Comportar-se como um animal ao volante é tão português como o fado e o chibanço. Ter ministros a 200 km/h na A1 sem pagar multa, comprar um Audi em 2ª mão, meter um aileron Matias na oficina do bairro e testar o bólide na ponte Vasco da Gama é português. E dizer mal dos outros também. E viva o blogue :)



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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Espero bem que Darwin esteja errado!





O nosso colega Torre pare que finalmente está a cumprir a sentença decretada por mim e pelo senhor provedor deste blogue e está a contribuir com imagens de portugueses ao volante que, como hei-de dizer, se calhar até preferia continuar a desconhecer.

Comecemos por este Aixam único. Digo único, evidentemente, porque nunca tinha visto uma inovadora pála corta-vento com uma borda cromada. O facto de ser um "Aixam Evolution" faz-me pensar se realmente as leis de Darwin serão mesmo reais; pelo menos, contorço-me a imaginar possíveis mutações genéticas derivadas desta aberração. A nossa esperança é que esta espécime não arranje o respectivo automóvel fêmea para lançar os seus fumos de escape.

Apesar de este veículo ser relativamente recente (matrícula DI, deve ter prái um ano e meio?), ao que parece o dono já esgotou o reportório de personalizações, como são os autocolantes tribais, o apêndice ailerónico da escova pára-brisas, o volante Lidl, o pneu pintado a corrector de papel, os travões de trás pintados a vermelho, o Tweety em vez da Penélope e o abuso de cromagem.

É claro que a teoria do criacionismo aqui não entra. Entrava se estivéssemos a falar de um Aston Martin DB9, mas este Aixam mostra que não há nenhum ser supra-sumo que crie coisas à sua imagem. Se realmeste esta é a mostra da evolução da espécie automóvel, então espero bem que Darwin tenha estado com uma grande bebederia quando escreveu o "Origem das Espécies". Tal como o dono do Aixam.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

E, para algo completamente diferente... os velhos vão sempre atrás!



Se havia dúvidas porque é que se chamam "mata-velhos" a estas coisas...


Depois do enebriante êxito do "Comigo, as crianças vão no banco de trás" e do não menos estupendo "Já comigo, os adultos vão sempre atrás", eis que isto agora de transportar malta como sacos de batatas parece que está a virar uma moda bem viral, tipo "Iran Costa - O Bicho"...

Ora os reformados, esses grandes malucos, parecem que também querem acompanhar estas tendências mais cool e recentes no transporte humano! Pudera, este estaminé é o centro nevrálgico para a aferição das tendências in e not in (se bem que, no caso do xuning, esse existirá sempre, para nosso gáudio e regozijo). Isto é comprovado pelo João Raposeira, que acaba de presenciar uma velhinha radical a ser transportada num mata-velhos ao lado das garrafas de cerveja para o vasilhame. Ah, malucos!

Ah, caro leitor, já o estou a ver em devaneios imaginativos sobre a sua sogra e as novas oportunidades de transporte que estas novas tendências portuguesas abrem...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Em primeira mão: um Audi A1 em Portugal!






Ora aqui está uma fotografia do novíssimo Audi A1 em primeira mão, capturada por um dos meus espiões de seu nome Luís Miguel! Ah pois é, que aqui também se serve postas de pescada secreta. Esta é um posta dedicada à malta que acha que eu só sei dizer mal das pancas dos portugueses com os seus carros, que sou um obcecado por denunciar a sua demanda eterna por estatuto ao menor preço possível, submetendo as suas montadas a verdadeiras alterações degradantes. Como podem ver, também sou capaz de fazer postas com relevância jornalística, sem menções sarcásticas nem ironia fina!

Caro leitor desprevenido, não se deixe enganar com o autocolante da Microcar que está colado na traseira! É apenas um mero engodo da Audi, para despistar os paparazzis mais lorpas, para que este nova bomba de estatuto e requinte seja confundido por um mero mata-velhos. Há que admitir que a matrícula amarela é um pormenor bem pensado pelos engenheiros da Audi, mas a mim não me enganam!

Este protótipo foi apanhado com as calças na mão enquanto os técnicos da Audi estavam a comer um pastel de nata e a comprar umas estantes Billy no IKEA de Alfragide. Podemos verificar que, até que enfim, os designers da Audi decidiram acabar com as grelhas bojudas estilo Hannibal Lechter, e está agora a apostar num look, va lá, a fazer lembrar os Lego. Após uma minuciosa análise ao tamanho do capô e ao diâmetro tímido do tubo de escape, parece que esta máquina deve estar a estrear um 0.9TDI de 2 cilindros (normas Euro V, ao que tu obrigas!)

Bem, só resta apresentar as estimativas de preços para Portugal. O 0.9TDI 2 cilindros de 40 cavalos, capaz de roçar os 100km/h numa descida generosa, deverá ter uma versão a começar pelos 15.000 euros, com auto-rádio de cassetes. Nada mau para quem quer entrar no clube requintado da Audi. Em Portugal, vão vender que nem castanhinhas quentes! Para quem não quer gastar tanto, basta esperar uns 3, 4 anitos, que já se podem importar alguns da Alemanha, com os quilómetros decentemente martelados para não estragar a aura do estatuto de "semi-novo".

terça-feira, 1 de maio de 2007

Um Bellier/Opel 240 TDI.



Senhoras e senhores, um Beller/Opel 240 TDI!



Não há que enganar: esta carripana esconde um verdadeiro 240 TDI!


A raça, a beleza... um Bellier/Opel TDI mete qualquer Alfa Romeo no bolso!


Em 1968, Jean Bellier criou o primeiro dos automóveis Bellier (ou, pelo menos, é o que eles dizem que fazem - automóveis). Desde então, este fabricante francês de carrinhos que não precisam de carta de condução, tem-nos brindado com modelos fantásticos, de cerca de 80kg e que roçam os 40 km/h. Em Portugal, estes microcarros são conhecidos por "papa-reformas" ou, como gosto mais, pelos "mata-velhos". Nota curiosa: os automóveis Beller tem como slogam "The car of passion" (juro!).

Perante tal história automobilística tão carismática, só comparável à de Enzo Ferrari e dos seus Ferrari, houve um português que decidiu comprar tal bólide. E, como qualquer tuga que se preze, não se ficou por aqui, com a agravante que, sendo um carro vá lá, nada caro, ainda sobrou-lhe mais do que uns trocos para a gasolina...

Desde já, agradeço esta contribuição de mais um agarradinho a este estaminé, de seu nome David Bogas. Tenho tido uma avalanche de contribuições válidas para serem enxovalhadas em postas, o que agradeço a todos. Este bicho da fotografia passeia a sua classe pelas ruas de Almada e bem que merece uma pequena romaria só para vê-lo (quem vai no 25 de Abril visitar um túnel, se calhar, também não tem nada que fazer no 1º de Maio...)

Ora, começa por aplicar dois símbolos Opel. Os faróis, originários de um Peugeot 205, já devem ser de origem. Agora, o mais interessante, é esta máquina possuir um inédito motor 240 TDI, com um I vermelho, fabricado especialmente da VW para a Bellier. Ah pois que respeitinho é muito lindo, no mundo automóvel.

E, como podem ver, este carro já foi vítima da inveja dos tugas que andam de VW, Audi, Skoda ou Seats, privados que estão desse grande motor 240 TDI, e que só podem passear nos seus 1.9, 2.0, 2.5 e 3.0 TDI! Esses energúmenos já acertaram no pára-choques desta bomba por várias vezes, num ataque de dor-de-cotovelo incompreensível.

Aqui fica, então, a minha homenagem a este grande fabricante Bellier, a este magnífico exemplar português, e o meu desprezo por todos que invejam ter algum dia uma máquina como esta. Buuu!

quinta-feira, 5 de abril de 2007

O carro da Cristina.



O verdadeiro 'pussy-wagon', aqui, no blogue!


Nas minhas passeatas pelas ruas de Roma, regalo os meus olhos com os Ferrari, os Maserati e os vários Fiat 500 com dezenas de anos, mas ainda em muito bom estado e com aspecto de quem vão durar mais outra dezena de anos, que circulam em todo o lado. Realmente, esse carrito de apenas 15 cavalos recusa-se a enferrujar e a morrer, e até vi hoje um Fiat 500 versão carrinha. Ou seja, com mais espaço para uma ou duas bolas de futebol do que o original.

Quando julgava que não podia haver carro mais pequeno a circular nas ruas italianas, eis que me deparo com este verdadeiro achado! Não sei qual é a marca deste popó, mas fiquei espantado com a sua rica decoração: as letras 'Cristina' a rosa-choque destacam-se no capô, bem ornamentadas com um coelhinho da Playboy. No interior, umas algemas almofadadas (que se confundem facilmente com uma alheira) penduradas no retrovisor completa o mistério. Meus amigos, de certeza que nunca viram nada assim!

É claro que a minha mente fértil começou logo a magicar vários cenários credíveis para tal preciosidade (é no que dá ser engenheiro, procuro logo explicações para o que vejo). Um cenário possível será o facto de os italianos estarem muito à frente na área da prostituição, e de já haver um verdadeiro serviço sexo-take-away, talvez com direito a página web e tudo.

Talvez esta rapariga, chamada Cristina, deva fazer serviços ao domicílio, deslocando-se nesta verdadeira 'máquina do amor'. O que compreendo perfeitamente, pois os taxistas (além de caros como o raio) são completamente chanfrados ao volante. E há que cortar nas despesas para maximizar o lucro... daí a opção por este bicho (ao menos, tem jantes de liga leve....).

É claro que esta teoria tem graves falhas, como o facto de faltar um número de telemóvel na porta. Também é verdade que, se a moça anda metida no negócio do amor e a procura exige deslocações intensivas, ela já devia ter algum dinheirinho, vá lá, para comprar algo mais decente como um Smart.

Cristina também pode ser o nome de um bar de strip, mas esta teoria não tem tanta piada.


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