Comportar-se como um animal ao volante é tão português como o fado e o chibanço. Ter ministros a 200 km/h na A1 sem pagar multa, comprar um Audi em 2ª mão, meter um aileron Matias na oficina do bairro e testar o bólide na ponte Vasco da Gama é português. E dizer mal dos outros também. E viva o blogue :)



segunda-feira, 21 de abril de 2008

A vingança serve-se em contentores frios.











Há realmente muitos trabalhos que cheiram mesmo mal, onde parece que se anda apenas a limpar a merda que os outros fizeram. Mas chega de falar do presidente do Boavista, vamos falar dos lixeiros. Eu confesso que nutro um certo respeito pelos homens do lixo, uma profissão onde constantemente são prejudicados pelo comodismo de inúmeros estúpidos que ainda não aprenderem bem a estacionar.

Digamos que, se eu vir um condutor do lixo à rasca para fazer uma curva porque um palhaço deixou lá o carro sem pensar nos autocarros ou nos camiões do lixo, e se ele der um valente roço nesse carro e deixar-lhe lá o "selo de estupidez" vincado na porta, acho que fez muito bem.

Ora o nosso colega gt a teve a amabilidade de partilhar estas três fantásticas fotografias com a malta, que são tão explícitas como se de uma banda desenhada se tartasse. Podemos apreciar claramente que o dono do Golf, das duas uma, ou é um valente mentecapto na hora de escolher o lugar paa estacionar, ou então fartou-se do carro e quis mesmo deixá-lo no lixo.

Quem é que de vocês está com pena do condutor do Golf, e quantos de vocês é que se riem dele? Pois é, se não querem andar a empurrar contentores malcheirosos antes de saírem do trabalho, façam o favor de terem cuidado com o local onde deixam o popó, OK? E viva os homens do lixo!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Ah, eles estavam a tentar vender este carro, não é?






Por esta altura do campeonato, você decerto que já foi bombardeado várias vezes com o anúncio do novo Skoda Fabia Break... sabem, aquele anúncio com um chavalo armado em Star-Trek e um pai babado, que em vez de dar um par de estalos ao puto por andar a comportar-se como um otário quando já devia estar na cama, ainda acha normal andar vestido assim durante a noite e numa espécie de descampado (que felizmente não se parece com o Parque Eduardo VII)!!! Onde é que está a Segurança Social quando precisamos dela?!

Quando achava que estava a salvo dessa publicidade idiota enquanto chafurdava no meu portátil, eis que leio uma notícia num jornal online português (que começa com C, acaba em Ã, e com as letras "orreiodamanh" no meio), e vejo esta publicidade medonha no meio da notícia! Fiquei tão siderado com este ficheiro Flash que decidi eu próprio alojá-lo e partilhar com o resto da malta. Espero que o mentor desta animação receba bem a crítica que vou fazer, pois para mim é dos banners mais parvos em que já tive o desprazer de gastar a minha quota mensal de MB.

Perante a mensagem inicial de "Adapte-se a uma nova realidade" com mais uma vez o chavalo irritante na sua fatiota de astronauta, eis que a publicidade segue com um carro a cair do nada, e a aterrar perto do outro. A minha ténue esperança de que o carro efectivamente iria esmagar o chavalo não se concretiza, e o anúncio termina com um conselho bem estranho: "Conquiste o seu espaço!" Mas o que isso quer dizer?! Eu não quero conquistar nada!! Eu quero é fugir dos novos Fabia, pois parece que andam por aí a saltar que nem pulgas. E tudo isto perante a passividade daquela espécime de pai, que não contente com o belo geek que já procriou em primeiro plano, parece já tem outro a enveredar pelo mesmo caminho!

Se o objectivo da publicidade era despertar em mim o meu desejo em comprar uma Fabia, temo que tenham falhado rotundamente: Em primeiro lugar, o anúncio sugere que, se adquirir um Fabia, os meus filhos correm o verdadeiro risco de se tornarem "trekkies" doentios, que vão levar muita porradinha na escola, terem acne até aos 25 anos e nunca casarem. Pelos vistos, é essa a "realidade" ao qual me tenho de adaptar?! Em segundo lugar, não obrigado, não ando à procura de um carro que ande aos saltos sozinho. E não preciso de conselhos para andar a conquistar o meu espaço, meus senhores! Quem enfrenta todos os dias as filas para entrar em Lisboa, já tem um verdadeiro doutoramento em ocupação de espaços.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Parece que a alfândega não gosta de fritos...





O Engenheiro, antigo colega dos tempos em que o Yakalike bombava bem no blogue do Markl, deu-me a dica para mais esta belíssima pérola da legislação portuguesa, e do qual a SIC está de parabéns. Em resumo, ficamos a saber que quem quer usar óleo de fritar no seu carro, terá de se deslocar previamente à Alfândega e pagar o imposto ANTES de meter o óleo, e que terá de o fazer TODAS as vezes que meter óleo no depósito. Só assim, e com a respectiva guia que comprova o pagamento do ISP, é que o carro está legalizado para circular. Ok, depois de vermos esta reportagem, ficamos com aquela sensação de "isto só em Portugal", seguido de um "grande coisa, ninguém fiscaliza e ninguém vai ser multado". Pois bem, aconteceu ontem.

Conheçam João Carlos Condesso, um orgulhoso dono de um Mercedes com perto de 30 anos que circulava com óleo alimentar, foi apanhado nas malhas da BT e Alfândega! Pois bem, este verdadeiro criminoso foi apanhado numa operação Stop em Torres Novas, e ao que parece, o cheirinho a pataniscas do Domingo foi forte demais para passar despercebido. Agora, o carro deste verdadeiro vândalo foi apreendido e só é devolvido mediamnte um pagamento de um depósito (ao que parece, um garrafão com óleo de fritar torresmos não chega).

"É a lei", "Só aplicaram as leis" e tal e coiso, mas quem é que no seu perfeito juízo tem pachorra para visitar duas vezes por semana a Alfândega para esta burocracia parva? Alguém com dois dedos de testa devia no mínimo prever um pagamento do imposto pelo Multibanco, pois tal como está, revela apenas um total desprezo pelo Estado às alternativas energéticas e repúdio a quem procura outras fontes de energia com menos carga fiscal. Eu sou um deles, pois ando a GPL (muito embora já tenha subido 10% em um ano!)

É que não há direito. Agora o pobre do homem já nem tem vontade de fritar nem um ovo, coitado.

domingo, 13 de abril de 2008

Estacionamento 3D strikes again!





Nesta semana que passou, tive o prazer de me encontrar todos os dias com esta obra de arte. Este Ibiza verde encontra-se na Avenida Miguel Torga, em Lisboa, e tem estado assim, para gáudio de pessoas como eu, que apreciam um português que não se resigna à escassez de estacionamentos. Embora tivesse a oportunidade de tirar a fotografia, foi o meu colega Metal King que fez as honras de imortalizar este estacionamento em 3D.

Pelo sítio que é, e pelo que já me deu a perceber pelo tipo de carros que anda por aquele monte, parece-me que este Ibiza ou é um carro que está à venda, ou é um carro que está ao cuidado de uma garagem lá perto. A pintura e o estado de conservação sugere que realmente não tem sido um Ibiza muito feliz com os seus donos. Seja como for, acho que o português médio acredita piamente que todos os carros possuem capacidades todo-o-terreno.

Da maneira como o rebordo do pára-choques está "colado" ao alcatrão, dá para ver que o carro foi estacionado assim de frente, e não de marcha-atrás. Pelo encaixa da grelha a roçar o capô, e estando assim há 5 dias, diria que este carro vai ficar com o pára-choques solto, quando o carro sair de lá (ou pelo menos, permanentemente torto). Seja como for, é mesmo um atestado de estupidez crónica que podemos dar ao dono deste estacionamento, que não se preocupou em procurar outro lugar mais decente. Mas o que interessa, o carro não deve ser dele, não é?

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Ó ANECRA, e que tal darem-nos um descontinho? É que nós não somos burros!





De certeza que o leitor já viu um destes excelentes anúncios do BES sobre crédito automóvel, mostrando as diversas "técnicas de vendas" dos vendedores automóveis portugueses. O anúncio na minha opinião está muito bem conseguido, e é uma lufada de ar fresco na vulgar pirosidade com que se pode qualificar o reclame típico na televisão portuguesa. E acho que não fui só eu que achei o anúncio escandalosamente perto da realidade, pois não?

Ora, o Bruno Nogueira, naquelas rábulas do Tubo de Ensaio da TSF, referiu que a Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel (ANECRA para os amigos) decidiu fazer queixinhas a tudo e todos, desde à AdC até ao Banco de Portugal, alegando que os anúncios "retratam os comerciantes/vendedores de automóveis, como pessoas pouco credíveis e denegrindo de forma grosseira a imagem da profissão".

Pouco credíveis? Vendedores de automóveis? Realmente, como é que se alguém se lembra de associar o conceito de desonestidade ao conceito de venda de automóveis? Bem, assim de repende, só me occore um único tipo de pessoas: aquelas que nunca compraram um carro!

Quando comprei o meu carro, novo em 2003, andei indeciso entre dois stands (X e Y) que vendiam o mesmo modelo de carro, a ver quem fazia mais barato. O stand X disse que não baixava mais o preço, e decidi comprar no stand Y, que fazia mais barato, e porque o vendedor na altura aplicou-me a técnica #6 do BES: o "conterrâneo" (afinal de contas, ele era vizinho do meu tio, e chegámos a jogar futebol juntos quando éramos miúdos).

Quanto o tipo do stand X soube que tinha fechado negócio com o stand Y, virou-se para mim com um indignadíssimo: "Mas porque é que fez isso? Passava por cá, que nós revíamos o orçamento para o carro!", ao qual eu respondi com um muito inocente: "Mas não tinha dito que não podia baixar mais? Eles baixaram mais!", ao qual vi claramente o vendedor do stand X a contorcer-se com tamanha ignorância da minha parte, pois pelos vistos devia ter assumido que afinal ele podia mesmo descar o preço, era apenas uma mentira inocente. Ainda hoje guardo na minha memória a expressão facial que ele fez, um verdadeiro atestado de incompetência na arte de transacção de automóveis. Ao que parece, ele devia achar que pessoas como nós tiram um gozo pessoal em andar em pingue-pongues regateadores, como se não tivessem mais nada para ocupar o tempo e os seus neurónios!!

Foi o meu primeiro carro, e na altura ainda não sabia que a aquisição de viaturas automóveis se tinham de reger pelas tradições marroquinas. Eu por mim, até compro o carro pela Internet, pago por MBNet e espero que me apareça na caixa do correio! E decerto que cada um de vocês possui a sua própria história de horrores (e também de elogios) durante a aquisição dos vossos carros. O vendedor do stand Y portou-se bem comigo e não tenho nada a apontar.

O meu kit de GPL está a fazer um ano e já andei mais de 15.000km a metade do preço da gasosa. Tive sorte com o meu carro: a fazer 5 anos, não avaria e está para durar. Enquanto continuar assim, não vou trocarde carro. E quando pensar em trocar, vou passar uma semana na Tunísia antes, para treinar a arte de regatear e de manipular. Isto, claro, se entretanto não houver carros à venda directamente na Internet.


quinta-feira, 10 de abril de 2008

Para quem duvida da genuinidade de um português ao volante...





...diria que esta fotografia diz tudo. Este registo delicioso foi da autoria do jA-mobil, e é como se tivesse encontrado aquele cromo mega-raro que falta nesta nossa caderneta global que é o blogue dos "Portugueses ao Volante"! Diria mesmo que é praticamente impossível arranjar outra imagem que descreva tão bem a nossa mui nobre arte do desenrascanço a baixo custo, não acham? É por momentos destes que acho que as IPO deviam começar a praticar excepções aos produtos "artesanais", assim como a ASAE vai começar a ficar mais tolerante com produtos tradicionais. É que chumbar este magnífico exemplar por causa de um retrovisor partido é o mesmo que chumbar uma roulote de bifanas porque o dono usa colheres de pau! Não é português!

Palavras para quê, deixo-vos contemplar esta fabulosa obra de arte, que tão bem fica neste blogue, e que justifica perfeitamente esta minha cruzada em fazer com que o português ao volante seja reconhecido internacionalmente pela UNESCO como património intelectual da humanidade. Ninguém faz tanto com tão pocuo como o tuga, não é verdade? Fica-se com uma esposa mais borratada de rímel, mas ganha-se um belo retrovisor! E quem é o chico-esperto agora, quem é?

Esta fotografia deverá figurar na 'pool' da frente para os prémios 2008 do P@V. Não me vou esquecer disto, acreditem!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Personalização... mas aonde? Alguém me ajude.














O nosso colega caditonuno, autor do blogue 1 Dono de casa, ficou abasbacado enquanto este exemplar "único" de um Corsa de 94 estacionava, e não descansou enquando estas fotografias não eram vilipendiadas neste verdadeiro cyber-pelourinho do condutor português. Realmente, as imagens são dignas de figurar neste cantinho, mas só agora é que me decidi colocá-las. E porquê? Primeiro, porque ando com uma catrafada de trabalho, e felizmente do bom. Segundo, porque este carro é um verdadeiro bocejo! Acho que a minha motivação no subconsciente deve ser mesmo voltar a ler comentários irados, sem pontuação e com uma catrafada de 'k', vociferando juras de morte contra os detractores da Sagrada Religião do Tuning.

Porquê um bocejo? Ora, tuning não devia ser personalização do automóvel aos gostos de cada um? Tipo, se eu sou sado-masoquista, meto umas algemas no retrovisor e um chicote a servir de antena de rádio; se eu sou comunista ferrenho, pinto o carro todo de vermelho, até a borracha dos pneus; se eu sou organista de igreja, coloco 10 tubos de escape, e mudo o colector de escape para tocar o Hino da Alegria enquanto meto velocidades; e assim por diante. Agora, digamos que este Corsa tem tudo aquilo que o "Tuning for dummies" refere no Capítulo 1, mais nada.

Ok, quatro abufadeiras a apontar para cima. Uau. Faróis Norauto transparentes com uma mala sobre-dimensionada e um aileron arredondado; digamos que já sinto o meu maxilar a querer abrir. Adiante: Jantolas banais e um autocolante tribal de lado, saias arregaçadas, matrícula com rebordo prateado, mais um capô sobredimensionado, escovas pára-brisas prateadas e o típico autocolante "Sport", estrategicamente colado para avisar os condutores da frente que se acautelem. Já bocejei duas vezes; mas onde é que está a personalização? Tudo o que referi aqui, já foi colocado às centenas em outros carros, e na maior parte das vezes com gostos bem duvidosos.

Onde é que está a parte de "personalização"? Onde é que entra a parte do gosto pessoal? Apenas estou a ver mais um típico português ao volante que decidiu gastar o subsídio de Natal na Norauto, com os resultados que vemos. Faz lembrar um pouco os "emos", com cortes de cabelo semelhantes, e sempre com a mesma atitude deprimente de "ninguém gosta de mim", "quero que todos morram" etc e tal. Ainda se deculpam por serem adolescentes na idade da parvoeira, mas se querem ser diferentes e destacarem-se dos outros, porque raio querem ser iguais a outros? Olha, mais um, ena, porreiro pá. Que originalidade do catano.

Cada um faz o que entender, e o dono deste Corsa faz o que quiser. Agora, posso questionar com legitimidade esta ideia de "personalização", pois para mim não é. E só para terminar sem me acusarem de só fazer críticas destrutivas, dou-vos um verdadeiro exemplo de personalização automóvel, e de um "tuning" no verdadeiro sentido da palavra: vejam a página deste tipo que tem um Mazda e que queria ter uma consola central. Isto sim, eu metia no meu carro. Agora faróis transparentes, ergh, só se andasse com insónias; estacionava o carro em frente da janela do quarto, e acho que era uma bela alternativa à banal contagem de carneiros...

terça-feira, 8 de abril de 2008

Sorri, a tua mulher adora-me.





Não sei se ainda se lembram da posta onde eu fiz uma pequena introspecção sobre o melhor carro para engatar gajas. Ora, evidências fortes nesta posta mostram que em Portugal, uma Toyota Dyna é o que está a dar. Numa outra ocasião, houve um camionista simpático que decidiu alertar os demais condutores sobre a perigosidade das mulheres no pára-lamas da sua camioneta, claro está derivado a anos de experiência com mulheres e curvas.

Ora aqui tenho mais outra mensagem de sabedoria colocada por mais um condutor de pesados, que estão sempre prestáveis a partilhar connosco o seu conhecimento wikipédico (atenção, eu inventei esta palavra, e é minha! E wikipidesco também é meu!) com os restantes condutores ao volante. Bem, neste caso é mais gabanço que outra coisa, mas não deixa de ser curioso esta apetência a deixar mensagens explícitas de vigor sexual e pistas para uma longa história sexual, por parte de condutores de veículos longos.

Será que eles também são assim nas filas do Pingo Doce, ou na fila para o IRS? Será que também são prestáveis a partilhar conselhos sábios no futebol, ou quando fazem uma chamada por engano? Será que qualquer dia vou estar na IPO, e de repente sai-me um fulano de palito na boca e boné do "Max Mat" e diz logo: "Zé Cacholas, condutor de pesados. Ouve lá, ouve o que te digo, o que elas gostam mesmo é da posição 'franguinho assado', vai por mim." O que devo fazer? Agradecer? Chamar a polícia? Ou testar o que ele disse com a recepcionista?

Se há um assunto onde admito claramente que os camionistas sabem muito mais do que eu, é onde há restaurntes bons e baratos espalhados pelas estradas portuguesas. Onde há camiões parados, é onde se deve parar para retemperar forças. Agora, com tanta mensagem e conselhos sobre fêmeas, e até troféus pendurados nas respectivas camionetas, uma pessoa começa a pensar se também os podemos considerar verdadeiros oráculos sobre sexo e sobre 18 rodas.

Ou então não.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

É mentira, mas é pena não ser verdade...



"Ai mãezinha, que até areganhei a tripa com este estição..."


O dia 1 de Abril é daqueles dias onde há uma boa oportunidade de fazer algumas piadas engraçadas e algumas partidas com humor. Apesar de isso rarear nas brincadeiras realizadas pela comunicação social portuguesa, aqui em Inglaterra fiquei bem humorado com esta notícia (claro que falsa), intitulada... B-M-Pee.

Ora digam se não era um extra que bem que gostaríamos de ver instalado de série nos nossos carros... qualquer canídeo que começasse a olhar para os pneus dos nossos carros, que comesasse a ter a bexiga a trabalhar e que decidisse regar de ureia a borracha dos nossos pneumáticos, iria imediatamente levar com uma corrente inofensiva de 200 volts pelo escroto acima, cortesia de um sistema eléctrico regenerador e carregado com a energia de travagem. A notícia completa está aqui, no jornal Metro inglês.

Como é natural, se isto não passasse de uma partida de 1 de Abril e se, por algum motivo, este sistema "anti-mijo" começasse a ser comercializado de uma maneira democrática, já estamos a imaginar como seria em Portugal...

- Em primeiro lugar, haveria mais vítimas entre os arrumadores (oops técnicos de parqueamento automóvel, pois aderiram ao programa "Novas Oportunidades") do que entre a comunidade de rafeiros;
- Em segundo lugar, iria resolver de certa forma a estupidez crónica que um condutor português normal possui quando chove torrencialmente, como aconteceu em Lisboa. Com ruas alagadas e túneis submersos, o português típico acha que o seu automóvel em 2ª mão e com 15 anos é capaz de proezas submersas. Nada que um belo choque elétrico o ensine a não se armar em parvo.
- Em terceiro lugar, iria complicar imenso a vida dos sapos da EMEL. Eu é que não me atrevia a colocar bloqueadores nas rodas e arriscar-me a levar com um esticão! Um autocolantezinho com uma caveirinha e um "Perigo: 1000 volts" no tampão era concerteza uma bela garantia de que o carro não iria ter um calço amarelo.

Bem, este tipo não sei se iria gostar desta "inovação" da BMW, mas é 1 de Abril, não há problema! :)

sexta-feira, 28 de março de 2008

A posta da higiene nasal ao volante



Quando um macaco tira um macaco do nariz...
Será que é higiene ou uma questão familiar?


No seguimento desta dúvida existencial que o meu colega forunista Jarod teve acerca dos hábitos higiénicos nasais dos portugueses enquanto na pele de condutores, decidi também eu fazer uma ligeira introspecção (só de cabeça, sem dedos) a esse fascinante hábito: porque é que nós sentimos mais apetência a tirar macacos do nariz quando conduzimos? Eu acho que este hábito deve ser até bem internacional, com a diferença de que em Portugal, se tiramos ranho do nariz, ao menos temos a certeza de que é um ranho de melhor qualidade do que o vizinho.

Se formos a ver, andar num elevador não nos puxa muito para andar a fazer cócegas às narinas. É claro que há sempre aquele risco de a porta abrir e darmos de frente com a malta do trabalho em pleno acto de desentupimento nasal... mas também é verdade que não estamos propriamente escondidos dos outros olhares quando estamos parados num vermelho!

Cá por mim, podiam outra vez subcontratar aqueles cientistas que os jornais das 8 invocam sempre para terminar com uma nota de boa disposição depois de tanto sangue e corrupção em 1h30m. Daqueles que andam a estudar o efeito de olhar para mamas de gajas e o impacto que isso tem na vontade de comer queijo. Sim, esses mesmos podiam estudar se existe uma correclação entre o tempo que passamos dentro do carro e o tempo que passamos com os dedos enfiados no nariz. E já agora, nos semáforos. Aquelas cores devem possuir um efeito deveras hipnotizador na malta. Que o digam a malta que curte Bob Marley.

Eu também tiro macacos do nariz e com orgulho, e com os dedos! Sim, porque se limpar com um lenço, posso vir a ser multado, pois anda por aí um mito urbano que houve um fulano que foi multado por se assoar. Agora, quando a dedos a fazer a ronda à procura do muco nasal, aí a lei é omissa! Se sair uma coisa em condições, sou homem até para abrir o vidro e mostrar a obra de arte, e de catapultá-la com categoria.

Já agora, há aqui alguém que limpa debaixo do banco? Eeeergh! Uma vez vi um tipo no semáforo que fez a tradicional "caça ao macaco", só que correu mal: em vez do símio sair ordeiramente do nariz, saiu-lhe uma espécie de queijo de pizza, que insistia em fazer um belo fio entre o nariz e o dedo. O pobre do moço bem que tentou limpar ao volante, mas o estendal já estava montado. Por último, embaraçado, acho que limpou tudo aos estofos do carro, fez uma daquelas sondagens com a cabeça "ninguém viu, pois não?" E lá foi à sua vida, provavelmente com um pouco de mais aderência entre o volante e as mãos.

Vá lá, podia ser pior. Podia ser que nos desse vontade de caçar burriês enquanto andávamos pela Internet. Já examinaste o teclado de um computador público? Medo, muito medo...

Já agora, vejam esta preciosidade em termos de degustação de muco nasal em pleno trânsito...


quinta-feira, 27 de março de 2008

"Visita Guiada" - P@V na Rádio Clube.





Caros colegas viciados neste blogue e que não querem outra coisa, mesmo sabendo que há blogues do tipo Hi5 porcas e tal (ou então com o Firefox cheio de separadores), hoje tive o prazer de participar na gravação do programa "Visita Guiada", de Maria de Vasconcelos, do Rádio Clube Português.

O tema, como não podia deixar de ser, são os portugueses ao volante, e fui convidado para enviar postas de pescada juntamente com um piloto português (penso eu que foi o Lourenço Beirão da Veiga), um major da BT-GNR, um representante da EMEL, e uma outra convidada do programa, que ia participar noutro programa a seguir.

O programa vai para o ar neste Sábado, a partir das 10 da manhã se não estou em erro. Eu não vou poder gravar o progama pois vou estar fora do país na próxima semana (parto no sábado de manhã), pelo que me resta esperar que o programa seja gravado e disponibilizado em RSS. Se for, eu deixo aqui o mp3 para a malta deliciar-se. Mas também podem ouvir a rádio que não vos faz mal nenhum. Ai esta geração iPod, que nem sabe o que é ouvir relatos de futebol da Renascença na onda média...

Não vou alongar-me muito sobre o que se debateu naquela meia-hora, mas foi uma conversa amena e simpática, e que recomendo a todos. Especialmente uma história rocambolesca que o moço da EMEL contou. Sim é verdade, eles são humanos e mamíferos quando querem, não são sempre batráquios :)

quarta-feira, 26 de março de 2008

Comigo, as tralhas espalham-se pela rua...





Não sei se repararam, mas ultimamente parece que quanto mais restritivas são as regras do Código da Estrada, mais vontade dá em transgredi-las. Só assim é que se percebe como ainda vejo paletes de pessoas que se recusam a usar os respectivos coletes reflectores quando saem dos carros.

Quanto ao transporte de objectos, o cenário é ainda mais pitoresco. Imagens como a que mostro aqui (peço desculpa a quem me enviou, mas eu de momento não sei quem foi, por favor que reclame para eu dar o devido crédito) são sistemáticas dentro do universo de portugueses que optaram por pick-ups.

A cereja no topo deste bolo é precisamente aquela cadeira com as pernas viradas para cima, mesmo no topo da tralha toda, a gritar por um ramo de árvore mais baixo que a projecte para o pára-brisas do pobre diabo que se encontrar atrás. É que já temos o respectivo vídeo a ser imaginado nas nossas cabeças, não é? Pois é, mas na cabeça do condutor desta pick-up, só se deve ouvir é eco. Uma justiça poética para ele, seria encontrar um camião de mudanças com a porta aberta, e levar com um sofá de canto mesmo no capô, com naperons e tudo.

"Ah e tal, ó chefe, eu ando aqui a trabalhar e tal... já sabemos a lenga-lenga de cor e salteado. Sim, de certeza que a malta na Suécia ou na Dinamarca também anda com as cargas a descoberto, porque são coitados que trabalham. Eu próprio estou a pensar em meter uma máquina de lavar a louça no porta-bagagens do meu carro, sem nada a prendê-la, só porque também sou um daqueles que não vive de subsídios de desemprego. É que tem tudo a ver, não é?

segunda-feira, 24 de março de 2008

Queres passar na IPO? Primeiro, entorta a tua direcção...





Não sei se costumam ver a TVI (compreendo perfeitamente quem não o faz), mas no outro dia até que passou uma reportagem bem hilariante, sobre as nossas bem amadas e carinhosas IPOs. Sim eu sei, é um motivo de grande preocupação e acredito que vocês também estão algo preocupados. Mas fiquem calmos, que já já encontrei o controlo remoto, e por isso já posso outra vez mudar de canal sem levantar-me do sofá, e assim posso parar de ver o Jornal Nacional. :)

Bem, mas a notícia é deveras surreal: ao que parece, os possuidores de determinados carros alemães precisam de desalinhar a direcção dos respectivos automóveis para poderem passar na inspecção. Sim, porque se aparecerem lá com a direcção segundo os parâmetros de origem, o carro leva com um verdadeiro chumbo à portuguesa! O que é engraçado é que esta prática é comum e aceite pela malta, que antes da inspecção passa pelo garagista da esquina para entortar a direcção, só para satisfazer os caprichos idiotas de uma IPO sem nexo!

Segundo a reportagem, ainda houve lá um tipo que garantiu que um carro que vá "entortado" segundo os parâmetros aceites pela IPO arrisca-se a ver a vida útil dos seus pneus durarem 10.000km apenas. Ou seja, uma pequena pista que quem está mal são os critérios da IPO, e não os construtores automóveis! Ora vamos lá a ver: entre 1) uma catrafada de engenheiros alemães, bem pagos, bem tratados e capazes de produzir bons carros, e 2) uma cambada de portugueses sem qualificações técnicas mais profundas do que o 12º ano, e com índices claros de práticas de corrupção passiva, em quem é que eu vou confiar em dizer-me qual é a melhor afinação para a direcção do meu carro? Mmmm...

É claro que na IPO ainda ninguém mexeu a ponta de um corno para questionar realmente se os testes realizados à direcção são adequados para os automóveis de hoje. Se calhar, a culpa deve ser lá dos alemães, que devem perceber tanto de carros e de direcções como eu percebo de danças tradicionais bielorussas. E assim vai a IPO em Portugal. Quando o meu carro soprar as 6 velinhas, vai ser um dia muito divertido, aquele que vou passar nessa verdadeira casa de horrores...

Infelizmente, não consigo deixar aqui um link para o vídeo da notícia. Neste aspecto, a SIC e a RTP estão de parabéns, os seus serviços multimédia são bons. Já o da TVI, digamos que está ao nível da qualidade musical das Just Girls... uma m.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Para quem já anda a estranhar tanta demora...

Para quem já anda convencido que os xunings apanharam-me numa esquina, descansem que ainda estou vivo. Só que a minha vida não é só blogue. Na semana passada precisei de dar urgência máxima a um trabalho do qual vou ter que ir a Glasgow no final de março / início de Abril, e nesta semana, ainda estou a ver se dou o litro para acabar outro trabalho muito importante para mim.

Agradeço a todos que tem enviado fotofgrafias e contribuições. Pensem neste interregno como umas mini-férias, vou ver se volto em força após a Páscoa. Não tenho as mínimas dúvidas que as asneiras que irei ver por esse Lisboa-Porto-Lisboa fora que vou fazer neste fim-de-semana vão retemperar-me a inspiração.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Ah que saudades de um leilão de um xuning em fim de vida...





Não há nada melhor para acabar a semana do que uma visita a um leilão de xuning onde o dono teve um súbito rasgo de, vá lá, normalidade. O leilão em questão é de uma Citroen Berlingo xuning de Brejos de Azeitão. E que personalização, meus amigos! Um português é capaz de xunguificar absolutamente tudo, deste um mata-velhos, passando por uma Berlingo, e quiçá, até um Ssangyong! Esta dica foi cortesia da Horta das Vespas.

Ora é demais sabido, dentro da comunidade automobilística, que uma carrinha como a Berlingo é tão irresistível para a malta de modificações estranhas como um Civic CRX. É que é tão apetecível como pãezihos quentes, com a vantagem que a carrinha serve precisamente para os transportar! Vai cá disto, e temos um verdadeiro exemplo da capacidade criativa do português ao volante, cujas características únicas eu tenho evidenciado ao longo deste blogue, e só pararei quando a UNESCO reconhecer esta capacidade como Património Intelectual da Humanidade (Sim eu sei, é algo paradoxal).

Quem estiver interessado que aproveite, pois quando visitei, já estava a menos de 3000 euros, uma pechincha para um carro com 10 anos e 150.000km, mas com pázadas de respeito e de intimidação provocadas por aquele autocolante tribal na porta. É claro que sobressai de imediato a fantástica posição original da matrícula da frente, a pintura aerossólica das entradas de ar com restos da tinta azul de pintar a garagem, bem como o pequeno encontro de 3º grau que aquele pára-choques já teve com um muro, uma tragédia comparável à perda dos braços da Vénus de Milo.

Como é normal, a atracção nestes leilões é mesmo os comentários. Lembram-se dos comentários durante a venda de um CRX capa da Maxi-Tuning? Brutais não são? Ora estes também não destoam, pois descambam logo à terceira posta, e as orientações sexuais dos intervenientes são logo postas em causa à quinta posta.

É de mim, ou existe uma fronteira ténue entre conceitos sexuais mais liberais, e o xuning? É que 95% dos leilões de carros xuning que já não cativam mais o dono, possuem sempre comentários com fortes conotações homossexuais. Ora aqui está um bom estudo para terminar o Jornal da TVI, sabem, aqueles tipo "estudos de cientistas revelam que olhar para mamas de gajas aumenta o desejo de comer queijo". Mas quem são estes cientistas? Quem inventa estes estudos estúpidos? Porque raio eles involvem sempre gajas? Quem é que financia estas experiências?

Pois bem, há uma tendência clara! Alguém que se passa pelo verdadeiro vendedor diz que há muitos otários interessados na máquina. Sim é verdade, com 10 anos já dá para o descontinho no abate. Alguém sugere que o pára-choques encontra-se assim pois o tipo empurra os Cups e Subarus na Vasco da Gama. Outro começou a acreditar em OVNIs. O alegado vendedor admitiu que a carrinha "bateu 4 vezes, mas está nova". Aqui podemos perceber que o conceito de "nova", para uma carrinha de 10 anos, é algo surrealista.

Alguém sugere que há algo errado na matrícula... não devia ser MB, mas sim BM, de Baldes de Merda, ao que outro rectifica prontamente, referindo que significa "Merda de Berlingo". E pergunto eu, mas que culpa tem a Berlingo disto? Não há carro que esteja a salvo deste tipo de modificações caseiras. Mas ainda bem que as há, pois não só entregam-nos o pãozinho da manhã, como ainda nos fazem começar a manhã a rir.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Como lavar o carro à pala... o português no seu melhor!






Já estava com saudades de abrir mais um capítulo sobre esta nobre e raríssima arte do desenrascanço automóvel sem custos adicionais, cortesia deste grande povo viciado em futebol, à beira do Atlântico. Estas fotografias foram tiradas pelo colega forunista Volks, e mostram um Citroën AX num estacionamento, como dizer, refrescante.

É claro que esta benesse não é assim tão rectilínia. Ora como podemos ver, há um raio de um relvado que ocupa estupidamente vários metros quadrados de área que seria bem mais útil para estacionamento. Esse relvado é o principal alvo de um regador automático, que teima em desperdiçar água inútil que poderia muito bem lavar uma data de carros enquanto se vê a bola na SportTV pirateada.

Assumo que, pelas fotografias, o estacionamento não é problema nesta zona. Mas este verdadeiro génio ao volante toca a meter o carro mesmo no meio do relvado, dando uma valente banhoca ao AX, ao mesmo tempo que caga de alto para a integridade do relvado! Só falta o detergente e a esfregona... tudo para poupar 2 euritos no Elefante Azul, não é? É que aquele esguicho ali, assim sozinho, estava mesmo a pedir para que um cérebro dotado de repente visse uma lâmpada-auréola a iluminar-se. E assim se fez luz! Ou melhor, se fez uma lavagem automática, patrocinada pelo condomínio ou pela Câmara.

Será que o moço também foi o autor da destruição nos mecos do passeio, ou apenas um aproveitador da situação? É que, entre partir mecos e ir ao Elefante Azul, ou arranjar uma mangueirinha, ou desviar o esguicho, quer-se dizer, já abusa um pouquinho.

terça-feira, 4 de março de 2008

"Ai, qual era mesmo o nome daquela coisa que tenho debaixo do banco?"



"Querida, quitei o tablier. Está mais bonito assim, não achas?"


Quitar o tablier do lado do passageiro não é novidade para os portugueses. Aliás, consta-se que na naus de Vasco da Gama já punham fotografias da família toda, ao pé da roda do leme. Como eles obtiam essas imagens no século XV não vem ao caso agora; agora desculpem, um autocolante vermelho berrante a gritar NOS é o último grito de guerra do machismo latino português! Pois é, eu apanhei este pobre Rover 414 GSI, pertença de um verdadeiro fanático rápido e furioso, e fiquei desde logo intimidado. Ui ui, se eu tivesse cauda, ficava logo a fazer comichão ao meu escroto!

Nota-se claramente que estamos na presença de uma pessoa de gostos requintados, e que gosta de visualizar bem os seus objectivos principais na vida (bem, sempre é mais digno do que meter-se na droga, n\ao é?). Ora eu, como detentor de um carro a GPL, acho verdadeiramente injusto: porque é que eu tenho que colar no rabo do meu carro, e ele pode meter um autocolante lá dentro? Não está correcto, não acham? Ele devia ser obrigado a ostentar o autocolante, porque Rovers 414 com injecção nitrosa é um boost monumental no estatuto social, mais do que até 2 Golf TDI e um Saxo Cup escafiado juntos! Este tipo claramente que está a investir na sua reforma...

Mas realmente é intrigante esta sinalética: mas porquê tamanho outdoor no tablier? A minha teoria é que a esposa de vez em quando anda com a máquina, vai à bomba e não sabe descrever ao gasolineiro o que raio é que a máquina gasta. Quando o gasolineiro aparecer com um saco de nozes (perceberam? Nos? Noz? Eh eh eh), é melhor apontar para o carro, que o autocolante faz o resto. Já agora, a quanto é que está o litro de gás nitroso? Ah pois, e o burro sou eu, que meto GPL a 60 cêntimos o litro...

Um sistema nitro num carro citadino dá sempre jeito! Por exemplo, para... mmm... não, não dá. Ou se calhar para... mmm, não. Desculpem, mas é ridículo. Se calhar sou eu, que roo-me de inveja em não ter um sistema de injecção a gá... mas espera, eu tenho!
Ok, vamos ver isto pelo lado positivo: já que o bólide não tem direito a air-bag, ao menos o tipo não tem a Nossa Senhora de Fátima colada com betume, que podia até aleijar a passageira. Se alguém conseguir ver algo de positivo melhor, por favor, diga. É que o que vi foi um pouco fraquinho, eu sei, mas tem que existir!

segunda-feira, 3 de março de 2008

Oeiras Parque: como é que não estou admirado...





Sou frequentador algo habitual de vários shoppings na zona da Grande Lisboa, e em especial do Oeiras Parque. Dos vários parques de estacionamento que conheço, o do Oeiras Parque é, sem dúvida, dos mais sombrios e perigosos. Já pensei para mim mesmo quando é que vai acontecer algum azar por lá; pois bem, infelizmente aconteceu: um jovem foi baleado quando surpreendeu ladrões a tentar assaltar um carro estacionado no Oeiras Parque. Não queria andar agora a gabar-me com um "ah e tal já sabia", mas acreditem, é verdade. E explico porquê.

Em primeiro lugar, aqui fica uma fotografia que tirei da parte mais aberrante deste parque, para quem não conhece. Sim, este parque possui entradas directas das traseiras do shopping. Um saltinho para o exterior, e eu não vi nenhuma câmara de vigilância; mas não há problemas, pois estão todas desligadas, segundo a reportagem! Curioso, já não é a primeira vez que sei de um sítio onde mais de metade das câmaras de vigilância não o são (são dummies), as que existem não estão ligadas, e para cúmulo, o gravador encontra-se avariado. Falo de experiência própria, num edifício público português!

Embora exista esta verdadeira via-verde para potenciais ladrões de automóveis para quem está no cinema, ao nível do solo, este parque infringe a lei ao proibir a entrada de carros a GPL, quando até tem ventilação ao nível do solo, pois possui as tais aberturas para o exterior. Mas é preciso estabelecer prioridades, não é? Primeiro há que proteger as pessoas desses carros flatulentos, dignos de terroristas do HAMAS, que explodem à média de um por semana nas estradas nacionais; depois, e só depois, há que vigiar eficazmente o que se passa no parque. Ah, é verdade, parque a GPL? 4 lugares ao pé da entrada, sempre devidamente ocupados por táxis e outros derivados...

Ora, de noite, com câmaras a funcionar da maneira como foi noticiado na TV (mesmo que funcionassem, de noite, no exterior, não apanhavam nada), e com carros estacionados no mesmo piso onde se pode entrar sorrateiramente através destas entradas, como é que me podem convencer que estão preocupados com a segurança dos utentes do shopping? Simples, é que um parque de estacionamento é uma selva. Estamos por nossa conta. Fica aqui o alerta para os utentes do Oeiras Parque, uma vez que é público que o parque de estacionamento é um paraíso para a malta do alheio:

- Nunca deixem objectos visíveis no carro.
- Evitem as sessões tardias de cinema. Já fui a algumas no Oeiras Parque, e seguranças nos parques, zero!
- Usem autocolantes GPL no vosso carro. Ninguém no seu perfeito juízo vai assaltar um, pois além de não valerem nada, podem explodir espontaneamente.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Zezé, o Terror dos Cemitérios!





Bem, se este país está a tornar-se numa verdadeira anedota, então o que dizer da comunicação social? Quero partilhar com vocês mais uma daquelas histórias que fazem-nos pensar que, realmente, Portugal é um sítio único deste planeta.

Ora parece que para os lados da Gafanha da Nazaré existe um fulano, nos seus 48 anos, operário fabril, orgulhoso dono de um Aixam, que é sempre receptivo a umas cargas etílicas. No Domingo, ao que parece, o fulano entusiasmou-se um pouco com o vinhinho e, enquanto circulava no seu bólide com a sua taxinha de 3,33 g/L de álcool no sangue, enganou-se na rua e entrou pelo cemitério dentro!.



E esta é a reportagem da SIC. Descubra as diferenças.

Agora é que a diversão começa: segundo a versão noticiada pela SIC, o tipo andou 20 a 30 metros, e não colocou ninguém em perigo. Limitou-se a sair do carro, curtir a ressaca e esperar que a bófia aparecesse. Ou seja, mais uma vítima de muitos anos a ler apenas jornais desportivos, certamente.

Ohhh, mas isto não tem piada nenhuma!! Não é? Há que apimentar a coisa! Entrar em modo "Correio da Manhã"! Ora, segundo a versão do fabuloso Correio da manhã e que podem ler aqui, a coisa passou-se mais ou menos assim:

  • O tipo entrou a rasgar pelo cemitério adentro, qual Batman pela avenida principal de Gotham, com o Aixam a ulular no pico dos seus 19 cavalos. As pobres idosas foram apanhadas de surpresa, e tiveram que até atirar-se para dentro dos masoléus, para evitar o bólide serpenteante!
  • Enquanto o tipo passava uns bons minutos a usar as campas como verdadeiras chicanes, arrifando no travão de mão do Aixam, prego a fundo, para aquelas power-slides entusiasmantes que só um mata-velhos consegue providenciar (quais Evos, quais Scoobys!), era possível ver diversos ossos, pedaços de campa, velas e flores a voar cemitério fora, tal como de um fogo de artifício se tratasse.
  • Ora enquanto "algumas ficaram encostadas aos muros rezando, outras subiram para cima das campas, e outras ainda tentaram até entrar para dentro dos mausoléus", o tipo saiu calmamente da sua montada, "com um chapéu na cabeça, calças de ganga, botas à cowboy e óculos escuros, sentou-se numa campa, estendeu os pés para cima de outra e acendeu um cigarro.” (ora façam agora um "ahahahaaaa" à lá Ennio Morriconi e imaginem um arbusto seco a rolar pelo cemitério, para uma imagem mais épica deste acontecimento).
  • Enquanto o nosso herói mandava a punch-line do momento, "Só vim visitar a campa da minha mãe, não vejo qual o problema", a nossa polícia de intervenção e de choque preparava a 'Operação Velório Dourado', ao pé da campa da dona Etelvina.

Confesso que sou fã do Correio da Manhã. Adoro as notícias servidas assim. Ou vejamos isto por outro lado: como é que é possível noticiar isto, sem nos desmanchar a rir? A brincadeira do fulano custou-lhe 550 euros, a carta por 8 meses, e um Aixam meio destruído, mas acho que sei porquê: ora uma pessoa premeia os portugueses ao volante de 2007, e logo no dia seguinte este tipo já faz tudo para ser o premiado para 2008! Irra, que começam cedo!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

E o Português ao Volante de 2007 é...





Ora, como prometi, aqui estão os prémios mais aguardados depois dos Óscares: os prémios do Português ao Volante de 2007 (Aplausos, assobios, "Muito bem", "Apoiado", coiso e tal). É com muito orgulho que me vejo este meu cantinho a alcançar as 100.000 visitas únicas em pouco menos de 13 meses, um número fabuloso e do qual só posso agradecer a todos, inclusivé os xunings enfurecidos com as suas respostas SMS-escas. Como tal, toca a anunciar os vencedores para o prémio de Português ao Volante de 2007.

Em concurso, estiveram verdadeiros pesos-pesados nessa verdadeira modalidade para-olímpica, que é a estupidez ao volante, e de vários clubes, países e outros cantos recônditos deste universo: do SL Benfica temos a Telenovela Mantorras, do Clube Tuning do Fundão o avô do tuning português, do Clube Canal 18 temos o Renault 69: Follow Me If You Can, e de Marte temos o artista das armas laser na traseira. Claro que não podia faltar o Speedy Toy, que representa Setúbal, o artista do estacionamento intimidador, num shopping perto de si, o Bastardo Amarelo que pelos vistos passeia a sua montada por Évora, e de Lisboa/Índia temos o Mahatma dos Radares. Do subsolo temos o cegueta que precisa de 16 faróis, e da MacLândia a McPermissão para McEstacionar McMuito McMal. De Olhão temos a Ana Cristina, que não sabe quando se deve usar a buzina, e a aterrorizar o Grande Porto temos O charuto envenenado e as suas heróicas proezas. Falta ainda referir o cromo que sugeriu os dísticos de risco de condutores, de Lisboa, e de St John of the Wood temos o machista do arquitecto do shopping da 8ª Avenida. Directamente das nossas escolas de condução, o Alcino Cruz, o terror das estradas faz a perninha, e do Hi5, O Espanhol, mais a cascata da loja dos chineses. Finalmente, de Lisboa, terminamos com o terror dos sapinhos da EMEL.

Os resultados da pool ainda se encontram aqui, na Quibblo. Se bem que não me é possível encerrar esta pool, fica desde já agora encerrada a votação nos 224 participantes. Mas cá está o pódium dos tugas ao volante:

Terceiro lugar: O avô do xuning português. (URL)


Há quem diga que este orgulhoso dono do exclusivíssimo Fiat Uno Type R já devia ter idade para ter juízo. Eu não vou revelar se me junto a esse coro de vozes, mas digamos que estou feliz por não ser neto dele. Esta verdadeira lenda viva do xuning português não se coíbe em mostrar o seu carro-nirvana e os troféus arrecadados por este supra-sumo éden da xuningalidade tuga.

Até que ponto é que ele consegue ter toda esta panóplia de gadgets todos ligados durante uma chuvada sem levar com um esticão ainda permanece um mistério. Como passa na IPO, já não é assim tanto: basta aparecer, que os inspectores rebolam-se no chão, agarrados ao estômago. Depois, é só surrupiar uma folha verdinha, enquanto os inspectores batem com os punhos cerrados no alcatrão. Simples e eficaz.

Mas não liguem ao que eu digo, se calhar é mesmo dor de cotovelo por o meu carro não ser assim. Pelo menos, o carro dele provavelmente tira cafés, o meu não. Incha. Mas pelo menos consigo curvar, travar e acelerar sem ter uma média de 5,5 objectos a sobrevoar o espaço interior do bólide. Ah poizé!

Segundo lugar: O cromo dos dísticos de risco. (URL)


Ora, o segundo lugar, e inteiramente merecido, vai para António Peres, da PERES.NPARTNERS. Uma empresa com um nome que mete medo, pois sugere que afinal, este tipo não está só, e que o seu perfil claramente Lex Luthoriano pode ter outros seguidores. Ora, o principal mentor da proposta ridícula dos dísticos de risco para os condutores portugueses fez furor nos media portugueses num certo dia de Novembro, onde foi abertura de telejornais durante todo o santo dia.

Um excelente golpe de marketing para quem realmente não é conhecido, e que pelos vistos gosta da máxima "falem bem, ou falem mal, o que interessa é que falem de mim". Pois bem, senhor Peres, usar a sinistralidade rodoviária para retirar dividendos é uma coisa muito feia! E olhe que o Governo não gosta de concorrência!!! Andar a impingir que uns rotulozinhos no vidro são capazes de diminuir os acidentes é de uma visão, digamos, tão robusta e natural como o seu cabelo. Contas feitas, como não podiam deixar de ser, já ninguém se lembra desta história, pois até o próprio ministério da administração interna ignorou o tipo, o que é obra! Vá lá, foi rei por um dia, e tolo daí para a frente.

Mas não se preocupe, António Peres, pois você teve o devido reconhecimento aqui, no blog do P@V, e dos participantes na pool de 2007. Valeu o esforço, mas não há ouro para si. Esse está reservado para uma pessoa muito especial...

Primeiro lugar: A tipa que foi multada por um tipo de cuecas! (URL)


Ana Cristina é a nossa vencedora do prémio Português ao Volante 2007, e com inteira justiça! É impressionante a quantidade de asneiras que esta verdadeira multi-tasker da parvoíce consegue fazer ao mesmo tempo. Como tal, teve o que merece, ou seja, foi multada por um bófia de cuecas, e para o cúmulo da parvoíce crónica, ainda foi para a televisão vangloriar-se da sua diminuta inteligência, mostrando a sua ignorância com o Código da Estrada, estupidez em chamar pessoas, e incompetência em controlar uma criança. Obrigado, Nós por Cá da SIC, por ter colocado no SAPO vídeos este momento delicioso!

Ela buzina na rua, às 8 e tal da manhã todos os dias para chamar a mãe, Ela ignora a comodidade de evoluções tecnológicas tais como os telemóveis e as campainhas, ela deixa o miúdo solto no carro e a buzinar livremente no carro, imitando-a como um macaquinho, ela não sabia que o CE diz que não se pode buzinar dessa maneira, ela foi multada por um bófia de boxers... emfim, a Ana Cristina constitui realmente o ex-libris da patetice lusitana ao volante, e por isso mesmo foi reconhecida pela maioria dos visitantes aqui do burgo com o prémio Português ao Volante. Hip hip, Hurra!

Para 2008 há mais prémios, espero eu. Mais uma vez, obrigado por visitarem este cantinho no ciberespaço. Abraços.


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