Comportar-se como um animal ao volante é tão português como o fado e o chibanço. Ter ministros a 200 km/h na A1 sem pagar multa, comprar um Audi em 2ª mão, meter um aileron Matias na oficina do bairro e testar o bólide na ponte Vasco da Gama é português. E dizer mal dos outros também. E viva o blogue :)



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quarta-feira, 28 de maio de 2008

A malta quer híbridos? Eu dou-vos híbridos, pá!





Ora digam lá se já não tinham saudades de um bom velho híbrido à portuguesa, hã? Surrupia-se uma estrelinha de um dos inúmeros táxis 190D que ainda circulam neste país enquanto o moço foi aviar a tripa, e voilá -- acesso imediato para a elite automobilística portuguesa, e com aquela amizade especial para o ambiente que só o nome 'híbrido' dá! O crédito da fotografia segue direitinho para o McBrain, do blogue das calinadas, e é um verdadeiro clássico português, reencarnado agora numa carrinha vermelha Renault Express.

O trabalho podia ser bam mais cuidado e o símbolo do losango até podia ter voado antes da mudança de sexo do bicho, mas é bem verdade que esta Express não engana ninguém! Mas até percebe-se o porquê deste investimento nesta troca de logotipos: quando o típico português chama o canalizador a casa para desentupir a canalização, e se ele aparecer-me com uma Opel Combo babada em gasóleo e já roçada em tudo o que é muro e esquina, o serviço fica-se por uns trinta euritos e uma bejeca.

Mas se o dito "Técnico de desobstrução doméstica" aparecer com o dito Combo mas com uma grelhazita assa-carapaus da Audi, ou uma estrelinha mercedoila ou então uma hélice bavariana, é bem capaz de cobrar mais 10 euros pelo seu serviço "gourmet", e sem factura! E o português até olha para o vizinho com aquele ar de "ah pois, nos meus tubos só intervêm técnicos de prestígio que anda com carros de altíssima cilindrada" e ainda fecha a porta já a pensar onde arranjará uma vítima de onde será surrupiado um logotipo automóvel.

Portanto, já sabem: temos um híbrido Mecedes-Renault a circular nas nossas estradas, não se assustem. E da maneira como andamos todos com um défice brutal de auto-estima, fico aqui para ver quando é que apanho o primeiro "tri-híbrido", com um bólide invocando três construtures automóveis "premium". Fica aqui o repto.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Como elevar um status já bem elevado...





Esta fotografia foi surrupiada de um fórum qualquer pelo Gonças, e está a ser notícia lá pelos lados do AHO. Ao que parece, e ao bom estilo da escola que até prestigia um vulgar Corsa, o dono deste Passat foi afectado pela tradicional reunião dos 4 factores necessários para mais esta tristeza em quatro rodas: 1) complexos de exclusão social e de auto-estima; 2) falta de sentido estético; 3) tempo livre e ninguém para o ocupar com tarefas mais produtivas; e 4) um berbequim e um ferro de soldar.

Agora, a parte estranha é o facto de ter feito isso a um VW Passat! Como sabemos, a cotação da quantidade de estilo e prestígio de ter um VW em Portugal é bem exagerado... (e, aqui, já dei matéria para dois comentários do "Ah e tal tenho um VW não gostei, tinhas piada e tal mas adeus"). Como tal, elevar o símbolo a um nível aberrante como mostra a figura, é mesmo de quem anda com problemas sérios na sua vida social.

Ainda bem que o carrito lá ao fundo confirma que esta fotografia é genuinamente portuguesa! Espero é não encontrar este pseudo-Mercedes-VW a atravessar a rua e o herói deste Passat ao telemóvel, pois uma batidela daquilo nas costas é caso para deixar o monograma tatuado na nádega, e isso acho que não era lá muito do meu agrado. Como tal, mais uma vez obrigado a este português ao volante por ter partilhado connosco os seus traumas, o seu desrespeito com potenciais peões a atropelar, e o seu sentido (indirecto) de humor. Quanto a mim, cá fico à espera do Daewoo Matiz com símbolo elevado.

P.S.: Votai no Português ao Volante de 2007, pois encerro os resultados quando chegar aos 100.000 visitantes. É aqui ao lado, à direita. Isso, aí. Agora é só clicar, viram? Apareceu uma cruz e tal... e depois e coiso...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Olhó V8 baratinhooooo!





Eu sei que a malta adora ver um xuning caseiro fresquinho aqui no burgo! Não há nada mais saboroso do que um chaço com uma dupla-risca racing feita com os restos do balde de tinha que sobrou de pintar a marquise, logo pela manhã. Só que eu também gosto de estar a par com todas estas, vá lá, modificações alternativas, e até gosto de sugerir uma ou outra aos potenciais xunings deste país. Ah pois, há que dar milho aos pombos, não é?

Uma breve incursão pelo MaxiTuning revelou-me esta notícia em destaque: a in.pro está a vender o VirtualMotor, um simulador de motores potentes, para ter um carro a roncar como se tivesse um grande motor, mas sem gastar o respectivo dinheirinho! Fenomenal, o que é que vão inventar mais? Um oleado para o carro com a forma de um Integra Type R? Uma cobertura de plástico para cobrir o motor, com a imagem de um V12? Haja imaginação e gostos duvidosos...

Ao que parece, este aparelhinho "simula o som de um V8 italiano, de um boxer de seis cilindros, um motor de rali ou Fórmula 1, e ouve-se pelos altifalantes do carro." É claro que ainda precisam de melhorar o sistema para os gostos dos portugueses, pois por este burgo, um TDI chipado é que é a verdadeira máquina do demónio! Mas dado este inovador sistema, acredito com com uma actualizaçãozita do software, já fica bem a gosto dos tugas. Falta é depois instalar um lança-fumo para acompanhar o respectivo ronco a altas rotações (bem, "altas"... na óptica de um Diesel, claro está...), pois um TDI sem o rabo preto, não tem o mesmo status.

Ah, e o sistema liga-se ao auto-rádio e ao motor para captar o regime de rpm. Inteligente! Já o Jota me tinha altertado, há uns dias atrás, para esta posta, que além de outras coisas inúteis como um tecto de abrir falso, ou pinças de travões falsas, também referia um sistema semelhante, mas produzido pela VroomBox.

Aliás, o vídeo que ilusta esta posta foi retirado de lá, e é uma peróla fenomenal! Se o típico xuning de boné de lado é o principal alvo da campanha publicitária, ela está lá, está está! Isto é como os anúncios do desodorizante Axe: uma pessoa usa aquilo e é automaticamente devorado por fêmeas famintas! Ora, basta uma ou duas aceleradelas virtuais no seu Clio II com o som de um V8 de um Ferrari, para imediatamente intimidar os restantes machos, e subir na hierarquia lá do bairro! Apreciem aquela saborosa subida de rotação sintetizada, a fazer lembrar aquela música irritante da Cher, aquela do "do you believe in life after love"... A sério, este sistema tem tudo para vingar no mercado português.

Mas mas... o som do motor vai sair pelos altifalantes?! Mmmm... isso não é um pouco suspeito?

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

O melhor dos dois mundos! Golf TDI GTI!





Ora viva! Ontem, eu encontrei este pobre exemplar de um Golf IV importado em 2ª mão do estrangeiro, mas que felizmente ainda não aparenta sintomas da doença dos Golfs verdes, que tem vindo a alastrar pelos Golfs lusitanos como uma praga. Ora este Golf está em princípios de ser xunguificado, pois já apresenta as devidas bufadeiras destacadas, e umas pestanas pirosas nos faróis da frente.

Mas o que despertou a atenção foi mais o lettering! A preocupação imeditada deste português ao volante sendento de estatuto e de prestígio ao preço mais baixo foi ter um Golf com as siglas TDI e GTI no carro. De facto, o Golf IV TDI GTI existiu mesmo, uma edição especial vocacionada para o nicho de mecado de malta sedenta de lettering cheio de prestígio, como se deve perceber. No entanto, o seu lettering era "Golf" à esquerda, e "GTI" à direita. Como devem ter percebido, o dono "fez a questão" que os demais utentes da estrada soubessem que estavam a cruzar-se perante um magnífico e exclusivo TDI.

Isto, meus amigos, é o expoente máximo para o português que compra um carro com o único propósito de se mostrar aos outros, e de procurar a classe e a auto-estima perdidas por anos e anos de convivência com uma mente oca e sem personalidade. A vontadinha de ter um Golf TDI ou GTI (ainda anda indeciso) foi tanta, que até foi ao estrangeiro buscar tal versão.

E assim vai este país, e assim vão tristemente os Golfs que param nas mãos de um português. Graças a Deus que não tenho um Golf, pois quer dizer que a minha auto-estima vai bem de saúde, obrigado.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Em primeira mão: um Audi A1 em Portugal!






Ora aqui está uma fotografia do novíssimo Audi A1 em primeira mão, capturada por um dos meus espiões de seu nome Luís Miguel! Ah pois é, que aqui também se serve postas de pescada secreta. Esta é um posta dedicada à malta que acha que eu só sei dizer mal das pancas dos portugueses com os seus carros, que sou um obcecado por denunciar a sua demanda eterna por estatuto ao menor preço possível, submetendo as suas montadas a verdadeiras alterações degradantes. Como podem ver, também sou capaz de fazer postas com relevância jornalística, sem menções sarcásticas nem ironia fina!

Caro leitor desprevenido, não se deixe enganar com o autocolante da Microcar que está colado na traseira! É apenas um mero engodo da Audi, para despistar os paparazzis mais lorpas, para que este nova bomba de estatuto e requinte seja confundido por um mero mata-velhos. Há que admitir que a matrícula amarela é um pormenor bem pensado pelos engenheiros da Audi, mas a mim não me enganam!

Este protótipo foi apanhado com as calças na mão enquanto os técnicos da Audi estavam a comer um pastel de nata e a comprar umas estantes Billy no IKEA de Alfragide. Podemos verificar que, até que enfim, os designers da Audi decidiram acabar com as grelhas bojudas estilo Hannibal Lechter, e está agora a apostar num look, va lá, a fazer lembrar os Lego. Após uma minuciosa análise ao tamanho do capô e ao diâmetro tímido do tubo de escape, parece que esta máquina deve estar a estrear um 0.9TDI de 2 cilindros (normas Euro V, ao que tu obrigas!)

Bem, só resta apresentar as estimativas de preços para Portugal. O 0.9TDI 2 cilindros de 40 cavalos, capaz de roçar os 100km/h numa descida generosa, deverá ter uma versão a começar pelos 15.000 euros, com auto-rádio de cassetes. Nada mau para quem quer entrar no clube requintado da Audi. Em Portugal, vão vender que nem castanhinhas quentes! Para quem não quer gastar tanto, basta esperar uns 3, 4 anitos, que já se podem importar alguns da Alemanha, com os quilómetros decentemente martelados para não estragar a aura do estatuto de "semi-novo".

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

535i ou 5325i?



Ainda cabia ali um autocolante com os dois coelhinhos
e um saudoso "Koni equipped" no canto...


Eu sabia que devia ter saído de máquina fotográfica em punho hoje! Digamos que, no maranhal de carros a lutar para entrar em Lisboa, este exemplar era o grande destaque nas filas. E agarrei a oportunidade de o registar para a posteridade, para mais um capítulo nesta saga de investigação do porquê deste comportamento dos portugueses em relação aos carros. Sim, porque fazer isto aos aspiradores, está quieto... porquê? Eles são mais que os carros?

Como podemos ver, este BMW é movido a gás, e tem o autocolante xenófobo como manda a lei. Só que também é híbrido, uma vez que a metade esquerda do carro é um 3500cc, e a metade direita é um 2500cc, acreditando que o dono seguiu fielmente a nomenclatura que a casa-mãe usa na numeração dos seus reputados BMW. A parte mais confusa para o leitor incauto é, sem dúvida, a referência ao 5325i e não a 325i. Isto é, claramente, indicador de um work-in-progress da conversão que este pobre Série 3 E30 descapotável está a ter, num Série 5. Ou seja, é como uma mudança de sexo: não basta serrar o galheiro e já está! A operação é delicada, e requer uma transição meticulosa. Acredito que, uma vez concluída este upgrade de um 3.25 para um 5.35, o dono irá abandonar o '3' e ostentar então, orgulhosamente, a nova designação*.

Aliás, este carro tem claramente duas metades de motores. Isso nota-se no aparato tetra-abufadérico, onde as canalizações da esquerda devem estar ligadas à metade do motor 3.5L, e as da direita na metade original do 2.5 (isto claro, se assumirmos que este E30 importado em 2ª mão do estrangeiro não é, afinal, um reles 316!). Na prática, o tipo tem um Série 4, com 3000cc, um exemplar único no mundo, e um bom candidato a figurar no museu da marca**.

Como é possível? Claro que é, foi a preparação GPL! Não tem nada que saber, serra-se um bloco, serra-se o outro, e já está. A prova disso é o dístico 'M', que representa a nova configuração dos cilindros, depois da operação 'cut & paste' desta mudança de sexo... oops, série deste BMW. É claro que ficava mais fácil e simples importar um raio de um Série 5 da Alemanha, mas isto sou eu, que sou um triste que não tenho um BMW.

Gosto particularmente do reflector laranja em cima da cava da roda traseira, a avisar os condutores mais distraídos que o carro possui um "body-kit" mais largo que as ancas da Beyoncé, e como tal, para darem o devido espaçamento nas ultrapassagens pela esquerda (se conseguirem). E assim vai o mundo do português ao volante.

Malta do tuning/xuning, cá fico à espera das vossas respostas iradas com muitas calinadas, ofensas e kapas. Boas festas a todos. Conduzam com muito cuidado, porque os radares and... oops, porque o azar anda por aí, nas rectas deste país. E sejam civilizados ao volante!

* ou então, não. É mesmo para continuar assim.
** ou então, não. Definitivamente, não.

sábado, 7 de julho de 2007

G O L F T D I



Espelho, espelho meu, haverá TDI mais bonito que o meu?


TDI: para o português esta é a sigla dos deuses, o verdadeiro som dos anjos. O verdadeiro acesso ao status de reis e rainhas, à fama, ao prestígio, à fortuna, a gajas loucas com o pito aos pulos... em suma, o verdadeiro éden para o tuga ao volante é ter um TDI.

Mas qual é o gozo de ter um TDI, se não se pode vangloriar disso ao pé dos seus amigos, familiares, colegas de trabalho e demais condutores? Não é muita, pois não? Já que se pagou mais um extra para comprar o TDI (naquilo que gosto de chamar o Imposto SIVA), há que "rentabilizar" este impulso na auto-estima com um pavoneamento único no universo automobilístico. Ou seja, há que arranjar maneira de os outros saberem que tenho um TDI!. Mas como?

Se eu tivesse algum espírito empreendedor, eu começava a fazer e a vender siglas TDI mas em tamanho que se veja, tipo com 20 cm de altura, com vermelhinho brilhante e até LEDs lá dentro, para se destacar à noite. Ui, vendiam que nem pãezinhos quentes! Mas como eu não ando nessas lides, e infelizmente ainda ninguém se lembrou de explorar este mercado vastíssimo e, acredito, muito lucrativo em Portugal, os pobres donos dos TDI precisam de aguçar o engenho para então potenciar o seu recentemente adquirido estatuto.

O que vem a seguir é lindo! Já cheguei a ver siglas TDI nos capôs, nas janelas, em mata-velhos Bellier(!)... só ainda não vi em motas, porque esse pessoal regula bem! O artista da fotografia tem o carro ainda não fez um ano, e já inventou a sua maneira de chegar um passo mais próximo das gajas loucas: com cuidado, retirou as letras originais, e recolocou-as bem no centro da mala, onde os condutores de trás podem perfeitamente ver e roer-se de inveja.

Por favor, se encontrarem este fulano por aí, sejam solidários e dêem-lhe um abraço. A vida de certeza que não tem sido simpática com ele, para ter de recorrer a tal esquema para elevar a sua estima.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

A reprodução fiel do bólide do tuga!



Já estou como o Bruno Nogueira: "Perfeito, Perfeito..."


Uma imagem vale sempre mil palavras. E há dias, no LeClerc, acabei de tirar uma dessas fotografias: a materialização do carro desejado pelo tuga típico. Este exemplar reúne quase todas as "qualidades " que estão muito cotadas nas cabecinhas dos portugueses. Ora vamos lá contá-las:

1 - É um Audi. Aqueles quatro arozinhos, a par da estrelinha da Mercedes ou da hélice do BMW, dão uma autorização exclusiva para circular na faixa da esquerda das auto-estradas. Podem enxotar todos os carros dessa faixa tranquilamente, e à velocidade que entenderem, pois o Código da Estrada assim o prevê.

2 - É em segunda mão. Se um fritz qualquer já andou com ele, é porque é bom. Eleva o estatuto. E Apesar de o dinheiro não dar para mais, é imperativo ter um carro maior do que o do vizinho.

3 - Tem a matrícula ilegal, sem o rectângulo amarelo, para esconder (pois, claro) a sua proveniência do estrangeiro. Sim, porque ele ainda espera convencer um ou outro colega do café que já tem o Audi há mais anos, só que manteve-o na garagem para amadurecer, tal como se faz com os vinhos...

4 - É laranja choque (embora tecnicamente, sendo uma importação do estrangeiro, o fulano não possa escolher a côr), o que facilita o seu pavoneamento pela via pública.

5 - Tem uma dupla abufadeira, bem enegrecida por um prestigiadíssimo e supra-valorizado TDI com a MAF já com a alma junto do seu criador. Ainda bem, pois os escapes enegrecidos dão ainda mais estatuto ao bólide. O lettering não existe, para escolder o facto que é o TDI com menos potência...

6 - O estacionamento à patrão, já a roubar o espaço do outro, é típico de quem acabou de levar com um «boost» no ego como quem leva uma cornada no rabo de um hipopótamo.

Se o dono deste carro fosse meu vizinho, de certeza que já tinha arrombado a minha auto-estima, e provocado vários sentimentos de inferioridade... e estava furiosamente à procura de um Mercedes em 2ª mão ainda maior do que ele, para recuperar o meu ego. Felizmente, para todos, não é meu vizinho, e passo meu tempo, ao invés, a mandar postas cheirosas com esta.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

É um Audi! Viste? É um Audi. Eu tenho um Audi.


Este carro é um Audi. Audi. Audi.

Desta forma, os peões na passadeira ficam a saber
que quase foram atropelados por um AUDI! Engenhoso!



Este artista apanhei-o num parque de estacionamento. Como se pode ver, o moço está muito preocupado que os diversos peões e condutores não percebam que ele hipotecou a casa para comprar um Audi. Vá lá, não era mais uma sucata importada da Alemanha, mas também, ena, um A3 com 10 anos...
De qualquer maneira, eu sinto pena do moço, pois deve estar na fase de desilusão, em que percebeu que o status e as mulheres prometidas pelo vendedor afinal são uma pura ilusão. Como tal, publicito aqui o carrito dele (desculpa lá, mas com a pressa, não tirei uma fotografia da matrícula).
Selhor leitor, quando vir este carro, por favor, repare bem e observe que se trata de um fabuloso Audi. Um Audi, uma obra-prima alemã. Um A3. Repitam comigo: A-u-d-i! Se virem o dono do carro, por favor digam-lhe que sabem que ele tem um Audi. Audiii. Acenem-lhe e digam também que gostam de Audis pretos. Audiii. Que carro tem ele? Audi. O que ele é? É o maior da zona! Porquê? Porque comprou um Audi. Ena. Audi. O tipo é bom. Audiiiii.... E comprem-lhe um chupa-chupa da minha parte.

sábado, 13 de janeiro de 2007

Ferrari: o maior sonho do tuga.


Normalmente são vermelhinhos, carismáticos e vistosos. Um Ferrari é claramente o supra-sumo do fenómeno automobilístico. Quem não sonhou em ter um na garagem? O tuga da imagem certamente que sim. Apanhei-o hoje de manhã, e à tarde já está na blogosfera sem saber!
Vai daí, decide comprar uma máquina italiana, um FIAT, que vai dar ao mesmo. Um pouquito quadrado, é verdade, mas isso são detalhes, que o carisma é o mesmo. A matrícula KC indica claramente que estamos na presença de mais uma sucata importada do estrangeiro, provavelmente em 1995. O Fiat Uno em questão foi Carro do Ano em 1984, e este modelo vendeu-se até 1989, pelo que estamos a falar de um bólide com provavelmente 30 anos. Ah o caro leitor julgava que os tugas só importavam Audis e Mercedes? Isso é para um post futuro. Nunca se esqueça que o que vem de fora é que é bom, mesmo quando se fala de um Fiat Uno com 30 anos.
Ora bem, qual será o primeiro tuning a fazer? Meter o autocolante! Dá logo mais 10 cavalos ao motor (de 45 cavalos), mais um cavalo no cockpit. O problema é que não há nenhum aileron Matias, jantes Carvalho ou tinta vermelha suficiente para converter esse chaço numa máquina mítica como um Ferrari, muito menos com um investimento de 500 euros de compra e despesas + 5 euros a pesquisar e encomendar na internet + 2 euros do autocolante.
Divirto-me a equacionar o tipo de comportamento que este tipo terá na estrada. Será que se aventura na elitista faixa da esquerda das auto-estradas? É importado... e é um Ferrari. É capaz. Será que vai a toda a mecha? É capaz, mas duvido que o bólide consiga chegar a velocidades que permitam-no apanhar uma multa de velocidade decente para mostrar orgulhosamente aos colegas. Em todo o caso, sugiro ao dono desta viatura que se voluntarie na Faculdade de Psicologia para um exame gratuito. Se sair uma tese de mestrado sobre ele, tenho todo o gosto em ler uma cópia. Já tenho um espacinho neste blog para partilhá-la com o mundo, se quiser.


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