Comportar-se como um animal ao volante é tão português como o fado e o chibanço. Ter ministros a 200 km/h na A1 sem pagar multa, comprar um Audi em 2ª mão, meter um aileron Matias na oficina do bairro e testar o bólide na ponte Vasco da Gama é português. E dizer mal dos outros também. E viva o blogue :)



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sábado, 14 de junho de 2008

O Concerto canhão!






O nosso colega P0rn-stAr, no outro dia, deu de caras com uma coisa bem mais pornográfica e obscena do que ele já está habituado: encontrou este Honda Concerto com duas super-hiper-mega-ri-panelões de escape! Numa altura em que o preço da Sem Chumbo 98 já começa a ameaçar o preço do espumante, tem toda a lógica que o tique exibicionista do momento seja efectivamente mostrar que ainda se tem máquinas que gastam mais de 10 litros de gasolina gourmet, mas que o dono tem paletes de dinheiro para tal.

Há sempre que ver as coisas do lado positivo: já repararam que os picansos e os exibicionismos parvos já são mais raros? Eu pelo menos tenho notado, pois a carteira pesa em todo o lado, mesmo para a malta das corridas do bairro. Por outro lado, dar uma arrancada em 1ª até, vá lá, às 6000 rotações, já está a começar a assemelhar-se a acender um charuto com uma nota de 5 euros: nasceu a nova moda de pavoneamento automobilístico.

Acredito que esta instalação de tamanhos depósitos de fumo neste banalíssimo Concerto deve ter sido anterior à escalada de preços de combustível, mas de certeza que o dono irá agora potenciar ao máximo este investimento, fazendo com que o carro troveje ao pé do café mais perto do burgo, para recolher louros da mais recente oportunidade de estatuto barato que existe: o "Eu gasto gasosa como louco, sou mesmo bom!" Pá, não batam em mim que eu sou o mensageiro, basta ver o orgulho que os donos dos comerciais a 2 lugares possuem nas traseiras pretas características de motores reprogramados a martelo.

Voltando ao Concerto-Torpedeiro, estou deveras curioso em saber como será o som daquele aparato todo. É claro que destoa um pouco as jantolas de aço no meio de tanta alteração a inspirar performance por todos os póros (só aquela anteninha barbatana-de-tubarão Norauto, dá-lhe mais 2km/h de velocidade de ponta), mas os portugueses gostam muito do "work-in-progress". Estou a imaginar assim uma mistura de Pedro Abrunhosa com o canto de uma baleia.

Seja como for, eu tinha medo de parar atrás deste tipo atrás de um semáforo. Já viram o diâmetro intimidador deste verdadeiro rei das estradas? Aposto que sai dali uma bela chama, e não me apetece ter o meu pára-choques borratado com a fuligem deste verdadeiro carro a jacto. Provavelmente, o fulano já se converteu ao GPL, pois dá-me a entender que o fulano aproveita o novo aparato para assar uns chouriços em Monsanto. O que não é má ideia, não senhor. Agora, marchava bem.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Personalização... mas aonde? Alguém me ajude.














O nosso colega caditonuno, autor do blogue 1 Dono de casa, ficou abasbacado enquanto este exemplar "único" de um Corsa de 94 estacionava, e não descansou enquando estas fotografias não eram vilipendiadas neste verdadeiro cyber-pelourinho do condutor português. Realmente, as imagens são dignas de figurar neste cantinho, mas só agora é que me decidi colocá-las. E porquê? Primeiro, porque ando com uma catrafada de trabalho, e felizmente do bom. Segundo, porque este carro é um verdadeiro bocejo! Acho que a minha motivação no subconsciente deve ser mesmo voltar a ler comentários irados, sem pontuação e com uma catrafada de 'k', vociferando juras de morte contra os detractores da Sagrada Religião do Tuning.

Porquê um bocejo? Ora, tuning não devia ser personalização do automóvel aos gostos de cada um? Tipo, se eu sou sado-masoquista, meto umas algemas no retrovisor e um chicote a servir de antena de rádio; se eu sou comunista ferrenho, pinto o carro todo de vermelho, até a borracha dos pneus; se eu sou organista de igreja, coloco 10 tubos de escape, e mudo o colector de escape para tocar o Hino da Alegria enquanto meto velocidades; e assim por diante. Agora, digamos que este Corsa tem tudo aquilo que o "Tuning for dummies" refere no Capítulo 1, mais nada.

Ok, quatro abufadeiras a apontar para cima. Uau. Faróis Norauto transparentes com uma mala sobre-dimensionada e um aileron arredondado; digamos que já sinto o meu maxilar a querer abrir. Adiante: Jantolas banais e um autocolante tribal de lado, saias arregaçadas, matrícula com rebordo prateado, mais um capô sobredimensionado, escovas pára-brisas prateadas e o típico autocolante "Sport", estrategicamente colado para avisar os condutores da frente que se acautelem. Já bocejei duas vezes; mas onde é que está a personalização? Tudo o que referi aqui, já foi colocado às centenas em outros carros, e na maior parte das vezes com gostos bem duvidosos.

Onde é que está a parte de "personalização"? Onde é que entra a parte do gosto pessoal? Apenas estou a ver mais um típico português ao volante que decidiu gastar o subsídio de Natal na Norauto, com os resultados que vemos. Faz lembrar um pouco os "emos", com cortes de cabelo semelhantes, e sempre com a mesma atitude deprimente de "ninguém gosta de mim", "quero que todos morram" etc e tal. Ainda se deculpam por serem adolescentes na idade da parvoeira, mas se querem ser diferentes e destacarem-se dos outros, porque raio querem ser iguais a outros? Olha, mais um, ena, porreiro pá. Que originalidade do catano.

Cada um faz o que entender, e o dono deste Corsa faz o que quiser. Agora, posso questionar com legitimidade esta ideia de "personalização", pois para mim não é. E só para terminar sem me acusarem de só fazer críticas destrutivas, dou-vos um verdadeiro exemplo de personalização automóvel, e de um "tuning" no verdadeiro sentido da palavra: vejam a página deste tipo que tem um Mazda e que queria ter uma consola central. Isto sim, eu metia no meu carro. Agora faróis transparentes, ergh, só se andasse com insónias; estacionava o carro em frente da janela do quarto, e acho que era uma bela alternativa à banal contagem de carneiros...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Mais um híbrido escondido nas estradas portuguesas!!





O nosso colega Kimo ficou meio aparvalhado ao ver este estranho exemplar de mais um veículo automóvel, claro está, devidamente estacionado no passeio para evitar os parquímetros. Como podemos ver, o dito jipe possui um escape lateral de estilo americano, mais o escape traseiro de origem.

Ora bem, o leitor incauto (já viram que vos trato sempre como se soubessem tanto de carros como eu sei de literatura mongol?) bem que pode ser impulsivo e pensar que este é talvez um desses novos meios-híbridos possuídos pelo demónio. Mas não é capaz de ser... tanto mau gosto junto e fora de uma concentração xuning?! Ora a minha teoria é bem mais de conspiração...

Ao que parece, Portugal é um destino de eleição para testar as novas tecnologias híbridas em segredo. Se pensarmos bem, tem toda a lógica que assim seja: quem olha para um carro como este, julga que é mais um português dotado de um QI ligeiramente superior a um marco de estrada, com algum tempo livre e muito mau gosto. O que é normal por estas bandas, o que baralha muitos papparazzis automobilísticos. Ah pois, genial...

Quer-se dizer, essa é a única explicação lógica que tenho para dar. Não me venham convencer que alguém adaptou um escape lateral só para o estilo, quando bastava apenas colar um TDI na mala... ah, vão dar uma volta!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

O sensor de estacionamento dos pobres.





O nosso colega K2000 acedeu em partilhar esta imagem com os viciados do costume neste cantinho! Fiquem descansados os adeptos fervorosos do tuning, que esta posta acho que passa o vosso crivo de censura. Quer dizer-se, é um pouco para o xuning, mas algo me diz que esta posta não vai ter os típicos comentários sem acentos, vírgulas e pontos finais.

Desculpem-me lá, mas hoje estou do contra! Já que há malta que vê atuns, eu cá não vejo nenhum tuuuubo de escape: eu cá vejo um sensor de estacionamento de "pobres", extremamente eficaz para passeios. E é muito bem pensado! Para quê comprar as respectivas mariquices electrónicas, que dão 50% de comissão para o vendedor gastar em copos e gajas?! Mais vale gastarmos nós esse dinheiro dos ditos e nas ditas, não é?! E, ao de mais, esses sensores apitam como se tratassem de um despertador... para isso, já basta o original! Este, ao menos, faz logo "puc!" e já está. Querem mais simples e eficiente? Olhem para o pára-choques dele... imaculado como o rabinho de um menino que nunca andou na Casa Pia!

É que só assim é que faz sentido! Para que raio é que o dono deste R5 teria interesse em controlar meticulosamente a direcção dos gases de escape?! «Ai, seus mal-comportados, vocês não estão a sair bem! Ai que me sujam o pára-choques todo! Vá lá, saiam direitinhos e em filinha, não sejam maus! Se continuam assim, eu meto-vos um tubo tipo caçadeira de patos, e vocês vão ver se continuam a comportar-se como uns tolos!» Mmmmm não, não me cheira que a conversa tenha ido por estes caminhos. Sensor de estacionamento. Definitivamente!

Chamo a atenção para os outros pormenores deliciosos, só possível num carro 100% português. O padrão dos reflectores em losango é bem provável que fiquem bem com os pullovers e as meias que o moço deve receber no Natal. E, a julgar pelo interior do carro, ali dentro é só parties e bacanais, upa upa! Que grande alegria que reina no banco de trás daquele R5, à maneira, sim senhora! :) Só recomendo que tenha cuidado com os fiscais dos quecódromos!


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