Comportar-se como um animal ao volante é tão português como o fado e o chibanço. Ter ministros a 200 km/h na A1 sem pagar multa, comprar um Audi em 2ª mão, meter um aileron Matias na oficina do bairro e testar o bólide na ponte Vasco da Gama é português. E dizer mal dos outros também. E viva o blogue :)



segunda-feira, 5 de março de 2007

Deixem o Mantorras guiar, pá!



«Mim num saber, mim só
carregar nos pedal e
virar roda para vir
chutar bolas, shinhô.»


Há muitas pessoas que acham que este país passava bem melhor sem futebol. No entanto, só por causa de notícias como esta que aparecem de vez em quando, eu acho que a I Divisão devia ter 40 equipas! De preferência, com nomes exóticos como o do Juninho Pernambucano, e inteligência abaixo da média, para que a Elsa Raposo não se sentir sozinha neste país.

Segundo o MaisFutebol, «o futebolista angolano do Benfica, Mantorras, passou a manhã de hoje no Tribunal do Seixal por ter sido apanhado a conduzir com uma carta angolana, inválida em Portugal, falhando por isso o treino da manhã dos "encarnados".
De acordo com o site Maisfutebol, o avançado angolano foi mandado parar quando se dirigia para o Centro de Estágio do Benfica, no Seixal, tendo na sua posse um documento angolano que foi suficiente para conduzir em Portugal, mas que já não é.
O avançado angolano saiu do tribunal por volta das 13:00 acompanhado pelo responsável jurídico do Benfica, Andrade e Sousa, e terá de se apresentar no próximo dia 16 de Março para ser novamente ouvido.
»

Segundo o Destak, o «documento de Mantorras serve para que os angolanos que venham cá temporariamente, por exemplo em férias, possam conduzir». Obviamente, não serve para quem já está há porradas de anos em Portugal, como o Mantorras. «Para poder conduzir em Portugal, Mantorras devia ter trocado a carta submetendo-se a um exame teórico e prático, sem a necessidade de frequentar aulas.»

Pergunta: Se o Mantorras é burro por natureza para saber disso, mas ganha 50 vezes mais do que o português médio, porque é que ele não contrata alguém para pensar por ele? Eu não me importo nada de ser contratado por ele, metendo moedinhas nos parquímetros ou preenchendo o formulário de satisfação da creche por ele! Agora percebo porque os jogadores não pagam impostos; preencher um Modelo 3 do IRS, para eles, seria como programar em Assembler!

Mas o mais divertido está para vir! Lembram-se do coitadinho do Luisão que foi apanhado a conduzir alcoolizado?. Foi condenado a prestar serviço cívico, na altura. (alguém já o viu a recolher lixo ou a dar bolinhos a idosos?) Mas as mentes iluminadas da DGV, sobre a hipótese de o Mantorras fazer trabalho comunitário, esclarecem com a seguinte tirada fantástica (ver Destak de 6 de Março de 2007): «Na teoria, sim, mas como o caso foi muito badalado, não sei se há margem para isso.».

Em resumo: o Luisão meteu-se nos copos, mas mete tanto medo (até aos pobres presos) que ninguém tinha coragem de o meter na choça; portanto, meteram-no a lamber envelopes numa repartição durante 40 horas, até que todos se esquecessem do assunto. Agora o Mantorras, pá, temos pena, porque a comunicação social já publicou Kg suficientes de papel sobre o caso. E como a segurança social é soberana, o Mantorras vai para a cadeia.

Sugestão ao Sport Lisboa e Benfica: quando contratarem jogadores novos e fizerem exames médicos, passem pela DGV. Acho que seria uma boa idéia.

Acabou o IA - Imposto Aberrante, viva o ISV - Imposto da Sucata Velha!!!



Importados em 2ª mão... mais tuga que isto, não há!


Este país é um autêntico paraíso para os poluidores. Alguém já multou um suinicultor por causa do rio Lis? Mmm não me pareceu. Pois a partir de Julho, o aborto do Imposto Automóvel (IA), também conhecido por Imposto Aberrante (provavelmente, o único imposto sobre imposto do mundo e arredores), vai dar origem a outro aborto, o Imposto Sobre Veículos (ISV), que eu quero baptizá-lo de Imposto da Sucata Velha!, e que vai revolucionar o mercado de poluentes de Portugal.

Uma das grandes aberrações do novo ISV é continuar a incentivar a importação de carros importados em 2ª mão, ou seja, a sucata velha que os outros países não querem. Segundo o presidente da ANECRA, Ferreira Nunes, "está provado que 75% dos carros importados [em 2ª mão, do estrangeiro para Portugal] têm mais de 10 anos". E mais: essas sucatas com mais de 10 anos continuarão a beneficiar de 80%, repito, 80% de desconto no ISV. Catita, hã?

Em resumo, o ISV está tão preocupadinho com o ambiente, coitadinho, como eu estou preocupado com a côr das cuecas de fio dental que o José Castelo Branco usa nas festas! O ISV penaliza mais um automóvel novo e barato com catalisador e motores eficientes e económicos, ou seja, o automóvel que o português compra para poder trabalhar, enquanto não taxa uma sucata velha construída no tempo da TV a preto e branco, que o outro português normalmente compra para se pavonear.

Ah pois é! Neste país de exibicionistas, um Mercedes com 30 anos a cair de podre e a emitir fumo como uma barraquinha de castanhas quentes, como o aborto que fotografei acima, continua a dar mais status ao dono do que se comprasse um Fiat Punto novinho, bem mais económico e amigo do ambiente. E o ISV até dá uma forcinha.

Mas esperem aí: o que aconteceria se eu quisesse importar uma sucata como à da fotografia? De certeza que um imposto tão verde como o ISV dava-me logo umas chicotadas valentes, logo depois de ligar essa máquina e sair do escape um fumo semelhante a carvão em pó... mas não! Segundo o AutoHoje, "No caso dos imporetados, o Governo permite que o CO2 seja calculado com base no modelo actual da gama equivalente da mesma marca, já que as medições de CO2 nos centros de importação não são conclusivas quanto ao valor real de CO2 de cada viatura".

Ou seja, o Governo não quer considerar a poluição real que este carro com 30 anos faz; prefere considerar a poluição do seu modelo equivalente hoje, ou seja, um Mercedes novo muito mais evoluído e que deve poluir dez vezes menos. Epá, há coisas fantásticas, não há? E viva o novo ISV, o Imposto da Sucata Velha!!!

sexta-feira, 2 de março de 2007

E o carro mais castigado de sempre é...



Um Honda Civic CRX versão spider.
Versão "Spider" porque...


...não vos faz lembrar uma aranha?

O Civic é uma marca histórica para a Honda, que não pára de fazer motores, motos e carros fenomenais. Foi com o Civic que a Honda singrou nos mercados americano e europeu, rompendo com a má reputação dos carros japoneses na altura, ao lado do Corolla da Toyota. Das inúmeras versões que o Civic teve, este Honda Civic CRX de 2ª geração é dos mais carismáticos, tendo vindo para o mercado português lá pelo início da década de 90, quanto estava a dar os meus primeiros passos na puberdade.

Eu já tive a felicidade de ver, ao vivo, um Honda S800, que pertence a um coleccionador na Póvoa do Varzim, e que me arranjou um Ford modelo A de 1928 para o meu casamento. Esse Honda tinha um motor de 791cc que debitava 70cv. O motor faz 8000rpm sem problemas, e já ouvi casos em que chegava às 11.000rpm sem danificar o motor. O carro é lindo, e um marco de como a Honda é diferente dos restantes construtores automóveis.

O Honda Civic CRX é lindo qb, e dava 15 a 0 em design a todos os construtores japoneses da altura. O seu motor B16A, na sua versão de 1.6VT de 157 cavalos, foi o segundo carro da Honda a recever o sistema VTEC, o que por sis só diz muito do carisma deste carro.

Agora, porque raio um carro fantástico e histórico como é o Honda Civic CRX tem de se arrastar hoje nas estradas portuguesas com alterações aberrantes e de péssimo gosto? Senti uma grande dor ao ver mais um exemplar (vá lá, não tinha um Aileron Matias versão estendal de roupa) com um conjunto de faróis que faz lembrar uma aranha. É impossível, nos dias de hoje, admirar um CRX na sua beleza inicial; todos eles são vítimas de designers-de-trazer-por-casa.

É como se os Jerónimos estivessem cobertos de grafittis -- não dá para melhorar o original. Muito menos com faróis lampeiros a 6,99 euros na Norauto. Este Honda merece melhor. Como tal, fica aqui a minha homenagem aos raríssimos exemplares de Honda Civic CRX 2ª geração ainda em stock, e aos seus donos.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

O aileron Matias e o português ao volante.

Cuidado: Este post contém imagens consideradas chocantes! Continue por sua conta e risco. Depois não diga que o avisei. Especialmente aos amantes de Ferraris.



Um Kia Shuma azul metalizado com um aileron branco. Se ficou sem palavras...


...veja agora um Ferrari 348 com um Aileron Matias!!


A capacidade de desenrascanço, mundialmente reconhecida no povo português, só é rivalizada pela capacidade de "xuninguificar" praticamente tudo com gostos... er... dúbios, desde muros de vivendas com leõezinhos e duendes, passando pelas fabulosas marquises, e acabando nas casotas personalizadas do cão.

No mundo automóvel, nenhuma marca está a salvo da violência que os portugueses aplicam nos seus carros. Quando refiro a todas, digo mesmo TODAS, desde um Kia até o Ferrari. A culpa é dessa verdadeira instituição automobilística intitulada "Aileron Matias" (o tal que corta o vento às fatias), um objecto que tem mais utilidade a assinalar os azeiteiros ao volante do que propriamente a criar força descendente na traseira do carro, para melhorar a aderência.

A KIA sempre teve má fama com os seus carros (por exemplo, o KIA Pride foi uma aberração sobre rodas), mas já estão a mudar a imagem. Na semana passada experimentei um Kia Cee'd, e fiquei surpreendido pela positiva, a KIA está no bom caminho. Agora, desculpem-me mas até o Clube Recreativo da Bisca de 9 de São Jorge da Murrunhanha tem mais conotação desportiva do que um KIA Shuma! Como tal, porque o artista dono desse carro azul lhe colocou um aileron branco, é realmente um mistério. Será que o stock de ailerons azuis esgotaram? Haverá mais KIA Shuma de ailerons azuis por aí? Ou vêem todos em branco e uma latinha de tinta a dizer: "Faça você mesmo!"? Será que o moço quer começar uma moda de xuning multicôr? Mas... porquê num KIA?!

Mas pior, pior mesmo foi o pobre Ferrari que vi em cima, que me fulminou o coração e embebeu-me em lágrimas enquanto obliterava a fotografia. Este infeliz exemplar é mais uma vítima da importação em 2ª mão desenfreada feita por tugas com sede em exibir-se aos outros. Como se pode ver, o português em questão tem gostos estéticos tão refinados, que ele próprio se acha mais evoluído do que o próprio Pininfarina, um dos melhores designers do mundo, e inseriu um Aileron Matias num carro perfeito, enquanto dizia "Assim sim, agora está lindooo!", tornando-o... parecido com um KIA.

Devo avisar, caro leitor, que não tive coragem de bisbilhotar o interior da máquina. Se encontrasse um pirilampo no tablier, provavelmente teria uma ataque cardíaco aos 30 anos. E todos nós sabemos como é difícil, hoje em Portugal, encontrar um serviço de urgência que não esteja programado para fechar dentro de umas semanas...

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Epá, já vi de tudo! Algemas?!



Já é mau suficiente estacionar no lugar dos deficientes sem comprovativo...


...agora com algemas no retrovisor? Será um fugitivo de um hospital psiquiátrico?


Sempre que vou a este centro comercial e quero ver as maiores aberrações ao nível de tuguice ao volante, não tenho que ir muito longe: todas elas estacionam no lugar dos deficientes, para ser mais fácil exibirem as suas anormalidades. A propósito, será que o xuning já é considerada uma perturbação ou desordem psicossomática grave, passível de ser considerada invalidez mental, que permite aos seus praticantes estacionar nestes lugares?

Este fulano, no entanto, intrigou-me muito: em vez do terço, enfeitou o retrovisor com uma metade de algemas! Ora, partindo do princípio que o dono do carro (sem o respectivo dístico de deficiente) decidiu estacionar mesmo em frente ao acesso ao centro, ou seja, no local de passagem de toda a gente, é porque estava sedento de mostrar o seu ornamento peculiar. E, como qualquer artista, deixa que qualquer um pondere o significado da sua obra de arte. Eu tenho três teorias, o leitor terá mais alguma?

1) O tipo fugiu da prisão, serrou as algemas, roubou este carro e foi ao centro comercial roubar roupa nova para passar despercebido. Deixou as algemas penduradas para saber qual é o carro que roubou, e levou as outras algemas para atrofiar os detectores daquelas coisas presas à roupa. Ou seja, é um furagido perigoso, e eu devia ter alertado as autoridades.

2) O tipo é um pervertido sexual, e as algemas são mais um utensílio sexual do que propriamente um ornamento. Provavelmente, foi comprar vaselina ou um cuecão de couro. Podia ter espreitado para o banco de trás... e ainda hoje acho que fiz muito bem em não querer espreitar o banco de trás. Acho melhor não continuar por aqui, havia muito a dizer sobre a manete de mudanças.

3) O tipo é, efectivamente, um polícia. Tem uma fotografia do Chuck Norris em cima do porta luvas, e um bastão ao pé do assento. O porta-luvas tem um "taser" e um bloco de multas. Há um radar artesanal debaixo do capot, e um alcoolímetro na bagageira. O estacionamento era só para ver se alguém cumpre o dever cívico de o denunciar, senão, essas mesmas pessoas estão em transgressão.

Os pirilampos mágicos



Um já é aberrante, dois começam a provocar vómitos, agora
três? Deviam multar o dono deste carro por poluição visual!


É impressionante a diversidade de tralha que se pode encontrar colada num tablier de um carro. É raro o retrovisor do típico tuga que não é adornado pelo terço de Fátima ou o sempre popular CD pendurado; já o topo do guarda luvas contém as fotografias de passe (já quase sem cores) da árvore geneológica da família, desde a proclamação da República em 1910. Uma figura de Fátima colada entre as bocas da ventilação também é sempre útil contra as ultrapassagens mal feitas.

É possível adivinhar qual é a origem do imigrante, com uma eficácia de 90%, só pelos adornos do cockpit! Os imigrantes franceses, sempre de carro francês, costumam coleccionar os selos de imposto de circulação francês, e podemos vê-los os selos de todos os anos, alinhadinhos no vidro da frente. Já o imigrante suíço, com um carro bem xuning, tem o tradicional cachecol do Benfica ou de Portugal na chapeleira, enquanto o Emanuel berra pelas 8 colunas de 1000 watts do bólide.
Já o carro do português é mais difícil, mas uma coisa é certa: se tem pirilampos, é nosso!

O pirilampo mágico é, provavelmente, o objecto mais inútil à face da terra, depois do cotonete (basta deixar crescer a unhaca do mindinho e já está, para quê complicar?). O bicho só serve para dar a ilusão ao tuga de que comprou realmente algo, quando de facto só está a doar dinheiro para uma causa social. Ou seja, já é bastante estúpido o tipo não jogar no Euromilhões (onde não só ajuda várias causas como até pode sair-lhe a sorte grande), como ainda complementa o atestado de estupidez ao tentar dar uso a uma coisa inútil!! Já os vi a adornar computadores, caixas registadoras ou vitrines, num claro aviso da falta de gosto de decoração dos seus donos.

Agora, encontrei este... er... português com 3 pirilampos na suca consola! Três! Será que ele vai continuar a colecção pelo tablier fora? Será que o tipo procura no eBay os pirilampos de anos anteriores? Será que o dono já os colocou anteriormente no volante? Será que as fitas dos bonecos nunca atrapalharam a chaufagem? E porque não uns mini-cintos de segurança para os pirilampos? Eu quero entrevistar o dono deste carro.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Atravessar uma passadeira: suicídio ou vontade de morrer?



Portuguese Pawns Chainsaw Massacre - the roadsign!


Qualquer dia, quando se fizer um seguro de vida, além das perguntas "Fuma quantos maços de tabaco por dia?", "Costuma fazer paraquedismo com paraquedas 'made in China'?" ou "Você é do Bloco de Esquerda e vive na Madeira?", haverá outra pergunta no formulário, tipo "Quantas vezes atravessa uma passadeira portuguesa por semana?" para calcular o prémio. É que se parece cada vez mais com um desporto radical, do que uma necessidade.

No entanto, os peões deviam emancipar-se nas passadeiras! O reles peão, frágil e vulnerável possui, pasme-se, prioridade nas passadeiras perante os possantes e agressivos condutores! Eu, sempre que atravesso uma passadeira e alguém não pára, costumo aplaudir a ousadia e agradeço a violação do meu espaço com um "Obrigado" bem sonoro (já expliquei aqui anteriormente porque prefiro agradecer do que insultar tais bestas ao volante). Sugiro que faça o mesmo.

É claro que há honrosas excepções, nomeadamente com belos exemplares do sexo feminino com micro-saias vestidas, que não só atravessam sem problemas qualquer passadeira do feudo, como até podem aumentar o seu ego com alguns piropos (a propósito de piropos, nunca vi uma rapariga a correr atrás de um condutor que mandou um piropo, completamente apaixonada por tal mensagem romântica. Se a taxa de sucesso é 0%, porque é que ainda há tipos que ainda se dão ao trabalho?!). Mas, como eu sou homem, acho que a única solução por vezes, é andar com uma folha A3 a dizer: "Páras ou levas com pontapé na porta!".

A figura de hoje é de um sinal de trânsito para os lados da Amora, o qual tive o privilégio de fotografar e partilhar com todos os leitores deste blogue. É, sem dúvida nenhuma, o meu sinal favorito. Gostaria de conhecer o tipo que meteu tal autocolante lá. E, já agora, será que há moto-serras em 2ª mão no Ocasião? Pelo menos, satisfazia um dos meus três objectivos na vida: plantar uma árvore, fazer um filho e aparecer na capa do 24 Horas.

Ah, e o que dizer das velhinhas na passadeira?

Portugueses ao volante @ JornalismoPortoRadio.




A página do JornalismoRadioPorto dedicada a este estaminé.

A malta do JornalismoRadioPorto acabam de publicar hoje uma rábula e uma entrevista em MP3 sobre este estaminé, na sua rubrica Posta@Posta. A entrevista pode ser ouvida na página do Posta@Posta dos Portugueses ao volante, ou em no meu podcast (posta@posta - portugueses ao volante.mp3). Catita, hã? No final há uma revelação recôndita que deixei escapar (aliás, era uma pergunta que eu já estava à espera...). E, como estamos em época de Óscares, gostaria de dedicar esta entrevista ao pai do meu amigo, o tal do 128 religioso.

Passem por lá e dêem uma vista na página, que aquilo parece um viveiro de malta porreira. Se há 5 anos atrás, o blog servia para postas do tipo "hoje acordei, lavei os dentes e fui para a escola", nos dias hoje já há muita blogue que, sim senhora, upa upa.

Pena é a falta de RSS na página do JPR, mas acredito que estejam a trabalhar nisso. Força, rapazes :)

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

É meu! Não, é só meu! É meu, eu vi-o primeiro!



Bem, se o dono deste carro foi foder um sapo, não sei. Só sei que, a partir de agora
tem de ter cuidado, pois só tem 33% de hipótedes de foder a mãe certa!


Pois é, este país é a terra das aberrações! Tente estacionar o seu carro em 2ª fila, que imediatamente verá a PSP a surgir pela esquina a toda a velocidade, a Polícia Municipal a assapar pela rua fora, e um EMEL a sair do esgoto e a rastejar até ao carro. Tudo para ver quem é o primeiro a multá-lo! Costuma-se dizer que a concorrência melhora a qualidade do produto; agora com a EMEL a ter competências para multar carros mal estacionados, em 2ª fila ou em cima de passeios, o cliente vai ser melhor servido! Quem sabe, com bloqueadores verdes e com um daqueles pinheirinhos para pendurar no retrovisor...

Eu até acho bem que multem todo o tipo de condutor que vive para estorvar o trânsito, mas é um pouco abusivo haver 3 entidades(!) competentes para o efeito, que raio! Há anos atrás, estacionei o meu carro no Bom Sucesso, no Porto, e vieram logo dois arrumadores (perdão, técnicos de parqueamento automóvel) atrás da tal moedinha. Enquanto os técnicos enveredam por um diálogo tipo "É meu, vi-o primeiro", "Não, é meu! Tu fazes aquela zona!", ainda vem um 3º técnico(!) meter-se ao barulho! Vou-me embora e não dei moeda a ninguém! (aliás, nunca dou) Mas este momento merecia constar no Youtube.

Será que podemos assistir a algo semelhante nos carros mal-estacionados por Lisboa fora? Tipo um sapo, um tipo fardado e de bigode, e outro bófia de barriguinha, aos empurrões e a puxar os cabelos uns dos outros, enquanto que o tipo entra no carro, encolhe os ombros e vai à sua vidinha?!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Engenheiros da condução



- "Menina, mande vir a sua irmã amanhã, assim ficam todas com carta, OK?"
- "Obrigada, Engenheiro."


Eu sou licenciado na FEUP, e foram 5 anos duros mas fantásticos que me dão hoje o título de Engenheiro. No entanto, nunca o uso nem quero que o usem, pois já tenho 5 nomes no meu BI, não preciso de um 6º. Mas é curioso, em Portugal não faltam os "Senhores Engenheiros Paços de Ferreira", mas na Inglaterra nunca ouvi alguém chamar pelo "Mister Engineering Smith".

Pois em Portugal, aqueles tipos que nos avaliam na derradeira prova de condução, para podermos ter a carta, precisam de ser tratados por Engenheiros como a Elsa Raposo precisa de gajos ricos. Já estive a procurar na FEUP a ver se via um novo curso de "Engenharia da Condução", mas não encontrei nada. Para dizer a verdade, para quê um curso? Eu tirei a carta em menos de 4 meses! E o tipo fica sentado todo o dia a mandar virar à esquerda, a estacionar, a inverter a marcha e a pedir subornos no final... para isso, nem é preciso a 4ª classe!

Antes do meu exame, aconselharam-me a chamá-lo de Engenheiro, senão... Calhou-me um velhote carrancudo, cujas fantásticas frases de quebrar gelo foram "Como se chama?" e "Quantas horas de condução tem?", e lá tinha de responder: "30 horas, Engenheiro", ao qual ele respondia com um automático "Ah, muito bem." E realmente, o tipo tinha uma cara tão ameaçadora, que se lhe perguntasse qual o nome dele, acho que chumbava logo ali sem ligar o motor. Vá lá, no final não me tentou subornar, também não tinha muita sorte: não tinha dinheiro, e se tal assunto viesse à baila, tinha logo um punho fechado pronto, com as letrinhas "Engenheiro" marcadas em cada dedo.

Se o tipo fez um curso de Engenharia, porque não se meteu numa de Civil ou de Electrotecnia, que dá mais dinheiro? "Ah, vou ser Engenheiro de Condução, este é o meu futuro! Passeia-se, conhece-se pessoas, bem melhor que ficar num gabinete!". Dassse...

Se houvesse um curso de Engenharia da Condução, como seria o dia-a-dia desses estudantes?
"- Eh pá, vou chumbar em Técnicas de Inversão de Marcha II! Não estudei o suficiente".
"- Boa! Tive um 17 no trabalho de grupo, "As cores dos sinais e o daltonismo!"
"- Ontem na aula prática, consegui acabar o exercício 14 do livro, Finalmente, consegui estacionar em espinha!"
"- Epá, o exame era fodido! O que escreveste na pergunta 2a, «Enumere 3 espécias de dispositivos de iluminação incandescente obrigatórias num veículo de circulação automotora»? É que não percebi mada!" "-Era para dizeres 3 tipos de luzes, pá" "- Ena, não percebi isso... vou chumbar!"
"- Tens as fotocópias da aula de "Psicologia de Suborno", «como extorquir dinheiro às velhotas»? "

Pergunta "teaser" do dia: se chamasse Arquitecto ao examinador, como seria o "core dump" dele?

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Mono? Pode seguir. Estéreo? Multa!



Iuhuuu, DGVzinha, posso conduzir assim? Posso?


A DGV soma e segue para o título de "Direcção mais Imbecil de Portugal". Eu já tinha ouvido qualquer coisa do género, mas hoje encontrei a prova: uma posta da própria DGV sobre telemóveis dotados de dois auriculares, que possui o seguinte texto hilariante:

Nos termos do art. 84º – Proibição de utilização de certos aparelhos – do Código da Estrada, é proibida a utilização de auscultadores sonoros e aparelhos radiotelefónicos, salvo se forem dotados de um auricular ou de microfone com sistema de alta voz, cuja utilização não implique manuseamento continuado. Deste modo, a utilização de telemóveis dotados de dois auriculares é
proibida, mesmo no caso de o condutor utilizar apenas um
.


Pois eu tenho um telemóvel que tem dois auriculares, e uso um deles para atender as chamadas enquanto conduzo. Desta forma, não me distraio enquanto conduzo, e funciona. E, reparem: deixar o outro auricular pendurado tem o mesmo efeito de auscultadores com um único auricular. Hã, de génio, não é?

É de génio, mas é proibido por uma lei imbecil. Mas continuarei a usar o auricular dessa forma, pois fico com o outro ouvido disponível para ouvir o trânsito, que deve ser a intenção inicial da lei. Devido a uma cambada de estrôncios que não deviam ter um cargo mais importante do que caixa de supermercados, sou um fora-da-lei. Um assassino da estrada. Um perigo para a via pública. Um prevaricador do nosso sistema democrático. Um rebelde, uma escória da nossa sociedade. Sou um... er... Ok, já chega de auto-flagelação.

Bem, estou mesmo a ver os fabricantes de telemóveis, numa reunião de altíssima urgência, a debater esta lei portuguesa inteligentíssima, e a mandar os seus engenheiros desenharem auriculares especiais, para que um deles possa ser retirado e colocado. Também podia gastar mais dinheirinho em (mais um) auscultador, só com um único auricular, para fazer a vontadinha a esses autistas. A DGV sempre a pensar na nossa segurança e bem-estar. Já agora, DGV, já que querem entrar na onda das aberrações, respondam-me ao seguinte:

- Posso usar o telemóvel colado à orelha por um elástico?
- Posso usar três auriculares? É que na lei só refere dois. Se colar um auricular extra, já estou legal? Meto outro no nariz, e já está.
- Se parassem de fumar charros, escreviam a lei tal e qual outra vez assim?

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

A Sagres patrocina a nossa GNR!


GNR cerveja
Clique na imagem e receba grátis no seu PC uma imagem maior desta mesma imagem. Catita, hã? Quem é amigo, quem?


Esta image é bem velhinha, já percorreu a Internet umas valentes milhares de vezes, mas vale sempre a pena recordar. Fica para quem nunca viu. Obrigado ao LeloDasTshirts, um simpático user cigano que mandou também avisar que ainda tem DVDs do Paixão de Cristo a 2 euros cada.

Rendinhas e Fátimas!



Porque é que nunca se vê obras de arte como estas nas revistas de tuning?!


Quando era miúdo, uma vez fui brincar a casa de um amigo meu (ele tinha um Spectrum, grande máquina), e no final da tarde, o pai dele levou-me a casa no seu Fiat 128 (outra grande máquina). Esse Fiat era qualquer coisa de "divinal": tinha o tablier com um paninho de rendas e uma Nossa Senhora fixada na consola central, bem como a famelga toda a decorar o topo do porta-luvas. Aquele carro parecia uma capela sobre rodas, e lembro-me de ficar fascinado por todos os detalhes de decoração religiosa(é claro que o retrovisor tinha o famosíssimo terço pendurado).

Desde que comecei este blogue, que eu queria abordar esse mistério recôndito do nosso subconsciente automobilístico, que é o impulso de certos tugas de querer mobilar os nossos carros com rendas (e motivos religiosos). O tuga que apanhei em cima possui apenas umas capinhas rendadas nos bancos, compradas no LIDL, bem como um volante catita. Mas o leitor já viu de certeza outros exemplos fantásticos de macramê e de renda caseira a enfeitar os cockpits de muitos carros tugas. Tudo obra da verdadeira dona do carro, que é a esposa do tuga!

Em primeiro lugar, compreendo que uma rendinha até possa evitar que o sol estrague os plásticos usados em certos carros, mas que raios, aquele banco deve torturar todas as costelas do condutor num dia de verão (depois falo nas capas com bolinhas de madeira e nos taxistas, isso é para um post mais saboroso). O problema é que a esposa do tuga que manda lá dentro. Essas esposas estão tipicamente com um olho no tricot, e outro na estrada. Ao mesmo tempo, poluem o ar com coisas do tipo "A badalhoca do 3º já meteu outro tipo em casa... não vás tão depressa! Olha o sinal! Não te aproximes tanto do da frente. E ela passou por mim no elevador, nem disse olá, e bla bla bla bla"...

Senhor leitor, tenha muito cuidado com carros rendados como este. Além de o pobre condutor estar com ambas as orelhas entupidas com queijo, ele subitamente pode guinar para a esquerda e para a direita sem dar pisca, especialmente, em ruas com muitas montras a anunciar saldos. Dé-lhe uma buzinadela de solidariedade ao moço no semáforo, abra a janela e diga-lhe: "Podia ser pior, podia ter uma capa rendada no volante e na alavanca de velocidades!", que esse tuga merece ir para o céu. E nem precisa de Fátimas coladas no tablier para isso.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

O meu som é uma Alpine. Curva-te perante mim!




O artista ficou-se por aqui. Ainda bem para o fabricante de pneus.


O meu auto-rádio veio com o meu carro. Dá para ouvir as notícias e as rábulas do Markl de manhã. O que gosto mais dele é o facto de estar preso à consola central, de ser grande e de ter no canto o logotipo da marca do carro. Ou seja, repele a malta do alheio com uma eficiência brutal.

Quando vou de vez em quanto à Norauto, reparo sempre que a zona dos auto-rádios é um autêntico íman de bazofes, que não saem de lá enquanto não pressionarem pelo menos 75% dos botões e alavancas de cada rádio! Colocam de 10 em 10 minutos um alarme anti-roubo a soar, e lá vai o segurança desligá-lo com ar de poucos amigos. Frequentemente, a novela acaba quando um deles carrega num botão que desactiva um auto-rádio, ou que o coloca aos berros, e lá vão embora, pois não tiveram nada a ver com o assunto.

Contudo, nunca percebi o fascínio pelos autorádios da marca Alpine. Quando o artista da figura tem este Alpine no vidro de trás, feito de uma maneira deveras artesanal, fico ainda mais curioso sobre essa mistíca alpineira. Não sei bem se a... digamos... obra da fotografia foi pintada ou se é um autocolante muito mal recortado e colado, mas é certo que foi o próprio tipo que fez esta publicidade gratuita no vidro do carro, provavelmente num domingo de manhã. E até remata com um slogan: "som à primeira vista". O que raio quer dizer isso?

É claro que meter um Alpine só iria duplicar o valor desse chaço, o que é bem idiota de fazer. Não cheguei a ver que tipo de auto-rádio o tipo tinha, mas também não precisava: se o artista tivesse realmente dinheiro para ter um Alpine, decerto que tinha também dinheiro para um autocolante decente. É uma boa forma (e baratinha) de aumentar o seu status (ou não...).

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Médicos, Políticos e... Funcionários da McDonalds!




Pois é. Esta McTuga foi caça no dia 5 de Fevereiro, na Avenida de Roma.
Será uma McPoupança nos parquímetros, ou uma McEmergência?


O caro leitor diz-me: "Não pode!" E eu digo-lhe "Palavra". Mas você insiste: "Não pode" e eu repito: "Estou-lhe a dizer"!. Pois fique a saber que os funcionários dos McDonalds são tão importantes para a nossa tugalândia como os médicos, uma vez que possuem autorizações especiais para estacionar em 2ª fila!
Apanhei esta McFuncionária numa Mc2ª fila na Avenida de Roma. O seu McPeugeot estava a barrar carros que, compreensivelmente, trocaram um McChicken por um talãozito da EMEL. Mas esperem... dignou-se a colocar um McPapel a dizer que a Mc Viatura estava ao serviço da McFulana. Ainda procurei um McPirilampo, mas realmente, não era uma viatura de emergência. Será que foi desentupir uma máquina de McFlurry? Ou recarregar os HappyMeal com bonequinhos? Seja como for, lembro-me assim de repente de 342 profissões mais relevantes para merecerem o privilégio de estacionamento indevido, do que uma McFuncionária de uma cadeia de comida fast-food! É que, meus amigos, a lata tem limites, quanto mais a McLata!
É claro que o papelzito não tinha o McNúmero de telefone. Não sou cliente de McDonalds, mas se o leitor é, faça a experiência: vá a um McDonalds, e peça um menú de comida saudável. Deixe 4 segundos até o McFuncionário se recompor, e diga depois que o McEstabelecimento não cumpre a Directiva 464/2 parágrafo 3 do Código dos Grande-Petas Civil. Exiga o livro de reclamações e uma inspecção sanitária. De seguida, vá ao parque de estacionamento mais próximo. Tchaaaam! Aí estão eles. Vê, eu não McMenti.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Quer Autismo? Vá à DGV!


Imagem retirada de www.portugalnoseumelhor.com
Como diriam os broncos da DGV e o poeta Jorge Artur,
«Mas o que quer que lhe diga? É perfeitamente normal,
perfeitamente normal, caro senhor!».


Segundo notícia no JN e no Diário Digital, a
DGV nega existência de erros no Eixo Norte-Sul
. Mas isto é fantástico! Estes tipos vivem num universo paralelo à lá Stargate! Reparem na notícia:


"O Observatório de Segurança das Estradas e Cidades (OSEC) apresenta hoje uma queixa-crime na Procuradoria-Geral da República devido à existência de curvas perigosas que causam acidentes no Eixo Norte-Sul, em Lisboa. Mas a Direcção-Geral de Viação contesta este argumento."


Mas estes tipos moram nas Berlengas ou quê? Há mais raspões nos separadores de cimento da Norte Sul do que SMS enviados no Natal! Não é um exercício que exija assim muito raciocínio para pensar que talvez uns quantos acidentes até sejam de pessoas que até conduzam bem, que tenham carros em boas condições, e que foram vítimas das várias ratoeiras do Eixo N/S?!

"Um dos pontos «negros» identificados pelo OSEC no Eixo Norte-Sul está no trecho imediatamente antes do Aqueduto das Águas Livres, onde uma sucessão de lombas esconde uma curva apertada.
Para o presidente do OSEC, o engenheiro Francisco Salpico, este troço é «uma armadilha» para milhares de carros passam todos os dias por ali a caminho da Ponte 25 de Abril ou Alcântara. De acordo com o OSEC, são registados quase 300 acidentes por dia no Eixo Norte-Sul."


300 acidentes por dia! Mas não chega para os senhores excelentíssimos broncos da DGV levantarem o cú das cadeiras! A primeira vez que fiz esse troço das lombas e da curva, ia a cerca de 80km/h, e lembro-me perfeitamente do susto que levei ao fazer a curva! Vá confessem, qual de vocês, grandes postais da DGV, é que possui um sobrinho bate-chapas em Campolide, há? Era uma boa ideia meter um outdoor no aqueduto, do tipo "Bateu? Está com sorte! Bate-chapas a 200m! É já na próxima saída, a 5 minutos (30m, se o seu carro não conseguir mexer-se)".

Só e apenas 99,99% do pessoal que conduz em Lisboa sabe o perigo que é o Eixo N/S. Os restantes 0,01% são todos membros da DGV. É claro que já está provado pela OSEC que a velocidade de segurança para a curva é de apenas 68 km/h, mas é permitido circular a 80km/h! Segundo a OSEC, «se a Norma de Traçado tivesse sido respeitada, o raio da curva teria que ser aumentado de 190 para 450 metros, o que obrigaria provavelmente à construção de um viaduto que tornaria a obra mais cara, mas com a segurança necessária». Mas o que conta é a avaliação da DGV, que se baseou no horóscopo da Maya para refutar a falsidade de tais acusações. Quanto à Norma do Traçado e túnel, pá, esquece lá isso que isto depois perscreve.

" «Traçados revistos e curvas corrigidas» são as recomendações do OSEC, que critica a «inacção dos responsáveis que insistem em manter as condições de perigo para os utentes da estrada». No entanto, a Direcção-Geral de Viação (DGV) disse à Agência Lusa que «não estão identificados nestas vias troços perigosos»."

Por outras palavras, eles passam o tempo preocupados com as micoses dos seus escrotos do que propriamente em tomar conhecimento do país real. Façam um favor à nação e vão coçá-los para um asilo qualquer, pois precisamos de pessoas com um QI, vá lá, no mínimo superior à da Elsa Raposo, para liderar tal organização.

"Os dados da sinistralidade disponibilizados pela DGV apontam para um total de 412 acidentes com vítimas no Eixo Norte-Sul nos últimos seis anos, dos quais resultaram oito mortos, 37 feridos graves e 537 feridos ligeiros."

Eu gosto deste parágrafo: segundo dados da própria DGV! Mas infelizmente, vamos ter de esperar até que algum familiar desses anormais se espete no dito eixo, para que eles tirem os dedos do rabo e comecem a fazer o que lhes compete...

Sapos contra macacos! EMEL vs José Cid.



Depois deste disco de ouro, parece que é a vez da EMEL
ser fornicada por trás. Estejam atentos no porntube...


Pois é, o Jornal 24 horas conta que o José Cid quer sacar 600 contos à EMEL!!. Já agora, para quem não conhece a biografia alternativa do José Cid, pode consultar aqui, na Desciclopédia de José Cid (Atenção, é Desciclopédia, não é Wikipedia. Essa está cheia de falsidades!).
A história reza mais ou menos assim:

Assim que tirou o maço de notas do bolso para pagar os 60 euros de multa à EMEL, José Cid deixou escapar entredentes: “Esta brincadeira ainda vos vai sair bem cara”. O carro do mítico cantor português foi bloqueado na Avenida José Malhoa, em Lisboa, onde o músico esteve ontem três horas à espera que os funcionários da empresa municipal de estacionamento de Lisboa lhe pusessem o Nissan Terrano operacional – e sem que ele tivesse culpa no cartório, garante.
“Quando deixei aqui o carro, fui tentar pôr moedas no parquímetro, mas estava avariado. Como não tenho de andar 200 metros à procura de outro fui fazer a minha vida descansado. Qual não é o meu espanto quando chego aqui e tenho o carro bloqueado”, contou.
Ainda calmo, o cantor ligou para o número da EMEL, onde uma máquina lhe respondeu que o pedido tinha sido aceite e só teria de esperar pela chegada dos funcionários da empresa. E José Cid esperou, até ficar completamente passado."


Primeiro erro da EMEL: Deixar o José Cid passado. É que ninguém quer reviver o José Cid no passado, onde comia favas com chouriço. Adianteeeee....

"Depois de meia hora à porta do carro, o cantor voltou a telefonar, não obteve qualquer resposta e, à falta de melhor, resolveu ir deixando mensagens no gravador a... insultar a EMEL. «Deixei lá mensagens a dizer que tinha 70 anos, estava ao frio e que eram uns cobardes», explicou José Cid, que só viu o carro ser desbloqueado três horas depois do pedido."

É a primeira vez que ouço insultos do tipo "Sou velho, estou congelado, são cobardes". custa-me a acreditar que o homem do macaco e da banana não conseguia lembrar-se de insultos mais pornográficos... é que eles bem mereciam! Coitado do Cid, nem entra no Top 10 dos insultos mais originais para a EMEL...

"Enquanto esperava ao frio, o músico não ficou de braços cruzados: engendrou um plano para, ele próprio, se vingar da EMEL. «Telefonei logo para o meu advogado, expliquei-lhe a situação e ele diz que pelo menos dois a três mil euros (400 a 600 contos) vão cair na minha conta, vão ser umas ricas férias», ironizou."

Lanço aqui um apelo para que a indemnização seja ainda maior, a ver se as férias sejam ainda mais distantes e prolongadas. Madagáscar, por exemplo...

"Até porque, à custa da demora, o cantor viu-se obrigado a faltar a uma reunião em que iria discutir o grafismo do novo álbum. «Perdi uma reunião importantíssima no Porto e ainda por cima apanhei um frio de morte, que me deixou constipado. Se todos fizerem como eu e processarem a EMEL pode ser que esta empresa vil e cobarde desapareça», justifica.
O 24horas falou com Luísa Folque, assessora da vereadora Marina Ferreira – que tutela da EMEL –, que soltou uma gargalhada. “Bloqueámos a mãe do rock português, acho mal”, disse, a rir.
Mais a sério, depois de apurar responsabilidades, garantiu que o músico não tem como vencer em tribunal. «Os parquímetros estavam todos a funcionar e o único problema foi o tempo de demora. Havia vários carros bloqueados nessa rua e houve um problema com um deles, em que foi preciso chamar a polícia. Essa situação atrasou tudo», explica."


A mãe do rock português? Ó Luísa Folque, desculpa lá, mas foste extremamente infeliz... não me sai da cabeça agora uma imagem mental do José Cid (mãe) com o Rui Veloso (pai). Ergh! Deves perceber tanto de rock como de batráquios.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

O que fazem os polícias nos seus tempos livres?



Cortesia do www.portalpimba.com.


Para todos aqueles que tinham a necessidade de saber (ou não) o que os polícias fazem enquanto não passa ninguém para multar, aqui está a resposta... fenomenal!

É um Audi! Viste? É um Audi. Eu tenho um Audi.


Este carro é um Audi. Audi. Audi.

Desta forma, os peões na passadeira ficam a saber
que quase foram atropelados por um AUDI! Engenhoso!



Este artista apanhei-o num parque de estacionamento. Como se pode ver, o moço está muito preocupado que os diversos peões e condutores não percebam que ele hipotecou a casa para comprar um Audi. Vá lá, não era mais uma sucata importada da Alemanha, mas também, ena, um A3 com 10 anos...
De qualquer maneira, eu sinto pena do moço, pois deve estar na fase de desilusão, em que percebeu que o status e as mulheres prometidas pelo vendedor afinal são uma pura ilusão. Como tal, publicito aqui o carrito dele (desculpa lá, mas com a pressa, não tirei uma fotografia da matrícula).
Selhor leitor, quando vir este carro, por favor, repare bem e observe que se trata de um fabuloso Audi. Um Audi, uma obra-prima alemã. Um A3. Repitam comigo: A-u-d-i! Se virem o dono do carro, por favor digam-lhe que sabem que ele tem um Audi. Audiii. Acenem-lhe e digam também que gostam de Audis pretos. Audiii. Que carro tem ele? Audi. O que ele é? É o maior da zona! Porquê? Porque comprou um Audi. Ena. Audi. O tipo é bom. Audiiiii.... E comprem-lhe um chupa-chupa da minha parte.


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