E o Português ao Volante de 2007 é...
Ora, como prometi, aqui estão os prémios mais aguardados depois dos Óscares: os prémios do Português ao Volante de 2007 (Aplausos, assobios, "Muito bem", "Apoiado", coiso e tal). É com muito orgulho que me vejo este meu cantinho a alcançar as 100.000 visitas únicas em pouco menos de 13 meses, um número fabuloso e do qual só posso agradecer a todos, inclusivé os xunings enfurecidos com as suas respostas SMS-escas. Como tal, toca a anunciar os vencedores para o prémio de Português ao Volante de 2007.
Em concurso, estiveram verdadeiros pesos-pesados nessa verdadeira modalidade para-olímpica, que é a estupidez ao volante, e de vários clubes, países e outros cantos recônditos deste universo: do SL Benfica temos a Telenovela Mantorras, do Clube Tuning do Fundão o avô do tuning português, do Clube Canal 18 temos o Renault 69: Follow Me If You Can, e de Marte temos o artista das armas laser na traseira. Claro que não podia faltar o Speedy Toy, que representa Setúbal, o artista do estacionamento intimidador, num shopping perto de si, o Bastardo Amarelo que pelos vistos passeia a sua montada por Évora, e de Lisboa/Índia temos o Mahatma dos Radares. Do subsolo temos o cegueta que precisa de 16 faróis, e da MacLândia a McPermissão para McEstacionar McMuito McMal. De Olhão temos a Ana Cristina, que não sabe quando se deve usar a buzina, e a aterrorizar o Grande Porto temos O charuto envenenado e as suas heróicas proezas. Falta ainda referir o cromo que sugeriu os dísticos de risco de condutores, de Lisboa, e de St John of the Wood temos o machista do arquitecto do shopping da 8ª Avenida. Directamente das nossas escolas de condução, o Alcino Cruz, o terror das estradas faz a perninha, e do Hi5, O Espanhol, mais a cascata da loja dos chineses. Finalmente, de Lisboa, terminamos com o terror dos sapinhos da EMEL.
Os resultados da pool ainda se encontram aqui, na Quibblo. Se bem que não me é possível encerrar esta pool, fica desde já agora encerrada a votação nos 224 participantes. Mas cá está o pódium dos tugas ao volante:
Terceiro lugar: O avô do xuning português. (URL)

Há quem diga que este orgulhoso dono do exclusivíssimo Fiat Uno Type R já devia ter idade para ter juízo. Eu não vou revelar se me junto a esse coro de vozes, mas digamos que estou feliz por não ser neto dele. Esta verdadeira lenda viva do xuning português não se coíbe em mostrar o seu carro-nirvana e os troféus arrecadados por este supra-sumo éden da xuningalidade tuga.
Até que ponto é que ele consegue ter toda esta panóplia de gadgets todos ligados durante uma chuvada sem levar com um esticão ainda permanece um mistério. Como passa na IPO, já não é assim tanto: basta aparecer, que os inspectores rebolam-se no chão, agarrados ao estômago. Depois, é só surrupiar uma folha verdinha, enquanto os inspectores batem com os punhos cerrados no alcatrão. Simples e eficaz.
Mas não liguem ao que eu digo, se calhar é mesmo dor de cotovelo por o meu carro não ser assim. Pelo menos, o carro dele provavelmente tira cafés, o meu não. Incha. Mas pelo menos consigo curvar, travar e acelerar sem ter uma média de 5,5 objectos a sobrevoar o espaço interior do bólide. Ah poizé!
Segundo lugar: O cromo dos dísticos de risco. (URL)

Ora, o segundo lugar, e inteiramente merecido, vai para António Peres, da PERES.NPARTNERS. Uma empresa com um nome que mete medo, pois sugere que afinal, este tipo não está só, e que o seu perfil claramente Lex Luthoriano pode ter outros seguidores. Ora, o principal mentor da proposta ridícula dos dísticos de risco para os condutores portugueses fez furor nos media portugueses num certo dia de Novembro, onde foi abertura de telejornais durante todo o santo dia.
Um excelente golpe de marketing para quem realmente não é conhecido, e que pelos vistos gosta da máxima "falem bem, ou falem mal, o que interessa é que falem de mim". Pois bem, senhor Peres, usar a sinistralidade rodoviária para retirar dividendos é uma coisa muito feia! E olhe que o Governo não gosta de concorrência!!! Andar a impingir que uns rotulozinhos no vidro são capazes de diminuir os acidentes é de uma visão, digamos, tão robusta e natural como o seu cabelo. Contas feitas, como não podiam deixar de ser, já ninguém se lembra desta história, pois até o próprio ministério da administração interna ignorou o tipo, o que é obra! Vá lá, foi rei por um dia, e tolo daí para a frente.
Mas não se preocupe, António Peres, pois você teve o devido reconhecimento aqui, no blog do P@V, e dos participantes na pool de 2007. Valeu o esforço, mas não há ouro para si. Esse está reservado para uma pessoa muito especial...
Primeiro lugar: A tipa que foi multada por um tipo de cuecas! (URL)
Ana Cristina é a nossa vencedora do prémio Português ao Volante 2007, e com inteira justiça! É impressionante a quantidade de asneiras que esta verdadeira multi-tasker da parvoíce consegue fazer ao mesmo tempo. Como tal, teve o que merece, ou seja, foi multada por um bófia de cuecas, e para o cúmulo da parvoíce crónica, ainda foi para a televisão vangloriar-se da sua diminuta inteligência, mostrando a sua ignorância com o Código da Estrada, estupidez em chamar pessoas, e incompetência em controlar uma criança. Obrigado, Nós por Cá da SIC, por ter colocado no SAPO vídeos este momento delicioso!
Ela buzina na rua, às 8 e tal da manhã todos os dias para chamar a mãe, Ela ignora a comodidade de evoluções tecnológicas tais como os telemóveis e as campainhas, ela deixa o miúdo solto no carro e a buzinar livremente no carro, imitando-a como um macaquinho, ela não sabia que o CE diz que não se pode buzinar dessa maneira, ela foi multada por um bófia de boxers... emfim, a Ana Cristina constitui realmente o ex-libris da patetice lusitana ao volante, e por isso mesmo foi reconhecida pela maioria dos visitantes aqui do burgo com o prémio Português ao Volante. Hip hip, Hurra!
Para 2008 há mais prémios, espero eu. Mais uma vez, obrigado por visitarem este cantinho no ciberespaço. Abraços.







































