Comportar-se como um animal ao volante é tão português como o fado e o chibanço. Ter ministros a 200 km/h na A1 sem pagar multa, comprar um Audi em 2ª mão, meter um aileron Matias na oficina do bairro e testar o bólide na ponte Vasco da Gama é português. E dizer mal dos outros também. E viva o blogue :)



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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Espero bem que Darwin esteja errado!





O nosso colega Torre pare que finalmente está a cumprir a sentença decretada por mim e pelo senhor provedor deste blogue e está a contribuir com imagens de portugueses ao volante que, como hei-de dizer, se calhar até preferia continuar a desconhecer.

Comecemos por este Aixam único. Digo único, evidentemente, porque nunca tinha visto uma inovadora pála corta-vento com uma borda cromada. O facto de ser um "Aixam Evolution" faz-me pensar se realmente as leis de Darwin serão mesmo reais; pelo menos, contorço-me a imaginar possíveis mutações genéticas derivadas desta aberração. A nossa esperança é que esta espécime não arranje o respectivo automóvel fêmea para lançar os seus fumos de escape.

Apesar de este veículo ser relativamente recente (matrícula DI, deve ter prái um ano e meio?), ao que parece o dono já esgotou o reportório de personalizações, como são os autocolantes tribais, o apêndice ailerónico da escova pára-brisas, o volante Lidl, o pneu pintado a corrector de papel, os travões de trás pintados a vermelho, o Tweety em vez da Penélope e o abuso de cromagem.

É claro que a teoria do criacionismo aqui não entra. Entrava se estivéssemos a falar de um Aston Martin DB9, mas este Aixam mostra que não há nenhum ser supra-sumo que crie coisas à sua imagem. Se realmeste esta é a mostra da evolução da espécie automóvel, então espero bem que Darwin tenha estado com uma grande bebederia quando escreveu o "Origem das Espécies". Tal como o dono do Aixam.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

A posta do cromo. Literalmente!





Há muitas decorações nos carros que eu pura e simplesmente não percebo. Ponto. Há algumas que até se conseguem compreender, mediante uma óptica de historial de frustração sexual, crise cultural, lanucas de integração social ou de uma sede imensurável de se destacar do anonimato. Agora o fascínio pelo cromado é que não percebo.

O dono deste Ibiza certamente que não está satisfeito com a sua máquina. Cinzento prata, nem TDI é, um verdadeiro bocejo em termos de emancipação social. Colocar o tóclante TDI está fora de questão, pois este modelo é irritante ao colocar a menção à versão GLX de uma maneira difícil de disfarçar para os "tuners de logotipo". O que fazer então? Simples, cromar todas as bordas de todos os painéis metálicos do carro, a começar pelas ópticas! Simples, barato, e um ticket expresso para a alta roda de prestígio social.

É natural que chame de 'cromos' aos adeptos de tais ornamentos. Começa o dia por uma ida à drogaria mais próxima, e com um pequeno alicate, a pequena obra de arte é rápida e nada dolorosa (pelo menos, não para o autor). E acreditem, esta onda de colocar cromo no carro é mesmo viciante, pois pelo que vejo, os autores não se ficam por aqui. Não fui investigar, mas eu acredito piamente que as saídas de ar, os pedais, a alavanca do pisca e até o ponteiro de rotações já devem estar devidamente plastico-cromadinhos! Num dia de Sol intenso, o carro deve parecer uma autêntica bola de discoteca!

Será que o frigorífico do moço também está cromado? E o despertador? Os frisos das portas de casa? A gaiola dos periquitos? A tábua de passar a ferro? O fogão? São perguntas que ficam no ar, mas uma coisa é certa, parece que cromar carros é como comer Pringles: nunca se fica por uma apenas!


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