Comportar-se como um animal ao volante é tão português como o fado e o chibanço. Ter ministros a 200 km/h na A1 sem pagar multa, comprar um Audi em 2ª mão, meter um aileron Matias na oficina do bairro e testar o bólide na ponte Vasco da Gama é português. E dizer mal dos outros também. E viva o blogue :)



segunda-feira, 12 de maio de 2008

Tuning a prestações.





Deste o tempo do Guterres que este país mergulhou na crise, e dela vai ser muito difícil sair de lá pois as crises dão muito jeito para a malta rica que governa este país ficar ainda mais rica. Nunca se venderam tantos Porsches em Portugal como nestes últimos anos, e vemos mais SUV a andar nas estradas do que carros do segmento A! E não faltam primeiros-ministros que adoram este estado de coisas, não é Barroso?

Eu costumo dizer que uma crise é passageira; como tal, este país não está em crise pois isto não passa; está é doente, e com os médicos que temos, mais vale pedirmos aos espanhóis para tratar da saúde deste país. Gosto muito deste país sim senhora, mas como as coisas estão, prefiro ser patriota lá fora. E com esta crise, todos nós apertamos o cinto em todo o lado. Eu já meti o meu carro a GPL e deixei de comprar bolachas de aveia e pacotes de couratos por causa da crise (já que é para apertar o cinto, mais vale diminuir na barriga).

Ora, no outro dia apanhei este pobre adepto dos faróis à-lá-Lexus, que também ele está a sofrer com a crise. Como se pode ver, o tipo só tem o farolim da esquerda modificado, enquanto que o da direita, ainda em stock, aguarda o próximo pé-de-meia. Realmente, tuning a prestações... está muito difícil a vida a toda a malta.

Mas num país como Portugal, isto só irá aguçar a nossa capacidade de desenmerdamento com o que há na garagem, e decerto que iremos ver um aumento exponencial do chamado "tuning caseiro", sempre um best-seller aqui do burgo. É que as contas bancárias podem andar às moscas, infelizmente, agora deixar o carro stock é que não!

Faróis com folha de alumínio da cozinha ou fumados com a fuligem de uma vela, ergam-se! Pára-choques com telas anti-mosquito, tubos de escape / restos de canalizações, capas "Fire" do LIDL, apareçam! Pinturas Robbialac, autocolantes fita-adesiva, jantes a spray e pálas das escovas pára-brisas artesanais, vamos brotar! Mostrem que nada pára o tuning, nem mesmo esta "crise"! E viva o tuning caseiro!

sábado, 10 de maio de 2008

Comigo, a família vai no atrelado em cima do moliço!



"Ouve lá, vem do moliço, ou foste tu que te largaste?"


Depois do estrondoso "Comigo, as tralhas espalham-se pela rua", seguido do êxito inebriante de "Comigo, os putos nem banco tem!", que sucede o êxito de Os velhos vão sempre atrás, que prosseguiu o "Já comigo, os adultos vão sempre atrás" e que por sua vez continuou a senda do original "Comigo, as crianças vão sempre no banco de trás", só me resta dizer: Porra, que a este ritmo nunca mais acabo a introdução deste tipo de postas! Assim sendo, criei uma etiqueta 'séries "Comigo"', para poder filtrar melhor esta especialização muito peculiar da estupidez ao volante: o acondicionamento parvo de pessoas e de bens no carro.

Há pouco para dizer, e muito para ficar pasmado. E temos de agradecer ao nosso colega José Tavares Almeida, que fez o grande sacrifício de andar a passear por Furadouro com uma máquina fotográfica à mão. Até o título vai tal e qual como ele sugeriu, e isso garanto-vos que o P@V deve ser até o momento o único site que possui uma página com o título contendo as palavras "moliço", "família" e "atrelado". Ora digam lá se não é um grande orgulho visitarem uma página única em biliões. Vocês estão numa esplanada com os amigos e tal, e nada desbloqueia melhor a conversa do que um 'eh pá, noutro dia vi uma página com "moliço" no título'... de nada pá, sempre às ordens.

E eu garanto que não ficarei por aqui! Em Portugal e com agentes ao volante como o José, não tardará muito e terei páginas do tipo "Comigo, a sogra vai num skate atado com uma corda à bola do reboque", ou "Comigo, o frigorífico cabe num Citroen AX mais um carrinho de mão preso", ou "Comigo, o gato vai atado no capô e pintado a cinzento, para dizer que tenho um Jaguar". A imaginação do português é linda, só nos resta andarmos atentos.

Bem, pelo que vejo, a única segurança que aqueles dois amantes de desportos radicais em cima do moliço é efectivamente o facto de aquilo não passar dos 40km/h. Bolas, mais uma prevaricação que os radares não apanham! Mas aquilo nas curvas deve ser cá cada descarga de adrenalina brutal, porque não há nada para agarrar a não ser um ao outro (e vejam como a velha até enterra as unhas na carne do outro...) Ora confessem, quem de vós é que gostaria de fazer uma viagem assim? Ah é? Ui ui, tou a ver que a velhota tem mais tomates do que você, caro leitor! Cá para mim, depois de descarregar o moliço os gajos ainda vão fazer touradas aos comboios que vão para Cacia e vão passear nas zonas de caça nas gafanhas, com máscaras de patos coladas na testa. Quero-vos ver a fazer isso!

Eu? Ah, eu tenho tomates para fazer aquilo. Só que eu tenho uma relação difícil com o moliço, não nos damos muito bem. E a palha, e o feno, etc. Ou seja, se não fosse isso, até fazia claro. E escrevia uma tese de mestrado sobre "As lesões psicológicas provocadas por desportos radicais praticados em cima de moliço". Ia ter uma nota bem jeitosinha na Faculdade de Psicologia...

Tinha que mandar a tacada ao mais recente troll deste blogue. É mais forte do que eu, desculpem a quem não percebeu. É que eu sei que ele vai ler...

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Portugal, terra de fado, futebol, rotundas e de palermas ao volante.





O colega forunista Moinante descobriu esta pérola de um BMW holandês nas suas tentativas sofríveis de fazer drifts numa rotunda em Portugal. Não sei se hei-de catalogar o vídeo de estúpido, se de cómico ou de obsceno, mas é verdade que fico pasmado como há bacocos que fazem figura de parvo, e que não contentes com isso, ainda mostram isso a todo o planeta! Afinal, é devido a tais pessoas que o patrão do Hi5 está rico, ele agradece.

Falta saber se o imbecil do vídeo é mesmo holandês, ou se é mais um emigrante retornado à terra onde é rei. Seja como for, quem está ao volante deve ter perfeitamente a noção de que Portugal é um paraíso para wanna-bes como ele, pois além de ser a capital europeia das rotundas, ainda somos mesmo de brandos costumes. Se fosse em Espanha, este tipo de certeza que levava uma castanhada de tal ordem que voltava à Holanda de boleia em camiões.

Bem, este vídeo fez-me lembrar aquela saudosa posta do "Para k serve o park duma disco durante o dia". É verdade que nem todos nós nascemos com magníficas habilidades condutoras para andar de traseira de lado, e muito menos eu pois sei bem quanto custa (e dói) um jogo de pneus novos. Agora, se eu porventura descesse o meu QI a ponto de tentar colocar uma habilidade ao volante no YouTube, eu fazia uma coisa antes: praticava antes!

Ou seja, além de incompetente, o imbecil ao volante e o imbecil que filma devem decerto ter decidido fazer esta cagada na altura. De certeza sabendo que estão em Portugal, ninguém leva a mal. Na Holanda é que não, pois lá andam na linha. Eu já ouvi histórias de já terem multado um tipo depois de este ter colocado a sua proeza na Internet. Mas cá em Portugal, pelos vistos, faz-se disso a alunos do 8º ano que andam a disputar telemóveis com professoras. Estamos claramente a ver o nível de perigosidade e de criminalidade destas duas situações, não é?

Portugal, paraíso das rotundas e dos wanna-bes do drift. Cada vez mais acho que não se devia andar a fazer IPOs nem a caros nem a motos, mas sim a condutores. Mas não sei se deve ser por psicólogos, pois pelo que ando a ver, os recém-formados em Psicologia não aparentam grande confiança...

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O Advogado Pressinhas.





Chegou até aos meus ouvidos uma novíssima moda que está a proliferar nos centros urbanos: o Advogado Pressinhas, e que possui uma técnica no mínimo deliciosa, bem ao gosto aqui da malta deste burgo, ou seja, chicho-espertice lusitana ao volante. Mas primeiro, os devidos créditos... sim, porque andam por aqui alguns blogues que parece que podem copiar imagens minhas e usá-las sem dar cavaco...

A posta original foi dada a conhecer no blog "Menos Um Carro" pelo seu autor António C.; o blogue costuma mandar postas bem mais sérias e menos avacalhadas do que aqui, e recomendo um saltinho até lá. Ora a posta em questão está devidamente ilustrada com um Porsche mal-estacionado e um envelope escrevinhado pelo imbecil em questão, que alegou falta de tempo para procurar um melhor lugar, e pela urgência de estar presente no Tribunal de Boa Hora. Um advogado, talvez.

Ora, o colega MC do mesmo blogue adicionou esta imagem aos comentários, que eu acho tão deliciosa que quis dar o devido destaque aqui, no P@V. Reparem, alguém não pagou o parquímetro, e justificou-se por não ter moedas e com uma lista de citações para leis, e intimando o batráquio a multá-lo depois de o avisar com quem se está a meter!. Note-se que a dita folha foi escrita em computador, impressa e já usada algumas vezes, o que mostra bem que o dono deste carro gosta muito de se esquecer de andar com moedas! Tanta inteligência, só faltava o devido acento em "possível" para ser a obra de arte do ano!

Como até tenho um tempinho, vamos lá entrar em modo "advogadês" para dissecar a missiva reportada pelo prevaricador. A lei 5/98 de 31 de Janeiro altera a lei orgânica do Banco de Portugal por causa do Euro. Não percebi nada das 23 páginas. Adiante.

Ora o Decreto-Lei nº 118/2001, de 17 Abril, Capítulo (ai estes acentos, ó advogado!) III, Artigo 6º já permite descortinar melhor esta fabulosa cláusula que é um verdadeiro achado para quem acha que nasceu superior aos outros, e que pagar parquímetros é só para os otários. Eis o tal decreto:

Mrmrm mrmrm (a limpar a garganta):

"1 -Nos termos do artigo 106.º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, o
Banco emite notas com curso legal e poder liberatório.
2 - O Banco põe em circulação as moedas metálicas, incluindo as comemorativas.
3 - As moedas metálicas são postas em circulação por intermédio e sob requisição do Banco.
"

É isto? Citar um parágrafo da Lei onde diz que é ao Banco que compete lançar moedas é que é o verdadeiro segredo? Epá, fiquei deveras desiludido! Já estava com pica de ir no próximo Domingo comprar o Jornal de Notícias, e em vez de dar 1,30 euros, de recitar um perágrafo legislativo tão intimidador que até me ofereciam umas chicletes pelo caminho! Mas pelos vistos a montanha pariu um rato, e acho que só consigo levantar o sobrolho da moça do balção se recitar este parágrafo fraquinho.

Bem, valeu pelo esforço. E acho que todos nós estamos a torcer para que o batráquio que tenha visto esta mensagem lhe tenha entregado o envelope da praxe, para não se armar em mais um advogadozito à Vale e Azevedo. Dá-lhe, sapo! Arrifa-lhe nos decretos que a malta está contigo!

domingo, 4 de maio de 2008

Aaaahhh, não há nada mais lindo do que ferro torcido!



Imagem retirada do Diário de Notícias


Bem, já todos devem ter sido bombardeados com a noticia do descarilamento do Metro do Porto devido a uma condutora que não parou no vermelho. Bem que podia andar aqui a bater na fulana, que para não ver um vermelho e não ver uma carruagem do metro a aproximar-se, das duas uma: ou é ceguinha que nem vê um elefante num corredor, ou as pinturas faciais estavam mesmo a dar luta. Mas nem é por causa disso que estou aqui a dissecar o assunto; o motivo que me fez deliciar-se com esta notícia é a impressionante mole de gente que se colocou perto do acidente para ver o aparato!

Dá para ver um pouquinho na reportagem da SIC, mas há outras filmagens que mostram os montes circundantes do bairro perto do Hospital Pedro Hispano completamente à pinha! Até parecia que ia começar o fogo de artifício de São João. Eu quase que jurava que até já vi um fulano com um daqueles banquinhos portáteis, para não perder pitada ao mesmo tempo que não agrava as varizes. E nem ficava surpreendido que sacasse uma sandes de torresmos e um tintol da lancheira. Só faltava uma roulotte de farturas e uma de pipocas para colorir a este Nosso Senhor de Matosinhos antecipado. Ah, e o Emplastro, claro está.

Eu não sei quais são os vossos passatempos favoritos e onde é que gostam de gastar o vosso tempo, mas ficar a ver ferro contorcido é capaz de me entretar, vá lá, já a exagerar, prái um minuto. Agora aquela malta nos morros parece que tem ali entretenimento para a noite inteira! "Olha, bateu um carro ali na rua. Telefona ao pai e diz que não venho jantar... e chego tarde".

E vem lá os bombeiros, e agora aquele polícia falou com aquele fulano, e agora lá vem uma ambulância... e agora vão entrevistar a fulana de colete... uau, que enredo interessante! Mas o que é verdade é que as escadarias estavam cheias de centenas de pessoas que parece que estão a ver teatro ao ar livre, e à pala!

Pá, se gostam assim tanto de ferro torcido, porque é que não vão visitar sucatas? Além de nenhum sucateiro ainda não se ter lembrado de cobrar bilhetes por tais espectáculos fabulosos, se calhar tem lá entretenimento para o dia inteiro! Pá, gostos são gostos. Até o José Castelo Branco vai lançar um CD, portanto...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Chiu, ninguém pode saber disto, mas é que eles andam por aí!



Estão a ver aquele anúncio do autocarro da selecção portuguesa, a ser movido por "energia positiva"? Não sei se gostam, mas a mim provoca-me vómitos. É espantoso a lata como uma empresa que está a bater recordes de lucros com o aumento desenfreado do preço dos combustíveis tem o descaramento de usar a Selecção Nacional para criar uma imagem de empatia, e de apelidar de "energia positiva" o chulanço que são os 14 aumentos de preço da gasolina desde o início do ano!!

Mas o que é assustador é que as pessoas não possuem muitas alternativas, não é? Quer dizer, as pessoas precisam de trabalhar, os transportes públicos não chegam para as encomendas, e em certas linhas como a de Sintra ainda podemos ser brindados com uma limpeza de bolsos. Não há alternativas, não há carros elétricos, pois não?

Claro que há! E já andam na Europa, e eu já vi com os meus olhinhos! Estive na Noruega em Dezembro de 2007, e vi vários destes carros desajeitados, mas que não faziam quase nenhum barulho, e que tinham uma data de luzes curiosas no tablier. São os Buddys, são carros elétricos e vendem-se na Noruega como pães quentes, pois são até os carros mais baratos!. E olhem que os noruegueses não são propriamente pessoas a ganhar salários mínimos; a diferença é que são pessoas com consciências bem mais evoluídas do que a esmagadora maioria dos governantes deste triste país!

Ah, são feios?! Estou-me a cagar se são feios! Se se vendessem em Portugal, já tinha comprado um, mesmo se fosse cor-de-rosa! É que isto de andar a encher os bolsos a cartéis que ainda por cima gozam connosco ao intitularem-nos de "energia positiva" dá logo a vontade de pedir a nacionalidade espanhola! Desculpem lá, isso de comprar produtos portugueses e tal eu alinho se forem morcelas e enchidos; agora gasolina, vão mas é pró caralho! E eu ando a GPL, mas olhem que já aumentou cerca de 15% num ano...

Porque é que não há carros eléctricos a vender em Portugal? E se eu quisesse importar um da Noruega, será que não me iriam colocar entraves? Lembram-se que a alfândega nem gosta de fritos, quanto mais de micro-ondas... se calhar, na lei portuguesa ainda encontram uma desculpa para este carro não poder circular cá, daquelas leis obsoletas ou homologações parvas que impedem por exemplo os carros GPL de estacionarem nos parques subterrâneos. Uhhhh o horror, o drama... um carro a GPL é logo sinónimo de um Artur Albarran a alçar a perna e a debruçar-se com um "imagens reais"!

Se na Noruega já se vendem, porque raios é que não há nada parecido em Portugal? Ah você não sabia que já havia carros eléctricos a andar na Europa? Não acha estranho que não se publique nada sobre esse facto? Para quando uma notícia num telejornal sobre este assunto importante para os portugueses, em vez do resumo alargado do Santa Clara - Trofense?! Se calhar há quem não quer que se saiba que já há alternativas que podem arruinar os milhões de lucros...

Adorava que um português decidisse comprar um destes carros e tentar circular com ele em Portugal. Daria uma história brutal. Alguém quer ser pioneiro?

domingo, 27 de abril de 2008

Car-jacking: os teus dias estão contados, vem aí o Portas!





Ao que parece, o CDS vai apresentar 15 medidas no Parlamento para combater o "carjacking". Como todos nós sabemos, o "carjacking" aumentou cerca de 30% noúltimo ano(!), e só agora é que alguém decidiu tirar o dedo do cú e fazer alguma coisa. Eu cá não estou muito surpreendido com o aumento desta criminalidade, pois é uma criminalidade típica de um país do Terceiro Mundo, e é para lá que efectivamente marchamos a passos largos. Qualquer dia, vamos ver raptos de filhos dos grandes empresários a abrir os noticiários da noite.

Ora, o P@V conseguiu dar uma rápida vista de olhos a estas medidas! Aqui estão, em primeiríssima mão, dez das medidas que vão para discussão na AR:

  • Descontos no IRS com compras de baldes de tinta e de trinchas para fazer riscas à lá Viper em todos os bólides portugueses. É sabido que isso provoca um autêntico ataque de riso a todos os que vêem tais carros, o que é capaz de provocar uns segundos preciosos para que a pessoa possa fugir do atacante, que ironicamente fica com um ataque de risos.
  • Legalizar todo o tipo de xuning. O xuning em catadupa promove a troca de peças originais por outras peças de gosto duvidoso, mas que pelo menos tornam o carro bem menos sedutor para a sua destruição para peças. Não, não haverá desconto para as peças, mas a proposta prevê que as mulatas contratadas para se esfregarem nos carros nas concentrações 'tuning' estejam isentas de pagamento de IVA nos recibos verdes, no primeiro ano.
  • Obrigar os carros alemães importados em 2ª mão a andar com um dístico cor-de-rosa. É sabido que a esmagadora maioria dos carros vítimas de "car-jacking" são alemães, preferencialmente Audis, Mercedes e BMW (aquilo a que a nossa comunicação tipicamente chama de "carros de alta cilindrada", mesmo a um banal 2.0TDI). O problema é que os assaltantes andam sempre à coca dos carros novos, que valem mais, e não da sucata que os alemães não querem. Ora, nada como esses dísticos para avisar os assaltantes que afinal o carro não vale assim tanto. É claro que esta medida pode causar algum constrangimento para quem acha que a marca do carro define o seu estatuto, mas é tudo para salvaguardar a integridade das pessoas.
  • Incentivar o uso de GPL. Quem é o otário que rouba um carro que pode, a qualquer momento, arrebentar no meio da estrada? É por isso mesmo que os centros comerciais proíbem a entrada desses carros nos parques de estacionamento! Sem falar que o carro perde muito do valor sem um depósito de gasolina cheio, que já se atesta com 80 euros!
  • Estabelecer zonas de radares de velocidade mínina! Ora, se as pessoas não pararem, não há "car-jacking"! A culpa, se formos a ver, é das pessoas que circulam devagar ou que estão paradas. Ora, em certas zonas vão ser instalados radares afinados para fotografar e multar todos os carros que circularem a menos de 30km/h. Esta é das medidas favoritas dos políticos: reduz o crime e aumenta receitas!
  • Distribuir gratuitamente desodorizantes nas paragens de autocarro. Assim, acabam-se as desculpas para não se andar de autocarro.
  • Aumentar o número de efectivos da EMEL. Muitos "car-jackings" ocorrem quando as vítimas dirigem-se para os carros estacionados. Ora, com mais batráquios nas ruas, aumentam as hipóteses de o carro levar com um calço amarelo, o que mata logo um potencial assalto à "car-jacking". E até é capaz de melhorar a imagem da EMEL perante as vítimas ilesas, já viram?
  • Obrigar ao uso do colete de segurança, mesmo em situações de "car-jacking"! Uma pessoa é assaltada e é obrigada a sair do carro, só que a lei não prevê que essa pessoa seja obrigada a usar o colete! A nova lei obriga a vítima de "car-jacking" a tirar o colete da mala do carro, e só com ele devidamente colocado é que o roubo se pode consumar. Isto é capaz de roubar uns preciosos segundos ao assalto. (As coimas para ser vítima de "car-jacking" e não ter o colete posto são de 30 euros até 300 euros, com direito a um mês de carta suspensa).
  • Despromover o FC Porto para a Liga Vitalis. Na impossibilidade de conseguir obrigar o FCP a participar numa liga mais decente, tipo Liga Espanhola, há que relegar o FCP para a II divisão, para que haja mais alegria entre os benfiquistas. Ora, se são 60% da população portuguesa, isso quer dizer que 60% dos assaltantes "car-jacking" são benfiquistas. E quem anda a pensar em assaltos, se o SLB até tem uma hipótese real de ganhar o campeonato, se o FCP ficar fora da competição?
    e..
  • Encarecer ainda mais a gasolina e gasóleo! Todo o motivo é bom para aumentar o ISP, e quanto mais caro, menos se anda de carro. Problema resolvido!

  • quinta-feira, 24 de abril de 2008

    A posta do cromo. Literalmente!





    Há muitas decorações nos carros que eu pura e simplesmente não percebo. Ponto. Há algumas que até se conseguem compreender, mediante uma óptica de historial de frustração sexual, crise cultural, lanucas de integração social ou de uma sede imensurável de se destacar do anonimato. Agora o fascínio pelo cromado é que não percebo.

    O dono deste Ibiza certamente que não está satisfeito com a sua máquina. Cinzento prata, nem TDI é, um verdadeiro bocejo em termos de emancipação social. Colocar o tóclante TDI está fora de questão, pois este modelo é irritante ao colocar a menção à versão GLX de uma maneira difícil de disfarçar para os "tuners de logotipo". O que fazer então? Simples, cromar todas as bordas de todos os painéis metálicos do carro, a começar pelas ópticas! Simples, barato, e um ticket expresso para a alta roda de prestígio social.

    É natural que chame de 'cromos' aos adeptos de tais ornamentos. Começa o dia por uma ida à drogaria mais próxima, e com um pequeno alicate, a pequena obra de arte é rápida e nada dolorosa (pelo menos, não para o autor). E acreditem, esta onda de colocar cromo no carro é mesmo viciante, pois pelo que vejo, os autores não se ficam por aqui. Não fui investigar, mas eu acredito piamente que as saídas de ar, os pedais, a alavanca do pisca e até o ponteiro de rotações já devem estar devidamente plastico-cromadinhos! Num dia de Sol intenso, o carro deve parecer uma autêntica bola de discoteca!

    Será que o frigorífico do moço também está cromado? E o despertador? Os frisos das portas de casa? A gaiola dos periquitos? A tábua de passar a ferro? O fogão? São perguntas que ficam no ar, mas uma coisa é certa, parece que cromar carros é como comer Pringles: nunca se fica por uma apenas!

    segunda-feira, 21 de abril de 2008

    A vingança serve-se em contentores frios.











    Há realmente muitos trabalhos que cheiram mesmo mal, onde parece que se anda apenas a limpar a merda que os outros fizeram. Mas chega de falar do presidente do Boavista, vamos falar dos lixeiros. Eu confesso que nutro um certo respeito pelos homens do lixo, uma profissão onde constantemente são prejudicados pelo comodismo de inúmeros estúpidos que ainda não aprenderem bem a estacionar.

    Digamos que, se eu vir um condutor do lixo à rasca para fazer uma curva porque um palhaço deixou lá o carro sem pensar nos autocarros ou nos camiões do lixo, e se ele der um valente roço nesse carro e deixar-lhe lá o "selo de estupidez" vincado na porta, acho que fez muito bem.

    Ora o nosso colega gt a teve a amabilidade de partilhar estas três fantásticas fotografias com a malta, que são tão explícitas como se de uma banda desenhada se tartasse. Podemos apreciar claramente que o dono do Golf, das duas uma, ou é um valente mentecapto na hora de escolher o lugar paa estacionar, ou então fartou-se do carro e quis mesmo deixá-lo no lixo.

    Quem é que de vocês está com pena do condutor do Golf, e quantos de vocês é que se riem dele? Pois é, se não querem andar a empurrar contentores malcheirosos antes de saírem do trabalho, façam o favor de terem cuidado com o local onde deixam o popó, OK? E viva os homens do lixo!

    quinta-feira, 17 de abril de 2008

    Ah, eles estavam a tentar vender este carro, não é?






    Por esta altura do campeonato, você decerto que já foi bombardeado várias vezes com o anúncio do novo Skoda Fabia Break... sabem, aquele anúncio com um chavalo armado em Star-Trek e um pai babado, que em vez de dar um par de estalos ao puto por andar a comportar-se como um otário quando já devia estar na cama, ainda acha normal andar vestido assim durante a noite e numa espécie de descampado (que felizmente não se parece com o Parque Eduardo VII)!!! Onde é que está a Segurança Social quando precisamos dela?!

    Quando achava que estava a salvo dessa publicidade idiota enquanto chafurdava no meu portátil, eis que leio uma notícia num jornal online português (que começa com C, acaba em Ã, e com as letras "orreiodamanh" no meio), e vejo esta publicidade medonha no meio da notícia! Fiquei tão siderado com este ficheiro Flash que decidi eu próprio alojá-lo e partilhar com o resto da malta. Espero que o mentor desta animação receba bem a crítica que vou fazer, pois para mim é dos banners mais parvos em que já tive o desprazer de gastar a minha quota mensal de MB.

    Perante a mensagem inicial de "Adapte-se a uma nova realidade" com mais uma vez o chavalo irritante na sua fatiota de astronauta, eis que a publicidade segue com um carro a cair do nada, e a aterrar perto do outro. A minha ténue esperança de que o carro efectivamente iria esmagar o chavalo não se concretiza, e o anúncio termina com um conselho bem estranho: "Conquiste o seu espaço!" Mas o que isso quer dizer?! Eu não quero conquistar nada!! Eu quero é fugir dos novos Fabia, pois parece que andam por aí a saltar que nem pulgas. E tudo isto perante a passividade daquela espécime de pai, que não contente com o belo geek que já procriou em primeiro plano, parece já tem outro a enveredar pelo mesmo caminho!

    Se o objectivo da publicidade era despertar em mim o meu desejo em comprar uma Fabia, temo que tenham falhado rotundamente: Em primeiro lugar, o anúncio sugere que, se adquirir um Fabia, os meus filhos correm o verdadeiro risco de se tornarem "trekkies" doentios, que vão levar muita porradinha na escola, terem acne até aos 25 anos e nunca casarem. Pelos vistos, é essa a "realidade" ao qual me tenho de adaptar?! Em segundo lugar, não obrigado, não ando à procura de um carro que ande aos saltos sozinho. E não preciso de conselhos para andar a conquistar o meu espaço, meus senhores! Quem enfrenta todos os dias as filas para entrar em Lisboa, já tem um verdadeiro doutoramento em ocupação de espaços.

    segunda-feira, 14 de abril de 2008

    Parece que a alfândega não gosta de fritos...





    O Engenheiro, antigo colega dos tempos em que o Yakalike bombava bem no blogue do Markl, deu-me a dica para mais esta belíssima pérola da legislação portuguesa, e do qual a SIC está de parabéns. Em resumo, ficamos a saber que quem quer usar óleo de fritar no seu carro, terá de se deslocar previamente à Alfândega e pagar o imposto ANTES de meter o óleo, e que terá de o fazer TODAS as vezes que meter óleo no depósito. Só assim, e com a respectiva guia que comprova o pagamento do ISP, é que o carro está legalizado para circular. Ok, depois de vermos esta reportagem, ficamos com aquela sensação de "isto só em Portugal", seguido de um "grande coisa, ninguém fiscaliza e ninguém vai ser multado". Pois bem, aconteceu ontem.

    Conheçam João Carlos Condesso, um orgulhoso dono de um Mercedes com perto de 30 anos que circulava com óleo alimentar, foi apanhado nas malhas da BT e Alfândega! Pois bem, este verdadeiro criminoso foi apanhado numa operação Stop em Torres Novas, e ao que parece, o cheirinho a pataniscas do Domingo foi forte demais para passar despercebido. Agora, o carro deste verdadeiro vândalo foi apreendido e só é devolvido mediamnte um pagamento de um depósito (ao que parece, um garrafão com óleo de fritar torresmos não chega).

    "É a lei", "Só aplicaram as leis" e tal e coiso, mas quem é que no seu perfeito juízo tem pachorra para visitar duas vezes por semana a Alfândega para esta burocracia parva? Alguém com dois dedos de testa devia no mínimo prever um pagamento do imposto pelo Multibanco, pois tal como está, revela apenas um total desprezo pelo Estado às alternativas energéticas e repúdio a quem procura outras fontes de energia com menos carga fiscal. Eu sou um deles, pois ando a GPL (muito embora já tenha subido 10% em um ano!)

    É que não há direito. Agora o pobre do homem já nem tem vontade de fritar nem um ovo, coitado.

    domingo, 13 de abril de 2008

    Estacionamento 3D strikes again!





    Nesta semana que passou, tive o prazer de me encontrar todos os dias com esta obra de arte. Este Ibiza verde encontra-se na Avenida Miguel Torga, em Lisboa, e tem estado assim, para gáudio de pessoas como eu, que apreciam um português que não se resigna à escassez de estacionamentos. Embora tivesse a oportunidade de tirar a fotografia, foi o meu colega Metal King que fez as honras de imortalizar este estacionamento em 3D.

    Pelo sítio que é, e pelo que já me deu a perceber pelo tipo de carros que anda por aquele monte, parece-me que este Ibiza ou é um carro que está à venda, ou é um carro que está ao cuidado de uma garagem lá perto. A pintura e o estado de conservação sugere que realmente não tem sido um Ibiza muito feliz com os seus donos. Seja como for, acho que o português médio acredita piamente que todos os carros possuem capacidades todo-o-terreno.

    Da maneira como o rebordo do pára-choques está "colado" ao alcatrão, dá para ver que o carro foi estacionado assim de frente, e não de marcha-atrás. Pelo encaixa da grelha a roçar o capô, e estando assim há 5 dias, diria que este carro vai ficar com o pára-choques solto, quando o carro sair de lá (ou pelo menos, permanentemente torto). Seja como for, é mesmo um atestado de estupidez crónica que podemos dar ao dono deste estacionamento, que não se preocupou em procurar outro lugar mais decente. Mas o que interessa, o carro não deve ser dele, não é?

    sexta-feira, 11 de abril de 2008

    Ó ANECRA, e que tal darem-nos um descontinho? É que nós não somos burros!





    De certeza que o leitor já viu um destes excelentes anúncios do BES sobre crédito automóvel, mostrando as diversas "técnicas de vendas" dos vendedores automóveis portugueses. O anúncio na minha opinião está muito bem conseguido, e é uma lufada de ar fresco na vulgar pirosidade com que se pode qualificar o reclame típico na televisão portuguesa. E acho que não fui só eu que achei o anúncio escandalosamente perto da realidade, pois não?

    Ora, o Bruno Nogueira, naquelas rábulas do Tubo de Ensaio da TSF, referiu que a Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel (ANECRA para os amigos) decidiu fazer queixinhas a tudo e todos, desde à AdC até ao Banco de Portugal, alegando que os anúncios "retratam os comerciantes/vendedores de automóveis, como pessoas pouco credíveis e denegrindo de forma grosseira a imagem da profissão".

    Pouco credíveis? Vendedores de automóveis? Realmente, como é que se alguém se lembra de associar o conceito de desonestidade ao conceito de venda de automóveis? Bem, assim de repende, só me occore um único tipo de pessoas: aquelas que nunca compraram um carro!

    Quando comprei o meu carro, novo em 2003, andei indeciso entre dois stands (X e Y) que vendiam o mesmo modelo de carro, a ver quem fazia mais barato. O stand X disse que não baixava mais o preço, e decidi comprar no stand Y, que fazia mais barato, e porque o vendedor na altura aplicou-me a técnica #6 do BES: o "conterrâneo" (afinal de contas, ele era vizinho do meu tio, e chegámos a jogar futebol juntos quando éramos miúdos).

    Quanto o tipo do stand X soube que tinha fechado negócio com o stand Y, virou-se para mim com um indignadíssimo: "Mas porque é que fez isso? Passava por cá, que nós revíamos o orçamento para o carro!", ao qual eu respondi com um muito inocente: "Mas não tinha dito que não podia baixar mais? Eles baixaram mais!", ao qual vi claramente o vendedor do stand X a contorcer-se com tamanha ignorância da minha parte, pois pelos vistos devia ter assumido que afinal ele podia mesmo descar o preço, era apenas uma mentira inocente. Ainda hoje guardo na minha memória a expressão facial que ele fez, um verdadeiro atestado de incompetência na arte de transacção de automóveis. Ao que parece, ele devia achar que pessoas como nós tiram um gozo pessoal em andar em pingue-pongues regateadores, como se não tivessem mais nada para ocupar o tempo e os seus neurónios!!

    Foi o meu primeiro carro, e na altura ainda não sabia que a aquisição de viaturas automóveis se tinham de reger pelas tradições marroquinas. Eu por mim, até compro o carro pela Internet, pago por MBNet e espero que me apareça na caixa do correio! E decerto que cada um de vocês possui a sua própria história de horrores (e também de elogios) durante a aquisição dos vossos carros. O vendedor do stand Y portou-se bem comigo e não tenho nada a apontar.

    O meu kit de GPL está a fazer um ano e já andei mais de 15.000km a metade do preço da gasosa. Tive sorte com o meu carro: a fazer 5 anos, não avaria e está para durar. Enquanto continuar assim, não vou trocarde carro. E quando pensar em trocar, vou passar uma semana na Tunísia antes, para treinar a arte de regatear e de manipular. Isto, claro, se entretanto não houver carros à venda directamente na Internet.


    quinta-feira, 10 de abril de 2008

    Para quem duvida da genuinidade de um português ao volante...





    ...diria que esta fotografia diz tudo. Este registo delicioso foi da autoria do jA-mobil, e é como se tivesse encontrado aquele cromo mega-raro que falta nesta nossa caderneta global que é o blogue dos "Portugueses ao Volante"! Diria mesmo que é praticamente impossível arranjar outra imagem que descreva tão bem a nossa mui nobre arte do desenrascanço a baixo custo, não acham? É por momentos destes que acho que as IPO deviam começar a praticar excepções aos produtos "artesanais", assim como a ASAE vai começar a ficar mais tolerante com produtos tradicionais. É que chumbar este magnífico exemplar por causa de um retrovisor partido é o mesmo que chumbar uma roulote de bifanas porque o dono usa colheres de pau! Não é português!

    Palavras para quê, deixo-vos contemplar esta fabulosa obra de arte, que tão bem fica neste blogue, e que justifica perfeitamente esta minha cruzada em fazer com que o português ao volante seja reconhecido internacionalmente pela UNESCO como património intelectual da humanidade. Ninguém faz tanto com tão pocuo como o tuga, não é verdade? Fica-se com uma esposa mais borratada de rímel, mas ganha-se um belo retrovisor! E quem é o chico-esperto agora, quem é?

    Esta fotografia deverá figurar na 'pool' da frente para os prémios 2008 do P@V. Não me vou esquecer disto, acreditem!

    quarta-feira, 9 de abril de 2008

    Personalização... mas aonde? Alguém me ajude.














    O nosso colega caditonuno, autor do blogue 1 Dono de casa, ficou abasbacado enquanto este exemplar "único" de um Corsa de 94 estacionava, e não descansou enquando estas fotografias não eram vilipendiadas neste verdadeiro cyber-pelourinho do condutor português. Realmente, as imagens são dignas de figurar neste cantinho, mas só agora é que me decidi colocá-las. E porquê? Primeiro, porque ando com uma catrafada de trabalho, e felizmente do bom. Segundo, porque este carro é um verdadeiro bocejo! Acho que a minha motivação no subconsciente deve ser mesmo voltar a ler comentários irados, sem pontuação e com uma catrafada de 'k', vociferando juras de morte contra os detractores da Sagrada Religião do Tuning.

    Porquê um bocejo? Ora, tuning não devia ser personalização do automóvel aos gostos de cada um? Tipo, se eu sou sado-masoquista, meto umas algemas no retrovisor e um chicote a servir de antena de rádio; se eu sou comunista ferrenho, pinto o carro todo de vermelho, até a borracha dos pneus; se eu sou organista de igreja, coloco 10 tubos de escape, e mudo o colector de escape para tocar o Hino da Alegria enquanto meto velocidades; e assim por diante. Agora, digamos que este Corsa tem tudo aquilo que o "Tuning for dummies" refere no Capítulo 1, mais nada.

    Ok, quatro abufadeiras a apontar para cima. Uau. Faróis Norauto transparentes com uma mala sobre-dimensionada e um aileron arredondado; digamos que já sinto o meu maxilar a querer abrir. Adiante: Jantolas banais e um autocolante tribal de lado, saias arregaçadas, matrícula com rebordo prateado, mais um capô sobredimensionado, escovas pára-brisas prateadas e o típico autocolante "Sport", estrategicamente colado para avisar os condutores da frente que se acautelem. Já bocejei duas vezes; mas onde é que está a personalização? Tudo o que referi aqui, já foi colocado às centenas em outros carros, e na maior parte das vezes com gostos bem duvidosos.

    Onde é que está a parte de "personalização"? Onde é que entra a parte do gosto pessoal? Apenas estou a ver mais um típico português ao volante que decidiu gastar o subsídio de Natal na Norauto, com os resultados que vemos. Faz lembrar um pouco os "emos", com cortes de cabelo semelhantes, e sempre com a mesma atitude deprimente de "ninguém gosta de mim", "quero que todos morram" etc e tal. Ainda se deculpam por serem adolescentes na idade da parvoeira, mas se querem ser diferentes e destacarem-se dos outros, porque raio querem ser iguais a outros? Olha, mais um, ena, porreiro pá. Que originalidade do catano.

    Cada um faz o que entender, e o dono deste Corsa faz o que quiser. Agora, posso questionar com legitimidade esta ideia de "personalização", pois para mim não é. E só para terminar sem me acusarem de só fazer críticas destrutivas, dou-vos um verdadeiro exemplo de personalização automóvel, e de um "tuning" no verdadeiro sentido da palavra: vejam a página deste tipo que tem um Mazda e que queria ter uma consola central. Isto sim, eu metia no meu carro. Agora faróis transparentes, ergh, só se andasse com insónias; estacionava o carro em frente da janela do quarto, e acho que era uma bela alternativa à banal contagem de carneiros...

    terça-feira, 8 de abril de 2008

    Sorri, a tua mulher adora-me.





    Não sei se ainda se lembram da posta onde eu fiz uma pequena introspecção sobre o melhor carro para engatar gajas. Ora, evidências fortes nesta posta mostram que em Portugal, uma Toyota Dyna é o que está a dar. Numa outra ocasião, houve um camionista simpático que decidiu alertar os demais condutores sobre a perigosidade das mulheres no pára-lamas da sua camioneta, claro está derivado a anos de experiência com mulheres e curvas.

    Ora aqui tenho mais outra mensagem de sabedoria colocada por mais um condutor de pesados, que estão sempre prestáveis a partilhar connosco o seu conhecimento wikipédico (atenção, eu inventei esta palavra, e é minha! E wikipidesco também é meu!) com os restantes condutores ao volante. Bem, neste caso é mais gabanço que outra coisa, mas não deixa de ser curioso esta apetência a deixar mensagens explícitas de vigor sexual e pistas para uma longa história sexual, por parte de condutores de veículos longos.

    Será que eles também são assim nas filas do Pingo Doce, ou na fila para o IRS? Será que também são prestáveis a partilhar conselhos sábios no futebol, ou quando fazem uma chamada por engano? Será que qualquer dia vou estar na IPO, e de repente sai-me um fulano de palito na boca e boné do "Max Mat" e diz logo: "Zé Cacholas, condutor de pesados. Ouve lá, ouve o que te digo, o que elas gostam mesmo é da posição 'franguinho assado', vai por mim." O que devo fazer? Agradecer? Chamar a polícia? Ou testar o que ele disse com a recepcionista?

    Se há um assunto onde admito claramente que os camionistas sabem muito mais do que eu, é onde há restaurntes bons e baratos espalhados pelas estradas portuguesas. Onde há camiões parados, é onde se deve parar para retemperar forças. Agora, com tanta mensagem e conselhos sobre fêmeas, e até troféus pendurados nas respectivas camionetas, uma pessoa começa a pensar se também os podemos considerar verdadeiros oráculos sobre sexo e sobre 18 rodas.

    Ou então não.

    quarta-feira, 2 de abril de 2008

    É mentira, mas é pena não ser verdade...



    "Ai mãezinha, que até areganhei a tripa com este estição..."


    O dia 1 de Abril é daqueles dias onde há uma boa oportunidade de fazer algumas piadas engraçadas e algumas partidas com humor. Apesar de isso rarear nas brincadeiras realizadas pela comunicação social portuguesa, aqui em Inglaterra fiquei bem humorado com esta notícia (claro que falsa), intitulada... B-M-Pee.

    Ora digam se não era um extra que bem que gostaríamos de ver instalado de série nos nossos carros... qualquer canídeo que começasse a olhar para os pneus dos nossos carros, que comesasse a ter a bexiga a trabalhar e que decidisse regar de ureia a borracha dos nossos pneumáticos, iria imediatamente levar com uma corrente inofensiva de 200 volts pelo escroto acima, cortesia de um sistema eléctrico regenerador e carregado com a energia de travagem. A notícia completa está aqui, no jornal Metro inglês.

    Como é natural, se isto não passasse de uma partida de 1 de Abril e se, por algum motivo, este sistema "anti-mijo" começasse a ser comercializado de uma maneira democrática, já estamos a imaginar como seria em Portugal...

    - Em primeiro lugar, haveria mais vítimas entre os arrumadores (oops técnicos de parqueamento automóvel, pois aderiram ao programa "Novas Oportunidades") do que entre a comunidade de rafeiros;
    - Em segundo lugar, iria resolver de certa forma a estupidez crónica que um condutor português normal possui quando chove torrencialmente, como aconteceu em Lisboa. Com ruas alagadas e túneis submersos, o português típico acha que o seu automóvel em 2ª mão e com 15 anos é capaz de proezas submersas. Nada que um belo choque elétrico o ensine a não se armar em parvo.
    - Em terceiro lugar, iria complicar imenso a vida dos sapos da EMEL. Eu é que não me atrevia a colocar bloqueadores nas rodas e arriscar-me a levar com um esticão! Um autocolantezinho com uma caveirinha e um "Perigo: 1000 volts" no tampão era concerteza uma bela garantia de que o carro não iria ter um calço amarelo.

    Bem, este tipo não sei se iria gostar desta "inovação" da BMW, mas é 1 de Abril, não há problema! :)

    sexta-feira, 28 de março de 2008

    A posta da higiene nasal ao volante



    Quando um macaco tira um macaco do nariz...
    Será que é higiene ou uma questão familiar?


    No seguimento desta dúvida existencial que o meu colega forunista Jarod teve acerca dos hábitos higiénicos nasais dos portugueses enquanto na pele de condutores, decidi também eu fazer uma ligeira introspecção (só de cabeça, sem dedos) a esse fascinante hábito: porque é que nós sentimos mais apetência a tirar macacos do nariz quando conduzimos? Eu acho que este hábito deve ser até bem internacional, com a diferença de que em Portugal, se tiramos ranho do nariz, ao menos temos a certeza de que é um ranho de melhor qualidade do que o vizinho.

    Se formos a ver, andar num elevador não nos puxa muito para andar a fazer cócegas às narinas. É claro que há sempre aquele risco de a porta abrir e darmos de frente com a malta do trabalho em pleno acto de desentupimento nasal... mas também é verdade que não estamos propriamente escondidos dos outros olhares quando estamos parados num vermelho!

    Cá por mim, podiam outra vez subcontratar aqueles cientistas que os jornais das 8 invocam sempre para terminar com uma nota de boa disposição depois de tanto sangue e corrupção em 1h30m. Daqueles que andam a estudar o efeito de olhar para mamas de gajas e o impacto que isso tem na vontade de comer queijo. Sim, esses mesmos podiam estudar se existe uma correclação entre o tempo que passamos dentro do carro e o tempo que passamos com os dedos enfiados no nariz. E já agora, nos semáforos. Aquelas cores devem possuir um efeito deveras hipnotizador na malta. Que o digam a malta que curte Bob Marley.

    Eu também tiro macacos do nariz e com orgulho, e com os dedos! Sim, porque se limpar com um lenço, posso vir a ser multado, pois anda por aí um mito urbano que houve um fulano que foi multado por se assoar. Agora, quando a dedos a fazer a ronda à procura do muco nasal, aí a lei é omissa! Se sair uma coisa em condições, sou homem até para abrir o vidro e mostrar a obra de arte, e de catapultá-la com categoria.

    Já agora, há aqui alguém que limpa debaixo do banco? Eeeergh! Uma vez vi um tipo no semáforo que fez a tradicional "caça ao macaco", só que correu mal: em vez do símio sair ordeiramente do nariz, saiu-lhe uma espécie de queijo de pizza, que insistia em fazer um belo fio entre o nariz e o dedo. O pobre do moço bem que tentou limpar ao volante, mas o estendal já estava montado. Por último, embaraçado, acho que limpou tudo aos estofos do carro, fez uma daquelas sondagens com a cabeça "ninguém viu, pois não?" E lá foi à sua vida, provavelmente com um pouco de mais aderência entre o volante e as mãos.

    Vá lá, podia ser pior. Podia ser que nos desse vontade de caçar burriês enquanto andávamos pela Internet. Já examinaste o teclado de um computador público? Medo, muito medo...

    Já agora, vejam esta preciosidade em termos de degustação de muco nasal em pleno trânsito...


    quinta-feira, 27 de março de 2008

    "Visita Guiada" - P@V na Rádio Clube.





    Caros colegas viciados neste blogue e que não querem outra coisa, mesmo sabendo que há blogues do tipo Hi5 porcas e tal (ou então com o Firefox cheio de separadores), hoje tive o prazer de participar na gravação do programa "Visita Guiada", de Maria de Vasconcelos, do Rádio Clube Português.

    O tema, como não podia deixar de ser, são os portugueses ao volante, e fui convidado para enviar postas de pescada juntamente com um piloto português (penso eu que foi o Lourenço Beirão da Veiga), um major da BT-GNR, um representante da EMEL, e uma outra convidada do programa, que ia participar noutro programa a seguir.

    O programa vai para o ar neste Sábado, a partir das 10 da manhã se não estou em erro. Eu não vou poder gravar o progama pois vou estar fora do país na próxima semana (parto no sábado de manhã), pelo que me resta esperar que o programa seja gravado e disponibilizado em RSS. Se for, eu deixo aqui o mp3 para a malta deliciar-se. Mas também podem ouvir a rádio que não vos faz mal nenhum. Ai esta geração iPod, que nem sabe o que é ouvir relatos de futebol da Renascença na onda média...

    Não vou alongar-me muito sobre o que se debateu naquela meia-hora, mas foi uma conversa amena e simpática, e que recomendo a todos. Especialmente uma história rocambolesca que o moço da EMEL contou. Sim é verdade, eles são humanos e mamíferos quando querem, não são sempre batráquios :)

    quarta-feira, 26 de março de 2008

    Comigo, as tralhas espalham-se pela rua...





    Não sei se repararam, mas ultimamente parece que quanto mais restritivas são as regras do Código da Estrada, mais vontade dá em transgredi-las. Só assim é que se percebe como ainda vejo paletes de pessoas que se recusam a usar os respectivos coletes reflectores quando saem dos carros.

    Quanto ao transporte de objectos, o cenário é ainda mais pitoresco. Imagens como a que mostro aqui (peço desculpa a quem me enviou, mas eu de momento não sei quem foi, por favor que reclame para eu dar o devido crédito) são sistemáticas dentro do universo de portugueses que optaram por pick-ups.

    A cereja no topo deste bolo é precisamente aquela cadeira com as pernas viradas para cima, mesmo no topo da tralha toda, a gritar por um ramo de árvore mais baixo que a projecte para o pára-brisas do pobre diabo que se encontrar atrás. É que já temos o respectivo vídeo a ser imaginado nas nossas cabeças, não é? Pois é, mas na cabeça do condutor desta pick-up, só se deve ouvir é eco. Uma justiça poética para ele, seria encontrar um camião de mudanças com a porta aberta, e levar com um sofá de canto mesmo no capô, com naperons e tudo.

    "Ah e tal, ó chefe, eu ando aqui a trabalhar e tal... já sabemos a lenga-lenga de cor e salteado. Sim, de certeza que a malta na Suécia ou na Dinamarca também anda com as cargas a descoberto, porque são coitados que trabalham. Eu próprio estou a pensar em meter uma máquina de lavar a louça no porta-bagagens do meu carro, sem nada a prendê-la, só porque também sou um daqueles que não vive de subsídios de desemprego. É que tem tudo a ver, não é?


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