, nem entra no Top 10 dos insultos mais originais para a EMEL...

"Enquanto esperava ao frio, o músico não ficou de braços cruzados: engendrou um plano para, ele próprio, se vingar da EMEL. «Telefonei logo para o meu advogado, expliquei-lhe a situação e ele diz que pelo menos dois a três mil euros (400 a 600 contos) vão cair na minha conta, vão ser umas ricas férias», ironizou."

Lanço aqui um apelo para que a indemnização seja ainda maior, a ver se as férias sejam ainda mais distantes e prolongadas. Madagáscar, por exemplo...

"Até porque, à custa da demora, o cantor viu-se obrigado a faltar a uma reunião em que iria discutir o grafismo do novo álbum. «Perdi uma reunião importantíssima no Porto e ainda por cima apanhei um frio de morte, que me deixou constipado. Se todos fizerem como eu e processarem a EMEL pode ser que esta empresa vil e cobarde desapareça», justifica.
O 24horas falou com Luísa Folque, assessora da vereadora Marina Ferreira – que tutela da EMEL –, que soltou uma gargalhada. “Bloqueámos a mãe do rock português, acho mal”, disse, a rir.
Mais a sério, depois de apurar responsabilidades, garantiu que o músico não tem como vencer em tribunal. «Os parquímetros estavam todos a funcionar e o único problema foi o tempo de demora. Havia vários carros bloqueados nessa rua e houve um problema com um deles, em que foi preciso chamar a polícia. Essa situação atrasou tudo», explica."


A mãe do rock português? Ó Luísa Folque, desculpa lá, mas foste extremamente infeliz... não me sai da cabeça agora uma imagem mental do José Cid (mãe) com o Rui Veloso (pai). Ergh! Deves perceber tanto de rock como de batráquios.

sábado, 13 de janeiro de 2007

Parquímetros? Chico-espertismo!



Esta imagem encontrei-a no blog do HomemPasmado e no flickr do salgadation, partilhada no grupo "Estaciono que nem um cepo". Não sei quem fotografou ou onde se situa, mas é daquelas imagens que falam mais do que mil posts. Esta imagem mostra claramente o que distingue o português ao volante dos restantes automobilistas, um je-ne-sais-quoi que gosto de descrever como uma engenharia de desenrascanço/chico-espertismo automobilístico.
Em primeiro lugar, o tuga ao volante odeia parquímetros, e faz tudo para não gastar as preciosas moedas que servem para o café da manhã ou para o tabaco. Vai disto, e tem uma fantástica ideia: no alcatrão tenho de pagar; na terra, já não pago (a relação de ódio que os tugas tem para com as suspensões dos seus carros é para abordar num post futuro). E daí nasce esta obra prima. É claro que os totós que precisam de estacionar o carro e que, pasme-se, até vão ao parquímetro buscar o talão, têm necessariamente que bloquear as máquinas destes chicos-espertos. O que se segue é fácil de antever: os chicos-espertos ficam indignados com quem bloqueia-lhes a saída e estraga-lhes o esquema perfeito. E já viram como a EMEL não pode fazer nada? Lindo!


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