Acho que um "híbrido" não é bem isto...
A língua portuguesa, já dizia o grande mestre Herman, é bem traiçoeira. Só mesmo a língua de Camões para colocar qualquer tuga em férias pela Europa Central a rir-se que nem um perdido a cada sinal de trânsito que encontre... E, provavelmente, foi mais uma confusão derivada da terminologia lusitana que ditou este verdadeiro atentado visual, que pertence ao espólio monumental e único do grande fire4me, que me enviou estas fotografias no mês passado. Para verem como ando atrasado, e agora só lanço carne nada fresquinha no blogue...
Mas voltando ao burgesso, tamanho "híbrido" só pode nascer de uma grande confusão de um português sobre o verdadeiro significado semântico-sintáctico, léxico-morfológico e até gramático-táctico da palavra "híbrido". É verdade que está na moda ter um híbrido, mas alguém devia ter-lhe dito que este conceito tem a ver com o motor do carro, e não com a sua decoração. Este pobre Audi Quattro não merecia tal vergonha, ao ser Subarizado desta maneira vergonhosa, devido a uma interpretação dúbia do conceito híbrido.
Reparem bem na grossura daquele tubo de escape. Se dúvidas havia, agora não resta nenhuma; o tipo deve medir o CO2 dele em kg/km! Tenham muito cuidado quando ficarem atrás dele num semáforo: mmetam o pé bem enterrado no travão, e puxem o travão de mão, porque quando ele arrancar, bem que vai precisar de toda a aderência possível para não ser projectado contra o carro de trás.
Várias perguntas assolam-me ao responsável por este atentado visual: Ó Nuno, porque raios não compraste um Subaru primeiro? Se gostas tanto de rallies, não sabias que os Audi Quattro possuem a sua própria história bonita, e não precisavam de tamanha humilhação? Será que o teu outro carro é Lancia Delta vermelho, a dizer TOTAL por todo o lado, ou um Corolla decorado com as riscas Martini?
Tenho uma nova sugestão para um híbrido: e que tal combinar a decoração de uma ambulância com uma Piaggio AP 50? Ficava-lhe bem, não acham?



























