Comportar-se como um animal ao volante é tão português como o fado e o chibanço. Ter ministros a 200 km/h na A1 sem pagar multa, comprar um Audi em 2ª mão, meter um aileron Matias na oficina do bairro e testar o bólide na ponte Vasco da Gama é português. E dizer mal dos outros também. E viva o blogue :)



sábado, 16 de junho de 2007

O Português ao volante tem tomates!





Bem, parece-me que os Cavalheiros do Apocalipse, a nova coqueluche do humor português na web, nomearam este estaminé como um blogue com tomates! Pelos vistos, a ideia partiu do blog com tomates, e tal como um esquema Herbalife, os seus nomeados têm de nomear mais 5 blogues catitas em sucessão. Eu cá vou nomear:

1 - Cavalheiros do Apocalipse - outra vez - não vi nenhuma regra para tal, e este blogue é mesmo de partir a moca a rir.
2 - Bichanos do Porto - 11 raparigas que procuram ajudar gatos que sofreram maus tratos e abandonos. Este sim, um blogue de malta que pode não ter tomates na vida real, mas que deve meter qualquer Schwartzenegger corado com os seus actos heróicos.
3 - Há vida em Markl - Humor nerd-ish mas sempre actual.
4 - Portal Pimba - A nossa música popular alternativa, finalmente a largar as cassetes piratas e a invadir os PCs.
5 - Herman José - Calma, não é o blog do Mestre.... é o blog de uma amiga dele, a Joana, mas que contém o melhor repositório de vídeos do Mestre do humor português.

E aqui está o prémio!



sexta-feira, 15 de junho de 2007

Há que dar o mérito... ao menos tentou!




Bem, valeu a pena tentar... mas eu estou convencido que
com um pouco mais de talões, o tipo conseguia safar-se!


Ah, a imaginação fértil do tuga! Esta verdadeira fonte inesgotável de criatividade, por vezes misturada com laivos de 'chico-espertismo', é o define melhor o nosso pequeno rectângulo! Estas fotografias foram retiradas do ForumBTT, uns colegas que pelso vistos curtiram esta posta que mandei há algumas semanas atrás.

Bem, vamos primeiro ser justos: o dono do Mégane, ao menos, deu-se ao trabalho de interagir com dezenas de parquímetros públicos, correndo o risco sério de ficar sem a moeda, talão e paciência, como já aconteceu com o
nosso Elton John da Chamusca, o José Cid
. Isso, meus amigos, não é coragem: é loucura.

Á primeira vista, podemos achar que o pobre moço é algo stressado, sem tempo para mariquices como limpar o carro (O meu, a última vez que foi limpo, o Sampaio ainda passeava por Belém), e que a colecção de talões é apenas um pouco de desleixo. Nada mais errado! Ninguém no seu estado mental são conduz com quatro talõezinhos em cima da consola a baloiçar entre curvas! Nem mesmo os fervorosos adeptos de pirilampos mágicos a baloiçar!! Não se engane, caro leitor: aquilo é mais um produto de puro chico-espertismo. A estratégia é sacar dos talões antigos que tem na gaveta, na esperança que os sapos fiquem impressionados com tanta contribuição para os seus salários.

Pois é, mas na prática, não funcionou... podemos ver na fotografia de cima, um sapinho a examinar meticulosamente cada um dos 24 talões usados na ilusão. Afinal, não lhe pagam à hora, pagam-lhe por multa passada, de onde tira alguma comissão. Contas feitas, uma cartinha bonita na escova. Bem, ao menos tentou. O que será que tem aquela carta?

A - Convite para adoptar as raspadinhas da EMEL?
B - Um papelzinho a dizer: "Boa tentativa." com a respectiva contra-ordenação
C - Um convite para a festa de Natal dos sapos da EMEL, por 'honoris causa' de contribuições batráquias?
D - Todas as anteriores.

Continuo persuadido que a técnica falhou porque o chico-esperto usou apenas 24 talões.... Se fossem 240 talões, espalhados por todos os bancos e vidros do carro, o que aconteceria? Será que o sapinho desiste ao 238º, ou será que chama outros batráquios para ajudá-lo na enfadonha tarefa? Invoco o dono deste carro para fazer esta experiência científica e publicar os seus resultados numa revista de mérito, tipo "Science" ou "Nature" (estamos a falar de experiências com sapos!), pois esta experiência reveste-se de grande importância para a qualidade de vida dos condutores portugueses, e em especial os lisboetas.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Já não se respeita os clássicos...






O trabalho tem sido muito, e temo que postas novas, só para a semana. Entretanto, vão ter que se contentar com postas podres e fétidas. O meu amigo Sardinha, do Na Pele Do Outro, passou-me estes registos heréticos de um Citroën IS, que não merecia este cruel destino. Porque é que o fulano não fez como toda a gente e descarrega a sua raiva no árbitro?! Que culpa tem o carro dele?

sábado, 9 de junho de 2007

Coleccionar selos... de uma outra forma.





Um dos fenómenos mais fascinantes e inexplicáveis que ocorre por vezes neste maravilhoso ecossistema que é o binómio português + carro, diz respeito a certos indivíduos que gostam de coleccionar os selos do carro. Eu quando era miúdo, cheguei a coleccionei selos, mas daqueles que se encontram no canto superior esquerdo dos envelopes... uma actividade que, na minha humilde opinião, revela uma actividade mental bem mais saudável do que coleccionar selos de impostos automóveis!

Bem, há quem ache que a substituição dos selos caducos por selos novos é um comportamento enfadonho, e decidem tomar atitudes mais radicais contra o sistema! Qual manifestação anti-globalização, recusam-se a adoptar tal atitude, e colam o selo noutro lugar, deixando o selo caduco no sítio. Às vezes, ponho-me a pensar se tais pessoas fazem o mesmo com as contas de electricidade, gás e águas... ou seja, afixam-nas ao pé dos respectivos contadores, como quem está a mostrar a sua rebeldia anti-sistema.

Como se mostra na fotografia, não há maneira mais segura para dizer: "Olha, cá vai um português!" . Quando era chavalo e ia de férias para os parques de campismo no Verão, micava a imigrantada toda com os seus carros. Em França, os selos de cada ano tinham uma cor distinta e garrida; como tal, não era raro ver um carro de um imigrante com a colecção de selos todos desde 1984, por degradê de cores, a lembrar uma manifestação gay. Muito surreal...

Também tenho outra teoria, mais Spielbergiana, que vou partilhar com vocês: os donos destes carros descobriram que uma mistura de gasosa, óleo de fritos de couratos, um pouco de bagacito caseiro e uns pozitos de canela fazem com que o carro viaje no tempo! Qual Christopher Lloyd, qual Michael J. Fox, eles vão e vêm nos buracos temporais deste Universo. Os selos servem apenas para não serem multados enquanto andam a comprar caramelos em Espanha a 10 pesetas o quilo. Até agora, é a única explicação minimamente diga que encontro para tais coleccionismos.

Obrigado ao colega caditonuno pela partilha da fotografia.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

DGV... a novela continua! Quem paga a produção?





Não há nada que aconteça à DGV! Depois de ser anunciada a sua extinção no dia 2 de Maio, ainda hoje não se sabe bem se morreu mesmo, se está ligada à máquina, ou se está condenada a viver num estado de zombie... entretanto, aprece que a DGV vai ser despejada da sua sede de Viseu, por atrocidades feitas nas obras do edifício. Quem paga a estupidez? Nós.

A Automotor fez uma excelente reportagem sobre o estado da DGV, intitulado-a de "Direcção Geral das Dúvidas". Na reportagem, especifica que a DGV foi «dividida em três novas entidades. A saber: a Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária (ANSR), o Instituto da Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT) e o Instituto das Infra-estruturas Rodoviárias (IIR).» É assim mesmo, em tempos de apertar o cinto, há que olear a máquina de cobrança de multas!! Quem paga? Os condutores.

Já agora, registe-se que o autor desta fabulosa ideia brindou-nos com outra manobra de génio: o ex-ministro da Administração Interna, António Costa, está de malas aviadas para a Câmara de Lisboa. O que vem a seguir que limpe a borrada feita. Ele, agora, está mas é com vontade de mandar a Polícia Municipal e a EMEL estancar os buracos que há nos cofres da câmara. Quem paga? Nós.

Mas quem é o quê? Esclarece a Automotor: «A começar, porventura, pela ANSR, que será a entidade âncora do novo esquema. Para já, será o único dos três organismos que não será público. E não confundir com funcionalismo público, até porque está previsto que todos os funcionários sejam contratados, dando continuidade ao plano de mobilidade e evitando a passagem directa dos mais de mil postos de trabalho afectos à DGV, e cujo destino ainda é incerto.» Só neste país é que se acha normal que o Governo possa brincar assim com a carreira das pessoas, e que os ponha numa instabilidade inaceitável, só por causa da incompetência de um ministério a fazer um plano bem feito!! Quem paga? Nós e os funcionários.

«Tudo o que se encontre directamente ligado a políticas de prevenção rodoviária passará pela ANSR. Ainda que de uma forma vaga, é o que se depreende da leitura do atrás mencionado decreto-lei nº 77. Trata-se da fiel sucessora da DGV no que respeita a contra-ordenações, coordenando todos os outros órgãos com especificidade em matéria de segurança rodoviária.»

Ah, estava a ver... ainda bem que é de uma forma vaga, pois não queremos andar a gastar dinheiro público com tretas de prevenções e o camandro... ainda há muito túnel em Lisboa para ladrilhar. Quem paga? Os lisboetas.

«Mas a grande dúvida que suscita é saber se será esta a entidade a assumir a responsabilidade de "cassar" uma carta de condução, quando disso for caso, uma vez que a figura do director-geral de Viação era quem exercia essa competência, sem a faculdade de a delegar (poder atribuído pela autorização legislativa nº 53/2004 e pelo decreto-lei nº44/2005 que acompanhou a anterior revisão do CE), a qual morre juntamente com a DGV.

Ora, a ausência de qualquer referência leva a jurista Teresa Lume a acreditar que o CE terá de sofrer alterações (ver caixa). "A quem caberá a responsabilidade da cassação da carta de condução", questiona? "À ANSR? Ao presidente? Não me parece possível, mesmo na figura da sucessão, porquanto aquela é uma medida de segurança e não uma mera sanção acessória", sublinha.
»

Mmm.... não sou um génio em gestão, mas não era uma boa ideia fazer uma análise e PREVER ESTE TIPO DE PROBLEMAS ANTES DE OS FAZER?

«Já o IMTT, nascido por intermédio do decreto-lei nº 147/2007 e da portaria 545/2007, terá à sua lavra tudo o que se relacione com ensino, exames, veículos e condutores (desde a formação até aos profissionais). O objectivo será optimizar o desempenho global dos modos de transporte público, com incremento da sua utilização e com redução do congestionamento gerado pelo transporte individual.

Também lhe caberão algumas contra-ordenações, como, por exemplo, no caso dos pesados que não tenham o respectivo tacógrafo em condições. E as respeitantes às normas técnicas das concessões - sejam oficinas; certificação de entidades; veículos; inspecções; atribuição de matrículas; ciclomotores e ferrovias. Todos os transportes, no fundo...»


Mmm... inspecções periódias, controlo dos tacógrafos, escolas de condução... parece-me o departamento ideal para meter alguns 'colegas' para as cunhas... acredito que este deve ser o primeiro a encher as vagas. Pagas por quem? Ah pois: nós.

«O terceiro novo organismo, o IIR, referente ao decreto-lei nº 148/2007, ao contrário do que se poderia supor, não substitui a Estradas de Portugal em qualquer competência. Antes supervisionará todos os contratos relacionados com as auto-estradas. Mas em lado nenhum se afirma a quem é cometido o ordenamento do trânsito fora das cidades (nas cidades pertence às autarquias). Mas, mesmo nestes casos, a sinalização dos limites de velocidade nos perímetros urbanos tinha sempre um parecer da DGV, que autorizava ou não. Com a nova estrutura ninguém sabe quem terá a última palavra relativamente à homologação destes sinais.»

Ora bem, este departamento, pelos vistos, é para os 'colegas' da Brisa.

«Desconhece-se ainda a qual dos organismos será entregue a gestão do Registo Individual dos Condutores (RIC), já que nenhum dos decretos-lei refere o assunto. Deixarão os condutores de ter um cadastro? Passarão a ter mais do que um? Um por cada entidade? Uma incógnita...»

Bem, fica aqui a excelente reportagem da Automotor. Da maneira como estão a correr as coisas, vamos ter telenovela até 2008. Ainda bem, porque sem campeonato de futebol, sem a 4ª série do Lost, estava a ver que não havia nada a entreter-me...

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Via Verde para quem quer ter problemas...





Eu sou um orgulhoso NÃO-ADERENTE da Via Verde, e tenciono manter-me assim. A minha cara-metade já me perguntou várias vezes porque não adiro, e a minha explicação envolve geralmente um sub-conjunto dos seguintes motivos:

1 - Há alguns meses/anos atrás, a Brisa lançou uma campanha nos mesmos moldes da campanha dos dois dedos de testa da Galp, em que vendia o aparelhinho a metade do preço e chamava "inteligentes" a todos os que aderissem. Eu adoro campanhas publicitárias onde me chamam de burro... mais vontade tenho de continuar a ser burro, pois ter tipos do Marketing a triar quem é inteligente e quem é burro, faz tanto sentido como colocar o José Castelo Branco a administrar a Associação Portugusesa de Machos Latinos. Já dizia o outro: a ignorância é uma bênção. Neste caso, quem é "inteligente" e mete-se na Via Verde, não sabe os transtornos que aí vem... e até nem sabe que, por vezes, é mais barato pagar manualmente!

2 - A Brisa não é propriamente uma empresa simpática ao seu cliente! Acompanho por vezes uma ou outra salgalhada sobre as classes 1 e 2 no portal das Queixas, onde há carros que são classe 1 mas que insistem em cobrar Classe 2. No outro dia, li na AutoHoje, que fez um ensaio ao novo Opel Antara. Nesse ensaio, diziam que pagava classe 2 nas portagens, mas que se optasse por um kit de rebaixamento da suspensão por 500 euros, já pagava classe 1. Pensei logo: "pois sim, estou mesmo a ver a paciência de jó a quem fizer isso, e ter de explicar / refilar / reclamar sempre que passar por uma portagem nacional".

3 - Mais: a Brisa não gosta muito dos seus clientes. A Brisa sabe muito bem que, se um carro que circule numa AE da Brisa bater num animal que se atravessou na faixa de rodagem, a Brisa é obrigada a pagar os prejuízos (vejam este acórdão. Pois bem, no entanto, a Brisa contesta sempre, à espreita de apanhar algum totó que não conheça a lei, baldando-se às suas responsabilidades. Junta-se isso à inutilidade total dos painéis da A1, que pelos vistos só servem para dar as horas (ainda bem, porque 1% dos carros que circulam em Portugal não possuem essa informação no tablier), identificadores Via Verde que debitam dinheiro sem estarem autorizados a tal, a assistência péssima ao utente e à teimosia em não baixar os preços das portagens quando há obras prolongadas nos troços... acho que já deu para perceber uma tendência aqui.

Mas o principal motivo porque não tenho Via Verde é, precisamente, para ter paz e sossego! É verdade: ao não ser assinante Via Verde, tenho a certeza (?) que não recebo em minha casa nenhum Kinder surpresa a mandar pagar-me uma conta de portagem de uma A-qualquer que nunca fiz. Todos nós já vimos nos noticiários das 8: "Fulano X recebe intimação para pagar uma batelada de euros de portagens por pagar; no entanto, o fulano alega que nunca lá esteve."

É claro que há matrículas falsas, a Brisa está no seu direito de andar à caça de prevaricadores, tudo bem. Só que há sempre um senão nestas histórias todas: quando a vítima claramente tem razão, eles não desistem!. Só assim é que se percebe esta aberração do tractor a circular pela Via Verde.

Como nestes casos, pelos vistos, a vítima é que tem de se desdobrar para provar que não lesou a Brisa, não contem comigo. Não estou com vontade nenhuma em justificar porque passei numa A69 três vezes enquanto estava com o carro na garagem. Não tenho Via verde, não tenho problemas. Isto sim, é ter três dedos de testa.

terça-feira, 5 de junho de 2007

RR: O Melhor Condutor Português!





A Renascença ficou chanfrada de vez! Hoje de manhã ouvi na rádio, e confirmei no sítio deles: Eles estão à procura do melhor português ao volante! Sim, também já lhes mandei um mail e eles insistem: não só acreditam que o vão encontrar, mas também acreditam que o Benfica será campeão para o ano que vem! Cigarros de enrolar, dizem eles...

Calma, jovem, calma. Não tires ainda o teu Saxo da garagem: parece que eles estão à procura de algo... mais raro! Nas palavas deles, «não é preciso ser o mais veloz, nem aquele que mais arrisca... tem de ser, sobretudo, o que põe em primeiro lugar a sua segurança e a segurança dos que viajam na mesma estrada.». (bocejo) E rematam com um: «Vamos pôr à prova a sua capacidade de dominar o volante!».

O concurso inclui:

  • umas estonteates provas práticas de condução nos simuladores do Automóvel Clube de Portugal, para atestar o «respeito pelas regras do código da estrada e de civismo que revelar durante a prova»;
  • umas perguntas teóricas sobre o Código da Estrada e de comportamento cívico ao volante, aleatoriamente, durante a manhã, via telemóvel.

Por outras palavras: se tens tempo livre e nada de interessante para fazer, se os teus hobbies incluem coleccionar selos e ter aulas de macramê, se a tua maior aventura ao volante foi tentar estacionar no caracol do El Corte Inglês, então isto é para ti. Compra um Código da Estrada do João Catatau e estuda-o exaustivamente. Torna-te num freak. Esperam-te 500 euros e um Yaris.

Compreendo que possam haver pessoas interessadas em ganhar este prémio, e que o façam por isso, mas daí a intitulá-lo o "melhor português ao volante"... nops, rejeito esse título. Isto é como a entrega dos Óscares: há muitas categorias, não se pode dar um prémio genérico, e sobre estes parâmetros... bem cinzentos! Eu proponho que se encontre também:


  • O melhor português a estacionar como um cepo. Os estacionamentos serão avaliados segundo a capacidade de estorvo no estacionamento (inclui estacionamentos desnecessários em cima do passeio e em lugares de deficientes), a originalidade do estacionamento, a invenção de novos lugares de estacionamento (uma arte que merece sair da sombra), e a sua capacidade de iludir os fiscais / sapos / polícias.
  • O melhor português a insultar nas filas de trânsito. Sarcasmo e ironia devem ser premiadas, pois são formas de insulto em desuso. Vá, qualquer um sabe dizer "filho da puta" de janela para janela... É tão original como uma gravata às riscas... há que mudar isso, e incentivar o uso de insultos coloridos nas nossas filas de trânsito, para que a produtividade cresca!
  • O melhor português em simulador de automóvel, sim senhora, mas desta feita em duas modalidades: Grand Theft Auto: San Andreas e Destruction Derby.
  • O melhor português a percorrer distâncias em engarrafamentos. O teste será feito em plena IC19 em hora de ponta, e os participantes serão encorajados a saltar irritantemente de fila em fila, pois a chegada deverá ser decidida ao metro (faixas de emergência não são válidas -- é muito fácil).

Aí sim, encontramos verdadeiros artistas na arte ao volante lusitano.

Enquanto a RR fica a ponderar estas sugestões bem viáveis, pode-se inscrever no concurso aqui. Depois discutimos os meus honorários.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

E... palavras para quê? Está tudo dito.





Bem, apanhei este Ibiza com um boneco agarrado estrategicamente no vidro traseiro, de maneira a estorvar bem a visão para trás. Mas é tudo por uma boa causa: este boneco está a transmitir uma mensagem de extrema importância para o contudor que segue atrás. Aliás, a mensagem considero-a tão vital para a segurança rodoviária, que nem sei porque a ex-DGV / futura ANSR ainda não obrigaram a colocar em todos os carros lusitanos: Tens um grande... mas o meu... é maior!!!

Para já, devo destacar como este boneco vai direito ao assunto de uma forma maravilhosa! Se há alguma explicação extra-doença-mental para os xunings que decoram os seus carros como se fossem santuários basofes, aí está: é tudo um processo de galantear as fêmeas, uma forma subtil de dizer que a deles é mais avantajada do que o resto da malta automobilizada. Daí o vasto rol de abufadeiras tipo F-16, ou de ailerons tipo estendais de roupa que se vê por aí, e que vou dando destaque de vez em quando.

Reparem que o artista da fotografia não precisou de apetrechar o carro com as pindricalhices da Norauto tipo autocolantes da Penélope ou placas 'Type R' (tenho uma fotografia de um Aixam com uma delas...), preferindo a via directa na sua abordagem às fêmeas. Ao mesmo tempo, este bacano procura intimidar o resto dos machos ao volante no seu território de engarrafamento, como que a dizer: "No alcatrão mando eu! A minha verga é tão grande que, se não tenho cuidado, enrolo-a toda na coluna de direcção, enquanto estaciono! O meu sardão é tão possante, que consigo virar o volante, mexer no autorádio e direccionar o GPS ao mesmo tempo! Tentem fazer isso!"

É curioso, eu não me sinto initimidado ao pé deste moço. Primeiro, é claro que é apenas um boneco, o tipo não tem nenhum radar Doppler para comparar vergas! Em segundo, o bacano tem um Ibiza banal, e o meu carro tem mais uns cm do que ele! Em terceiro, já sou casado, já tenho idade para ter juízo.

Agora que penso nisso, talvez seja uma EXCELENTE ideia! Todos nós devíamos ter a medida do nosso dito impresso na carta de condução, e escarrapachado num autocolante colado na mala, tipo GPL. Assim, o pessoal andava com autocolantes tipo: "Zé: 29 cm". "João, 26 cm". "Sócrates, 12 cm". Acredito que tal iniciativa iria reduzir (e calar) muito basofe por aí, bem como os picanços na Vasco da Gama. Isto, claro, sem considerar o mercado paralelo brutal que seria criado para gerar autocolantes falsos.

Deixo a vosso cargo as piadas sobre as consequentes operações STOP...

domingo, 3 de junho de 2007

Se um extraterrestre conduzisse um carro...



Uma vez vi uma coisa verde assim. Estava muito constipado nesse dia.


...seria este VW Golf! Apanhei esta raridade neste fim de semana... fiquei verde de horror quando vi isto. Aqueles farolins mostram claramente que o dono do carro deve já ter o cerebelo em estado vegetativo. Onde estão os sapos verdes quando são precisos? Porque é que ainda não se pode multar certos condutores por 'maus gostus honoris causa'?

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Eu tenho um Visa Gold. A sério!



Ah pois... cá está ele! Duvidadas de mim? Ora toma! Embrulha! Nha nha!


As contribuições dadas por vocês estão a ser de altíssimo nível! Desta feita, o nosso colega António "Torre" foi ao seu baú de tesourinhos (ou seja, o disco duro dele) remexer nas tralhas que lá tinha, à procura deste seu registo precioso para partilhar com o mundo inteiro. E o mundo inteiro agradece a ele. Vamos lá, todos juntos: "Obrigado, António». (P.S.: não serás mas é o Toninho do ToninhoCar e queres vender o bólide, hãn?)

Ora bem, eu já tinha notado que há portugueses que cromam os seus carros para elevar o status da máquina.. Aliás, quantos mais m2 de cromados expostos e reluzentes, mais alto está o queixo do seu condutor, independentemente se conduz um Tata ou um Aston Martin. Vai cá disto, e alguém teve uma ideia BRUTAL: quem diz cromado, diz dourado!. E assim nasceu o primeiro Visa Gold sobre rodas, obra (claro) de um português com problemas de estatuto social (e muito tempo livre).

Chama-se a atenção ao facto de o dono não ter poupado a custos (excepto, claro, na fita-cola para tapar os plásticos): Comprou umas boas dezenas de latas, e foi tudo a eito! Foi escova limpa-pára-brisas, foi pneus, foi janela de trás, foi molas de suspensão, puxadores das portas, tudo! Só se safou os faróis e o pára-choques da frente (que das duas uma: ou não estava presente e foi poupado à razia dourada, ou já foi fanado como possível peça de colecção). A palinha dourada no vidro da frente é que podia ter ficado um pouquinho mais perfeita, mas já se percebeu a ideia...

Este carro é fantástico a todos os níveis, porque o seu dono pode dizer sem nenhum pudor que possui um Visa Gold! Acredito piamente que, só à custa disso, o tipo já conseguiu um empréstimo para pagar as obras da casa para meter uma marquise nova, e nem teve de mentir! Depois dos cromados, eis a próxima geração de status a tinta: os dourados!. O que é que o tuga criativo vai inventar mais? Brilhantes? Pedras preciosas? Não sei... mas cá estarei eu para o divulgar!!

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Tenha medo.... tenha muito medo!



Aquele moço até deu a volta, tal era o respeitinho que o carro metia!



Duvido muito que a preparadora M da BMW tenha aceitado
"preparar" este pobre Ibiza... mas enfim, é o sonho dele.


Atenção, dono do Yellow Bastard: temos um candidato muito sério ao trono do Ibiza mais ranhoso das estradas portuguesas. Acreditem, este bicho que apanhei ontem mete realmente medo! Aquela entrada de ar no motor realmente agressiva é bem capaz de despertar o pânico aos automobilistas mais descuidados, que ao ver aquela frente no retrovisor, são bem capazes de não aguentar a bexiga, de terror (ou de risota).

Há que ser justo: este Ibiza, apesar de tudo, não é mais uma fotocópia de má qualidade dos xunings... é claro que tem a jantola OZ, os "chuventos" vermelhos, o logotipo M na grelha, a anteninha 'barbatana-de-tubarão' da loja do chinês, os autocolantes NOS e tretas, etc, ou seja, tudo como mandam as regras do mau gosto tuning... agora este tem uma faixa na mala com carrinhos de fórmula 1, a lembrar os lambris e rodapés que se colocam nos quartos dos putos! Isto, meus amigos, é rebeldia no xuning: é querer ser diferente. E há que reconhecer essa pedrada no charco, bem merecedora de pelo menos meia página na revista da especialidade.

E depois sou eu que implico com tudo... sou eu que só digo mal, só me meto com todos, coisa e tal...

terça-feira, 29 de maio de 2007

O stand do ToninhoCar!



O stand do ToninhoCar... dos cavalheiros do apocalipse.


Tenho acompanhado a saga dos cavalheiros do apocalipse com mais ansiedade do que a série Lost! Estes tipos são uns senhores, qualquer dia a RTP contrata-os e mete-os Domingo à noite, relegando os gatos para andar a batalhar com o Hora H as audiências da madrugada!

Ora aqui vai o novo episódio deles, sobre os vendedores de automóveis tugas. Tem até terço e tudo... estes tipos são fenomenais! Abraços.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Cromados, saias artesanais... e ainda sai à rua com ele!



Decididamente, este pobre Volvo 740 não merecia tal humilhação...


Apanhei esta verdadeira pérola na fila para a ponte 25 de Abril! Mas desta vez não fiquei parado com cara de parolo como quem olha para uma montra de pastéis sem dinheiro; saquei da máquina fotográfica, e gravei o momento para a posteridade! Sim, aquilo é um pobre Volvo 740 GL com uma fantástica saia artesanal feita com (parece que) chapa (ou cromado), que foi depois pintada de verde escuro. O buraco para a saída de escape evidencia a monstruosidade realizada a este clássico. Depois disto, compreendo perfeitamente que a Volvo queira embargar a exportação de carros para Portugal... é que isto não se faz, mesmo que o carro seja um Trabanti, ou que pertença ao Ministro Mário Lino.

Enquanto o leitor fica aí ainda esbabacado a perguntar o porquê de tal acessório horripilante, e quais os benefícios que poderá ter para o carro (estéticos, esses, não são de certeza), eu destaco ainda mais a demonstração de uma tendência que já tinha desconfiado: a moda dos cromados.


Aqui está o original. Conte as diferenças...

Notei, de uma forma empírica, que existe um mandamento oculto do tuga ao volante, que vou agora colocar sobre a luz do Sol: a quantidade de status (ou alegado status) é directamente proporcional à quantidade de cromado que o carro carrega. É verdade, já reparou? Qualquer Audi ou Mercedes da moda tem de sempre uma barrinha cromada atrás a rematar a mala, e um friso a tornear as janelas para revelar "um carro de status". A grelhinha, claro, está cromada À maneira. Quantos cromados tem um Chevrolet Matiz? Zero. E a cromalhada que um Rolls-Royce carrega? Ah pois, voilá. Renault Clio? nops, nada. Audi Q7? Upa upa, crómios por todo o lado.

Ora bem, o comum tuga não fica nunca de braços a abanar, e toca a formular um corolário:comprar fita cromada e aplicar num carro eleva o seu estatuto, de uma maneira bem baratinha. Cabecinha pensadora, bracinhos habilidosos. E prontos, mais uma aberração a circular nas estradas lusas.

Já não é a primeira vez que vejo um carro com as bordas da chapa debruadas a cromado, com o respectivo efeito... de cromo. Este artista, no entanto, pacede do mesmo problema de muitos xunings portugueses: não sabe quando parar. Vai daí, transformou este Volvo uma autêntica cromalheira sobre rodas, semelhante a um Cadillac Deville espampanante à lá americana, mas com ainda pior gosto... Só de olhar para isto, dá logo vontade de tapar a pequena borda de cromado que o meu carro traz, na grelha, só para separar as águas.

Ao menos, o trabalho de cromagem foi bem feito. Ainda estou à espera de apanhar um tipo que passou por mim e que tinha o seu 'bólide cromado' tão mal feito, que as bordas da fita de cromado até saltavam fora. Hilariante. Hei-de apanhar-te... tu vais estacionar, e eu vou apanhar-te! Muahaaha ha ha aaahhhh!!!

sexta-feira, 25 de maio de 2007

O carvão dá status.... cuidado com a chuva!



O dono deste bólide deve rezar para quer uma nuvem
marota não lhe lave o carro e o seu status...



Sim, este carro é... branco. Depois de uma lavagem...


Desde os tempos do "Ponto de Encontro" da SIC, que não sentia tanta comoção no meu coração (snif, snif). Não é que o sempre alerta Daniel Machado e a sua namorada compincha apanharam esta verdadeira pérola no dia 24 de Maio às 19h45 nos CascaisShopping, e fotografaram-na propositadamente só para mim, com direito a embrulhinho e dedicatória? Isto é de ir às lágrimas... não só porque vocês que fazem deste mundo um belo local para viver... mas também o artista da fotografia, que também acciona as minhas glândulas lacrimais... de tanto rir! Obrigado aos 3. :)

Bem, em primeiro lugar, tenho de reconhecer que os CTDI, HDI, DCI e todos os outros motores diesel com "pretensões desportivas", quando os seus donos querem, também borram de preto a traseira de um carro tão bem como um TDI. Precisavam era de ter uma conversinha séria com os gestores das vossas campanhas de marketing... pois essa de meter carros limpinhos e a brilhar já está velha. Façam como os anúncios dos jipes, todos borrados de terra! Ponham um anúncio de um Opel Corsa todo borrado a carvão, a dizer: "Ó pica, esta máquina rata tudo o que parar no semáforo"! Vão ver que se vende tanto como os autocolantes da Penélope.

Eu noto uma certa tendência... alguma aversão a lavagens! É bem provável que isto seja uma manifestação da hierarquização no mundo dos picas-a-gasóleo, e que me tenha deparado com um postulado sagrado automobilístico: o estatuto de um condutor é proporcional à massa de carvão colada na traseira do seu veículo.

É claro que esta nova forma de "a-minha-pila-é-maior-que-a-tua" tem algumas desvantages. A mais visível é a sua vulnerabilidade às chuvadas do S. Pedro. Mas, como este blogue é um blogue que faz serviço público de renome (nunca pensei escrever isto aqui... foi lindo), deixo-vos aqui uma dica preciosa: estão a ver este xuning caseiro a escurecer as ópticas do seu Punto? Façam como ele: comprem uma lata de tinta preta, e pulverizem o rabo dos vossos carros. Não é crime, e dá um estatuto permanente. Verdade. Eu próprio sinto-me inferiorizado ao pé de tal máquina. Bem, não tão inferiorizado, mas com uma larica de uma sardinhada, até que fico.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Olhó tampãããão azulinhoooo!



Estão a ver ali, na seta vermelha? O farol está pintado!



A minha aposta é que o pára-choques é o próximo.


Não há mada mais sonolento do que um Fiat Punto 55 S. Eu tive um e, realmente, o carro tem tanto de entusiasmo e excitante como o gato do meu vizinho a dormir... Bem, o dono deste Punto teve uma ideia fascinante, provavelmente motivada por um pequeno toquezinho que fez. Estão a ver a seta vermelha que marquei ali? Pois bem, é uma mancha azul no farol, denotanto uma pintura artesanal do carro.

Até aqui, tudo bem: o tipo deve ter raspado com o carro, e decidiu pintar ele mesmo o carro, fez muito bem. O problema é que ele foi, nesse preciso momento, atacado por uma doença típica dos xuningss: não sabe parar, e não se fica por aí! Vai daí, e com a pistola de tinta em riste, decide acabar com o cinzento do carro. A vítima: os tampões!!

Meus amigos, eu presenciei estes tampões ao vivo, e posso dizer que são umas verdadeiras obras de arte! É pena que as fotografias não sejam de boa qualidade, mas podem imaginas os vários degradês de azul que cada tampão possui! A variedade de tonalidades, a força empregue em certas partes do tampão e a leveza com que se deixa o azul misturar-se com o cinzento original é simplesmente digno de ser adquirido pelo Joe Berardo em pessoa!

Cá ficamos à espera de ver se a moda pega.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Ajoelhem-se, mortais! Vai passar o Bastardo Amarelo!



O Bastardo Amarelo... que, como qualquer TDI desportivo, por vezes lá fica
um pouco amarelo-carvão, mas com um pouco de água e Super-Pop limão...


Acabei de visitar um blog chamado Yellow Bastard. Neste blogue, alguém de Évora tenta vender o seu Seat Ibiza TDI 110cv chipado "amarelo vibrante" de Novembro de 1998. Este bólide possui tanta tralha extra, que faz qualquer carro dito "Full-extras" parecer tão equipado como o Citroëm 2CV original.

O nome, desde já, é fenomenal: como indica, o carro está todo pintado de amarelo (nas palavras do dono, "amarelo vibrante incluindo maxilas dos travões, embaladeiras, puxadores, spoilers, chuventos, esguinchos, luz stop). Bem, traduzindo o calão tuning para o português comum: "chuventos", pelos vistos, são aquelas palas que os velhotes colocam nos vidros da frente para evitar ressonâncias com a deslocação do ar, e que em regra geral são em plástico transparente; este, pelos vistos, está em amarelo vibrante. Quanto aos esguinchos, leva-me a pensar que o dono já trabalhou na "ofecina" AutoMar. Quanto à luz stop em amarelo... sem comentários.


Vejam aquele aileron... aquela bolinha ali? É um pisca!

O nome "Bastardo Amarelo" deve ser uma referência à personagem do Sin City que era um homemzito feio, que cheirava mal e com as jóias da família estragadas. Ou seja, tal e qual este Seat Ibiza: Feio, a cheirar mal, e já um pouco estragado. Ou seja, um nome muito bem dado.

Segundo o dono, o carro tem "performances excelentes, consumos excelentes", como acontece de resto com todo o carro chipado... falta saber o que é que ele entende por 'consumos excelentes'; do ponto de vista do dono da bomba de gasóleo da zona, acredito que seja.

Tem direcção assitida (e não assistida), e diz que na inspecção estão sempre a refilar sobre a medida ilegal dos pneus que tem. Possui um capô à lá Mitsubishi Lancer, e umas "guelras" originais de um BMW Z3. Lindo. Quanto à dupla abufadeira, é uma «Dupla ponteira de escape Remus com rebordo em carbono». Bem, uma vez que o principal constituinte do carvão é o carbono, acredito que ele está a dizer a verdade. Adiante...

O dono chama a atenção que o «Spoiler frontal AS Design é em plástico ABS inquebrável (nada de fibra...)». Plástico inquebrável... dá mesmo vontade de levar uma marreta e testar esse material inovador... Quanto ao "aileron", tem piscas embutidos!! Uma prova viva que os xunings também se inspiram nos clássicos como o Citroën DS.


Perde-se um ventilador, ganha-se a informação da pressão
do turbo. Não se pode ter tudo, paciência...

O interior deste bastardo amarelo vibrante é algo decepcionante... estava à espera de umas capinhas Fire flamejantes amarelo, oriundas do LIDL, bem como um tablier todo pintado de amarelo à trincha... afinal, só tem os vulgares apêndices de plástico a imitar alumínio no chão, e aplicações autocolantes a imitar fibra de carbono.

A consola central é dominada por um fantástico auto-rádio SEAT de origem, bem como um utilíssimo manómetro de pressão do turbo, que rouba um cone de ventilação ao carro. O bólide possui um «Ionizador purificador de ar - Tira mãos cheiros e evita enjoos» (o que são os mãos cheiros?), e Sintos de segurança de 4 apoios Sabelt (bem melhores do que os Cintos originais. Será que o dito ionizador evita vómitos derivados da poluição visual e/ou sonora do bastardo?

Bem, senhor leitor, se ficou com uma tesão ao ler todas as características técnicas deste bastardo, vá visitar o blogue do Yellow Bastard. E... surpresa: o dono deste fabuloso carro está a cometer a grande loucura de vender ao desbarato esta obra-prima com 9 anos por 7.800 €! Já viram? Tanto amor, tanta alteração e dedicação ao bastardo, e ele quer agora arranjar uma nova família para ele! Sim, o dono deste bastardo está a ver se apanha outro azeit... condutor para ficar com o lendário Bastardo Amarelo. Será para se dedicar a outro projecto? Ou já ganhou juízo? Vamos a ver.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

(Cof Cof) Que nojo de anúncios para vender carros!



O horroroso anúncio do Honda Civic híbrido...


Já todos nós sabemos (menos o Bush e os rednecks, claro), que o planeta precisa de acabar com a tonelagem absurda de CO2 que os carros emitem. Em Portugal até temos uma associação, a APEV - Associação Portuguesa do Veículo Elétrico, e temos uma UE a restringir as emissões, e construtores europeus de automóveis a cumprir com responsabilidade (claro que os americanos, esses, como desconhecem o problema, andam todos contentes com os seus Hummers e outras monstruosidades de 3 toneladas...). Agora, por favor, com publicitários e malta do marketing deste calibre, meu Deus do céu, assim não vamos lá!

Agora, pelos vistos, todo o anúncio de automóvel precisa de ter a palavra "Ecológico" ou "Ambiente"! Já viram o novo anúncio no Honda Civic Híbrido, aqui do lado? É de cortar a respiração... que exagero monumental! Se o mundo estivesse assim TÃO POLUÍDO, já não havia necessidade do carro: já estávamos todos mortos!!! E os anúncios da Citroën a dizer: "Economia=Ecologia"? Sim... como se os carros que vendem fossem limpos para o ambiente...

TRETAS! Segundo esta página, os únicos 3 híbridos à venda em Portugal (o Honda Civic Hybrid, o Toyota Prius e o Lexus GS 450h) emitem para a atmosfera, respectivamente, 104, 116 e 186g de CO2/km para a atmosfera. Apesar de emitirem menos, continuam a emitir! Logo, esses carros não são amigos do ambiente: são MENOS INIMIGOS do ambiente. Lá porque emitem menos CO2, CONTINUAM a emitar CO2 e a gastar combustíveis fósseis.

Aconselho-vos a ver o filme "Who killed the Electric Car? (de 2006), que refere a triste história do General Motors EV1, um carro elétrico que circulou pelas estradas californianas nos anos 90. Cerca de 800 foram produzidos, e a sua autonomia de 120 milhas era mais que suficiente para 90% da população. No filme, prova-se que, mesmo considerando que a energia que carrega o carro seja produzida a partir de carvão, o carro compensa em termos ambientais.

O que se aconteceu então ao carr elétrico? A indústria petrolífera assustou-se com o carro, e exerceu um lobby forte nas construtoras e nos governos federais para matar o carro. E conseguiu, passados alguns anos, com a ajuda do Bush (ou não fosse ele um grande amigo dos árabes). As construtoras, cobardemente, retiraram da circulação todos os carros eléctricos que produziram, para que as pessoas se esqueçam que existia tal carro!! O mais engraçado é que esses construtoras abrangem: a GM, com o EV1, a Ford, com o Think e o Ranger, e a Toyota(!) com o seu RAV4 EV (Sim, havia um RAV4 a electricidade!!), e a Honda, com o seu EV Plus.

Espera aí: a Toyota e a Honda?! SIM! Com uma mão, anunciam o Prius e o Civic como os salvadores do planeta. Por outro lado, roubam aos seus donos os carros elétricos que construíram, com medo dos processos que foram colocados pela indsústria petrolífera americana!!!

Como tal, não me venham com anúncios da treta! Se eu pudesse comprar um carro eléctrico hoje, comprava-o já! Quero lá saber se só faz 100km, comprava-o já para não depender de petróleos! Mas não estão à venda, pois não? Porquê? Acho que o preço ridículo dos combustíveis actuais dizem tudo: para enriquecer estupidamente os árabes e aumentar os lucros brutais de Galps & Ca..

É assim a luta actual para acabar com as emissões de CO2 neste planeta... e os publicitários portugueses, esses, lá andam no seu próprio planeta, arreados da realidade.

O teu carro pertence a uma "ofecina"? Não? Então, paga!



A fotografia não engana: quem estacionou o Uno, viu o parquímetro.



Só que este Uno pertence a uma "ofecina". Tipo corpo diplomático,
estão a ver? Está imune a multas de estacionamento!


Infelizmente, tenho tido pouca disponibilidade a andar à caça de energúmenos automobilizados fresquinhos; quando assim é, recorro ao meu baú de tesouros deprimentes, para manter viva a divulgação internacional dessa verdadeira região demarcada artística que é o português ao volante.

Ora, o colega Luís Miguel Oliveira, que já contribuiu para este cantinho da web com uma reportagem fotográfica sobre o coleccionismo de cartas da EMEL, também quis partilhar com todos estes registos digitais de mais uma obra-prima automobilística, lá para os lados do Pingo Doce, ao pé dos Bombeiros de Alvalade, em Lisboa.

A situação é simples: para esses lados, parece que há uma oficina de automóveis chamada AutoMar, com funcionários que... bem, a escrever português são um mimo: Em 7 palavras, meteram 4 calinadas vergonhosas!. E pelos vistos, essa oficina tem um sofisticadíssimo método de gestão logístico do seu imobilizado espacial: se o carro cabe, cabe. Se não cabe, põe-se na rua!

Bem, este triste Uno ainda vai ter que esperar lá fora até ir à faca. Só que há um problema: O espaço de estacionamento é público, e tem um parquímetro, ou seja, quem usar o espaço, tem de pagar. É o que os comuns mortais como eu fazem... à excepção dos chul... fulanos do Corpo Diplomático e... da garagem AutoMar. Tal como um embaixador, toca a meter o carro lá e marimbar-se para o parquímetro.

Mais uma vez, deixem-me prestar um serviço público aos automobilistas portugueses: se precisarem de estacionar por uns momentos em Alvalade, levem um papelito a dizer: «Este carro pertence pretence à a oficina ofecina AutoMar»... obrigado obigado (não esqucer de escrever com erros, para parecer um garagista genuíno). Assim, escusam de pagar parquímetro! Catita, hã? E, se por acaso, os sapos estiverem à caça de comissões e, realmente, não houver nenhum protocolo mafioso entre os batráquios e a AutoMar, a multa vai para... a AutoMar! Lindo!

domingo, 20 de maio de 2007

sexta-feira, 18 de maio de 2007

ISV: A Inteligência de ir ao nosso bolso de outra maneira.





Segundo a AutoHoje, e algumas postas que encontrei num bisbilhotanço pela net, o novo ISV (Imposto Sobre Veículos) já está com o diploma quase aprovado. Pessoalmente, acho o ISV fantástico nas sua concepção: obriga o português auto-mobilizado a pagar mais, mas faz com que pareça que está a pagar menos! Mais uma maravilha do chico-espertismo deste Governo, que anda a concorrer ao mais alto nível com os malabarismos das empresas de crédito por telefone.

Trocado por miúdos, então é assim que funciona o ISV:

1 - O português com carro anda cravejado de impostos: É o IA à cabeça, IVA por cima do bolo, ISP sobre a gasosa, e finalmente o Selo de circulação. Como consequência dos preços absurdos dos carros novos e da tributação doentia da gasosa, as vendas de carros está a descer de ano para ano, bem como o consumo de gasolina. Resultado: menos receitas de impostos, e o Governo a pôr as mãos na cabeça... há que fazer qualquer coisa. Mas como?

2 - Simples: Vamos pôr os carros mais baratos, mas chular mais durante a vida do carro. Como resultado, com o ISV os carros vão ser mais baratos em média 500 euros, mas com o novo Selo de circulação (O Imposto Único de Circulação - IUC), vão ser mais caros 120 euros por ano. Como a média de troca de carros em Portugal situa-se entre 6 e 8 anos, façam as contas... catita, hã?

3 - O que vai acontecer? Para fulanos espertos como eu e o leitor, vamos todos agarrar-nos aos nossos carrinhos actuais para não andar a pagar 1000% mais de imposto de circulação. Por outras palavras, quando os portugueses aperceberem-se de que o governo vai meter mais a mão no nosso bolso com os carros novos a partir de 1 de Julho, o parque automóvel deste país vai envelhecer ainda mais!.

4 - A parte mais engraçada desta palhaçada é o argumento do CO2... nos carros novos, quem polui mais, paga mais. E nos carros velhos/importados? Quem é mais antigo (e polui mais), paga menos. Acho esta medida espectacular... importar um Diesel estrangeiro todo roto da Alemanha e sem catalisador, que carbura como um carrinho de castanhas, facilmente paga menos imposto "ecológico" do que um carro novo actual.

5 - A opção é óbvia: Andem com os vossos carros mais uns aninhos. Importem as sucatas do estrangeiro, deixem os Alemães sufocarem com ar puro e cumprirem as quotas de CO2 impostas pela UE! Nós, os portugueses que somos tão simpáticos para a estrangeirada toda, não nos importamos nada de ficar com as vossas sucatas, e de andar no meio da fumarada! Até fica mais barato, pois o Governo até dá uma ajudinha...

Para a malta que (coitada) lá vai comprar carro novo, tomem lá um simulador de impostos ISV e IUC para carros novos, dada por um blogue dedicado ao ISV e ao IUC. Ah, e quanto às nossas queridas e prestigiantes sucatas vindas da Alemanha? Também há.

Actualização da Tarde:

O Hugo Pereira, dono do blogue da Estrada Viva, indicou-me um URL de um excelente simulador de custos IA/ISV. Eu já fiz e, se comprasse hoje o meu carro novamente (1200cm3 e 140g/km de CO2), pagava mais daqui a 12 anos. Isto, claro, se os vendedores de automóveis decidirem NÃO APROVEITAR a descida real do preço final dos carros para imediatamente inflacionar os preços e aumentar os seus lucros... o que, a meu ver, é tão provável como o Benfica ser campeão este ano. Obrigado pela dica, Hugo.

P.S.: Quem é o Ministro do Ambiente? Alguém sabe? Esse tipo não tem nada a dizer? Metam a PJ a procurar o tipo, que foi raptado!


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