O meu som é uma Alpine. Curva-te perante mim!
O meu auto-rádio veio com o meu carro. Dá para ouvir as notícias e as rábulas do Markl de manhã. O que gosto mais dele é o facto de estar preso à consola central, de ser grande e de ter no canto o logotipo da marca do carro. Ou seja, repele a malta do alheio com uma eficiência brutal.
Quando vou de vez em quanto à Norauto, reparo sempre que a zona dos auto-rádios é um autêntico íman de bazofes, que não saem de lá enquanto não pressionarem pelo menos 75% dos botões e alavancas de cada rádio! Colocam de 10 em 10 minutos um alarme anti-roubo a soar, e lá vai o segurança desligá-lo com ar de poucos amigos. Frequentemente, a novela acaba quando um deles carrega num botão que desactiva um auto-rádio, ou que o coloca aos berros, e lá vão embora, pois não tiveram nada a ver com o assunto.
Contudo, nunca percebi o fascínio pelos autorádios da marca Alpine. Quando o artista da figura tem este Alpine no vidro de trás, feito de uma maneira deveras artesanal, fico ainda mais curioso sobre essa mistíca alpineira. Não sei bem se a... digamos... obra da fotografia foi pintada ou se é um autocolante muito mal recortado e colado, mas é certo que foi o próprio tipo que fez esta publicidade gratuita no vidro do carro, provavelmente num domingo de manhã. E até remata com um slogan: "som à primeira vista". O que raio quer dizer isso?
É claro que meter um Alpine só iria duplicar o valor desse chaço, o que é bem idiota de fazer. Não cheguei a ver que tipo de auto-rádio o tipo tinha, mas também não precisava: se o artista tivesse realmente dinheiro para ter um Alpine, decerto que tinha também dinheiro para um autocolante decente. É uma boa forma (e baratinha) de aumentar o seu status (ou não...).














