Comigo, a família vai no atrelado em cima do moliço!
Depois do estrondoso "Comigo, as tralhas espalham-se pela rua", seguido do êxito inebriante de "Comigo, os putos nem banco tem!", que sucede o êxito de Os velhos vão sempre atrás, que prosseguiu o "Já comigo, os adultos vão sempre atrás" e que por sua vez continuou a senda do original "Comigo, as crianças vão sempre no banco de trás", só me resta dizer: Porra, que a este ritmo nunca mais acabo a introdução deste tipo de postas! Assim sendo, criei uma etiqueta 'séries "Comigo"', para poder filtrar melhor esta especialização muito peculiar da estupidez ao volante: o acondicionamento parvo de pessoas e de bens no carro.
Há pouco para dizer, e muito para ficar pasmado. E temos de agradecer ao nosso colega José Tavares Almeida, que fez o grande sacrifício de andar a passear por Furadouro com uma máquina fotográfica à mão. Até o título vai tal e qual como ele sugeriu, e isso garanto-vos que o P@V deve ser até o momento o único site que possui uma página com o título contendo as palavras "moliço", "família" e "atrelado". Ora digam lá se não é um grande orgulho visitarem uma página única em biliões. Vocês estão numa esplanada com os amigos e tal, e nada desbloqueia melhor a conversa do que um 'eh pá, noutro dia vi uma página com "moliço" no título'... de nada pá, sempre às ordens.
E eu garanto que não ficarei por aqui! Em Portugal e com agentes ao volante como o José, não tardará muito e terei páginas do tipo "Comigo, a sogra vai num skate atado com uma corda à bola do reboque", ou "Comigo, o frigorífico cabe num Citroen AX mais um carrinho de mão preso", ou "Comigo, o gato vai atado no capô e pintado a cinzento, para dizer que tenho um Jaguar". A imaginação do português é linda, só nos resta andarmos atentos.
Bem, pelo que vejo, a única segurança que aqueles dois amantes de desportos radicais em cima do moliço é efectivamente o facto de aquilo não passar dos 40km/h. Bolas, mais uma prevaricação que os radares não apanham! Mas aquilo nas curvas deve ser cá cada descarga de adrenalina brutal, porque não há nada para agarrar a não ser um ao outro (e vejam como a velha até enterra as unhas na carne do outro...) Ora confessem, quem de vós é que gostaria de fazer uma viagem assim? Ah é? Ui ui, tou a ver que a velhota tem mais tomates do que você, caro leitor! Cá para mim, depois de descarregar o moliço os gajos ainda vão fazer touradas aos comboios que vão para Cacia e vão passear nas zonas de caça nas gafanhas, com máscaras de patos coladas na testa. Quero-vos ver a fazer isso!
Eu? Ah, eu tenho tomates para fazer aquilo. Só que eu tenho uma relação difícil com o moliço, não nos damos muito bem. E a palha, e o feno, etc. Ou seja, se não fosse isso, até fazia claro. E escrevia uma tese de mestrado sobre "As lesões psicológicas provocadas por desportos radicais praticados em cima de moliço". Ia ter uma nota bem jeitosinha na Faculdade de Psicologia...
Tinha que mandar a tacada ao mais recente troll deste blogue. É mais forte do que eu, desculpem a quem não percebeu. É que eu sei que ele vai ler...

































