Comportar-se como um animal ao volante é tão português como o fado e o chibanço. Ter ministros a 200 km/h na A1 sem pagar multa, comprar um Audi em 2ª mão, meter um aileron Matias na oficina do bairro e testar o bólide na ponte Vasco da Gama é português. E dizer mal dos outros também. E viva o blogue :)



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sábado, 24 de novembro de 2007

A maior colecção nacional de GTs e de flames de Portugal!






Parafraseando um grande viciado neste blogue, fiquei em verdadeiro estado catatónico enquanto descia a Rua da Boavista, no Porto! Imediatamente estacionei ao pé da Igreja de Cedofeita e tirei estas duas fotografias à revelia, não vá o dono do Citroën AX andar por perto e querer mostrar-me o interior do carro! Pelo sim pelo não, tapei a matrícula na fotografia, embora se possa afirmar com elevadíssima margem de segurança, que não deve haver outro carro neste universo e nos universos paralelos, que se assemelhe a qualuer nível a este exemplar!. Malta, aproveitai e colocai nos vossos fundos dos ecrãs, pois foi tirada da minha máquina fotográfica, e está com uma qualidade upa upa!

Bem, estou curioso para ver se esta posta também vai ter os típicos comentários defendendo a magnânime arte da personalização automóvel e exigindo que deixe estes tipos em paz, e que brindam normalmente as minhas postas sobre carros mega-modificado como este. E com o tradicional chorrilho de erros ortográficos característicos, claro... Será que vou ter um comentário assinado pelo AJR, o dono do AX (pelo menos, é o que eu infiro a partir da assinatura do capô)?!

Contar os autocolantes de chamas e os dísticos a referir a sigla mítica "GT" é um passatempo óbvio e bem desafiador que estas fotografias sugerem. Infelizmente, não cheguei a tirar uma fotografia do outro lado do pobre AX para podermos ter os valores absolutos e oficiais deste verdadeiro recordista do Guinness... mas, pelo andar da carruagem, e analisando atentamente a parte superior do aileron, dir-se-ia que também precisava de uma fotografia de baixo do carro, do motor, de dentro da mala e do tablier do carro... É que o dono está deveras preocupado em que a malta não confunda o seu extraordinário AX GT com um 1.1 RE rasqueta...

O trabalho de cromagem da ponteira de escape é digno de registo, bem como a sua preocupação com a segurança, colando todo o tipo de reflectores que foi encontrando nas casas da especialidade e nos cereais do Chocapic no carro, o que o deve tornar numa visão bem surreal à noite, com a luz dos faróis. E gosto particularmente das duas fitas ou correntes a sair das laterais dos pára-choques, a evocar aquelas míticas fitas anti-estática, que faziam muito furor entre os adeptos da personalização idiota automóvel nos idos anos 80. Se bem que continua a ser um mistério saber o que raio a electricidade estática quer alguma coisa com este carro...

GT... "Granda Tóino"...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

O prestígio de possuir um Opel Corsa...





O nosso colega Mauro Vieira, grande maluco de Vespas, no outro dia quase que caiu da sua montada perante a imponência de um Corsa com o símbolo da marca artesanalmente elevado, imitando o estilo próprio dos Mercedes-Benz! Não refeito do susto, ainda teve dúvidas para quem haveria de enviar as imagens... felizmente que alguém de seu nome Bob (quem é que raio, na posse das suas faculdades mentais em pleno, arranja um nick de Bob?!) o recambiou para aqui, para nosso gáudio e deleite! E sai mais uma posta fedorenta acompanhada de xuning caseiro para a Mesa 3.

Segundo o que o Mauro conta, esta máquina pertence a um sexagenário que mora para os lados de Leiria. Ele, pelos vistos, é um homem com muito tempo livre, está farto de perder no campeonato da Bisca de 7 do café da associação recreativa e cultural lá do bairro, tem uma reforma que estica ao final do mês como os seus suspensórios, e que finalmente tem uma elevada carência por estatuto e auto-estima. E ainda bem que assim seja, pois são as condições ideais para que se propicie o meu tipo de reação favorito na mente do português: a criação do "xuning caseiro". A vítima: um pobre Corsa.

Bem, há que admitir que a operação até foi bem feita! Aquilo não foi só serrar um tubo do estandal, furar o capô e espetar-lhe um parafuso e uma porca: o símbolo, ao que parece, foi soldado com cuidadinho, e termina numa esfera tal como o dos logotipos dos Mercedes, permitindo dobrar para trás. Ou seja, o ideal para aquelas situações em que, numa drag-race lá no bairro com o resto dos velhotes nos seus Datsuns, um bom 0,1km/h é importante para decidir quem vai para casa a pé ver as tardes da Fátima, ou quem vai para o asilo com aquela avozinha com mamas até ao umbigo.

Ah, e claro, para evitar que as pessoas que eventualmente ande a atropelar levem com uma tatuagem inesperada. É pena que ele não tenha pesado que o símbolo é capaz de atrapalhar o fluxo laminar do ar para a entrada de ar no capô, mas também que le lixe, a entrada de ar não serve para nada...

Mas a pérola é mesmo a evocação do mítico Carocha, ao colocar os piscas "olho-de-sapo" nos extremos do carro! Saudosismo, ou medo que não vejam as luzes de mudança de direcção?! Seja como for, é destes xunings que aprecio, e espero que isto seja ainda um "work-in-progress". É claro que lá vai à vida o 0,1km/h... mas quem pode gabar-se de ter um Corsa acarochado?!

E eu pergunto: para quando um Museu Português do Xuning, para protejer estas iniciativas privadas louváveis? Já temos museu de coches, um museu de carros antigos, vários museus do elétrico... acho que já temos muitos exemplares xunings que já justificavam uma Fundaçãozita (com eu a liderar, claro!) para mostrar estes produtos 100% portugueses ao mundo, pela comodidade de 15 euros a entrada, com desconto para reformados. Acho que era capaz de rivalizar com o Jardim Zoológico em termos de espécies raras e coloridas e em divertimento para toda a famelga. Que acham? Ah, pois, temos as concentrações tuning, é verdade, já me esquecia.

Oops, o que fui dizer?! É melhor fugir, que eu já os ouço do outro lado da linha.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Um Saxo aracnídeo!






Sim, já deu para ver que a malta que vem parar aqui com os costados, o que quer é sangue! Quer ver degredos ambulantes, quer ver bólides en-Tupperware-ados com grandes abufadeiras a raspar o alcatrão e... claro, os tunings de gosto duvidoso! Sempre que malho ou com a sinistralidade, ou nos radares, lá vêm a malta "Ah e tal, agora tiro-te do RSS", e "Mete Xunings, ó catano" e "quero o meu bilhete de volta". E eu digo: prontos, tá bom. :)

Bem, não há assim muito de especial neste Saxo que foi encontrado do Hi5 pelo rav3n. Como a maior parte deles, já se encontra muito avacalhado, com os faroizinhos da moda, e o típico joguinho de luzes azul neónico, evocando o mítico filme Tron. Ao que parece o chão do carro também irradia o mesmo tom azul eléctrico, tal como uma pista de dança dos anos 70. Claro que é para facilitar a manobra de ponta-tacão ao tuner, essencial no controle dos carros actuais hoje em dia, especialmente nas espessas filas de trânsito. Mais o autocolantezito tribal à maneira, e isto até que passa como mais um fanático banal do "2 Fast 2 Furious"...

Então porque é que merece honras de capa neste blogue?!

Abrir a mala deste Saxo é como entrar num filme do Rob Zombie; é uma etapa psicológica fundamental para quem quer tratar da sua aracnofobia profunda: ou exorciza os seus medos e fica curado, ou corta os pulsos ali mesmo. Podemos observar que o som emanado pelas gigantes colunas é guardado por duas vis Viúvas Negras, debruado sobre um cenário de chamas negras a decorar a mala! (Ainda não consegui descobrir se aquilo é pladur, ou se é esferovite). Este cenário macabro faz-me lembrar um concerto de Moonspell e, ao mesmo tempo, um grave distúrbio psicológico.

Pá, até pode ser bonito, mas e ir ao Continente? Mete-se os sacos aonde? Calha de roçar com o saco plástico das frutas na ponta de uma labareda negra, e lá vão as laranjas a rebolar pelo parque de estacionamento fora. Sem falar que há que ter cuidado a meter os graves a bombar, senão ainda se chega a casa com os ovos já bem mexidos!

Ele há com cada uma...

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

"As gajas ficam com a passarinha aos saltos com um tuning", dizem eles...



Bem, acho que não é assim que se entra no carro...

Será isto o famoso "rebaixar da suspensão" dos carros tuning?


Eu nunca fui a uma concentração tuning. Se calhar é devido ao facto de não ter ainda gasto um único cêntimo na alteração do me carro; pelo menos, acho que o meu kit GPL dificilmente será considerado uma modificação tuning, e muito menos o pinheirinho perfurmador que recebi grátis numa estação de serviço, e seria imediatamente escorraçado de uma concentração como um paneleiro no Irão. Também, não é propriamente um objectivo prioritário na minha vida (em termos de prioridade, primeiro eu quero um autógrafo genuíno do Tarzan Taborda -- sim, eu sei que ele já morreu), mas o bichinho adensa-se: O que é que se passa numa concentração tuning?!

Quem costuma folhear revistas de tuning como a MaxiTuning, rapidamente certifica-se que ninguém o está a observar, e fica tentado a virar a revista 90º e esperar que a centerfold se desdobre; é que, entre a Playboy e a MaxiTuning, acredito piamente que vê-se mais carne exposta por centímetro quadrado de papel na revista de tuning. Aquilo é tanta gaja descascada a roçar-se nos bólides alterados, que até as borbulhas dos adolescentes arrebentam sozinhas. E, ao que consta, até é mais barata que a Playboy.

Bem, será que este cenário de gajas é real numa concentração tuning? Gajas voluptuosas e derretidas às paletes, numa proporção tipo 4 gajas para 1 gajo, numa concentração por metro quadrado ainda maior do que no primeiro dia de saldos da Zara?! Será que os tunings finalmente descobriram um método infalível para conseguirem sexo desenfreado e gratuito, sem passar pela maçada de andar a pagar jantares e levá-las a passear nos parques públicos?! Fiz de imediato uma visita rápida aos fórums da especialidade para ver várias fotografias de diversas concentrações tuning por este rectângulo espetado à beira da Europa. A minha atenção centrou-se nesta foto-reportagem de um Honda Civic, de um tuner intitulado "Nigga", numa concentração em Palmela, que tem já indícios de algumas fêmeas ao redor dos bólides. Muito bem. Desde já, volto a reafirmar que percebo tanto de concentrações tuning como de literatura mongol. Mas de gajas percebo alguma coisa...

Como podemos ver, há duas tipas que não descolam deste Honda em particular. Não sei o que viram de especial neste Civic, mas se realmente elas estão mesmo escachadas com este carrito! (Será que o fetiche faz com que se atirem para todos os carros tuning que encontram parados nos semáforos?) Bem, pelo que vi, tal como um puto quando vê um elevador e que tem que tocar em todos os botões, parece que estas duas devem andar completamente com a passarinha aos saltos a roçar em toda chapa e plástico que vêem naquele campo de futebol improvisado em galeria de exposição tuning.

Diga-se de passagem, acho estranho as fotografias não mostrarem claramente a sua satisfação, como se estivessem numa fábrica de chocolates. Quase que dir-se-ia que foram pagas para fazer o frete de andar a decorar as fotografias dos carros, perpetuando a ilusão de que as gajas gostam de carros alterados, alimentando o negócio dos acessórios tuning à base de um truque de marketing velho, que é a associação de sucesso sexual com a compra de tais acessórios inúteis. Mas quem sou eu para dizer isso, não percebo nada...

Uma análise detalhada indicia que uma dessas raparigas parece que não se coíbe de emborcar uns bons BigMacs... Olha, se calhar, a imagem que vemos acima é, provavelmente, a acção em decurso daquilo que os tunings apelidam de "abaixamento da suspensão"... será? Se calhar, quanto mais baixo o carro está, é porque levou com mais gajas com hormonas aos pulos! Ena pá, então... não percebo: porque é que a malta anda a comprar SUVs?! Malta já com famelga, claro está! Também é verdade, não é fácil escachar-se no capô de um BMW X5 com aqueles saltos altos... e as costuras da mini-saia podem não aguentar...

De resto, exceptuando estas duas, não vi mais gajas na concentração... vocês viram? Se calhar, estava a dar o Dr. Phil ou a Oprah ao mesmo tempo. Não sei... estava à espera de mais exemplares femininos, tal como prometido nas revistas. Será que realmente isto é uma grande teoria da conspiração, e as gajas não se derretem assim tanto com um aileron carbonado? Será que preferem uma loja de sapatos? Será que isto tudo é um engodo para que a malta altere os seus carros e saia à via pública, ameaçando os demais utentes das estradas com os seus malabaristos mede-pilinhas, tudo num bailado para engate de fêmeas que afinal não existem e que não se ralam mais com isso do que com um KitKat?!

Oxh diabo, se calhar não deve ser assim. Devo ser eu. Em todo o caso, e a bem do esclarecimento público, acho que vou voltar a consultar a revista MaxiTuning de Outubro... especialmente aquela página com a loira a fazer a esparregata ao pé daquele carro com cor a pistacho. Uma análise muuuito atenta.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

O meu é maior do que o teu!




Clique para ampliar. Mas clique com cuidado, pois o aileron
do Toledo pode acertar-lhe no olho, e eu não me responsabilizo!


O nosso colega Gonças acaba de me entregar, agora mesmo, um pacote de imagens que se revelam mais um capítulo decisivo nesta vasta documentação exaustiva e científica que estou a fazer, e que é a «caracterização do homo sapiens de origens lusitanas e do seu comportamento ecossistémico em relação aos seus veículos automotores» (acho que me estiquei um pouco, mas ficou lindo). Nomeadamente, as ilustrações deverão imediatamente para o capítulo dedicado às práticas e rituais de acasalamento com fêmeas, e a sua influência na decoração do seu bólide.

Ora bem, todos nós sabemos que no mundo animal, há hierarquias. Numa alcateia, há o lobo com a cauda empinada, ou seja, o Alberto João Jardim lá do sítio, e há outros lobos com a cauda entre as pernas, ou seja, os Cláudio Ramos da zona. No nosso mundo, esse tamanho reflete-se claramente na quantidade de zeros à direita na conta bancária; e no mundo tuning, como é?! Como é que se distingue o Mahatma prémio-Oliveira-da-Serra, do simples azeiteiro de vão de escada?

Acabei de descobrir: é pelo tamanho do Aileron Matias. Isto, meus amigos, é serviço público. E, fica prometido, quando este estaminé ficar mega-famoso, eu prometo que mando fechar a Avenida da Liberdade, em honra ao serviço público prestado pelo meu blogue. Reparem atentamente na Imagem 1, o do VW Jetta branco: o aileron é curto, tímido, quase que como não quer ser notado, revelando falta de confiança, liderança e, pior que isso, falta de fêmeas. Isto, meus amigos, é a prova que também há uma hierarquia implícita dentro do tuga xuning, e que o mistério do xuning afinal pode ser medido e compreendido de uma forma empírica e científica!

Agora, reparem na Imagem 2, o do Toledo. Sim, o tal com aileron que até corta certinho os arbustos naquelas ruas estreitas. Aquilo é uma declaração de potência, meus amigos! É uma declaração de guerra, de vigor, de auto-confiança... só faltam as gajas. Reparem como este carro transpira carisma enquanto vai depilando o ar em finas camadas de azoto e oxigénio, e deixa uma aura de estatuto, por onde passa com os seus pneus traseiros carecas, de tanta downforce... bem, ainda preciso de mais elementos para interpretar convenientemente o que se passa na cabeça deste tuga (nomeadamente, um TAC), mas é um grande passo nesta cruzada que é o tentar perceber o que vai na cachola de um xuning!

domingo, 7 de outubro de 2007

SIC e Tuning, feitos um para o outro.





Não sei se repararam, mas ontem a SIC fez 15 anos, e toca a fechar a Avenida da Liberdade para desfilar os elencos das Chiquititas, os pivôtes, o Jel, a malta da Êxtase ("Dá muito trabalho..."), e... a parada de tunings!! Em primeiro lugar, porque é que raio se fecha uma avenida principal para uma parada de uma televisão? E se a Pasta Medicinal Couto fizer 200 anos, ou o Bacalhau Pascoal comemorar a 1.000.000ª tonelada de bacalhau vendida, também vão fechar a Avenida de Liberdade e meter umas abéculas vestidas de bacalhau e escovas de dente a passear?

Em segundo, mas que raio é que os tunings têm a ver com a SIC? É que ano passado, na mesma gala (sim, fecharam na mesma a avenida!), lá passaram os mesmos tunings! É que lá vi aquele Audi A3 com aquele volante em acrílico de formato Batman outra vez, e uma aberração como aquela não se esquece, caros amigos: fica marcado na nossa mente, tal como a capa da nossa primeira revista pornográfica! Cá vai disto, uma buscazinha na net e cá está o desfile SIC/Tuning de 2006, cortesia do YouTube.

No início, eu próprio não diria melhor: «reparem o que é possível fazer a um carro, simplesmente fantástico!» Aquele sotaque brasileiro-envergonhado do dono, à lá Roberto Leal, a descrever as alterações feitas ao bólide revelam alguma insegurança, talvez como quem se lembra das facturas pesadas de cada tralha inútil entupida. A criança, claro está, segue sem a cadeirinha imposta por lei, porque é festa e ninguém está lá para multar. Alias, primeiro está o aileron carbonado, depois a segurança, não é?!

«Um carro só para andar devagar», diz ele... pudera, com tanta tralha, aquilo deve fazer tanto barulho como a fábrica da Vista Alegre num terramoto! E, claro, a andar depressa não se pode jogar decentemente com a PlayStation, catano! Agora, vamos de volta àquele volante acrílico, que me fascinou de uma forma cabal: aquilo dá jeito para estacionar? Onde é a buzina? Aquilo não brilhará com o Sol por detrás? E não magoa os dedos? Não é por nada, mas trocar um volante perfeitamente útil e confortável por um de acrílico é mesmo de quem não prima mesmo pela inteligência!

Estou mesmo a ver que a SIC deve ter um contrato com os Tunings para participarem nas próximas paradas. Como tal, em 2008 cá os esperamos outra vez. Mais o elenco da Floribella III. Qual deles o mais repugnante.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Trabantuning!





Que raios, uma pessoa não pode estar descansado a gozar umas fériazitas em Budapeste, e anda tudo a reclamar por carne fresca para enxovalhar aqui no pelourinho dos tugas automobilizados... é verdade que tenho recebido várias contribuições vossas (desculpem a quem não levou com uma resposta minha), e eu sei que eu tenho andado a empatado um pouquinho (tenho que retomar o trabalho acumulado, malta!), mas deixem-me fazer por enquanto um belo parêntesis sobre os «húngaros ao volante», na sua versão mais... xungosa.

Bem, os húngaros podem-se gabar de terem um parque automobilístico bem semelhante ao português, com boas e modernas máquinas, mas também com umas pequenas salpicadas de carros bem antigos. Nisto, eles possuem uma vantagem tremenda, que são as verdadeiras relíquias do tempo de Kruschev e camaradas, tais como os terrivelmente penosos Zastavas, os horrorosíssimos Warteburg 353, que classifico como um produto de noite louca e regada a vodka entre um frigorífico e uma traineira, aqueles Fiat 126 fabricados na Polónia, e claro, os típicos Trabant.





Devo confessar que até sinto alguma simpatia pelo Trabant... apesar do seu motor pestilento de dois tempos, 25 cavalos e emissor de horrorosas e pestilentas nuvens de fumo azul, o carro é bem honesto, não enferrujava (claro, aquilo não é chapa, era Duroplast. Pelo menos, duraram bem mais tempo que os Alfa Romeo Arna...), e foi o mítico transportador de milhares de famílias rumo à liberdade no Ocidente. Já vi que há um Trabant a circular em Portugal (importado, claro), o que é estranho só para quem não conhece o misticismo deste carro. É poluidor, lento, desconfortável, torto... mas é um Trabant, e tem mais história num parafuso da roda do que um Kia.

Ora, como se compreende, quem não tem cão, caça com gato. E xunings há em todos os cantos do mundo; ora, os Trabants também não são excepção, e também levam com as suas alterações estéticas dúbias, que pouco ou nada fazem com que o carro ande a mais de 112km/h de velocidade de ponta. Seja como fôr, apanhei um Trabant amarelo com dupla faixa branca ao fundo, e em mais pormenor, apanhei este com uma dupla fita adesiva azul, desde o pára-choques até ao topo do capô, e que repetia o mesmo molde na parte da mala (sim, era um Trabant SW), embora já um pouco descascada. Gosto particularmente na secção onde a fita cola passa pelos buracos da grelha, onde o dono não se preocupou em cortar e dobrar a fita para dentro, para melhor simular as riscas de tinta. Isso sim, é o equivalente do Xuning para o minimalismo na pintura. Vejam se conseguem xunguificar o vosso carro com uns meros 10 Forints (cerca de 4 cêntimos)...

Bem, eu julgava que a versão desportiva do Trabant destavaca-se por ter um par de sapatilhas na mala... agora estou elucidado. Bem, vou estar de volta para recuperar o pior que se faz nas estradas portuguesas, e digo-vos já, em dois dias, já apanhei tamanhos burgessos à minha frente nas filas, que só dá mesmo vontade de rir.

domingo, 23 de setembro de 2007

O ás (ao volante) de espadas!



"By the power of Grayskull"... He-man, alguém ainda se lembra?


Não há volta a dar-lhe: para o português, a parte traseira de um carro é como uma tela em branco. O céu é o limite, uma vez que o mau-gosto não conhece limites. O Luís Alves decidiu registar este momento e partilhar com a malta. Obrigado Luís. Eu estou pronto para mais uma noite nas caves de Budapeste, mas antes, tenho de cumprir a minha obrigação para com a disseminação lusitana desta arte mui nobre que é o xuning luso!

Ora, em primeiro lugar o dono deste Brava devia era seguir as minhas recomendações para quem quer estar por dentro da moda do xuning actual e começar por arranjar um nome. Eu sugiro o "Espadarte Verde" ou o "Cavaleiro Bravo". "Excalibur Verde" também não é mau, mas envolve uma cultura geral avançada, que acredito, não abunde muito no submundo do xuning...

Em segundo lugar, aquele pára-choque à lá Ferrari 360 Modena, com quatro abufadeiras... para um motor 1300cc, é no mínimo, algo ambicioso. Para não dizer grotesco. Para não dizer ridículo. É assim que os políticos se insultam sem realmente DIZER que disseram isso, não é?!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Quem tem medo do bicho papão?!



Eu costumava ter medo do bicho papão... agora, tenho pena dele.


O nosso colega ao volante Gmigas acabou de ter um verdadeiro encontro de 3º grau, e que partilhou com a malta do fórum AutoHoje. Realmente, parece que está efectivamente na moda dar nomes aterradores aos bólides de cariz xungoso: depois de um yellow bastard, e de um charuto envenenado, temos agora o verdadeiro pesadelo da criançada, em formato xuning: o bicho papão!

Sim, é mesmo verdade: o bicho papão existe, e anda à solta pelas estradas lusitanas! Portanto, caro leitor, se só dormia com a luz ligada quando era miúdo, ou se já pensou em serrar as pernas da sua cama, é melhor andar com um par extra de cuecas no porta-luvas: porque ele está por aí, para aterrar os condutores portugueses com os seus rateres!

Bem, por estas alturas, o rol de potenciais trocadilhos que posso fazer com este exemplar 100% lusitano está a acumular-se na minha cabeça a uma velocidade fulgurante! Por exemplo, é caso para dizer que o condutor deste carro costuma sair do armário à noite... ou então, provavelmente é uma homenagem à reprogramação que fez lá à centralina, que faz com que o carro gaste 20 litros aos 100 rateres. A pantera negra e a cor vermelhinha pode indicar que afinal o bicho papão é bem capaz de ser apenas um vendedor de Kits sócios júniores SLB com técnicas de marketing algo agressivas. Ou apenas que, no fundo no fundo, o condutor é apenas uma criança traumatizada à nascença. Seja como for, e acreditando no filme do Tim Burton, é feio como o José Castelo Branco sem maquilhagem.

E, como este blogue é uma referência de culto para o que de mais xuning se faz no nosso país, aqui vão uns bons conselhos para quem se quer iniciar na nobre arte do xuning.

Jovem, começa primeiro por escolher um nome com duas palavras para o teu bote. Qualquer coisa que possa ser um bom candidato a um filme com o Steven Seagal, o Jackie Chan e o Van Damme juntos, tipo "Pesadelo Azul", "Berbequim Demolidor", "Devorador Implacável", "Japuna Assassino" ou "Inferno Mortal". Catita, não é?!

Depois, arranja um lettering à maneira, e cola no flanco, no vidro de trás, no capô e na testa. Se puderes, complementa a tua assinatura com um escape com um assobio característico, para que possas deixar a tua marca em cada semáforo. Vá, o xuning espera por ti.

Acima de tudo, não desesperes: o bicho papão é mau, mas não é invencível. Já reparaste que o fulano cometeu o erro crasso de ter um aileron da Norauto?! Arrasa já com uma tábua de ferro genuína, forrada a autocolante a imitar fibra de carbono! A vitória é tua!

Não é difícil, jovem, acredita. Surpreende-nos. Tenta bater o bicho papão, e envia para nós os teus projectos. Garanto que eu publico-os...

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

A Geração "NOS": xunguifica tudo o que se mexe!



Eu estou curioso para ver o efeito de nitro num vulgar motor 1.0...


Confesso que cheguei a ver o filme "The Fast and The Furious" quando estava no cinema, creio que o Guterres ainda andava a fazer as contas públicas... fui com uma data de amigos, e a escolha foi um "plano B", pois o filme que queríamos ver estava esgotado. No final, fiquei deveras desapontado com o serão que tive, pois eu sou cá mais um apreciador de Tim Burton, Riddley Scott e Quentin Tarantino, o que quer dizer, eu gosto de filmes BONS.

O filme "The Fast and The Furious" tém uma história absurda, sendo apenas uma manta de retalhos para poder aparecer carros tunings em picardias, gajas jeitosas e alguma acção hollywoodesca, com os típicos carros a explodir. De resto, quem é que acredita que os polícias têm assim tão bom aspecto como o Paul Walker, e que não têm nenhum problemas em gastar milhares de dólares em carros xuning, casas com piscina, um staff de escutas e num polícia disfarçado, para apanhar um fulaninho que assalta camiões?! Era só deixá-lo morrer com um tiro de caçadeira nos cornos, até saía mais barato.

Mas o mal estava feito: porradas de pessoal saíram das salas de cinema com um novo significado nas suas vidas, como se tivessem visto a luz! Era fácil ver quem foi iluminado, pois desciam as escadas rolantes do cinema numa espécie de hipnose, e a repetirem para eles mesmos: "tenho de pôr NOS... tenho de quitar carro...". Pois é, esses fulanos, a que eu tristemente chamo a "Geração NOS" tem uma grande apetência por transformar os seus pobres carros nos bólides que viram na sala do cinema.

Este Corsa é mais um belo exemplo de como o cinema pode ser bem perigoso para mentes susceptíveis de serem influenciadas por lixo de hollywood. Um flagelo que, esperemos, seja temporário. Isto é, esperemos que não se lembrem de fazer mais um filme de xunings...

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Firme e Hirto como um CRX Xuning!






O Hugo qualquer coisa deu-me uma tacada para ir visitar este leilão no OLX, onde vende-se pela módica quantia de 5000 euros um Civic CRX importado em 2ª mão completamente xuning, de 1990, com 144000km. Ou seja, um negócio da China... para uma das partes, é verdade. Mas prontos, isso de Civics xunings em 2ª mão do estrangeiro a serem propostos para venda por preços fantásticos é tão banal como ter acne na adolescência... o que é que faz este link merecedor de uma posta dedicada?

A resposta é simples: o elevado recorte técnico-táctico dos comentários no leilão! Como apreciador de ironia fina e de insultos puros e duros, dei por mim a rir-me e bem de certas tiradas de alguns anónimos, que bem merecem destaque aqui. Realmente, tuning não é crime, é arte, apregoam os seus fanáticos. Pois bem, eu concordo a 100%, uma vez que também considero a comédia uma arte. Bem, fica aqui um resumo alargado de tal diálogo fantástico.

Em primeiro lugar, o dono vocifera, para quem não gosta, alegando que "não sabem estar na moda"... não respondeu é porque então quer vendê-lo. Alguém sugeriu comprar o carro, "para o tirar da estrada e mandar pra sucata". Alguns insultos mais tarde, há quem repare que "a cor diz tudo amarelo azeiteiro", embora eu discorde: o azeite tem uma cor bem mais apetitosa.
Alguém refere que "tuning não é crime mas para ti deveria de ser", o que faz com que o dono fique imediatamente elucidado sobre a orientação sexual e preferências libidinosas de todos os participantes no leilão. Ah, mas isto não fica por aqui!!

Alguém sugere que o dinheiro enterrado nesse pobre carro dava para ter relações sexuais e homossexuais com o dono do carro durante um ano inteiro, ao qual este responde com a sua fantástica performance sexual com as mães de todos os críticos dos xunings. Alguém põe ordem e relembra que "é tudo dor de cotovelo" e, num estilo Che, "venceremos" (o quê, não sei bem). Quando alguém duvida se "esses 150 cv podem com tanta parolice", o que é perfeitamente legítimo, a conversa envereda logo por um teor bem sexual, com garrafas de azeite à mistura. Deve haver uma linha ténue entre xuning e homossexualidade, pelo que vejo. Ainda bem que gosto do meu carro tal como veio de fábrica!

Mais abaixo, alguém refere que "desde que viu este carro, passou a acreditar em OVNIs"... o conflito passou a internacional, com um espanhol também a dar umas tacadas sobre a opção estético-azeiteira do pobre CRX, o que despoleta uma onda de solidariedade xuning lusa, visando claro as mães espanholas. Há aqui uma boca que não percebi, tal é o seu recorte técnico: "ESFREGA UMA MOEDA DE 50 CENTIMOS E METE-A NO CÚ DA TUA ÃE E JOGA MATREQUILHOS COM OS CORNOS DO TEU PAI "... o que é que isso quer dizer? Algúem mais sensato recorda que "queria agradecer o facto de existirem carros destes para um gajo se rir de vez em quando", o que me faz pensar que realmente o xuning até tem alguma utilidade.

Infelizmente, o tema do leilão é substituído por ameaças de proezas sexuais dignas de um John Holmes cruzado com um coelho. Até que ponto isto ajuda a vender um CRX cor de azeite, não sei: será uma nova técnica de vendas agressivas?! Seja como for, daqui para a frente torna-se um enredo que deve ser bem excitante para a comunidade gay, uma espécie de Gina online, mas com um xuning à mistura.

Após alguns dias de intenso fervor sexual, eis que o autor do leilão cede, e diz: "fds...eu sou um azeiteiro do caralho eu sei.... Mas entendam meus...eu tenho de vender este carro feio pa caralho. Vejam se conhecem alguem que compre isto!! Preciso do dinheiro!". Até que ponto foi mesmo ele que disse isto ou não, o que é verdade é que alguém se mostrou solidário e propôs "trocar esse crx pelo meu passe social L123(...)eu sei que fico a perder". É verdade, mas não muito, pois houve quem dissesse que "preferia ir a pé" do que andar nesse carro. Há alguém que confessa que ""tem Betume e fibra de vidro a correr me nas veias...", o que deve picar imenso. Alguém sugere, e muito legitimamente, em "vender isso a uma escola de samba de torres vedras?", enquanto alguém nega o epíteto de azeite, comparando a uma "embalagem de mostarda ambulante"...

Perante tudo isto, ainda ninguém fez a pergunta certa: o que é que o carro fez para merecer esta telenovela?!

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Tenho que andar mais vezes pelo Hi5!




Não sou nenhum expert, mas acho que se devia fazer um teste às
substâncias psicoatrofiadas e estúpidofacientes a este indivíduo!


Eu tenho uma conta no Hi5 desde 2004, quando aquilo surgiu pela primeira vez, pois parecia divertido; mas como aquilo mais parece um antro de basofes e de adolescentes com as hormonas aos pulos, praticamente não estou lá: tenho orgulhosamente 0 fives. Mas eu sabia que não devia apagar a conta, e pelos vistos, tenho razão!

Esta pérola foi encontrada por um utilizador do fórum do AutoHoje, de seu nick Taberneiro. Diz ele que esteve no Hi5 e deparou-se com esta pérola, coadjuvada pela seguinte legenda: "este é o meu carro". Ainda estou a massacrar a caixa de mensagens deste pobre user para que ele me envie o link para que eu veja isto com os meus próprios bytes, pois eu não acredito que tal aberração exista! Edição: já tenho o link!!! Prepare-se para um experiência do outro mundo: a página do hi5 do espanhol! (cuidado, que tem som asqueroso e tudo!)

Se admitirmos que o Photoshop não tem nada a ver com isto, estamos perante mais um caso crónico de perturbações mentais feitas pelas capas das revistas tuning, que estão sempre a sugerir nas capas que, quanto mais apetrechos se colocar nos carros, mais silicone tens à tua volta.

Pelo menos há que admitir, este fulano não se fica apenas pela anteninha tubarão e jantola grande: ele traz para o mundo da personalização automóvel um conceito novo: uma paisagem de uma cascata na mala, claramente a evocar aqueles quadros desconcertantes que se vêem nas lojas dos chinocas e nos restaurantes chineses, com a água a mexer. Aquilo parado num semáforo até deve hipnotizar o tipo que vem atrás!

Dentro do carro, vemos que o moço adora cores primárias: tablier amarelo, portas azuis e volante vermelho. O volante é cortado, o que visa obviamente facilitar as manobras de estacionamento. É uma daquelas coisas que eu não percebo porque ainda não é de série...

Como é que este carro passa na inspecção?! E depois é o meu que quase que chumbava porque tinha a direcção um pouquinho desalinhada...

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Uma tábua de passar a ferro à maneira!





Quando saio à rua, apanho sempre malta a querer o meu autógrafo, a tirar fotografias comigo, e a perguntar de onde é que eu tenho esta incrível capacidade de ter sempre xunings fresquinhos logo de manhã para chibar junto do pessoal... OK, estava a exagerar na parte dos autógrafos e tal, mas as fontes de xuning, acreditem, são muito fáceis... são os próprios donos que os colocam na net!

Nada mais fácil do que ir à secção do tuning no StandVirtual para ver obras-primas que... enfim, já estão acabadas, e cujo dono quer agora carro novo para iniciar outra obra... ou então foruns de xuning, ou associações como o Sport Styling Clube do Fundão! Não, não é o clube de futebol local, reparem na palavrita styling ali a marcar a diferença! Pelos vistos, o Fundão quer estar para o xuning como Paços de Ferreira está para o mobiliário!!

Vão à galeria de fotos, e lá encontram vários artistas premiados na competição anual lá da zona (sim, o avô do Uno Type R é lá o guru ou o mahatma daquele clube, e vencedor incontestado!). Para ilustrar a qualidade de xuning que por lá popula, meti aqui um forte concorrente ao prémio estranho/exagero xuning deste ano, um Mercedes C 220 CDI com aileron Matias!

Realmente, um CDI com uma tábua daquele tamanho é um pouco estranho, mas toda a aderência é pouca, meus amigos!! Fica-se sempre com a pulga na orelha e pergunta-se porque é o dono decidiu-se por um Mercedes importado da Alemanha em 2ª mão como tela para a sua obra, e não um Civic todo escafiado... o meu palpite é que usou a prata lá da casa, ou de um fritz qualquer.

E aquela asa bem que dá jeito para pousar o garrafão e outros copos no piquenique da famelga, ora digam se não dá... e no final, pode-se pendurar a toalha para secar, depois da almoçarada. Aquela coisa deve fazer mais downforce a 30 km/h do que um saco de cimento!! Dêem um troféu a este moço, mesmo que seja o troféu do xuning mais original... porque só ele mesmo para se lembrar de meter aquela tábua de passar a ferro num CDI!! Bravo!

terça-feira, 31 de julho de 2007

Quando o artista vende a obra de arte...






Devem ser momentos dolorosos os que o dono desta Mercedes 250 TD deve estar a sentir... esta carrinha está à venda no miau.pt pela módica quantia de 7450,00 euros. Apressem-se, pois o leilão acaba dia 4 de Setembro.

Pois é... depois de muito tempo e dinheiro gastos no bólide para que ele tenha o aspecto ideal e à imagem do seu dono, ou seja, coisas como as quatro abufadeiras como mandam as regras, as pestaninhas nos faróis, os faróis de nevoeiro suplementares, a jantola e a grelha racing, eis que o verdadeiro artista decide vender a sua obra de arte xuning e partir para a criação de outra obra-prima.

A crise é lixada... vejam o que o dono responde quando alguém lhe diz: «Mto bonito o carro! Parabens!!! ;)», ele diz simplesmente: «Muito obrigado! Até é com muito custo que a tenho que a por a venda. A vida está dificil!». Sim, a vida está difícil para os xunings... Não há subsídios do Estado, não há reconhecimento da Sociedade Protectora dos Autores, não há reconhecimento da parte de galerias de arte... no fundo, somos todos um povo que não reconhece a veia artística de pessoas como este triste dono desta obra-prima.

Vá lá, de certeza que você tem 7450,00 euros para dar por um carro com 17 anos, com mais de 100.000km (o dono não quis especificar quantos mais tem), mas que é um autêntico Dali em quatro rodas! Junte-se a esta causa, apoie o xuning!

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Xuning GPL bi-color e mata-vacas...






Ah pois é! Qual é o blog que vos oferece um xuning bi-color a gás e com um belo mata-vacas logo na segunda-feira, fresquinho pela manhã? Só o blog do português ao volante, pois claro! Há muito para falar sobre este carro, nomeadamente o porquê de um mata-vacas, acessório que fica bem em pick-ups, num carro que se destina ao pavoneamento citadino... será que é uma nova moda que o dono está a tentar despoletar?

Não sei, mas aqueles duplos-holofotes logo à frente sugerem realmente que o tipo se dedica o desporto road-kill, onde o objectivo é encadear os animais e depois trucidá-los com o mata-vacas. Desculpem a qualidade das fotografias (cortesia do Gonças), mas acho que consigo descortinar um pequeno vestígio de sangue seco na barra.

Bem, quanto às belas cores usadas neste bólide (verde ranho e branco pasteleiro) são particularmente... aberrantes. Como é que estarão descritas no livrete?! Será que o tipo é um ferrenho sportinguista? Se sim, então para que é que está a ridicularizar o seu clube? Acabo a minha análise com uma ressalva: O facto de andar a GPL. Agora sabem onde é que eles arranjou o dinheiro para o mata-vacas...

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Armas laser na traseira! Como é que não pensei nisso antes?!




Não, meus amigos, não é um Cadillac Eldorado... é um Lancia Lybra.


Lembram-se da posta onde eu andava atrás de um gerador de rateres, para poder enxotar alguns exemplares da pior corja de condutores portugueses que há, os condutores-emplastro que se colam como lapas às nossas traseiras, sempre que estamos calmamente a fazer uma ultrapassagem? Ora, meus amigos, tenho o prazer de vos anunciar que eu HOJE EU VI A LUZ!!! E vou partilhar convosco o que eu vi!

O nosso colega EspetalhaVara acabou de ter um verdadeiro encontro de 3º grau com um Lancia Lybra muito especial, e do qual registou na sua máquina estas duas imagens, e que partilha aqui com o pessoal... meus amigos, estão a ver aqueles dois corninhos a brotar fora da mala deste Lybra? Sim, aqueles dois cornos que parecem a cauda de um cadillac Eldorado? O que são? A nova moda do xuning?!

Eu explico-vos: Aquilo são armas-laser! Apontadas para trás! Genialíssimo! Nem o Q do James Bond se lembrava de tal coisa!! É ou não é verdade que ninguém se irá atrever a cheirar o rabo a esta Lybra, sabendo que leva logo com um maralhal de raios plasma, que até anda em duas rodas!? Como é que eu não me lembrei disso antes?!

Digam lá se tais apêndices não impõem respeitinho, há? Esta é uma inovação fantástica, que só podia ter origem na mente sempre criativa e desenrascada de um português!!! Quanto a mim, eu vou já ver se o Li Chung, o chinoca ali do bairro, tem algum brinquedo parecido para eu colar na traseira do meu bólide. Nem posso esperar pela demora, é que vai ser desta que me vou ver livre dos emplastrados!! Finalmente! Iupiiii!

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Como ser mau com uma lata de tinta branca.



Este carro acabou de ter mais 1 cavalo... descubra aonde.


Nada bate o português quando o assunto é tentar subir na vida com o menor custo possível. A mistura explosiva que é a criatividade ímpar do tuga, mais uma carteira pouco recheada, um gosto estético bastante duvidoso e uma vontade imensa de vingar nas suas relações sociais, resulta quase sempre num aberrante "xuning" de bradar aos céus. Nós agradecemos, pois cá estamos para chicotear tais exemplares!

Bem, o dono deste pobre Honda Civic (parece que consigo ouvir o Civic a chorar) parece que tem um fetiche preocupante por decorações 'double-white-stripe', que realmente ficam muito bem a muitos muscle-car americanos, mas que parecem verdadeiras aberrações quando são aplicadas a carros fora desse campeonato!! Nada que o demova, portanto; toca a pôr em marcha a "Operação Status por 25 euros", que deve ter incluído:

- Um pobre Honda Civic;
- Um balde de tinta Robbialac;
- Uma trincha e pincéis de retoque;
- Uma data de jornais e fita-cola;
- Uma grade de Super-Bocks.

Não saía mais barato meter um TDI na mala? Mas prontos, mais um tuga que saíu do anonimato e que agora ostenta o seu novo bebé com orgulho, podendo agora entrar de peito firme na tasca da zona, fazer ultrapassagens mais arriscadas e farolar todos os que não andam à sua velocidade.

Falem de mim, mal ou bem, mas falem de mim. Obrigado ao gonças por aceder a partilhar este camafeu neste blogue.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

4 abufadeiras não é para qualquer um...






Agora que o meu telemóvel voltou finalmente do hospital, já estou pronto para fotografar as aberrações de 4 rodas que vejo por aí. Uma delas é este Mercedes, que está a gritar para ser ridicularizado. Infelizmente, esqueci-me de meter a definiçaõ da fotografia para 1024x768, mas não está de todo má.

Pelos vistos, e ao contrário do que o António Costa Santos diz no seu livro "Proibido" (que me parece muito bom, a ver se o compro), os carros com matrícula CU, sim senhora, não foram proibidos pelo Estado Novo; mas também não foram exclusivamente para os tais Fiat 131 Mirafiori da Polícia. A prova é este (infeliz) exemplar. Ah pois, que este blogue também é sobre cultura geral, e não é só postas fedorentas sem valor comercial. (Nota: ver comentários a esta posta para mais dicas sobre este assunto das matrículas.)

Bem, se bem que é verdade que há casos bem mais graves de xuninguificação tuga do que este Mercedes 200D W123 (penso eu de que), também há que admitir que pintar as letras do fabricante de pneus num carro familiar com genuínas pretensões a clássico, já indicia alguns distúrbios de personalidade. Sim, porque este carro tem tanto de desportivo como o Couceiro tem de treinador.

O verdadeiro destaque vai para as quatro abufadeiras de cano grosso que este Mercedes ostenta com orgulho, como quem diz "1 é pouco, 2 não chega, 4 já são suficientes para evacuar a fumarada que este Diesel gera". Fontes inseguras confidenciaram-me que o Al Gore passou por este blogue e teve um início de ataque cardíaco quando viu esta fotografia. Sim, parece-me que, em Portugal, a quantidade de canos e de respectiva fumarada que sai deles ainda está directamente correlacionada com o estatuto (ou ilusão de) do condutor.

Mas custa assim tanto comprar um desportivo em segunda mão? Coitado do W123, não merecia tal sorte.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Eu sou mauuuu!!!




Mmmm... acho que este carro não dá para vender como sendo de uma
senhora idosa que só o usava para ir ao centro paroquial..


Uma pergunta irritante anda a assolar o meu cérebro, a ponto de me retirar o sono: será que, desde que o Vaticano divulgou os seus 10 mandamentos do condutor, os portugueses alteraram o seu comportamento ao volante? Bem, ontem quase que fui atropelado na passadeira, e o homenzinho olhou-me tipo Bruce Willis, como quem a dizer: '- se não fosse o Ratzinger, estavas mortinho e era mais um para a minha conta pessoal. Tiveste sorte, palhaço!', acho que até fez algum efeito...

Claro está que há certos indivíduos que não andam atentos a notícias deste calibre. O dono deste... (Peugeot 106 ou Citroën Saxo? você decide) foi capturado pela objectiva atenta do caditonuno, num belo dia de chuva. Estamos seguramente na presença de mais um xuning genuíno com a marca portuguesa, que deve estar já em fase concluída e madura, uma vez que já não há muito espaço para amaricar mais o pobre carro.

Reparem na imponência do pára-choques, os autocolantes tribais espinhosos tipo "eu pico se me tocas", faróis e vidros escurecidos à lá gangsta rap... acho que estamos seguramente na presença de um indivíduo mau como às cobras, um discípulo do próprio Lúcifer que está a subverter os mandamentos da Igreja, tentanto impor uma Nova Ordem Mundial de Caos e Destruição.. ou então apenas queima vermelhos e não cede passagens nos cruzamentos! Seja como fôr, este fulano desafia com todos os cm2 de chapa e de plástico o 5º mandamento do Ratzinger, "Que o automóvel não seja um lugar de dominação e nem lugar de pecado".

Ora digam lá se este carro não intimida qualquer um, e mete as regras de simpatia na estrada pelo cano de espace adentro... eu até era capaz de ir em contra-mão, tal é o respeito que este fulano impõe sobre o asfalto! Isto sim, são os verdadeiros mandamentos do português ao volante: "1 - Tu és mau! 2 - Se não és mau, lê o mandamento 1".

sábado, 30 de junho de 2007

16 Faróis... será que chega?



Ou este tipo é cegueta, ou é um orgulhoso accionista da EDP!


O crédito desta fotografia é de um colega desse grande condutor tuga que dá pelo nome de Gonças, registando na sua máquina um trauma único no panorama automobilístico lusitano: o xuning iluminado! Eu achava que tal estirpe de azeite já tinha sido exterminada, mas pelos vistos, o português ao volante não pára de nos surpreender com as suas re-entrês no top!

Nos anos 80, era frequente ver-se carros com bonitos faróis amarelinhos a sair de fora da grelha, na altura em que os faróis que vinham com os carro não iluminavam puto. O meu vizinho tinha um Ford Escort com os ditos, que 99,99% das vezes tinham uma capa a protegê-los, ou seja, nunca eram usados; era mesmo para dar aquele estilo Rallie. Por isso é que nunca arranjou aquela panela rota de escape.

Bem, o artista da fotografia tem claramente um problema nos seus olhos, o que o leva a confiar em nada mais, nada menos do que 16 faróis para o navegar pelas noites negríssimas das estradas portuguesas. Quanto aos demais condutores que têm o azar de se cruzar com este faroleiro, correndo o risco ÓBVIO de quase verem Deus com tamanho apetrecho, que se fodam com um F grande! Aliás, é mesmo isso que o funcionário do IPO que inspeccionou o veículo e que deu-lhe o selo verde (como se pode ver), pensou: não há nada de anormal neste carro. Pode seguir.

Só de pensar que uma vez queriam chumbar o meu carro só porque tinha a direcção um pouquinho desalinhada... dá que pensar. Será que o gajo precisa de desligar o autorádio antes de dar máximos, com medo que o fusível vá à vida?! Aquilo é que é um bom carro para ir para Tràs-os-Montes e ir à caça de lebres... de uma maneira mais radical.


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