Comigo, as tralhas espalham-se pela rua...
Não sei se repararam, mas ultimamente parece que quanto mais restritivas são as regras do Código da Estrada, mais vontade dá em transgredi-las. Só assim é que se percebe como ainda vejo paletes de pessoas que se recusam a usar os respectivos coletes reflectores quando saem dos carros.
Quanto ao transporte de objectos, o cenário é ainda mais pitoresco. Imagens como a que mostro aqui (peço desculpa a quem me enviou, mas eu de momento não sei quem foi, por favor que reclame para eu dar o devido crédito) são sistemáticas dentro do universo de portugueses que optaram por pick-ups.
A cereja no topo deste bolo é precisamente aquela cadeira com as pernas viradas para cima, mesmo no topo da tralha toda, a gritar por um ramo de árvore mais baixo que a projecte para o pára-brisas do pobre diabo que se encontrar atrás. É que já temos o respectivo vídeo a ser imaginado nas nossas cabeças, não é? Pois é, mas na cabeça do condutor desta pick-up, só se deve ouvir é eco. Uma justiça poética para ele, seria encontrar um camião de mudanças com a porta aberta, e levar com um sofá de canto mesmo no capô, com naperons e tudo.
"Ah e tal, ó chefe, eu ando aqui a trabalhar e tal... já sabemos a lenga-lenga de cor e salteado. Sim, de certeza que a malta na Suécia ou na Dinamarca também anda com as cargas a descoberto, porque são coitados que trabalham. Eu próprio estou a pensar em meter uma máquina de lavar a louça no porta-bagagens do meu carro, sem nada a prendê-la, só porque também sou um daqueles que não vive de subsídios de desemprego. É que tem tudo a ver, não é?






































