Comportar-se como um animal ao volante é tão português como o fado e o chibanço. Ter ministros a 200 km/h na A1 sem pagar multa, comprar um Audi em 2ª mão, meter um aileron Matias na oficina do bairro e testar o bólide na ponte Vasco da Gama é português. E dizer mal dos outros também. E viva o blogue :)



terça-feira, 17 de abril de 2007

A DGV morreu, viva a ANSR!



tam tam tatam.. ta tatam
tadam tadaaaammm!


Já tinha lido na AutoHoje, que a DGV morreu no dia 29 de Março! Pesquisei pela net, e segundo o Correio da Manhã, está tudo a funcionar a meio-gás e em gestão corrente, até Maio, altura em que serão substituídos pela ANSR. Todos os incomp... funcionários que foram destacados para lá, voltaram a tratar das micoses nos respectivos escrotos nos seus lugares de origem.

Em poucos meses de blogue, já tive oportunidade de assisir a verdadeiras pérolas de estupidez vindas da DGV, como é o caso dos erros no Eixo N/S, ou a aberração sobre o número de aurticulares, ou o abaixa-as-calcinhas para os jogadores de futebol do Benfica!, as anedotas com as autenticações dos sinais de trânsito, bem como as suspeitas, repito, suspeitas de corrupção. Como tal, não posso disfarçar uma ligeira satisfação por terem decidido reciclar este antro de autismo público!

Que me desculpem alguns funcionários da DGV que possam estar a ler isto, mas é a imagem que transpira cá para fora, e à qual eu sou livre de opinar e de criticar. Se estou errado, por favor, esclareçam-me, que eu gosto de ser justo. No entanto, é verdade que dá a ideia de que a DGV só serve para dar estatísticas sobre mortos nas estradas portuguesas, e que nada faz para prevenir este flagelo! E as atitudes que já citei acima falam por si!

Segundo o Correio da Manhã, «há delegações da DGV onde trabalha apenas uma pessoa.» Vamos ser justos: a «DGV tem tentado resolver a situação através de anúncios para requisitar ou transferir funcionários de outros organismos da Administração Pública. No entanto, segundo o director do organismo, estes anúncios não têm tido o sucesso esperado, pois "a DGV vai ser extinta e não é fácil atrair pessoas que não têm expectativa de fazer carreira".» Sim, mas apostava o meu tomate esquerdo em como, reunindo as remunerações dos administradores da DGV, dava para contratar dezenas de funcionários para garantir os serviçops mínimos exigíveis...

Quanto ao ANSR. «vai concentrar "a prevenção, fiscalização e dissuasão dos comportamentos que motivam em larga escala os acidentes rodoviários", como se lê no Decreto-Lei n.º 77/2007, publicado em Diário da República a 29 de Março último. Ou seja, concentram-se na ANSR as atribuições da DGV na prevenção rodoviária e no processamento das contra-ordenações.»

Desejo boa sorte à ANSR, e que traga sangue novo para combater os problemas nas estradas portuguesas. Ou, pelo menos, que traga pessoas sem micoses escrotais.

9 comentários:

Anónimo disse...

A liberdade de expressão é realmente muito importante,mas é lamentavel dizer-se estas barbaridades,para se omitir opnião deve-se fundamentar não com este tipo de comentarios que infundados,deve haver uma explicação para esta reacção " na minha ponião este sr.deve ser um dos frequentadores assiduos da dgv por incumprimento do código da estrada,enfim, deve haver um histórico ou seja antecedentes.A propósito na DGV trabalha-se o sr.deve saber.Uma dica quando estiver em pleno a funcionar a ANSR,gostaria que o sr.aponta-se os pontos positivos da mudança,será que eles vão existir ?

Anónimo disse...

Direcção-Geral de Viação (DGV), lê-se no artigo 1.º da sua Lei Orgânica, é “o organismo do Estado responsável pela administração do sistema de trânsito e segurança rodoviária, cabendo-lhe estudar, promover e executar medidas adequadas à sua operacionalidade e aperfeiçoamento, bem como à uniformização e coordenação da acção fiscalizadora.” A sua acção exerce-se ao nível do ensino da condução e dos exames, da aprovação e inspecção dos veículos e do ordenamento e fiscalização do trânsito, bem como no apoio ao utente da estrada.

Dotada de autonomia administrativa e financeira, a DGV confrontou-se, no início da presente década, com a dupla necessidade de, por um lado, responder às exigências do Plano Oficial de Contabilidade Pública (POCP) e, por outro, de dotar a sua organização com as ferramentas indispensáveis a uma informação integrada ao nível financeiro, administrativo e de recursos humanos. Os sistemas e as soluções utilizados pela DGV não permitiam satisfazer estas necessidades.

A busca da integração da informação, quer a nível da componente financeira, quer a nível dos recursos humanos, e entre as duas componentes, levou a DGV a enveredar por um concurso público internacional a que concorreram quatro fornecedores de soluções, apostados em dar a melhor resposta aos critérios definidos no caderno de encargos – preço, tempo de implementação, relação custo/benefício, plataformas, funcionalidades e expansão. A decisão recaiu sobre a proposta da Novabase, suportada na plataforma mySAP Business Suite.

Português ao volante disse...

Amigo anónimo,

Escolha um nick, pois aqui somos todos malta porreira.Já agora, a última vez que fui À DGV foi em 1995, para buscar a carta! A minha últim,a multa remonta a 1995, e de estacionamento.

Já agora, quando vir um textinho em azul, não é decoração: é um link para a justificação do que digo. Ainda não reparou? Vá lá e clique. Tcham! E, pasme-se, não sou só eu que ficou com a ideia disso.... e se você trabalha na DGV, decerto que tem umas histórias bem obscuras que guarda para si.

Se quiser, faça o meu anti-blog. Adoraria ter um anti-blog. Até lá, vou continuar a dizer o que me vem da alma. E tenho a certeza que o vou encontrar outra vez cá! :)

Anónimo disse...

A DGV acabou. Ainda bem.
Foi preciso vir um transmontano com eles no sítio para acabar com a balbúrdia.
Esse tal Ascencio Simões merece uma estátua. Vai ficar na história por ter terminado com um dos maiores cancros da administração pública portuguesa.
Há muita gente aos berros. Incluindo alguns que deviam estar calados como o Presidente do ACP. Mais uns meses e o Ascencio põe tudo no sítio. Força Simões, não abrandes...

Anónimo disse...

esperamos que o IMTT não venha a ter mais do mesmo,que não séja um instituto 100% publico pois se assim for, meus amigos nunca mais será dia claro, mas sim muito torvolento.

Anónimo disse...

Ora viva a ANSR! Que daqui para a frente mostrem (por comparação à DGV) que os processos não prescrevem, que as execuções não prescrevem, que os utentes são atendidos e esclarecidos na hora por funcionários super dotados, etc...só é pena terem escolhido Lisboa, podiam ter escolhido o Algarve porque assim sempre que precisasse de lá ir tratar de um assunto, apanhava sol!

ana disse...

Pois bem, esclareço: acredite sr. português ao volante, que os clientes da dgv tem bem mais micoses escrotais que os funcionários daquela! Sendo assim, por vezes, cada um tem o que merece..., mas ressalvem-se as excepções, não julgue pelas notícias, não martirize em massa, pois que parece ser um homem inteligente. Bons e maus somos todos.

Português ao volante disse...

Não duvido, ana! :) Mas se for assim politicamente correto, não sobra muito para fazer humor sobre a situação, não é? Vá, não me leve a sério, que eu também não me levo muito a sério :)

Abraços.

Anónimo disse...

A dgv está "moribunda", no entanto,ainda antes de "morrer" e á semelhança de algums politicos quando vão deixar o poder "despacha" tudo que convêm e é lucrativo; Gostaria de ver explicado como é concedido em 2007 uma concessão para abertura de um centro de inspecções (taipas) e os moldes em que tal foi concedido (verificar-se-á certamente que a dgv, ou pelo menos parte desta lucrou significativamente.


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