Comportar-se como um animal ao volante é tão português como o fado e o chibanço. Ter ministros a 200 km/h na A1 sem pagar multa, comprar um Audi em 2ª mão, meter um aileron Matias na oficina do bairro e testar o bólide na ponte Vasco da Gama é português. E dizer mal dos outros também. E viva o blogue :)



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quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

O reconhecimento ibérico...

Espanha
ChemaLiso, um camarada blogista espanhol, tem um post fantástico sobre ã sua experiência com portugueses ao volante, intitulado Portugueses al volante (um título muito original), e que comprova o reconhecimento internacional, e talvez, ibério, das artes rodoviárias lusitanas. Tal e qual como a famosa (e tristemente defunta) página do Desenrascanço na Wikipédia atesta a nossa capacidade ímpar de improviso.
Aqui vai uma traduçãozita do que ele diz no seu blogue, chemaeldragon.extreblog.com:

"Os portugueses ao volante são um perigo constante. Andam a mais de 180 km/h, olhas para trás numa grande recta e não vês nada, e em pouco tempo passa-te um como um suspiro. Depois há os que se colam atrás como uma lapa porque pensam que assim a resistência do ar é menor e, à tua custa, poupam. Bem, isto também muitos espanhóis o fazem, embora o motivo seja evitar serem multados. Acreditam que, se vais muito rápido e colado ao outro carro, multarão o primeiro, quando na realidade multam os dois, e adicionalmente proporcionam uma condução temerária."

Bem, a caracterização do condutor português está lá, sim senhora. Constata-se que o amigo espanhol também ainda não sabe o verdadeiro motivo porque os portugueses conduzem a centímetros do carro da frente: estão a treinar-se para, no final de uma portagem, colarem-se a um camião na Via Verde, para que a caixinha não debite e a câmara não consiga fotografar a matrícula. Como em Espanha não há tanta portagem como há cá, eu perdoo-lhe.

"Hoje, na minha condução diária desde Badajoz a Mérida, quando ainda não amanheceu, chego ao pé de um português que levava um TomTom Navigator. Reparo que leva os faróis no limite do correcto e do incorrecto. Explico-me: se vais de viagem e levas a mala cheia até acima, o normal é que pese um pouco mais na parte traseira do carro, o que faz com que a parte dianteira suba um pouco, o suficiente para que os médios se convertam em máximos. Pois assim ia contente o português, incomodando com as suas luzinhas todo aquele que se punha à frente dele. Mas não contente com isso, um par de km à frente, decide ultrapassar-me usando a técnica de pegar-se no meu cú para sair disparado, algo muito temerário porque se eu quisesse travar, não daria tempo para ele reagir.


O português é um ás no que toca a utilizar um GPS. Em especial nas autovias espanholas, tão mal sinalizadas e com raríssimas indicações, onde tal aparelho é vital. Mas sou capaz de apostar que o manual de instruções ainda deve estar embalado em celofane, no porta-luvas, tal como veio de fábrica.
Caro amigo ChemaLiso, calma, uma coisa de cada vez. Primeiro, ainda é necessário ensinar muitos portugueses a usar o pisca-pisca, e explicar que não é um acessório para usar no Natal. Depois é que podemos passar para um nível mais avançado, como é a regulação da altura dos médios.

"Os portugueses têm fama de conduzir muito mal. A mim demonstram-me diariamente e estamos em território espanhol. Nem quero imaginar como será conduzir por território português.

Dá para escrever um blogue, caro amigo! :)

Ingecção Direta



Esta fotografia foi tirada em Tazém uma aldeia em Valpaços, Trás-os-Montes, Portugal, e tem um fantástico mix verdadeiramente português: um misto de exibicionismo e de analfabetismo.

Em primeiro lugar, porquê? Porque é que é necessário informar os demais automobilistas e traseuntes (cá está, nunca perderei a oportunidade de falar policiês em vez de português, sempre que posso...) de que esta vulgar camioneta de caixa aberta possui um sistema de ingecção direta no seu fantástico motor? Será para que se acautele, pois os fumos do seu escape são especialmente nauseabundos?
Acredito que a ingecção direta até possa dar um excelente desbloqueador de conversa de café, mas custa-me a crer que o dono desta máquina sabe a diferença entre um distribuidor e um carburador.
E porquê evidenciar a ingecção? Porque não publicitar as cargas que se leva? Acho que daria mais estilo uma Toyota Dyna Carregadora de Estrume, ou uma Nissan Cabstar Pocilga de Porcos... seria bem mais informativa para os demais traseuntes.

Em segundo lugar, quem será o autor deste mini-tuning? É que, pela fotografia, parece que veio assim de fábrica! Meus amigos, é obra dar dois pontapés na língua portuguesa em duas palavras simples (um parênteses para os nossos irmãos brasileiros: em Portugal, diz-se directa e não direta). Para quando um Volkswagem Golfe? Ou um Fiat grande Ponto Multijete?
Ainda bem que a Mazda não comercializa em Portugal o seu carro Laputa... sabe-se lá que tipo de edições especiais se fariam em Tazém...


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