Parece que a alfândega não gosta de fritos...
O Engenheiro, antigo colega dos tempos em que o Yakalike bombava bem no blogue do Markl, deu-me a dica para mais esta belíssima pérola da legislação portuguesa, e do qual a SIC está de parabéns. Em resumo, ficamos a saber que quem quer usar óleo de fritar no seu carro, terá de se deslocar previamente à Alfândega e pagar o imposto ANTES de meter o óleo, e que terá de o fazer TODAS as vezes que meter óleo no depósito. Só assim, e com a respectiva guia que comprova o pagamento do ISP, é que o carro está legalizado para circular. Ok, depois de vermos esta reportagem, ficamos com aquela sensação de "isto só em Portugal", seguido de um "grande coisa, ninguém fiscaliza e ninguém vai ser multado". Pois bem, aconteceu ontem.
Conheçam João Carlos Condesso, um orgulhoso dono de um Mercedes com perto de 30 anos que circulava com óleo alimentar, foi apanhado nas malhas da BT e Alfândega! Pois bem, este verdadeiro criminoso foi apanhado numa operação Stop em Torres Novas, e ao que parece, o cheirinho a pataniscas do Domingo foi forte demais para passar despercebido. Agora, o carro deste verdadeiro vândalo foi apreendido e só é devolvido mediamnte um pagamento de um depósito (ao que parece, um garrafão com óleo de fritar torresmos não chega).
"É a lei", "Só aplicaram as leis" e tal e coiso, mas quem é que no seu perfeito juízo tem pachorra para visitar duas vezes por semana a Alfândega para esta burocracia parva? Alguém com dois dedos de testa devia no mínimo prever um pagamento do imposto pelo Multibanco, pois tal como está, revela apenas um total desprezo pelo Estado às alternativas energéticas e repúdio a quem procura outras fontes de energia com menos carga fiscal. Eu sou um deles, pois ando a GPL (muito embora já tenha subido 10% em um ano!)
É que não há direito. Agora o pobre do homem já nem tem vontade de fritar nem um ovo, coitado.




































