Comportar-se como um animal ao volante é tão português como o fado e o chibanço. Ter ministros a 200 km/h na A1 sem pagar multa, comprar um Audi em 2ª mão, meter um aileron Matias na oficina do bairro e testar o bólide na ponte Vasco da Gama é português. E dizer mal dos outros também. E viva o blogue :)



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domingo, 24 de agosto de 2008

Semi-novo é quando o homem quiser!





Eu divirto-me com tudo. A sério! Até a ler anúncios de automóveis consigo sacar uma ou outra gargalhada, seja ela por causa de um preço de um carro tuning bem optimista (ah e tal, até foi capa de revista, poupem-me...), seja por causa de um "Alfa Romeu" (nem se dão ao trabalho de corrigir um anúncio com 100 letras), seja por causa dos anúncios dos semi-novos!

Os semi-novos são, segundo o vendedor, carros novos a preços de usados. Para o comprador, são carros usados a preço de novos. Para mim, são a palavra da moda, tal como o "aloe-vera" está para os iogurtes e os detergentes, e os "gourmets" para comida rasca que quer ser vendida mais cara. Ou seja, mais um isco dourado para despachar carros usados. É assim mesmo, pois só há DOIS tipos de carros: os novos e os usados. ponto final.

Mas como a lata dos vendedores não tem limites, podemos sempre apreciar pérolas como esta verdadeira preciosidade, registada pelo nosso colega Vítor Magalhães em Grândola, enquanto levava a famelga para passear ao Allllgarve. De facto, há quem diga que a idade é um estado de espírito, e é uma boa tirada para o vendedor justificar a distinta lata com que vende este pobre clássico.

Vale tudo. Tenham cuidado, meus amigos. Vale tudo.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Semi-novos.





Um semi-novo de 2001. Mmmm....


Para mim, os vendedores de automóveis usados são ainda piores do que os vendedores imobiliários. Enquanto que estes últimos são capazes de vender a mãe de 70 anos, os primeiros vendem a mãe e dizem que só tem 20 anos. Vale tudo, desde martelar os quilómetros, mudar os livros de revisões, negar uma garantia que é obrigatória por lei, esquecer-se de mencionar o pequeno pormenor que o carro já levou uma valente truncada, e coiso e tal. Mas o que me fascina é o termo semi-novo!
Não foi difícil apanhar uma relíquia como esta que apresento, publicada na AutoHoje de 18 de Janeiro, para fundamentar a sátira de hoje: os semi-novos. A definição de semi-novo é bivalente: o vendedor diz à vítima que é um carro novo com preço de usado, quando sabe muito bem que é um carro usado com preço de novo. É claro que esta subjectividade serve-os tão bem, pois soa tão bem dizer semi-novo. Mesmo quando o carro é de 2001, com 6 anos!
Porque é que este Citroën de 2001 é considerado semi-novo? Será que a Ordem dos Vendedores de Automóveis Usados (VAU) regula esses critérios? Penso que não porque, segundo os VAU, todos os carros usados "pertencem a uma senhora de idade que usava-o para ir à missa e para o bingo, estava sempre na garagem e andava pouco". Mesmo aquele Saxo Cup do canto com dupla abufadeira e dragão no capot!. Era uma velhinha com mais pressa, digo eu. Se todos os carros são usados por velhinhas, quais são os critérios? O Horóscopo do dia?
Bem, no ambiente imobiliáro, basta dar uma demão de tinta Robbialac às paredes de uma casa construída na altura do Salazar, para pode-se vendê-la no jornal como "remodelada!" ou "semi-nova!", o que eu acho hilariante. Como é nos carros? Será que o meu carro, com 45000km, 3 anos em cima, e com alguns arranhões devido a um leque diversificado de imbecis que não sabem segurar as portas enquanto entram nos carros nos parques de estacionamento, posso ir ali ao Elefante Azul dar-lhe uma lavadela, mais uma aspiração e já posso vendê-lo, com orgulho, como um "semi-novo"? Tenho de perguntar à Sagrada Ordem dos VAU!


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