Comportar-se como um animal ao volante é tão português como o fado e o chibanço. Ter ministros a 200 km/h na A1 sem pagar multa, comprar um Audi em 2ª mão, meter um aileron Matias na oficina do bairro e testar o bólide na ponte Vasco da Gama é português. E dizer mal dos outros também. E viva o blogue :)



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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Alimentar os cavalos - a versão incorrecta.





Os créditos desta fotografia são direitinhos para o caditonuno, o dono de casa que nos tempos livres é um autêntico paparazzi de inteligências ao volante. Ao que parece, ou acabou de presenciar uma forma peculiar de levar o milho à feira, ou a crise é tão grande que o tipo lá decidiu experimentar os tais bicombustívels à sua maneira.

No meu imaginário fértil, acho que a verdura que vemos nesta motoreta não deve corresponde à quantidade inicial, que foi deixando o seu rasto de pasto em cada curva da via pública. Mas se formos a ver, até que dá jeito numa travagem forte, actuando como um airbag orgânico se porventura a pilha fosse um pouco mais alta.

Acredito que o verdadeiro sonho deste vegetariano das estradas é poder ligar a sua motoreta a uma caixa aberta e levar o feno em cima dele. Afinal de contas, essas regras do Código da Estrada sobre condicionamento da carga, ultrapassagem dos limites do veículo e outras tretas só se aplica à malta mesto estúpida que decidiu submeter-se ao exame de condução e que possui uma carta de condução para assinalar a sua submissão a um código que só se aplica a alguns.

Autoridades deste país, onde estais quando é preciso aplicar coimas originadas de um transporte de material orgânico de elevadas proporções em motociciclos sem requerimento de posse de carta válida, e para lavrar o respectivo auto? Sim, por neste caso, acho que há mesmo matéria para lavrar (vocês já estavam a ver esta piada ao longe, não estavam? Eu estava. Claro. É a minha piada.)

sábado, 16 de agosto de 2008

"Fica descansado porque ninguém me viu a escondê-las"





O nosso colega Amândio Cupido enviou-me esta imagem que, alegadamente, terá sido registada na ilha de São Jorge, nos Açores. Êuhmn ôbróçu prêus Áçêwrs! :) Quanto à veracidade da estupidez patente na fotografia, isso não posso comprovar; mas se foi uma montagem, foi muito bem feita pois parece bem real.

Não há dúvidas que, em muitas situações, a honestidade e sinceridade pode estar de mãos dadas com a estupidez. Eu cá não sou muito de letreiros, mas uma vez quase que estive a colocar um a comunicar aos amigos do alheio que sou daqueles que tira a pecinha do auto-rádio e efectivamente levo-a comigo, não a deixo no porta-luvas, pelo que estavam a perder o seu tempo em (mais uma vez) tentar roubar o meu auto-rádio sem a pecinha, julgando que esta estava escondida no porta-luvas. É que eu sou daqueles que sabe bem que esconder a tal pecinha no porta-luvas não é um expoente máximo de inteligência inacessível a qualquer larápio.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Uma pata a acelerar, outra pata de fora.





Da minha fila imensa de imagens de situações rocambolescas que presenciei nas estradas portuguesas, esta é sem dúvida das minhas favoritas. Apanhei este verdadeiro artista de circo a subir a VCI há uma semana atrás, antes de partir para outras terras mais gélidas do Norte.

Sim, é mesmo isso que estão a ver: o artista em questão está a arejar os fungos do seu pé esquerdo, ao mesmo tempo que conduz a sua pobre montada pela VCI acima. O aspecto dele não enganava e tinha todos os sinais típicos de um basofe-wannabe, com mais alguns compinchas no carro para comprovar as proezas ao volante e gozar de um certo estatuto gerado por tamanhas parvoíces que aquela idade apregoa.

Agora é que me ocorre: não existe nenhuma lei que obrigue o condutor a ter os dois pés perto dos pedais, pois não? Se for a ver, também não há leis que impeçam um condutor de conduzir com os pés; pelos vistos, e confirmando com a triste figurinha que este verdadeiro palhaço ao volante estava a fazer, parece que é preciso alterar o Código da Estrada e legistar correctamente as posições proibidas dos nossos membros enquanto se conduz um carro.

É Portugal, o que se há-de fazer? Ainda ontem, em conversa com um nativo aqui do país de onde me encontro, voltou a confirmar a aplicação de uma das regras mais fabulosas de todos os tempos: aqui, o limite de alcoolemia no sangue enquanto se conduz é 0.0 g/L. Ou seja, bebes uma gotinha que seja, e vais visitar a prisão por 2 semanas. Sem tribunais, sem cunhas, sem nada -- direito para a choça, e aprendes logo. Em Portugal, se esta lei entrasse en vigor, acho que teríamos de sub-alugar prisões aos países vizinhos.

sábado, 24 de maio de 2008

Espelho Rachado II: O regresso do herói.



CAPTION


Lembram-se daquela posta onde eu provei mais uma vez a genuinidade do português ao volante, que usou um espelho caseiro para corrigir um retrovisor rachado? eis que, ao bom estilo americano, o espelho rachado regressa com uma sequela ainda mais radical! E este momento delicioso só podia vir de um utilizador, também ele, com um nome bem apetitoso: HaagenDazs! :)

Costuma-se dizer que uma andorinha não faz a Primavera, mas só que a minha inteligência apuradíssima, aliada à minha impressionável esperteza e uma inigualável humildade consegue discortinar uma tendência a brotar nas estradas portuguesas: a decoração retrovisora. Será um rápido instante até os adeptos do [t|x]uning adoptarem tais visuais para a sua eterna demanda para galantear as damas. E é bem mais barato do que andar a queimar gasolina em rateres.

Se isto colar, acretido que iremos começar a ver o AKI ou o MaxMat a serem invadidos por hordas de malta de boné de lado, à procura dos espelhos com mais floreadinhos. Ou então a loja do gato preto a ser sondada na sua colecção de porta-retratos. Tudo para satisfazer a nova tendência da alteração automóvel portuguesa. Ora imaginem que eu já estou a olhar ali para o porta-retratos da mesinha de cabeceira, com estrelinhas no canto superior esquerdo, e já estou a imaginar o tremendo boost que o meu ego irá sofrer com uma passagem a baixa velocidade do meu bólide pelas ruas da Marginal de Cascais.

Cá fico à espera da triologia do espelho, para completar o círculo e mais uma vez mostrar que este cantinho da net é o verdadeiro repositório de informação para todas as tendências automobilísticas lusitanas.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O português gabarola!





Isto já começa a passar os limites! O nosso colega Sérgio Micaelo teve de se controlar perante tamanha presunção e arrogância sexual, para poder registar o momento e partilhar com vocês. Quer-se dizer, já tínhamos de aturar de vez em quando os "Herbalifes" mais os seus "Perca Peso Agora!" em tudo quanto era chapa e vidro do carro, mas pelos vistos os prostituto/as/gigolos (seja lá o que for) já andam com as mesmas tendências publicitárias, e de um modo bem mais agressivo.

Já aqui expus a minha tese sobre o tamanho dos ailerons e a sua conotação com a mensagem de virilidade que o seu dono pretende demonstrar. Isso sim, era uma tese de Mestrado em Psicologia limpinha (anónimo, um abraço, sei que estás a ler). De facto, o sexo está sempre nas nossas cabeças e como tal, os carros é que sofrem! Acredito que, com a evidência que o Micaelo viu anteontem para os lados do Porto, acho que estamos a entrar numa nova era mais descarada de publicidade, que deve estar farta das páginas centrais do JN!

É claro que podemos dizer que é um "working-in-progress", e que o gigolo/prostituto|a deve estar de momento ainda a "sondar" o mercado (digamos, a medir a "taxa de penetração" da sua iniciativa). Se calhar, já está em "reunião" com um/a cliente. O passo seguinte provavelmente deverá passar por um Smart For2 todo coladinho com fotografias explícitas. Agora me lembro, já me tinha cruzado em Itália com um carro muio estranho... que padecia da mesma síndrome.

Mais curioso é terem largado essa do "brasileira sensual ou colegiais sedentas" e coisa e tal para um cru e directo "FODO BEM"! A certeza com que o seja-lá-quem-é-ele-ou-ela refere as qualidades do seu desempenho sexual são realmente o fulcro da sua campanha publicitária. "Curto" e directo para os clientes (ou "longo", se os clientes preferirem").

Gosto partigularmente do facto de esta imagem ter sido tirada no parque de estacionamento de um "shopping", o que revela que a máquina de marketing já está em marcha na via pública! Tenham cuidado com as vossas auto-estimas, malta do Grande Porto, pois este moço irá testar a vossa virilidade nas estradas por onde passar e, como portugueses ao volante que somos, não nos deixaremos ficar e iremos recuperar a nossa auto-estima numa corridinha até ao próximo semáforo.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Tuning a prestações.





Deste o tempo do Guterres que este país mergulhou na crise, e dela vai ser muito difícil sair de lá pois as crises dão muito jeito para a malta rica que governa este país ficar ainda mais rica. Nunca se venderam tantos Porsches em Portugal como nestes últimos anos, e vemos mais SUV a andar nas estradas do que carros do segmento A! E não faltam primeiros-ministros que adoram este estado de coisas, não é Barroso?

Eu costumo dizer que uma crise é passageira; como tal, este país não está em crise pois isto não passa; está é doente, e com os médicos que temos, mais vale pedirmos aos espanhóis para tratar da saúde deste país. Gosto muito deste país sim senhora, mas como as coisas estão, prefiro ser patriota lá fora. E com esta crise, todos nós apertamos o cinto em todo o lado. Eu já meti o meu carro a GPL e deixei de comprar bolachas de aveia e pacotes de couratos por causa da crise (já que é para apertar o cinto, mais vale diminuir na barriga).

Ora, no outro dia apanhei este pobre adepto dos faróis à-lá-Lexus, que também ele está a sofrer com a crise. Como se pode ver, o tipo só tem o farolim da esquerda modificado, enquanto que o da direita, ainda em stock, aguarda o próximo pé-de-meia. Realmente, tuning a prestações... está muito difícil a vida a toda a malta.

Mas num país como Portugal, isto só irá aguçar a nossa capacidade de desenmerdamento com o que há na garagem, e decerto que iremos ver um aumento exponencial do chamado "tuning caseiro", sempre um best-seller aqui do burgo. É que as contas bancárias podem andar às moscas, infelizmente, agora deixar o carro stock é que não!

Faróis com folha de alumínio da cozinha ou fumados com a fuligem de uma vela, ergam-se! Pára-choques com telas anti-mosquito, tubos de escape / restos de canalizações, capas "Fire" do LIDL, apareçam! Pinturas Robbialac, autocolantes fita-adesiva, jantes a spray e pálas das escovas pára-brisas artesanais, vamos brotar! Mostrem que nada pára o tuning, nem mesmo esta "crise"! E viva o tuning caseiro!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O Advogado Pressinhas.





Chegou até aos meus ouvidos uma novíssima moda que está a proliferar nos centros urbanos: o Advogado Pressinhas, e que possui uma técnica no mínimo deliciosa, bem ao gosto aqui da malta deste burgo, ou seja, chicho-espertice lusitana ao volante. Mas primeiro, os devidos créditos... sim, porque andam por aqui alguns blogues que parece que podem copiar imagens minhas e usá-las sem dar cavaco...

A posta original foi dada a conhecer no blog "Menos Um Carro" pelo seu autor António C.; o blogue costuma mandar postas bem mais sérias e menos avacalhadas do que aqui, e recomendo um saltinho até lá. Ora a posta em questão está devidamente ilustrada com um Porsche mal-estacionado e um envelope escrevinhado pelo imbecil em questão, que alegou falta de tempo para procurar um melhor lugar, e pela urgência de estar presente no Tribunal de Boa Hora. Um advogado, talvez.

Ora, o colega MC do mesmo blogue adicionou esta imagem aos comentários, que eu acho tão deliciosa que quis dar o devido destaque aqui, no P@V. Reparem, alguém não pagou o parquímetro, e justificou-se por não ter moedas e com uma lista de citações para leis, e intimando o batráquio a multá-lo depois de o avisar com quem se está a meter!. Note-se que a dita folha foi escrita em computador, impressa e já usada algumas vezes, o que mostra bem que o dono deste carro gosta muito de se esquecer de andar com moedas! Tanta inteligência, só faltava o devido acento em "possível" para ser a obra de arte do ano!

Como até tenho um tempinho, vamos lá entrar em modo "advogadês" para dissecar a missiva reportada pelo prevaricador. A lei 5/98 de 31 de Janeiro altera a lei orgânica do Banco de Portugal por causa do Euro. Não percebi nada das 23 páginas. Adiante.

Ora o Decreto-Lei nº 118/2001, de 17 Abril, Capítulo (ai estes acentos, ó advogado!) III, Artigo 6º já permite descortinar melhor esta fabulosa cláusula que é um verdadeiro achado para quem acha que nasceu superior aos outros, e que pagar parquímetros é só para os otários. Eis o tal decreto:

Mrmrm mrmrm (a limpar a garganta):

"1 -Nos termos do artigo 106.º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, o
Banco emite notas com curso legal e poder liberatório.
2 - O Banco põe em circulação as moedas metálicas, incluindo as comemorativas.
3 - As moedas metálicas são postas em circulação por intermédio e sob requisição do Banco.
"

É isto? Citar um parágrafo da Lei onde diz que é ao Banco que compete lançar moedas é que é o verdadeiro segredo? Epá, fiquei deveras desiludido! Já estava com pica de ir no próximo Domingo comprar o Jornal de Notícias, e em vez de dar 1,30 euros, de recitar um perágrafo legislativo tão intimidador que até me ofereciam umas chicletes pelo caminho! Mas pelos vistos a montanha pariu um rato, e acho que só consigo levantar o sobrolho da moça do balção se recitar este parágrafo fraquinho.

Bem, valeu pelo esforço. E acho que todos nós estamos a torcer para que o batráquio que tenha visto esta mensagem lhe tenha entregado o envelope da praxe, para não se armar em mais um advogadozito à Vale e Azevedo. Dá-lhe, sapo! Arrifa-lhe nos decretos que a malta está contigo!

domingo, 4 de maio de 2008

Aaaahhh, não há nada mais lindo do que ferro torcido!



Imagem retirada do Diário de Notícias


Bem, já todos devem ter sido bombardeados com a noticia do descarilamento do Metro do Porto devido a uma condutora que não parou no vermelho. Bem que podia andar aqui a bater na fulana, que para não ver um vermelho e não ver uma carruagem do metro a aproximar-se, das duas uma: ou é ceguinha que nem vê um elefante num corredor, ou as pinturas faciais estavam mesmo a dar luta. Mas nem é por causa disso que estou aqui a dissecar o assunto; o motivo que me fez deliciar-se com esta notícia é a impressionante mole de gente que se colocou perto do acidente para ver o aparato!

Dá para ver um pouquinho na reportagem da SIC, mas há outras filmagens que mostram os montes circundantes do bairro perto do Hospital Pedro Hispano completamente à pinha! Até parecia que ia começar o fogo de artifício de São João. Eu quase que jurava que até já vi um fulano com um daqueles banquinhos portáteis, para não perder pitada ao mesmo tempo que não agrava as varizes. E nem ficava surpreendido que sacasse uma sandes de torresmos e um tintol da lancheira. Só faltava uma roulotte de farturas e uma de pipocas para colorir a este Nosso Senhor de Matosinhos antecipado. Ah, e o Emplastro, claro está.

Eu não sei quais são os vossos passatempos favoritos e onde é que gostam de gastar o vosso tempo, mas ficar a ver ferro contorcido é capaz de me entretar, vá lá, já a exagerar, prái um minuto. Agora aquela malta nos morros parece que tem ali entretenimento para a noite inteira! "Olha, bateu um carro ali na rua. Telefona ao pai e diz que não venho jantar... e chego tarde".

E vem lá os bombeiros, e agora aquele polícia falou com aquele fulano, e agora lá vem uma ambulância... e agora vão entrevistar a fulana de colete... uau, que enredo interessante! Mas o que é verdade é que as escadarias estavam cheias de centenas de pessoas que parece que estão a ver teatro ao ar livre, e à pala!

Pá, se gostam assim tanto de ferro torcido, porque é que não vão visitar sucatas? Além de nenhum sucateiro ainda não se ter lembrado de cobrar bilhetes por tais espectáculos fabulosos, se calhar tem lá entretenimento para o dia inteiro! Pá, gostos são gostos. Até o José Castelo Branco vai lançar um CD, portanto...

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Para quem duvida da genuinidade de um português ao volante...





...diria que esta fotografia diz tudo. Este registo delicioso foi da autoria do jA-mobil, e é como se tivesse encontrado aquele cromo mega-raro que falta nesta nossa caderneta global que é o blogue dos "Portugueses ao Volante"! Diria mesmo que é praticamente impossível arranjar outra imagem que descreva tão bem a nossa mui nobre arte do desenrascanço a baixo custo, não acham? É por momentos destes que acho que as IPO deviam começar a praticar excepções aos produtos "artesanais", assim como a ASAE vai começar a ficar mais tolerante com produtos tradicionais. É que chumbar este magnífico exemplar por causa de um retrovisor partido é o mesmo que chumbar uma roulote de bifanas porque o dono usa colheres de pau! Não é português!

Palavras para quê, deixo-vos contemplar esta fabulosa obra de arte, que tão bem fica neste blogue, e que justifica perfeitamente esta minha cruzada em fazer com que o português ao volante seja reconhecido internacionalmente pela UNESCO como património intelectual da humanidade. Ninguém faz tanto com tão pocuo como o tuga, não é verdade? Fica-se com uma esposa mais borratada de rímel, mas ganha-se um belo retrovisor! E quem é o chico-esperto agora, quem é?

Esta fotografia deverá figurar na 'pool' da frente para os prémios 2008 do P@V. Não me vou esquecer disto, acreditem!

terça-feira, 8 de abril de 2008

Sorri, a tua mulher adora-me.





Não sei se ainda se lembram da posta onde eu fiz uma pequena introspecção sobre o melhor carro para engatar gajas. Ora, evidências fortes nesta posta mostram que em Portugal, uma Toyota Dyna é o que está a dar. Numa outra ocasião, houve um camionista simpático que decidiu alertar os demais condutores sobre a perigosidade das mulheres no pára-lamas da sua camioneta, claro está derivado a anos de experiência com mulheres e curvas.

Ora aqui tenho mais outra mensagem de sabedoria colocada por mais um condutor de pesados, que estão sempre prestáveis a partilhar connosco o seu conhecimento wikipédico (atenção, eu inventei esta palavra, e é minha! E wikipidesco também é meu!) com os restantes condutores ao volante. Bem, neste caso é mais gabanço que outra coisa, mas não deixa de ser curioso esta apetência a deixar mensagens explícitas de vigor sexual e pistas para uma longa história sexual, por parte de condutores de veículos longos.

Será que eles também são assim nas filas do Pingo Doce, ou na fila para o IRS? Será que também são prestáveis a partilhar conselhos sábios no futebol, ou quando fazem uma chamada por engano? Será que qualquer dia vou estar na IPO, e de repente sai-me um fulano de palito na boca e boné do "Max Mat" e diz logo: "Zé Cacholas, condutor de pesados. Ouve lá, ouve o que te digo, o que elas gostam mesmo é da posição 'franguinho assado', vai por mim." O que devo fazer? Agradecer? Chamar a polícia? Ou testar o que ele disse com a recepcionista?

Se há um assunto onde admito claramente que os camionistas sabem muito mais do que eu, é onde há restaurntes bons e baratos espalhados pelas estradas portuguesas. Onde há camiões parados, é onde se deve parar para retemperar forças. Agora, com tanta mensagem e conselhos sobre fêmeas, e até troféus pendurados nas respectivas camionetas, uma pessoa começa a pensar se também os podemos considerar verdadeiros oráculos sobre sexo e sobre 18 rodas.

Ou então não.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Como lavar o carro à pala... o português no seu melhor!






Já estava com saudades de abrir mais um capítulo sobre esta nobre e raríssima arte do desenrascanço automóvel sem custos adicionais, cortesia deste grande povo viciado em futebol, à beira do Atlântico. Estas fotografias foram tiradas pelo colega forunista Volks, e mostram um Citroën AX num estacionamento, como dizer, refrescante.

É claro que esta benesse não é assim tão rectilínia. Ora como podemos ver, há um raio de um relvado que ocupa estupidamente vários metros quadrados de área que seria bem mais útil para estacionamento. Esse relvado é o principal alvo de um regador automático, que teima em desperdiçar água inútil que poderia muito bem lavar uma data de carros enquanto se vê a bola na SportTV pirateada.

Assumo que, pelas fotografias, o estacionamento não é problema nesta zona. Mas este verdadeiro génio ao volante toca a meter o carro mesmo no meio do relvado, dando uma valente banhoca ao AX, ao mesmo tempo que caga de alto para a integridade do relvado! Só falta o detergente e a esfregona... tudo para poupar 2 euritos no Elefante Azul, não é? É que aquele esguicho ali, assim sozinho, estava mesmo a pedir para que um cérebro dotado de repente visse uma lâmpada-auréola a iluminar-se. E assim se fez luz! Ou melhor, se fez uma lavagem automática, patrocinada pelo condomínio ou pela Câmara.

Será que o moço também foi o autor da destruição nos mecos do passeio, ou apenas um aproveitador da situação? É que, entre partir mecos e ir ao Elefante Azul, ou arranjar uma mangueirinha, ou desviar o esguicho, quer-se dizer, já abusa um pouquinho.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Como elevar um status já bem elevado...





Esta fotografia foi surrupiada de um fórum qualquer pelo Gonças, e está a ser notícia lá pelos lados do AHO. Ao que parece, e ao bom estilo da escola que até prestigia um vulgar Corsa, o dono deste Passat foi afectado pela tradicional reunião dos 4 factores necessários para mais esta tristeza em quatro rodas: 1) complexos de exclusão social e de auto-estima; 2) falta de sentido estético; 3) tempo livre e ninguém para o ocupar com tarefas mais produtivas; e 4) um berbequim e um ferro de soldar.

Agora, a parte estranha é o facto de ter feito isso a um VW Passat! Como sabemos, a cotação da quantidade de estilo e prestígio de ter um VW em Portugal é bem exagerado... (e, aqui, já dei matéria para dois comentários do "Ah e tal tenho um VW não gostei, tinhas piada e tal mas adeus"). Como tal, elevar o símbolo a um nível aberrante como mostra a figura, é mesmo de quem anda com problemas sérios na sua vida social.

Ainda bem que o carrito lá ao fundo confirma que esta fotografia é genuinamente portuguesa! Espero é não encontrar este pseudo-Mercedes-VW a atravessar a rua e o herói deste Passat ao telemóvel, pois uma batidela daquilo nas costas é caso para deixar o monograma tatuado na nádega, e isso acho que não era lá muito do meu agrado. Como tal, mais uma vez obrigado a este português ao volante por ter partilhado connosco os seus traumas, o seu desrespeito com potenciais peões a atropelar, e o seu sentido (indirecto) de humor. Quanto a mim, cá fico à espera do Daewoo Matiz com símbolo elevado.

P.S.: Votai no Português ao Volante de 2007, pois encerro os resultados quando chegar aos 100.000 visitantes. É aqui ao lado, à direita. Isso, aí. Agora é só clicar, viram? Apareceu uma cruz e tal... e depois e coiso...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Mais um híbrido escondido nas estradas portuguesas!!





O nosso colega Kimo ficou meio aparvalhado ao ver este estranho exemplar de mais um veículo automóvel, claro está, devidamente estacionado no passeio para evitar os parquímetros. Como podemos ver, o dito jipe possui um escape lateral de estilo americano, mais o escape traseiro de origem.

Ora bem, o leitor incauto (já viram que vos trato sempre como se soubessem tanto de carros como eu sei de literatura mongol?) bem que pode ser impulsivo e pensar que este é talvez um desses novos meios-híbridos possuídos pelo demónio. Mas não é capaz de ser... tanto mau gosto junto e fora de uma concentração xuning?! Ora a minha teoria é bem mais de conspiração...

Ao que parece, Portugal é um destino de eleição para testar as novas tecnologias híbridas em segredo. Se pensarmos bem, tem toda a lógica que assim seja: quem olha para um carro como este, julga que é mais um português dotado de um QI ligeiramente superior a um marco de estrada, com algum tempo livre e muito mau gosto. O que é normal por estas bandas, o que baralha muitos papparazzis automobilísticos. Ah pois, genial...

Quer-se dizer, essa é a única explicação lógica que tenho para dar. Não me venham convencer que alguém adaptou um escape lateral só para o estilo, quando bastava apenas colar um TDI na mala... ah, vão dar uma volta!

domingo, 27 de janeiro de 2008

O Aileron na cultura portuguesa, parte I: a gastronomia!





O nosso colega Coiso acaba de contribuir para a nossa nobre causa de contextualizar o aileron na cultura portuguesa, com esta bela fotografia que foi rebuscar ao baú. Já é ponto assente que em Portugal há um certo fascínio com estes apêndices aerodinâmicos, como comprova este Polo versão quase voadora, ou então a competição pelos centímetros mágicos. Material suficiente para um National Geographic Special Edition, digo eu.

Neste caso particular do Porsche, podemos apreciar uma excelente aplicação de um aileron ao contexto lusitano! Português que se honre disso, nunca vai a uma sítio nenhum sem o típico farnel, todos nós sabemos. Quem duvida disso, bem que pode visitar o parque de estacionamento de uma final da Taça de Portugal: quem traz o grelhador de frangos na mala, é que é o verdadeiro herói daquele ramal do estacionamento!

É claro que os engenheiros alemães que conceberam este lindíssimo Porsche não pensaram nesta particular possibilidade de utilização, mas também com a tralha que comem, percebe-se o porquê de não terem pensado nisso. Se o alemão soubesse o que é beber vinho da aldeia num garrafão de 5L, e uma sandes de torresmos colmatada com broa de Avintes e pastéis de bacalhau, não só metia o aileron de série, como ainda vinha com um kit de espetos. A sério, até eu estou a começar a pensar em meter um aileron para ter um piquenique decente sem formigas! Mas isso é porque ainda não jantei, isso já passa...

Por isso é que o tipo do Polo Boeing Edition, não foi lá muito inteligente, e bem que podemos berrar a plenos pulmões: "Está maaaaal!". Metia o dito cujo a meia-altura, atrás do vidro, e tinha ali uma bancada de morfes fenomenal! A não ser que a prioridade dele seja mesmo a aderência traseira a partir dos 30km/h. Isso já cheira a estupidez crónica. Usar o aileron para pousar bejecas, isso sim, é inteligente e é português! Faz-me lembrar estes tipos...

Qual programa de abate, qual carapuça: isto sim, é um fim digno ao nosso boguinhas antigo!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Em primeira mão: um Audi A1 em Portugal!






Ora aqui está uma fotografia do novíssimo Audi A1 em primeira mão, capturada por um dos meus espiões de seu nome Luís Miguel! Ah pois é, que aqui também se serve postas de pescada secreta. Esta é um posta dedicada à malta que acha que eu só sei dizer mal das pancas dos portugueses com os seus carros, que sou um obcecado por denunciar a sua demanda eterna por estatuto ao menor preço possível, submetendo as suas montadas a verdadeiras alterações degradantes. Como podem ver, também sou capaz de fazer postas com relevância jornalística, sem menções sarcásticas nem ironia fina!

Caro leitor desprevenido, não se deixe enganar com o autocolante da Microcar que está colado na traseira! É apenas um mero engodo da Audi, para despistar os paparazzis mais lorpas, para que este nova bomba de estatuto e requinte seja confundido por um mero mata-velhos. Há que admitir que a matrícula amarela é um pormenor bem pensado pelos engenheiros da Audi, mas a mim não me enganam!

Este protótipo foi apanhado com as calças na mão enquanto os técnicos da Audi estavam a comer um pastel de nata e a comprar umas estantes Billy no IKEA de Alfragide. Podemos verificar que, até que enfim, os designers da Audi decidiram acabar com as grelhas bojudas estilo Hannibal Lechter, e está agora a apostar num look, va lá, a fazer lembrar os Lego. Após uma minuciosa análise ao tamanho do capô e ao diâmetro tímido do tubo de escape, parece que esta máquina deve estar a estrear um 0.9TDI de 2 cilindros (normas Euro V, ao que tu obrigas!)

Bem, só resta apresentar as estimativas de preços para Portugal. O 0.9TDI 2 cilindros de 40 cavalos, capaz de roçar os 100km/h numa descida generosa, deverá ter uma versão a começar pelos 15.000 euros, com auto-rádio de cassetes. Nada mau para quem quer entrar no clube requintado da Audi. Em Portugal, vão vender que nem castanhinhas quentes! Para quem não quer gastar tanto, basta esperar uns 3, 4 anitos, que já se podem importar alguns da Alemanha, com os quilómetros decentemente martelados para não estragar a aura do estatuto de "semi-novo".

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Multitask à portuguesa



"Estou, Pituxa, ooooolhe, estou no trânsito! Que maçada!
A menina não vá já embora. Então vá. Mas não vá embora."


"Porque raio não nascemos nós com mais de dois braços?!", deve ser um das perguntas existenciais que mais assombra esta típica portuguesa ao volante. Como podemos verificar, esta malabarista do volante fuma um cigarro e agarra o volante com a mão esquerda, e ao mesmo tempo, fala ao telemóvel e mete velocidades com a mão direita! Sim, os portugueses ao volante dominam perfeitamente a arte de conduzir com dois braços.*

E mais, estamos mais que preparados para o próximo nível de multitasking ao volante, esperando alegremente que o Criador nos impinja uma mutação que envolva mais membros superiores (talvez um a sair da testa, para melhor agarrar o volante), para que possamos coçar a micose e dar um estalo ao puto no banco de trás, enquanto se faz a chamada pelo telemóvel e atira-se o cigarro pela janela fora.

Já agora, este exemplar foi tirado por mim na Praça de Espanha, enquanto estava parado no vermelho. Com sorte, pode ser que a protagonista bata cá com os costados, e tome juízo. Já andava há algum tempo a querer registar um momento como este, pois não há nada mais irritante do que alguém que fume e fale ao telemóvel ao mesmo tempo. São fáceis de os apanhar: andam de janela aberta, e nunca usam o pisca.

Será que o fumo prejudica assim tanto o fluxo de hemoglobina saudável para o cérebro, a pondo de não perceberem que podem comprar um reles auricular para o telelé pela módica quantia semelhante a 4 maços de tabaco?! Irra...

* Pensando melhor, não. Não dominam, não!

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Corrigir não é retirar!






O nosso colega TIFFOSI decidiu partilhar com a malta uma pérola que encontrou neste leilão do Miau!, que entretanto já foi removido. No entanto, uma pesquisa à cache do Google por "retirar KM" ainda produz resultados, que, para serem mais duradouros, converti nas imagens que estão aqui, no cantinho do costume. Para ler e chorar por mais.

Porquê honras de posta? Porque é um caso espantoso de mais uma iniciativa chico-espertice de um português, que tenta aproveitar a ganância de outros portugueses para adulterar os quilómetros de carros usados, que por sua vez irá lucrar com a imbecilidade do português médio, que deseja de todas as formas ter um carro melhor do que o do vizinho, nem que para isso compre uma carrinha da Alemanha em 2ª mão, que "só" tem 60.000km em 6 anos, um achado único. Eu tenho uma teoria de que o português não se importa de ser enganado, desde que o objecto que o enganou ainda mantenha as características de emanação de inveja para os outros...

Mas, numa filosofia semelhante a quem vende armas (é legal, o que se faz com elas é que não é da sua conta), o vigarista em questão, que dá pelo nome de Luís Subtil, de Paredes, recorre-se a um engenhoso subterfúgio, que é a nossa língua: ele realça que o sistema "corrige" os quilómetros, e que isso não é ilegal: ilegal seria retirar quilómetros. Esta engenharia linguística é uma necessidade premente de quem anda nestes negócios mesmo no limiar da legalidade, e é bem capaz de resultar numas situações hilariantes. A minha mente mirabolante já pensou numas tiradas geniais, a ver se potencio mais leilões fenomenais:

"- Olhe, eu vender isto, não posso porque é contra a lei. Agora, posso é fazer um contrato de aluguer por tempo indeterminado, por uma contrapartida que pode ser monetária."

"- Bem, ó xuning, posso instalar esta abufadeira quádrupla que faz mais barulho que um OzzFest. Legal, não é, agora, se olhar-mos para isto como uma ligação de um protótipo experimental de exaustão de gases de combustão numa óptica meramente científica, com o intuito de determinar uma correlação empírica e cálculo de constantes de proporção entre a emissão de ruídos em decibéis e os caudais de matéria gasosa, numa óptica ja disse, puramente científica, com vista à publicação de um artigo científico na Nature, deve passar na IPO".

"- Ó Senhor Guarda, eu sei que ia a 90, quando dizia na placa 50, mas eu assumi que era 50 metros por segundo, e como o meu velocímetro é a quilómetros por hora, fiz a conversão matemática e verifiquei que estava dentro dos limites."

Que espectáculo! E a pensar que ainda há malta que compra carros usados com menos de 100.000km, sem saber a origam do dito...


sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Volkswagen Polo Teresinha Edition.



"Quando crescer, quero ser um Bitele, como o da Bituxa"!


Já devem ter reparado que a maioria da personalização automóvel amadora começa sempre com um pequenito adereço na mala. Desde o eterno autocolante da KADOC, passando pelos saudosos "KONI equipped", até ao bestseller Penélope, todos funcionam como uma primeira atitude de distinção dos automóveis dos demais, pois as matrículas não chegam. Eu próprio também tenho um adereço extra colado na mala (uuuuuhhhhhhhhhh, dizem vocês em coro)... mas é a lei que me obriga: é o dístico do GPL! (Aaaaaahhhhhhh dizem vocês outra vez em coro).

Entretanto, a personalização mais comum nos dias de hoje é a colagem de umas florzinhas no carro, muito provavelmente para indicar que a máquina ou pertence a uma beta, ou então a alguém que gosta de ter o cocó empurrado de volta para dentro. A esmagadora maioria dessas pessoas nem deve saber que tais flores estão conotadas com uma marca de roupas italiana, a GURU, mas como a malta gosta de seguir o rebanho, toca a colar as florzinhas que está na moda. Eu, pessoalmente, até acho bem que se faça isso: avisam o condutor atrás que, de repente, seja quem lá for que vá lá dentro, pode travar de repente para ver um belo exemplar masculino no passeio. Sobretudo quando sou eu que estou a ir pelo passeio fora...

Ora, o Filipe Moreira acaba de me mostrar mais uma metamorfose desta onda de personalização beta, realizada num típico VW cinzento prata, ou seja, o carro típico das pessoas que gosta daquilo que os outros gostam (ter um VW cinzento deve ser mais comum do que ter um frigorífico branco). Neste caso particular, temos um fantástico Volkswagen Polo Teresinha Edition (O 1.2, claro, porque ninguém no seu perfeito juízo iria remover as letras TDI originais! ). Para o ramalhete ficar completo, falta tirar as fotografias aos carros das coleguinhas: o VW Beetle Bituxa e o VW Golf Pilica, que vão todas juntas aos saldos, cada uma no seu carro.

Bem, sempre é melhor do que este tipo de alteração, registada pelo PauloVM:



Sim, um VW Polo TDI1.2. Portanto, caro leitor, já sabe que pode contar sempre com o Português ao Volante para lhe comunicar logo o que está in, para que não fique out. Personalize o lettering o seu carro e mande-me a fotografia! Talvez o tipo do Citroën Sexo, tenha finalmente montado um negócio de personalização de letterings, e possa dar-lhe uma ajuda. Se tiver um Opel Ascona, acho que só precisa de uma chave de fendas.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Com mentalidades destas, não vamos lá...





Yup, este Natal fui uma das milhares pessoas que conduzi umas boas centenas de quilómetros pelas estradas e auto-estradas portuguesas para passar a consoada com a famelga toda. À ida, procurei alternativas para fugir do feudo ditatorial da Brisa, que cobra 18,65 euros na portagem da A1 (em 2004, lembro-me, era 17,15... dá 8,75% de aumento em 3 anos, pelas minhas contas), via A8 - A17 - IC1 - EN109 - A29; à vinda, por causa da ameaça de chuva intensa, lá fui pela A1. Com duas bicicletas no tejadilho, a velocidade raramente excedia os 100km/h. E, como é claro, não faltam histórias para contar:

- Vi este camião tombado a chegar a Mira. A parte interessante, e a fazer jus ao nome da terra, é que tal aparato estava cheio de...mirones, que não se abstinham de estar parados no meio da estrada para apanhar o melhor ângulo para ver aquela mastodonte de metal retorcido, arriscando a vida só para satisfazer a curiosidade mórbida. E, claro, os condutores como eu que se ponham a pau, e toca a contornar as excelências, pois sair dali é que está quieto, mesmo!

- Já a entrar em plena Ponte da Arrábida, vejo um Audi A3 a usar todo o espectro das faixas de rodagem para realizar as mais mirabolantes ultrapassagens! Isto, claro, sem piscas. Se bem que, no meu íntimo, aposto que o gajo deve ser daqueles que tem uma árvore de Natal com meia-dúzia de kits de lâmpadas, e uma marquise decorada com tanta luz a piscar, que até as pessoas epilépticas passam de olhos fechados, para não provocar ataques. É a velha teoria da manta da cama... puxa-se por um lado, descobre-se do outro.

- Li no JN a notícia de que um homem de 83 anos decidiu fazer meia-volta numa auto-estrada. Sim, ia para Amarante, mas deve ter-se esquecido da medicação, e toca a inverter a marcha, que não há problema nenhum. A gasolina está cara, e pagar mais outra portagem está fora de questão, e como tal, foi uma opção bem prática, que a BT decidiu estragar com uma «caça ao pensionista doido».

- Li também que a PSP apanhou este folião com 2,76 g/L de álcool no sangue, no Porto. Nota curiosa: o gajo conduzia e bebia champanhe pela garrafa! Bem, o homem não quis esperar pelo ano novo... mas não há problemas, pois neste país, ele não vê o ano novo na prisão; apenas vê o ano novo com a carteira mais leve. Daqui a uns meses está pronto para mais uma garrafita em pleno acto de condução.

- O Miguel Sousa Tavares, na sua intervenção na TVI do dia 26/12, na sua habitual perspicácia, pôs o dedo na ferida: quando fez a A1 para o Porto, em condições de chuva, viu inúmeros acidentes derivados de aqua-planning. É claro que, em tais condições, ninguém excedia os 120km/h (mas não ponho as mãos no fogo por isso...), mas houve vários acidentes. E inspeccionar os pneus dos carros? Não se faz isso, pois não? Ainda não inventaram "radares" para isso, nem dá tanto dinheiro como andar a controlar os assassinos em recta. E as escolas de condução ensinam os condutores a dominar os carros em aqua-planning?! Não deviam?! Quantos condutores sabem o que raio significa aqua-planning?!

Um país é o que as pessoas são. E, com pessoas destas, merecemos o país que temos. Quanto à famigerada barreira psicológica das 1000 mortes, que o Governo não quer exceder e que o meu colega Japh já colocou a nú a estupidez de tal coisa, temo bem que vá ser excedida e em grande... se não for este ano, para o próximo. Sim, porque com "material condutor" assim, e um Governo que insiste em ver excessos de velocidade, isto só vai dar m...ortos!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Também eu quero andar em marcha de emergência!!!





Quem faz todos os dias pela manhã a A5, direcção Cascais-Lisboa, decerto que se vai rever nesta posta tão bem como o José Castelo Branco numa oficina de loiças de Caldas da Rainha. É que, ainda hoje, fui praticamente "abalroado" para o lado, por duas vezes num intervalo de 15 minutos, pelas horrorosas carrinhas bege Ford Transit de transporte de prisioneiros, que levam os presos de Caxias para os tribunais de Lisboa.

É claro que avançam destemidos e protegidos pelos pirilampos azuis ligados e com as sirenes irritantes a azucrinar os ouvidos de todos, como mandam as regras, enxotando os demais condutores que, pacientemente, fazem fila como também mandam as regras, e que não fizeram mal a ninguém para merecerem estar presos em Caxias. Mas, onde é que é o fogo? Alguém está a morrer?! Não! Então para que raio é a marcha de urgência? Sim, por que para mim, uma ambulância, um carro da polícia ou um carro dos bombeiros, podem andar legitimamente em marcha de emergência para acudir a fogos, resolver situações complicadas, ou salvar vidas. E qual é o raio da emergência das carrinhas celulares?!

Simples: andam a transportar prisioneiros para chegar às horinhas certas para o tribunal, para o Sr Dr Juíz não ficar muito tempo à espera para mandá-los em liberdade. E é vê-los a abusar desta benesse da lei, e a armarem-se em personagens do filme "Bringing Out The Dead" (grande filme), e atirarem-se para o meio da faixa com a sua sirene aos gritos, como se andassem a transportar órgãos para transplantes, ameaçando arranhar os carros que não se encostarem bem ao ladinho (como foi o meu caso, hoje, onde queria "inventar" uma 3ª faixa numa zona com duas faixas), só porque não sabem acordar meia-hora mais cedo! Sim, porque se eu quiser chegar a horas ao trabalho, só preciso de me deitar mais cedo e acordar mais cedo. Porquê? Porque não tenho pirilampo nem tenho sirene. E eles, porque não fazem o mesmo? O prisioneiro tem o sono pesado, é?

Mas é este o país que temos... agora anda tudo em marcha de emergência. Presos preventivos para irem ao tribunal, políticos para irem comprar tabaco, embaixadores para deixarem os putos no colégio, tudo é uma emergência! Que espectáculo de país. O que vale é que o prisioneiro leva o que merece: é vê-los chegar ao tribunal todos despenteados e com os ouvidos incapacitados. E ainda falta a viagem de regresso...


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