Comportar-se como um animal ao volante é tão português como o fado e o chibanço. Ter ministros a 200 km/h na A1 sem pagar multa, comprar um Audi em 2ª mão, meter um aileron Matias na oficina do bairro e testar o bólide na ponte Vasco da Gama é português. E dizer mal dos outros também. E viva o blogue :)



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quinta-feira, 22 de maio de 2008

Cada um tem as suas prioridades...





Aproveitei e fui à terrinha testes dois dias para um baptizado. Mais de 600 km por estradas e auto-estradas portuguesas tinham de dar matéria para este blogue, claro está. Mas já agora aproveito para elogiar a A17, que me parece uma auto-estrada minimanente decente e segura. Ao menos, não anda sempre a passar de 3 para 2 faixas, de 2 para 3 faixas, etc, de 2 em 2 km como acontece na A1. Ah e já agora, senhores da Brisa, metam a indicação de "PORTAGEM MANUAL" também em inglês, pois a estrangeirada não é obrigada a saber que precisam de se desviar pela direita para pagar a portagem normal, e que se forem em frente apanham com a Via Verde e com os advogados da Brisa em cima. Ou se calhar, é isso que querem...

Mas o meu eleito é esta carrinha, que apanhei na A25. Ah e já agora, esta fotografia foi tirada pela minha cara-metade. É bom saber que todos nós temos as nossas prioridades. A deste fulano, claramente, prefere mostrar a bandeira da Venezuela em vez de ter visibilidade para trás! À velocidade que ia e na faixa que era, notava-se claramente que não precisava de olhar para trás, e os retrovisores devem ser meros adereços. Mas não havia mesmo necessidade de usar uma bandeira/lençol para tapar o vidro traseiro, como se fosse alguma coisa de monumental ser venezuelano e andar com uma H1 numa estrada portuguesa...

Por enquanto, a única coisa que invejo da Venezuela é o preço da gasolina. Será que é esse o orgulho implícito nesta estranha escolha de prioridades para usar o vidro traseiro? É que se é assim, não sei realmente o que raio é que o moço está a fazer em Portugal. Mas como estava na A25, espero bem que esteja a fugir rapidamente para Espanha. Sim, porque aqui não estamos a precisar de malta que acha que os retrovisores não acessórios inúteis.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Portugal, terra de fado, futebol, rotundas e de palermas ao volante.





O colega forunista Moinante descobriu esta pérola de um BMW holandês nas suas tentativas sofríveis de fazer drifts numa rotunda em Portugal. Não sei se hei-de catalogar o vídeo de estúpido, se de cómico ou de obsceno, mas é verdade que fico pasmado como há bacocos que fazem figura de parvo, e que não contentes com isso, ainda mostram isso a todo o planeta! Afinal, é devido a tais pessoas que o patrão do Hi5 está rico, ele agradece.

Falta saber se o imbecil do vídeo é mesmo holandês, ou se é mais um emigrante retornado à terra onde é rei. Seja como for, quem está ao volante deve ter perfeitamente a noção de que Portugal é um paraíso para wanna-bes como ele, pois além de ser a capital europeia das rotundas, ainda somos mesmo de brandos costumes. Se fosse em Espanha, este tipo de certeza que levava uma castanhada de tal ordem que voltava à Holanda de boleia em camiões.

Bem, este vídeo fez-me lembrar aquela saudosa posta do "Para k serve o park duma disco durante o dia". É verdade que nem todos nós nascemos com magníficas habilidades condutoras para andar de traseira de lado, e muito menos eu pois sei bem quanto custa (e dói) um jogo de pneus novos. Agora, se eu porventura descesse o meu QI a ponto de tentar colocar uma habilidade ao volante no YouTube, eu fazia uma coisa antes: praticava antes!

Ou seja, além de incompetente, o imbecil ao volante e o imbecil que filma devem decerto ter decidido fazer esta cagada na altura. De certeza sabendo que estão em Portugal, ninguém leva a mal. Na Holanda é que não, pois lá andam na linha. Eu já ouvi histórias de já terem multado um tipo depois de este ter colocado a sua proeza na Internet. Mas cá em Portugal, pelos vistos, faz-se disso a alunos do 8º ano que andam a disputar telemóveis com professoras. Estamos claramente a ver o nível de perigosidade e de criminalidade destas duas situações, não é?

Portugal, paraíso das rotundas e dos wanna-bes do drift. Cada vez mais acho que não se devia andar a fazer IPOs nem a caros nem a motos, mas sim a condutores. Mas não sei se deve ser por psicólogos, pois pelo que ando a ver, os recém-formados em Psicologia não aparentam grande confiança...

quarta-feira, 27 de junho de 2007

O nosso perfume já chega à Bulgária!



Clique para ver a aberração
lusa no forum búlgaro...



Aqui está o bicho. Bem melhor que o original, não é?


Pois é, meus amigos, o xuning português já pode ser considerado a nova cortiça portuguesa, pois acaba de ultrapassar as fronteiras lusas e já faz furor nos fóruns internacionais! Depois da Cicciolina vir cá mostrar as mamas, vamos nós lá fora mostrar os nossos abortos!!... Isto porque hoje encontrei este tópico num fórum de hondistas búlgaros, onde o xuning português está em claro destaque. A culpa é toda do dono deste pobre Citroën AX, que ostenta uma matrícula portuguesa.

Se fôr a eleger uma alteração estética que tem SEMPRE um impacto horroroso no carro, eu voto nos capôs com sobrancelhas incluídas nos faróis... é que não há maneira de ficar razoável: ficam sempre aberrantes! Como é que é possível olhar para aqueles faróis e não sentir um burburinho no estômago, seguido de uma secreção biliar a ameaçar um vómito? Reparem a tentativa de imitar os cartoons, com as sobrancelhas oblíquas a simular um ar de zangado, como quem a dizer: "Eu sou mau"... mas na prática, o que aquele focinho diz é: "Eu sou tão feio como um SsangYyong"!

Mete-se mais umas pindericalhices no carro, um autocolante branco no pára-brisas, cola-se um autocolantezinho tribal à-lá "2 Fast 2 Furious", e voilá, temos mais um belo cocktail de vómito a circular nas nossas estradas, para gáudio da estrangeirada (e meu, claro :) ). Não deixo de pensar que são pessoas como o dono deste AX que justificam as teorias eugénicas de selecção controlada para a reprodução humana. Ah pois.

domingo, 24 de junho de 2007

Orgulho de ser azei... brasileiro.



Pois... não duvido. Ok, pronto, não grites, pá! Já percebi!


Éstá pósta dxi bilógui têim xôtáqui brásilêro! Obá qui légáu! :) Você aí, leitor português, se tiver aí algumas bossas novas ou sambas em MP3 perdidos por aí no seu PC, ponha-as a tocar! Vá, eu espero. É que assim, ficamos com uma experiência multimédia inédita neste blogue! Se for leitor brasileiro, basta ligar o rádio, pô! Tô êspêrandô, rápaí!

Estive a morar 2 anos num prédio onde cheguei a ter 3 vizinhos brasileiros, chegadinhos de fresco. Um deles comprou um Fiat Uno já meio podre, e o outro um Golf III que já foi xuning, e cujo escape fazia mais barulho do que os Napalm Death no seu auge. Tudo bem, mas é engraçado como, logo nas primeiras semanas, estes bólides levaram logo com o autocolantezito da bandeira do Brasil na mala! Até aqui tudo bem, os portugas em França usam cachecóis da Selecção Nacional, mas o efeito é o mesmo.

Agora, como há sempre alguém exagerado nestas andanças, o sempre atento Filipe Leça apanhou este exagerado em Matosinhos. Podemos ver um Opel Corsa em vias de humilhação completa, com os faroizinhos xuning como manda a regra, e uma baita de mensagem a impedir a visibilidade para trás: Orgulho de ser brasileiro. O meu primeiro pensamento foi que o artista em questão podia falar com o Roberto Leal e convencê-lo a assumir que era realmente brasileiro, para que ele voltasse à terra de origem para de lá nunca mais sair. E não venham com tretas a dizer que ele é português, nascido em Marco de Canavezes... ele é brasileiro, não acreditem na Wikipédia!!

Bem, estou mesmo a imaginar este tipo a circular com o rádio a berrar Ivete Sangalo pelos altifalantes, com uma bandeira do Brasil no tejadilho, enquanto vai à padaria. Só não percebo o porquê desta declaração tão sofrida de amores por um país que acabou de deixar... pá, se as saudades estão a apertar, sempre podes voltar para o Brasil! E, já agora faz um favor, leva o carro contigo. De poluição visual, já chega os portugueses...

terça-feira, 10 de abril de 2007

Carros da polícia italiana, do Vaticano e...


A polícia italiana: Alfa Romeo 159 JTDm, verdadeiras máquinas... quse que dava vontade de assaltar uma velhinha, só para ir a uma esquadra dentro de um 159 a todo o gás!



Polícia do Vaticano: Lamborghini! Só não sei o modelo...



GNR Portuguesa:




;)

domingo, 8 de abril de 2007

Cuidado com o tronco!



Sim, este tipo está enconstado ao tronco!



Para quem ainda tem dúvidas...


Cá está a prova de que os italianos estão a marimbar-se para os seus carros, que servem única e exclusivamente como meio de deslocação. O dono deste Fiat Punto nunca deve ter visto o filme "George, o rei da selva", pois não tem cuidado com as árvoves (ou o resto delas). Agora sei porque a maioria dos carros italianos apresentam um historial de mossas impressionante. Acredito mesmo, que algunas dessas mossas devem ser orgulhosamente apresentadas pelos seus proprietários!

O tipo deve ter estacionado até enconstar o pára-choques até ao passeio, até tocar. No entanto, a porta é que tocou no tronco, e o tipo deve ter ficado satisfeito com o estacionamento e lá foi à sua vida. Acredito que, se tivesse visto a borrada que fez, encolhia os ombros e lá ia ele para a selva urbana, guiando e buzinando que nem um doido pela estrada fora.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

O carro da Cristina.



O verdadeiro 'pussy-wagon', aqui, no blogue!


Nas minhas passeatas pelas ruas de Roma, regalo os meus olhos com os Ferrari, os Maserati e os vários Fiat 500 com dezenas de anos, mas ainda em muito bom estado e com aspecto de quem vão durar mais outra dezena de anos, que circulam em todo o lado. Realmente, esse carrito de apenas 15 cavalos recusa-se a enferrujar e a morrer, e até vi hoje um Fiat 500 versão carrinha. Ou seja, com mais espaço para uma ou duas bolas de futebol do que o original.

Quando julgava que não podia haver carro mais pequeno a circular nas ruas italianas, eis que me deparo com este verdadeiro achado! Não sei qual é a marca deste popó, mas fiquei espantado com a sua rica decoração: as letras 'Cristina' a rosa-choque destacam-se no capô, bem ornamentadas com um coelhinho da Playboy. No interior, umas algemas almofadadas (que se confundem facilmente com uma alheira) penduradas no retrovisor completa o mistério. Meus amigos, de certeza que nunca viram nada assim!

É claro que a minha mente fértil começou logo a magicar vários cenários credíveis para tal preciosidade (é no que dá ser engenheiro, procuro logo explicações para o que vejo). Um cenário possível será o facto de os italianos estarem muito à frente na área da prostituição, e de já haver um verdadeiro serviço sexo-take-away, talvez com direito a página web e tudo.

Talvez esta rapariga, chamada Cristina, deva fazer serviços ao domicílio, deslocando-se nesta verdadeira 'máquina do amor'. O que compreendo perfeitamente, pois os taxistas (além de caros como o raio) são completamente chanfrados ao volante. E há que cortar nas despesas para maximizar o lucro... daí a opção por este bicho (ao menos, tem jantes de liga leve....).

É claro que esta teoria tem graves falhas, como o facto de faltar um número de telemóvel na porta. Também é verdade que, se a moça anda metida no negócio do amor e a procura exige deslocações intensivas, ela já devia ter algum dinheirinho, vá lá, para comprar algo mais decente como um Smart.

Cristina também pode ser o nome de um bar de strip, mas esta teoria não tem tanta piada.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Passadeiras: uma relíquia histórica.



Mmmm... as passadeiras são bem disputadas em Itália!


Se ainda me restavam algumas dúvidas sobre a utilidade de uma passadeira em Roma, acabaram por se dissipar na passadeira da fotografia, que atravessei. Dois carros obstruíam completamente a zebra, enquanto dois outros em segunda fila e sem condutor, encarregavam-se de tapar completamente o resto da passadeira.

Acho que as passadeiras, em Itália, devem ter uma função semelhante ao dos seus monumentos romanos: apenas curiosidade história, pois são inúteis na sua função. Se ainda conseguia ter alguma ilusão de protecção e de segurança ao atravessar uma, cada vez mais me convenço que é melhor mesmo atravessar uma rua a correr, e a olhar para todos os lados, não vá sofrer a humilhação de ver um Fiat 500 a passar-me por cima!

Também já reparei que os condutores italianos já desenvolveram um autêntico chip matemático no seu cérebro. Com esse chip, eles conseguem calcular eficazmente as trajectórias de dois corpos e, com base nas suas velocidades e acelerações, calcular os tempos de embate. Só assim é que consigo explicar como é que eles conseguem dosear a velocidade das suas máquinas para que, no preciso instante em que atravesso uma passadeira e deixo espaço livre, passa imediatamente um carro a razar o meu rabo, numa clara procura de optimizar o consumo de gasolina, evitando travar desnecessariamente.

Vamos olhar pela positiva: só a correr nas passadeiras, já perdi 1 kg desde que cheguei aqui.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Eu atravessei isto, e sobrevivi!!



Qual é o problema? Em Itália, nenhum! Há bons hospitais por aqui?


Acho que esta viagem a Itália vai retirar-me a inspiração e motivação para continuar a apedrejar os condutores portugueses (ou não...); é que são tantas as aberrações por m2, que enchia mais rapidamente o meu cartão de memória a fotografar carros do que se fizesse uma visita ao Vaticano...

Pois o motivo desta posta é, apenas, a aventura que foi atravessar esta passadeira! Começo por ficar deslumbrado pelo estacionamento fantástico deste Punto... mas vá lá, deixou meia passadeira livre. Começo a atravessar, e sinto claramente vários zumbidos no meu ouvido, como se mísseis 'pawn-seekers' me tivessem fixado e se preparassem para me atacar... eram os condutores italianos que se aproximam a velocidades próximos dos 80km/h, e não dão sinais que vão abrandar.

Fujo para passeio, mas um deles deixa-me passar. Já a meio dessa passadeira, o tipo arranca e passa a meio metro de mim, como que a dizer: "Rápido! Preciso de comer pasta! Vamos lá!". Já no resto do percurso, deparo-me com uma carrinha Volvo de quase 5 metros, que consegue obstruir COMPLETAMENTE a passadeira. Entro num dilema: Passo por cima dele, ou saio fora da passadeira? Se calhar, em Roma, um peão a abandonar a protecção (ou a ilusão de protecção) da zebra, dá direito a atropelamento por justa causa.

Como tal, caminhei em direcção da carrinha, e colei-me a ela até chegar ao passeio... foi uma experiência horripilante, acreditem. A percentagem de carros com faróis partidos e pára-choques todos rachados é assustadora, o que não me augura um futuro promissor em sobreviver Roma como um simples peão.

Um BMW série 3, em Portugal, é tratadinho com respeito, lavadinho e apresentado como objecto de inveja aos vizinhos. Pois acabei de ver um BMW série 3 com os pára-choques a denunciar já vários estacionamentos com contactos em 3º grau, que até metia pena ver. Já tou com saudades de Portugal. Sim, até dos sapinhos da EMEL já tenho algum sentimento agradável a surgir em mim... mas isso acredito que amanhã passa.

Canibalização de uma mota italiana



A melhor maneira de ilustrar a selva do trânsito italiano.


Durante esta semana, este blogue mais ser uma espécie de 'Italianos ao volante', uma vez que estou em Roma em trabalho... mas atento ao que se passa. Sendo um povo latino e a terra dos Ferrari, há também uma certa fama sobre a ligação emotiva que há entre os italianos, os carros e... a agressividade ao volante.

Bem, cheguei ontem à noite, e hoje de manhã já fui quase atropelado por um Alfa 159 na passadeira, e vi Fiat 500 originais! (Ao que parece, os italianos não gostam muito de Clios; os que vi, já estavam com várias mossas). Já vi o típico "empurra e buzina para conseguir prioridade", e já vi todo o tipo de decorações azeiteiras penduradas nos vidros. O estacionamento em Roma faz os portugueses parecerem alunos na escola de condução; sim, Roma é claramente o 'nirvana' para o pessoal da EMEL. Se me estão a ouvir (claro que estão!), criem aqui uma sucursal!

Ao caminhar para cá, vi esta mota canibalizada num parque de estacionamento de motas. Um claro prenúncio à minha nova etapa como pedestre em Roma: "Põe-te atento, ragazzo, senão vais ser comido vivo!". Bem, isto promete ser uma semana bastante rica em postas...

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

O que fazem os polícias nos seus tempos livres?



Cortesia do www.portalpimba.com.


Para todos aqueles que tinham a necessidade de saber (ou não) o que os polícias fazem enquanto não passa ninguém para multar, aqui está a resposta... fenomenal!

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Mulher ao volante... trenguice constante!

Homens, não tentem fazer isto em casa. É geneticamente impossível.

Fascina-me como a gritante diferença entre os homens e mulheres se pode manifestar até no tipo de acidentes que se têm ao volante. Consigo acertar com uma taxa de sucesso acima de 80% qual o sexo da pessoa que conduz o carro, pela manobra ou estilo de acidente que provocou. O vídeo acima, apesar de não ser tuga e de não mostrar quem conduz, produz a constatação unânime: "É uma mulher!".
Mulheres que me estão a ler, calma, não precisam de me enviar hate-mail, eu já escrevo um post sobre os homens ao volante. No entanto, vocês precisam de admitir: vocês não são um perigo constante, mas são apenas trapalhonas q.b. ao volante!
Um acidente de mulher nunca envolve velocidades de 5ª a fundo: a maior parte das vezes, envolve velocidades com a 1ª e a marcha-atrás. Quando olho para o pára-choques de um carro conduzido por uma mulher, sei que tem o mesmo destino daquelas bolas de algodão que elas usam: servem para ser torturados e descartados, e prontamente substituídos por outros.
A marcha-atrás ou uma inversão de marcha são outras manobras que se tornam particularmente difíceis porque requer a utilização dos espelhos retrovisores. Ora, todos nós sabemos o que corre nos neurónios das mulheres quando se vêem ao espelho: as sinapses das células cerebrais responsáveis pela tarefa de condução, imediatamente se desligam para dar passagem a informação mais relevante, ou seja, analisar se o rímel ainda não desbotou, ou se nasceu mais outra ruga.
Volto a reafirmar que não as considero um perigo na estrada, pois os seus acidentes raramente ultrapassam velocidades letais, e só provocam danos ao carro e aos tacões dos sapatos. Mas vocês são trengas, e a vossa trenguice e habilidade para capotar um carro abaixo de 20Km/h, dava matéria suficiente para um daqueles "estudos americanos" da treta que fecham normalmente o Jornal da Noite. Lá isso, dava!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

O reconhecimento ibérico...

Espanha
ChemaLiso, um camarada blogista espanhol, tem um post fantástico sobre ã sua experiência com portugueses ao volante, intitulado Portugueses al volante (um título muito original), e que comprova o reconhecimento internacional, e talvez, ibério, das artes rodoviárias lusitanas. Tal e qual como a famosa (e tristemente defunta) página do Desenrascanço na Wikipédia atesta a nossa capacidade ímpar de improviso.
Aqui vai uma traduçãozita do que ele diz no seu blogue, chemaeldragon.extreblog.com:

"Os portugueses ao volante são um perigo constante. Andam a mais de 180 km/h, olhas para trás numa grande recta e não vês nada, e em pouco tempo passa-te um como um suspiro. Depois há os que se colam atrás como uma lapa porque pensam que assim a resistência do ar é menor e, à tua custa, poupam. Bem, isto também muitos espanhóis o fazem, embora o motivo seja evitar serem multados. Acreditam que, se vais muito rápido e colado ao outro carro, multarão o primeiro, quando na realidade multam os dois, e adicionalmente proporcionam uma condução temerária."

Bem, a caracterização do condutor português está lá, sim senhora. Constata-se que o amigo espanhol também ainda não sabe o verdadeiro motivo porque os portugueses conduzem a centímetros do carro da frente: estão a treinar-se para, no final de uma portagem, colarem-se a um camião na Via Verde, para que a caixinha não debite e a câmara não consiga fotografar a matrícula. Como em Espanha não há tanta portagem como há cá, eu perdoo-lhe.

"Hoje, na minha condução diária desde Badajoz a Mérida, quando ainda não amanheceu, chego ao pé de um português que levava um TomTom Navigator. Reparo que leva os faróis no limite do correcto e do incorrecto. Explico-me: se vais de viagem e levas a mala cheia até acima, o normal é que pese um pouco mais na parte traseira do carro, o que faz com que a parte dianteira suba um pouco, o suficiente para que os médios se convertam em máximos. Pois assim ia contente o português, incomodando com as suas luzinhas todo aquele que se punha à frente dele. Mas não contente com isso, um par de km à frente, decide ultrapassar-me usando a técnica de pegar-se no meu cú para sair disparado, algo muito temerário porque se eu quisesse travar, não daria tempo para ele reagir.


O português é um ás no que toca a utilizar um GPS. Em especial nas autovias espanholas, tão mal sinalizadas e com raríssimas indicações, onde tal aparelho é vital. Mas sou capaz de apostar que o manual de instruções ainda deve estar embalado em celofane, no porta-luvas, tal como veio de fábrica.
Caro amigo ChemaLiso, calma, uma coisa de cada vez. Primeiro, ainda é necessário ensinar muitos portugueses a usar o pisca-pisca, e explicar que não é um acessório para usar no Natal. Depois é que podemos passar para um nível mais avançado, como é a regulação da altura dos médios.

"Os portugueses têm fama de conduzir muito mal. A mim demonstram-me diariamente e estamos em território espanhol. Nem quero imaginar como será conduzir por território português.

Dá para escrever um blogue, caro amigo! :)


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