O reconhecimento ibérico...

ChemaLiso, um camarada blogista espanhol, tem um post fantástico sobre ã sua experiência com portugueses ao volante, intitulado Portugueses al volante (um título muito original), e que comprova o reconhecimento internacional, e talvez, ibério, das artes rodoviárias lusitanas. Tal e qual como a famosa (e tristemente defunta) página do Desenrascanço na Wikipédia atesta a nossa capacidade ímpar de improviso.
Aqui vai uma traduçãozita do que ele diz no seu blogue, chemaeldragon.extreblog.com:
"Os portugueses ao volante são um perigo constante. Andam a mais de 180 km/h, olhas para trás numa grande recta e não vês nada, e em pouco tempo passa-te um como um suspiro. Depois há os que se colam atrás como uma lapa porque pensam que assim a resistência do ar é menor e, à tua custa, poupam. Bem, isto também muitos espanhóis o fazem, embora o motivo seja evitar serem multados. Acreditam que, se vais muito rápido e colado ao outro carro, multarão o primeiro, quando na realidade multam os dois, e adicionalmente proporcionam uma condução temerária."
Bem, a caracterização do condutor português está lá, sim senhora. Constata-se que o amigo espanhol também ainda não sabe o verdadeiro motivo porque os portugueses conduzem a centímetros do carro da frente: estão a treinar-se para, no final de uma portagem, colarem-se a um camião na Via Verde, para que a caixinha não debite e a câmara não consiga fotografar a matrícula. Como em Espanha não há tanta portagem como há cá, eu perdoo-lhe.
"Hoje, na minha condução diária desde Badajoz a Mérida, quando ainda não amanheceu, chego ao pé de um português que levava um TomTom Navigator. Reparo que leva os faróis no limite do correcto e do incorrecto. Explico-me: se vais de viagem e levas a mala cheia até acima, o normal é que pese um pouco mais na parte traseira do carro, o que faz com que a parte dianteira suba um pouco, o suficiente para que os médios se convertam em máximos. Pois assim ia contente o português, incomodando com as suas luzinhas todo aquele que se punha à frente dele. Mas não contente com isso, um par de km à frente, decide ultrapassar-me usando a técnica de pegar-se no meu cú para sair disparado, algo muito temerário porque se eu quisesse travar, não daria tempo para ele reagir.
O português é um ás no que toca a utilizar um GPS. Em especial nas autovias espanholas, tão mal sinalizadas e com raríssimas indicações, onde tal aparelho é vital. Mas sou capaz de apostar que o manual de instruções ainda deve estar embalado em celofane, no porta-luvas, tal como veio de fábrica.
Caro amigo ChemaLiso, calma, uma coisa de cada vez. Primeiro, ainda é necessário ensinar muitos portugueses a usar o pisca-pisca, e explicar que não é um acessório para usar no Natal. Depois é que podemos passar para um nível mais avançado, como é a regulação da altura dos médios.
"Os portugueses têm fama de conduzir muito mal. A mim demonstram-me diariamente e estamos em território espanhol. Nem quero imaginar como será conduzir por território português.
Dá para escrever um blogue, caro amigo! :)













